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  • Alerta: decretada emergência sanitária após confirmação de peste suína clássica

    Alerta: decretada emergência sanitária após confirmação de peste suína clássica

    O Piauí está em estado de emergência zoossanitária após a confirmação de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no município de Porto, região Norte do estado. O decreto do governador Rafael Fonteles, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), terá validade de 180 dias. E estabelece controles rigorosos para impedir a disseminação da doença viral.

    A medida emergencial foi tomada após laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), confirmarem a presença do vírus causador da PSC em animais da região. A doença representa grave ameaça à suinocultura brasileira e pode causar prejuízos econômicos significativos ao setor.

    Controle rigoroso de movimentação

    De acordo com o decreto estadual, o trânsito de suínos e produtos considerados de risco no território piauiense passará a seguir protocolos específicos estabelecidos por equipes técnicas. As autoridades só autorizarão a movimentação de animais após o cumprimento de normas sanitárias rigorosas, com foco na contenção e eliminação do agente viral.

    A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi), em conjunto com a Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada), coordenará todas as ações de vigilância, controle e erradicação da doença. O órgão estadual está autorizado a expedir diretrizes sanitárias, adotar manejo integrado da doença e adquirir insumos necessários às operações de campo.

    Criadores devem notificar imediatamente qualquer suspeita

    O secretário da Sada, Fábio Abreu, fez um apelo direto aos produtores rurais. “Ressaltamos que criadores que observarem qualquer anormalidade nos suínos informem imediatamente à Sada e à Adapi. Não omitam qualquer informação, para que sejam adotados os protocolos necessários. O criador será ressarcido em caso de detecção da doença”, alertou.

    Abreu também destacou que a legislação sanitária considera crime a omissão de informações sobre animais doentes, passível de multas e outras penalidades.

    O que é a Peste Suína Clássica?

    A Peste Suína Clássica é uma doença viral altamente contagiosa que afeta suínos domésticos e selvagens. Segundo o Ministério da Agricultura, a enfermidade não representa risco para humanos. Mas pode causar mortalidade de até 100% nos rebanhos infectados, especialmente em animais jovens.

    Os principais sintomas incluem febre alta, falta de apetite, apatia, manchas avermelhadas na pele, problemas respiratórios e neurológicos. O vírus se transmite por contato direto entre animais, através de alimentos contaminados ou por meio de equipamentos e veículos utilizados nas propriedades.

    O Brasil vinha avançando no controle da PSC nas últimas décadas. De acordo com dados do Mapa, várias regiões do país já conquistaram o status de zona livre da doença, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A confirmação de novos focos representa um alerta para todo o setor produtivo nacional.

    Impactos econômicos e comerciais

    A presença da Peste Suína Clássica pode afetar diretamente as exportações de carne suína brasileira, um setor que movimenta bilhões de reais anualmente. Países importadores adotam barreiras sanitárias rigorosas contra nações que registram focos da doença, o que pode resultar em perdas econômicas significativas para os produtores.

    O Piauí, embora não esteja entre os maiores produtores de suínos do país, conta com importante atividade de suinocultura familiar e comercial. A rápida contenção do foco identificado em Porto representa uma estratégia para preservar a sanidade do rebanho estadual e evitar a propagação para estados vizinhos.

    Ações coordenadas de prevenção

    As autoridades estaduais ressaltam que as medidas adotadas seguem protocolos técnicos rigorosos e contam com apoio de equipes especializadas. O foco das ações está na proteção do rebanho suíno, na preservação da atividade produtiva e na manutenção da sanidade animal em todo o território piauiense.

    Produtores rurais, técnicos agrícolas e a população em geral podem obter mais informações sobre os procedimentos de notificação e as medidas preventivas entrando em contato com a Adapi ou com escritórios regionais da Sada em seus municípios.

    As autoridades sanitárias estaduais e federais vão monitorar continuamente a situação durante todo o período de emergência.

  • China suspende compra de carne de frango do Brasil por 60 dias

    China suspende compra de carne de frango do Brasil por 60 dias

    A China anunciou a suspensão temporária da compra de carne de frango brasileira por 60 dias, após o Brasil confirmar o primeiro foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro, Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16).

