Tag: emprego no agro

  • Salários no agro; empregos de até R$ 200 mil, revela pesquisa

    Salários no agro; empregos de até R$ 200 mil, revela pesquisa

    Os salários no agro continuam em alta, podendo atingir até R$ 200 mil por mês. De acordo com o Guia Salarial Agro 2024, publicado pela consultoria Fox Human Capital, que atua no Brasil e nos Estados Unidos, revela que as remunerações em cargos estratégicos e analíticos estão em ascensão, refletindo a competitividade do setor.

    Salários em Cargos de Alta Liderança

    Os salários no agro para posições de alta liderança, como CEO, variam entre R$ 60 mil e R$ 200 mil, com uma média de R$ 130 mil.

    Para diretores comerciais, essenciais para o crescimento das empresas, as remunerações podem chegar a R$ 75 mil.

    Henrique Dallo, headhunter da Fox Agro, observa que “o setor continua a oferecer oportunidades consideráveis”, especialmente nas áreas de Comercial, Suprimentos e Logística. Ele acrescenta que “a área comercial está sempre aquecida”, enfatizando a necessidade de uma visão sistêmica por parte dos compradores.

    Cargos de Liderança e Gestão no Agro:

    Cargo Faixa Salarial (R$) Média (R$)
    CEO 60.000 – 200.000 130.000
    Diretor Financeiro (CFO) 44.500 – 87.930 76.275
    Diretor de Suprimentos 38.650 – 79.000 61.000
    Diretor de Operações (COO) 38.500 – 79.000 59.200

    Valorização em Cargos Intermediários

    As posições de média gestão, por sua vez, têm mostrado uma valorização significativa. Para os gerentes no setor agroindustrial, por exemplo, os salários variam atualmente entre R$ 25 mil e R$ 40 mil.

    Dallo destaca que “manter a estrutura de suprimentos eficiente é essencial”, sublinhando a importância da atenção constante aos custos e à demanda de estoque.

    Cargos de Gestão Intermediária:

    Cargo Faixa Salarial (R$) Média (R$)
    Gerente de TI 28.250 – 40.000 35.877
    Gerente de Operações 25.707 – 40.000 34.041
    Gerente Comercial 21.500 – 39.650 28.050
    Gerente de Logística 20.000 – 33.500 25.000

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Boi mais musculoso do mundo impressiona pelo físico; veja o Belgian Blue
    + Agro em Campo: Vaca brasileira bate recorde mundial na produção de leite; conheça Darlin FIV

    Cargos Técnicos e Especialistas:

    Além disso, o setor valoriza cargos técnicos e especialistas, oferecendo remunerações médias que variam entre R$ 13,2 mil e R$ 18,5 mil para coordenadores.

    Cargo Faixa Salarial (R$) Média (R$)
    Coordenador Comercial 13.000 – 23.650 18.500
    Especialista em Derivativos 14.000 – 19.000 17.220
    Coordenador Agrícola 9.000 – 16.320 13.200

    Perspectivas Futuras e Inovações

    A expectativa para o futuro é otimista, impulsionada por investimentos em sustentabilidade e biotecnologia. O mercado de bioinsumos, por exemplo, deve se destacar como um diferencial estratégico para o agro brasileiro nos próximos anos.

    Reinaldo Bonnecarrere, diretor de biológicos Latam da Indigo Agricultura, afirma que, sendo assim, “o mercado de bioinsumos no país atingiu mais de R$ 6 bilhões em 2023”, prevendo um crescimento anual robusto até a safra 2027/28.

    Diante desse panorama, o agronegócio brasileiro se reafirma como um dos principais motores da economia nacional. Portanto, os salários no agro são promissores para profissionais qualificados em diversas áreas do setor, empregando milhões e apresentando oportunidades.

  • Mercado de trabalho bate recorde de empregos no agro

    Mercado de trabalho bate recorde de empregos no agro

    O agronegócio brasileiro registrou 28,6 milhões de empregos no segundo trimestre de 2024, marcando um crescimento de 2,3%, ou aproximadamente 643 mil novas vagas, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

    Os dados são de pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

    Este número representa um novo recorde na série histórica iniciada em 2012. A participação do setor no total de ocupações do Brasil manteve-se em 26,5% entre abril e junho de 2024.

    Crescimento por setor

    Os pesquisadores do Cepea/CNA apontam que o aumento no número de empregos no agronegócio foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 8,3% nos agrosserviços, o que representa cerca de 815 mil novas vagas.

    Além disso, também registrou aumento de 4% (aproximadamente 179 mil pessoas) nas agroindústrias.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Azeite brasileiro Sabiá é eleito o melhor do mundo
    + Agro em Campo: Preço da laranja bate novo recorde em setembro

    A expansão das atividades agroindustriais resulta em uma maior demanda por serviços, uma vez que operações industriais mais complexas requerem uma ampla gama de serviços.

    Perfil dos trabalhadores

    O agronegócio cresceu no segundo trimestre de 2024, impulsionado por trabalhadores com e sem carteira assinada, além de refletir o aumento do nível educacional dos empregados.

    Essa tendência vem sendo observada desde o início da série histórica, com destaque para a maior participação feminina na força de trabalho.

    A análise da série histórica revela uma transformação no perfil ocupacional do agronegócio, com uma substituição gradual de trabalhadores autônomos e auxiliares familiares por empregados formalmente registrados.

    Além disso, houve um aumento no nível médio de escolaridade dos trabalhadores. Isso é evidenciado pelo crescimento da participação de profissionais com ensino superior e médio, completo ou não.

    Recuperação no mercado de trabalho

    Em 2024, o Brasil tem mostrado sinais de recuperação no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego caindo gradualmente.

    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil ficou em torno de 7,9% no segundo trimestre de 2024.

    Isso representa uma redução em relação ao ano anterior, impulsionada pela recuperação econômica pós-pandemia e a retomada de setores como turismo e serviços.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Primeira inspeção de algodão para exportação à Ásia ocorre em Jundiaí
    + Agro em Campo: Conheça a alface dourada, que pode mudar a história dos vegetais

    Nos primeiros meses do ano, especialmente até abril, o país gerou mais de 556 mil novos empregos com carteira assinada. Os dados são de acordo com o Novo Caged.

    Ou seja, o setor de serviços liderou a criação de vagas, gerando cerca de 288 mil empregos. A indústria veio em seguida, com 114 mil novos postos, e a construção civil criou 87 mil vagas.

    Esses números também indicam uma recuperação estável do mercado de trabalho no Brasil, com destaque para o setor de serviços e uma queda contínua no desemprego.

    Além disso, as políticas governamentais também têm desempenhado um papel importante na recuperação do emprego. Portanto, os incentivos para a geração de empregos e programas de qualificação profissional tem contribuído para os bons números do setor.