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  • Rio Grande do Norte registra seca grave em 37% dos municípios em agosto

    Rio Grande do Norte registra seca grave em 37% dos municípios em agosto

    O Rio Grande do Norte enfrentou uma seca grave em agosto de 2025, com 37,12% dos municípios atingidos por esta condição, segundo dados da EMPARN e da ANA. No total, 83,84% das cidades do estado tiveram algum nível de seca, em um cenário que demanda atenção especial.

    A seca grave (S2) foi a categoria mais presente no estado. A seca fraca (S0) e a seca moderada (S1) estiveram em patamares próximos, com 23,95% e 22,75% dos municípios, respectivamente. Não houve registro de seca extrema (S3) ou excepcional (S4) neste período. Apenas 16,16% dos municípios ficaram livres da seca relativa.

    O fenômeno afetou principalmente o Alto Oeste e o Seridó, regiões em que predomina a seca grave. O leste do estado apresentou melhora, com chuvas acima da média que reduziram os níveis das secas fraca e moderada.

    O Monitor de Secas, publicado mensalmente pela EMPARN, divulga esses dados com base na análise da Agência Nacional de Águas (ANA). O informe está disponível no site da EMPARN, na seção de Publicações.

    Municípios com seca grave

    Acari, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Antônio Martins, Apodi, Caicó, Campo Grande, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Cruzeta, Coronel João Pessoa, Encanto, Equador, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Ipueira, Itajá, Itaú, Janduís, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Lucrécia, Luís Gomes, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Olho-d’Água do Borges, Ouro Branco, Paraná, Parelhas, Patu, Paraú, Pau dos Ferros, Pilões, Portalegre, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Santana do Matos, Santana do Seridó, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José do Seridó, São Rafael, São Vicente, Serra Negra do Norte, Serrinha dos Pintos, Taboleiro Grande, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal e Viçosa.

    Municípios com seca moderada

    Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Angicos, Areia Branca, Assu, Baraúna, Bodó, Campo Redondo, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel Ezequiel, Currais Novos, Doutor Severiano, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Ipanguaçu, Jaçanã, Lagoa Nova, Lajes, Lajes Pintadas, Macau, Mossoró, Pedro Avelino, Pendências, Porto do Mangue, Rodolfo Fernandes, Santa Cruz, São Bento do Trairi, São Miguel, São Tomé, Serra do Mel, Severiano Melo, Tibau, Upanema e Venha-Ver.

    Municípios com seca fraca

    Barcelona, Bento Fernandes, Boa Saúde, Bom Jesus, Galinhos, Guamaré, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Ielmo Marinho, Jandaíra, Monte das Gameleiras, Jardim de Angicos, Japi, João Câmara, Lagoa d’Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa Salgada, Lagoa de Velhos, Passa-e-Fica, Parazinho, Pedra Grande, Pedra Preta, Poço Branco, Pureza, Riachuelo, Ruy Barbosa, Santo Antônio, São Miguel do Gostoso, São Bento do Norte, São José do Campestre, São Paulo do Potengi, São Pedro, Santa Maria, Senador Elói de Souza, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serrinha, Sítio Novo, Tangará, Taipu e Touros.

     

  • Seca grave atinge 20% do Rio Grande do Norte

    Seca grave atinge 20% do Rio Grande do Norte

    O Rio Grande do Norte enfrenta um agravamento crítico da seca, com 20,4% dos municípios em condição de seca grave, segundo o Mapa de Secas de maio de 2025, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN). O fenômeno avança no Oeste Potiguar, enquanto o Centro do estado registra situação moderada, e apenas o Leste apresenta alívio devido a chuvas acima da média.

    Os dados são alarmantes: 88% dos municípios são afetados:

    • 34,7% com seca fraca
    • 32,9% com seca moderada
    • 20,4% com seca grave (34 municípios)
    • Apenas 11,9% sem seca relativa.

    Principais cidades em situação crítica:

    Caicó, Patu, Jucurutu, Caraúbas, Umarizal, São João do Sabugi e Santana do Seridó estão entre as 34 localidades onde a disponibilidade hídrica e a agricultura sofrem impactos severos.

    Enquanto o Centro-Oeste e Norte registram melhora, o Nordeste concentra 39% das áreas com seca grave no país, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). O Rio Grande do Norte está entre os estados onde o fenômeno se intensificou, ao lado do Piauí e Pernambuco.

    Operação Carro-Pipa

    O Exército Brasileiro está em alerta para ampliar a Operação Carro-Pipa, que já atende 61 municípios potiguares.

    Acari e Paraú aguardam contratação de pipeiros, enquanto Lagoa D’Anta e Senador Elói de Souza estão em processo de inclusão no programa.

    A situação compromete a agricultura, o abastecimento humano e a economia local, exigindo políticas de gestão hídrica e investimentos em infraestrutura. A EMPARN disponibiliza atualizações no Monitor de Secas, ferramenta essencial para ações governamentais.

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  • Petrobras investe R$ 3,9 milhões em projeto de cultivo de macroalgas no RN

    Petrobras investe R$ 3,9 milhões em projeto de cultivo de macroalgas no RN

    A Petrobras aprovou o projeto “Algimare: Algicultura Como Renda e Preservação Ambiental”, desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) em parceria com o Centro AMA-GOA de Cultura e Meio Ambiente. O investimento total será de R$ 3.939.726,00 para a produção de macroalgas nos municípios de Macau e Galinhos, no litoral norte potiguar.

    O projeto, selecionado em 2023 pelo Programa Socioambiental da Petrobras, aguardava a assinatura do convênio para liberação da primeira parcela dos recursos. Com duração de três anos, a iniciativa visa gerar emprego e renda para comunidades locais, além de reduzir a extração predatória de algas naturais.

    Preservação ambiental e desenvolvimento econômico

    O “Algimare” foi um dos projetos aprovados em meio a concorrentes de todo o Brasil e tem como foco a sustentabilidade e inclusão social. A pesquisadora Ana Célia, da Unidade de Aquicultura da EMPARN, destaca que a iniciativa minimizará a colheita excessiva de algas nos bancos naturais, promovendo um equilíbrio ecológico.

    Foto: Divulgação EMPARN

    Serão instaladas duas unidades de produção da macroalga Gracilaria birdiae – uma em Diogo Lopes (Macau) e outra em Galinhos. A EMPARN ficará responsável pelas orientações técnicas, enquanto o Centro AMA-GOA executará o cultivo e os experimentos.

    Benefícios econômicos e aplicações das macroalgas

    De acordo com Josemir Neves, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da EMPARN, o projeto fortalecerá a economia local, especialmente para marisqueiras e pescadoras das comunidades envolvidas.

    As macroalgas são organismos fotossintéticos com diversas aplicações, podendo ser consumidas in natura ou processadas para:

    • Alimentos (como estabilizantes e espessantes)
    • Indústria farmacêutica e cosmética
    • Rações animais e fertilizantes
    • Biotecnologia

    Com o início das atividades, a expectativa é que o projeto Algimare se torne um modelo de desenvolvimento sustentável, alinhando preservação ambiental e geração de renda no Rio Grande do Norte.

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