    O foco da doença foi detectado em um matrizeiro (granja de produção de ovos férteis) no Rio Grande do Sul, marcando a primeira ocorrência da IAAP em sistema comercial no país. Antes, os casos registrados envolviam apenas aves silvestres. Em resposta, a área ao redor da granja, num raio inicial de 10 km, foi isolada, e as aves remanescentes foram eliminadas para conter a disseminação do vírus.

    Medidas de contenção e monitoramento

    A Secretaria da Agricultura do RS iniciou investigações para identificar possíveis novos casos na região. O Ministério da Agricultura já acionou o Plano Nacional de Contingência, adotando medidas rigorosas de contenção e erradicação do vírus, além de comunicar oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, e parceiros comerciais internacionais.

    O governo federal decretou emergência zoossanitária na área afetada para garantir o controle da doença e a segurança do setor avícola.

    Segurança alimentar garantida pelo Ministério da Agricultura

    O Ministério reforça que o consumo de carne de aves e ovos permanece seguro, pois a gripe aviária não se transmite pelo consumo desses produtos. O risco de infecção humana é considerado baixo e ocorre principalmente em pessoas com contato direto e prolongado com aves infectadas, como tratadores e profissionais do setor.

    Impacto nas exportações e no mercado internacional

    A China, maior importadora da carne de frango brasileira, representa cerca de 10% das exportações do setor, que somaram US$ 10 bilhões em 2024. A suspensão temporária das compras pode afetar o mercado brasileiro, mas o Ministério da Agricultura destaca a robustez e confiabilidade do sistema sanitário brasileiro, que já vinha adotando protocolos rigorosos para evitar a entrada e disseminação da doença.

    Outros países também acompanham de perto a situação, e o Brasil mantém diálogo constante com parceiros comerciais para garantir transparência e segurança.

    A gripe aviária circula desde 2006 em várias regiões do mundo, especialmente na Ásia, África e norte da Europa. O Brasil vinha monitorando a doença desde então, com ações como vigilância epidemiológica, monitoramento de aves silvestres, treinamento de técnicos e controle nos pontos de entrada de animais e produtos.

    Em 2023, o país registrou surtos em aves silvestres em pelo menos sete estados, mas esta é a primeira vez que o vírus é detectado em avicultura comercial.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) emitiram uma nota

    Nota setorial

    Com relação à identificação de foco de H5N1 em uma granja de aves do município de Montenegro (RS), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) ressaltam a total transparência do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, juntamente com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul em relação à identificação, comunicação e contenção da situação, que é pontual.

    A ABPA e a ASGAV estão apoiando o MAPA e a Seapi neste processo. Todas as medidas necessárias para o contingenciamento da situação foram rapidamente adotadas, e a situação está sob controle e monitoramento dos órgãos governamentais.

    Ao mesmo tempo, as entidades confiam na rapidez das tratativas que serão adotadas pelo Ministério e pela Secretaria em todos os níveis, de tal forma que qualquer efeito decorrente da situação seja solucionado no menor prazo possível.

    Por fim, a ABPA e a ASGAV lembram que a situação em questão – assim como qualquer outra ocorrência da enfermidade em aves – não representa qualquer risco ao consumidor final.

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  • Espírito Santo prorroga por 180 dias Estado de Emergência Zoossanitária

    Espírito Santo prorroga por 180 dias Estado de Emergência Zoossanitária

    O Espírito Santo prorrogou por mais 180 dias o Estado de Emergência Zoossanitária devido à Influenza Aviária (H5N1). A decisão foi aprovada por unanimidade em reunião virtual do Comitê Gestor de Enfrentamento à Influenza Aviária, realizada na sexta-feira (9). A medida está alinhada à Portaria nº 784 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ela estende a emergência zoossanitária em todo o Brasil até 6 de outubro de 2025.

    Esta é a quarta prorrogação do Decreto Estadual nº 5.454-R, publicado em 26 de julho de 2023. O objetivo é reforçar a vigilância e a prevenção da doença. E proteger a avicultura comercial capixaba, setor fundamental para a geração de empregos, renda e abastecimento alimentar no estado. O Espírito Santo foi o primeiro estado brasileiro a registrar casos do vírus H5N1 em aves silvestres migratórias, em maio de 2023. O que intensificou as ações sanitárias e a integração entre órgãos federais, estaduais e municipais.

