Tag: Empreendedorismo

  • Região sisaleira amplia renda com cooperativismo

    Região sisaleira amplia renda com cooperativismo

    O cooperativismo de crédito tem mudado a dinâmica econômica e social da região sisaleira da Bahia. Atualmente, com presença em municípios do chamado “território do sisal”, o Sicoob Coopere amplia sua base de cooperados, fortalece o empreendedorismo local e mantém a circulação de recursos dentro das próprias comunidades. Além disso, a instituição encerrou 2025 com 75 mil cooperados, crescimento expressivo em comparação aos 50 mil registrados em 2021. A cooperativa também distribuiu R$ 4 milhões em sobras entre os associados.

    As informações foram apresentadas pela presidente da cooperativa, Maria Vandalva Lima de Oliveira, durante exposição sobre os impactos do cooperativismo financeiro no desenvolvimento regional. Segundo ela, o modelo cooperativista vai além da inclusão bancária e atua diretamente na melhoria da qualidade de vida da população.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “O cooperativismo traz desenvolvimento econômico e social, ele promove e impulsiona a economia”, afirmou. “Toda cidade gera riqueza, o problema é para onde vai esse dinheiro.”

    Com atuação em 23 municípios e uma agência digital, com um total de 24 unidades distribuídas pela região, o Sicoob Coopere integra um sistema cooperativo organizado em três níveis: nacional, central estadual e singular. Atualmente, a cooperativa conta com 215 colaboradores e mantém forte presença em Valente, município com aproximadamente 24 mil habitantes, localizado a 238 quilômetros de Salvador. Na cidade, estão concentrados cerca de 7,8 mil cooperados.

    A história da instituição está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico do sisal, cultura tradicional da região. Hoje, além do setor agrícola, a cooperativa acompanha o avanço de atividades ligadas ao turismo e à energia renovável. Esses segmentos, inclusive, ampliam as oportunidades econômicas no semiárido baiano.

    Desenvolvimento econômico e permanência da riqueza local

    Durante a apresentação, Vandalva destacou que a chegada das cooperativas altera a realidade econômica das cidades. Segundo ela, o modelo estimula o consumo, gera empregos, fortalece empresas locais e amplia a arrecadação tributária.

    “As cidades ganham vida e muda a realidade com a chegada das cooperativas. Não estamos experimentando, já sabemos o que deve ser feito”, declarou.

    O modelo cooperativista defendido pelo Sicoob Coopere se baseia em princípios como adesão livre e voluntária, gestão democrática, participação econômica, autonomia, educação, intercooperação e interesse pela comunidade. Dessa forma, a proposta busca construir um sistema financeiro mais justo, inclusivo e comprometido com o desenvolvimento sustentável.

    A presidente também relacionou o cooperativismo à mudança de perspectivas no sertão nordestino. De acordo com ela, por muitos anos predominou na região a ideia de que estudar significava deixar a comunidade em busca de oportunidades em outros centros urbanos.

    Vandalva, presidente da Sicoob Coopere de Valente, BA – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “Fui predestinada a estudar e ir embora. Decidi estudar para morar aqui, para mudar essa realidade”, afirmou.

    Outro indicador apresentado foi o Benefício Econômico Total (BET), cálculo utilizado para mensurar as vantagens financeiras geradas aos cooperados. Em 2025, o benefício médio chegou a R$ 1.371 por associado na utilização dos produtos e serviços financeiros da cooperativa.

    Educação cooperativista, ESG e fortalecimento feminino

    Além da atuação financeira, o Sicoob Coopere mantém iniciativas sociais e educacionais por meio do Instituto Sicoob e de programas voltados à educação cooperativista e saúde financeira. Para 2026, por exemplo, a meta é beneficiar 23 mil pessoas com ações sociais e ampliar o alcance dos projetos desenvolvidos na região.

    A cooperativa também reforçou o compromisso com a agenda ESG e com políticas de inclusão. Entre os reconhecimentos recebidos está o Selo Lilás, certificação ligada à promoção da igualdade e valorização feminina no ambiente corporativo.

    Um dos programas destacados foi o “Mulher, com seu dinheiro, coopera”, voltado ao incentivo ao empreendedorismo feminino e à autonomia financeira das mulheres.

    Segundo Vandalva, a lógica da cooperativa não está centrada na concentração de lucros, mas sim na geração coletiva de desenvolvimento econômico sustentável.

    “Não queremos lucro, queremos desenvolvimento sustentável, o que sobra a gente divide”, disse.

    A dirigente ainda ressaltou que o fortalecimento da cooperativa depende diretamente da evolução econômica dos próprios associados.

    “Cooperativa só é forte se o cooperado é forte. Nós cuidamos das pessoas.”