    Medida preventiva

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, a prorrogação é uma medida preventiva essencial para manter a avicultura comercial livre do vírus. “O empenho dos órgãos públicos, da iniciativa privada e dos produtores, que seguem rigorosamente os protocolos de biosseguridade, tem sido fundamental para proteger vidas, empregos e a economia capixaba”, destacou Bergoli.

    O Comitê Gestor da Influenza Aviária reúne representantes da Secretaria da Agricultura, do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), da Secretaria de Meio Ambiente, do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), da Secretaria da Saúde, da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC), da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária (SFA/ES) e da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves).

    A população deve notificar imediatamente qualquer suspeita de Influenza Aviária em aves domésticas ou silvestres – como sinais respiratórios, neurológicos ou morte súbita – pelo sistema e-Sisbravet, disponível no site do Idaf. Recomenda-se evitar contato direto com aves doentes ou mortas sem o uso de equipamentos de proteção.

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  • Brasil prorroga estado de emergência zoossanitária por 180 dias

    Brasil prorroga estado de emergência zoossanitária por 180 dias

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional devido à presença do vírus da gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade (IAAP) em aves silvestres. A medida, publicada na Portaria nº 784 do Diário Oficial da União, visa manter a vigilância e prevenir a propagação da doença.

    A prorrogação é uma medida preventiva que permite ao Mapa adotar ações rápidas para erradicar focos da doença, além de mobilizar recursos e articular esforços com outros ministérios e organizações governamentais e não governamentais. A suspensão de eventos com aglomeração de aves, como exposições e feiras, também continua em vigor, podendo ser flexibilizada apenas com avaliação epidemiológica e plano de biosseguridade aprovado.

    Histórico da gripe aviária no Brasil

    O primeiro caso de gripe aviária no Brasil foi registrado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Desde então, foram identificados 166 focos da doença, sendo 163 em aves silvestres e três em aves de subsistência. No entanto, até o momento, não há registros de circulação do vírus na criação comercial. Portanto, mantendo o Brasil com status de país livre de influenza aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

    A manutenção do status de país livre de influenza aviária permite que o Brasil continue exportando produtos avícolas de forma segura, o que . Isso é crucial para proteger a indústria avícola e garantir a segurança alimentar, escapando de uma emergência  comercial.

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  • Newcastle: fim da emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul

    Newcastle: fim da emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou o fim do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul. Nesta terça-feira (6), o Mapa oficializou a medida ao publicar a Portaria nº 706, após detectar o vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais na região.

    Entretanto, a decisão do Mapa mantém a restrição de exportação de produtos avícolas e material genético em uma área de 10 km ao redor do foco da doença. Além disso, a fiscalização dos produtos destinados ao mercado doméstico continua rigorosa. Ou seja, a vigilância epidemiológica na região permanece ativa, com possíveis exigências de termoprocessamento antes da comercialização interna.

    Emergência zoossanitária

    Em 19 de julho, o Mapa decretou a emergência zoossanitária, válida por 90 dias, para permitir uma resposta rápida à doença. As ações incluíram vigilância epidemiológica e procedimentos de erradicação, conforme o Plano de Contingência do Mapa.

    Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal, explicou que a ausência de novos casos e a avaliação positiva da condição epidemiológica permitiram a declaração de normalidade sanitária no estado. Primeiramente, em 26 de julho, o Mapa notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão dos trabalhos de limpeza e desinfecção do foco da doença. Depois, na semana seguinte, o Mapa relatou que não foram detectados novos casos suspeitos.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a transparência do processo e a importância de tranquilizar a população e os países importadores sobre a segurança do sistema de defesa agropecuária brasileiro. Ele destacou também a rapidez e a eficiência das equipes de defesa agropecuária na resolução do caso.

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    Foco confirmado

    Em 17 de julho, o Mapa confirmou o foco da doença de Newcastle no município de Anta Gorda (RS). Isso aconteceu após análise do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. Esse laboratório, por sua vez, é reconhecido pela OMSA como referência internacional para o diagnóstico. Além disso, as ações de campo continuam para garantir o restabelecimento completo da normalidade sanitária.

    Doença de Newcastle

    Em resumo, a doença de Newcastle é uma enfermidade viral que atinge aves domésticas e silvestres, causando sintomas respiratórios, nervosos e diarreia. Além disso, o vírus paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), causa a doença que deve ser notificada à OMSA devido à sua gravidade em aves comerciais.