    Para 2026, o Sicoob Coopere projeta a abertura de mais duas unidades. Com isso, a instituição amplia a presença regional e reforça o compromisso com a expansão do cooperativismo financeiro no interior baiano.

  • Festival Campinas Rural reúne produtores e orientação para MEIs

    Festival Campinas Rural reúne produtores e orientação para MEIs

    O Festival Campinas Rural 2025 acontece de 4 a 6 de setembro, das 10h às 19h, no Largo do Rosário e na Praça Guilherme de Almeida. Com uma programação diversificada voltada ao setor rural e com entrada gratuita, promete movimentar o centro da cidade

    O público poderá conhecer produtos do agro campineiro, como frutas, hortaliças, mel, café, flores e bebidas artesanais. Além disso, também poderá aproveitar oficinas, workshops e minicursos do Sebrae. Shows sertanejos diários e o concurso 1ª Violeira Chitãozinho & Xororó completam a programação cultural, reunindo produtores, moradores e turistas.

    Espaço MEI: orientação para pequenos empreendedores

    Entre os destaques, está o Espaço MEI, da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), dentro da área temática “Da Roça ao Negócio”. O espaço oferecerá atendimento gratuito a pequenos produtores e empreendedores, abordando formalização, gestão financeira, emissão de boletos e notas, certificado digital e oportunidades de participação em eventos.

    Foto: Divulgação

    Serviços de capacitação e acesso a linhas de crédito do Banco do Povo também estarão disponíveis, reforçando a importância dos microempreendedores individuais na economia local. Em Campinas, existem atualmente 128 mil MEIs, representando mais de 40% do total da Região Metropolitana da cidade, segundo dados da Receita Federal.

    “O Espaço MEI permite que esses empreendedores obtenham orientação, acesso a serviços e condições para expandir seus negócios com segurança”, destaca Nina Bertelli, presidente da ACIC.

    Apoio institucional e integração

    Promovido pela Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, conta com a participação do Sebrae, Senar, Sindicato Rural de Campinas, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e do Agronegócio e ACIC.

    Também haverá Feirão de Empregos voltado ao setor rural e a Feira Solidária da Economia Popular, incentivando a geração de renda e inclusão social.

    Serviço

    Festival Campinas Rural 2025
    Data: 4 a 6 de setembro, das 10h às 19h
    Local: Largo do Rosário e Praça Guilherme de Almeida – Centro, Campinas (SP)
    Entrada gratuita

  • Empreendedorismo: jovem transforma herança em queijaria certificada

    Empreendedorismo: jovem transforma herança em queijaria certificada

    João Paulo de Assis Caixeta, de Ibiá (MG), encontrou no legado familiar o caminho para empreender. O produtor acaba de obter o registro oficial do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para sua queijaria Realeza do Jersey. Com a certificação, o Queijo Minas Artesanal (QMA) agora pode ser vendido em todo o Brasil, graças também ao Selo Arte.

    A região de Araxá, da qual Ibiá faz parte, é referência na produção de QMA. “Recebemos suporte da Emater-MG desde a elaboração até a construção da queijaria. O apoio técnico foi fundamental”, destaca João Paulo. O trabalho envolveu treinamento em boas práticas, rotulagem e orientação sobre bovinocultura.

    Segundo Rayanne Soalheiro de Souza, coordenadora técnica da Emater-MG, a regularização segue etapas rígidas, considerando as necessidades de cada produtor. Já Lilian Cristina Andrade de Araújo, especialista da Rede de Queijos Artesanais da Emater-MG, lembra que o selo de inspeção assegura qualidade e procedência, além de garantir a venda nacional.

    Foto: Divulgação/Emater-MG

    A produção começou informalmente há mais de cinco anos. A família vendia queijos para amigos e vizinhos. Agora, com a habilitação sanitária, João Paulo espera aumentar a produção, disputar concursos e alcançar novos mercados.

    Sucessão, tradição e inovação

    A inspiração veio da bisavó, famosa por seus queijos. Incentivado pelos pais, João Paulo deixou um emprego em uma multinacional para apostar no negócio, começando em uma pequena queijaria de quatro metros quadrados. Hoje, ao lado da esposa, Ádila Caixeta, ele produz cerca de 40 queijos semanais, todos com 14 dias de maturação. Novos testes devem chegar a 30 e 60 dias em breve. Por mês, a produção já ultrapassa 200 quilos, com vendas em Ibiá, Nova Ponte e Uberaba.

    Os queijos trazem sabor que remete à memória afetiva da família. O diferencial dos produtos está no leite de vacas Jersey, além do cuidado com o bem-estar animal. Os animais vivem em ambiente sombreado e tranquilo. A fazenda investe em coleta seletiva de lixo e esterqueira líquida.

    A Realeza do Jersey participa ainda do Projeto Queijo Minas Legal, que busca ampliar a qualidade e o número de queijarias regularizadas em Minas Gerais.

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