Tag: embarques

  • Carne de frango reage e exportações batem recorde em agosto

    Carne de frango reage e exportações batem recorde em agosto

    As cotações da carne de frango reagem no mercado doméstico, impulsionadas pelo aumento da demanda. Segundo o Cepea, o período de pagamento de salários elevou o poder de compra dos consumidores.

    Além disso, a volta às aulas contribuiu para aquecer a demanda e sustentar os preços da carne de frango. Os agentes consultados pelo Cepea também apontam estoques relativamente ajustados à demanda. Assim, o equilíbrio entre oferta e procura evita maior pressão sobre as cotações no mercado doméstico.

    Exportações de frango atingem ritmo recorde

    No mercado externo, o cenário também permanece firme para a carne de frango brasileira. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, mostram ritmo recorde nas exportações de carne de frango *in natura* em agosto.

    Nos cinco primeiros dias úteis do mês, o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas por dia. Esse volume representa o maior ritmo diário de toda a série histórica da Secex. A série histórica começou em 1997 e registra os dados das exportações brasileiras.

    Ovos processados registram recorde em julho

    As exportações de ovos começaram o segundo semestre em alta, principalmente com o avanço dos produtos processados. Entre junho e julho, as vendas externas dessa categoria cresceram de forma expressiva. Em julho, os embarques de ovos processados alcançaram o melhor resultado para o mês.

    O desempenho representa o maior volume para julho em toda a série histórica da Secex. De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil exportou 2,68 mil toneladas em julho. O volume inclui ovos in natura e produtos processados.

    O resultado supera em 3,3% o volume embarcado em junho, mas recua 49% ante julho de 2025. Do total exportado, cerca de 1,21 mil toneladas corresponderam aos produtos processados. A categoria inclui itens como ovalbumina e ovos secos ou cozidos. O volume processado avançou 122% em relação às 548 toneladas embarcadas em junho.

  • Exportações de carne bovina caem, mas preço maior sustenta receita

    Exportações de carne bovina caem, mas preço maior sustenta receita

    As exportações brasileiras de carne bovina perderam ritmo em julho, após alcançarem recorde histórico no primeiro semestre de 2026. Segundo o Cepea, a queda ocorreu principalmente pela redução das compras chinesas. A China antecipou parte das aquisições nos primeiros meses do ano. Além disso, o país já preencheu 90% da cota estabelecida.

    De acordo com dados da Secex, o Brasil exportou 257,983 mil toneladas de carne bovina em julho. O volume representa uma queda de 16,83% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar disso, a receita recuou menos no período. O faturamento passou de US$ 1,66 bilhão para US$ 1,56 bilhão.

    Assim, a receita com as exportações caiu 6,02% na comparação anual. Para pesquisadores do Cepea, a diferença entre volume e receita revela um cenário importante. A carne bovina brasileira está sendo comercializada no mercado internacional por valores mais elevados.

    Exportações de carne suína recuam em julho

    As exportações brasileiras de carne suína também recuaram entre junho e julho. Segundo pesquisadores do Cepea, a queda ocorreu principalmente pela redução das compras asiáticas.

    As Filipinas lideraram esse movimento. O país representa atualmente o principal destino da carne suína brasileira no exterior.

    Conforme dados da Secex, as compras aceleraram durante todo o primeiro semestre de 2026. Por isso, as Filipinas formaram estoques maiores e reduziram a demanda em julho. Além disso, o Cepea destaca que quedas nos embarques são comuns no início do segundo semestre.

    Nos últimos dez anos, julho registrou retração nas exportações em cinco ocasiões.O movimento também ocorreu em 2025, quando diversos países asiáticos reduziram as compras. Entre eles estavam importantes parceiros comerciais, como China, Filipinas e Japão.

    Mercado externo reduz ritmo de compras

    O desempenho de julho mostra uma desaceleração nas exportações brasileiras de proteínas animais. No caso da carne bovina, a redução das vendas à China teve maior impacto.

    Entretanto, os preços internacionais mais elevados limitaram a queda da receita brasileira. Já no mercado de carne suína, o ajuste concentrou-se principalmente entre compradores asiáticos. Assim, o ritmo dos embarques no início do segundo semestre ficou mais moderado.

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  • Exportação de ovos processados atinge recorde histórico

    Exportação de ovos processados atinge recorde histórico

    As exportações brasileiras de ovos processados registraram o melhor desempenho para o período desde 2006. O resultado ocorreu mesmo com a queda dos embarques totais de ovos em 2026.

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Cepea, mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio. O volume ficou 32,5% abaixo das 18,36 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

    Em maio, o país exportou 2,18 mil toneladas. O resultado representou recuo de 5,7% em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, a queda chegou a 59%.

    Apesar da retração nos embarques totais, os ovos processados ganharam espaço nas vendas externas brasileiras. Entre janeiro e maio, o segmento respondeu por 3,99 mil toneladas exportadas. Esse volume representou 32% de todas as exportações nacionais de ovos no período. Segundo pesquisadores do Cepea, a participação da categoria atingiu o maior patamar para os cinco primeiros meses do ano desde 2006.

    Além disso, o resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações brasileiras do setor. Com isso, os ovos processados ampliam sua relevância na pauta exportadora da avicultura nacional.

  • Fiscalização mais rígida trava embarques de soja brasileira para a China

    Fiscalização mais rígida trava embarques de soja brasileira para a China

    A Cargill suspendeu as exportações de soja do Brasil para a China. A causa é uma mudança nos procedimentos de inspeção sanitária adotados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que dificulta a emissão dos certificados exigidos para os embarques. A informação veio a público na quarta-feira por Paulo Sousa, responsável pelas operações da empresa na América Latina.

    A pedido do governo chinês, o Mapa passou a adotar uma avaliação sanitária mais rigorosa para cargas de soja destinadas ao país asiático, com foco na detecção de pragas e plantas daninhas. Para Sousa, o novo procedimento destoa do padrão do mercado de grãos.

    “Temos um sistema padrão de inspeção no comércio, baseado em amostragens. O Ministério da Agricultura do Brasil começou a realizar um novo tipo de análise próprio”, disse o executivo, acrescentando que a mudança gera resultados divergentes nas inspeções.

    A consequência prática é direta: sem os certificados sanitários, os navios carregados com soja simplesmente não podem partir. “Em alguns casos, os certificados que precisam acompanhar os embarques até o destino não estão sendo emitidos”, afirmou Sousa durante a conferência Argentina Week 2026, em Nova York, organizada pelo Bank of America.

    A paralisação nas exportações gerou um efeito em cadeia. A Cargill também suspendeu temporariamente a compra de soja de produtores brasileiros,  já que, sem conseguir exportar, não há motivo para adquirir o grão. Produtores rurais confirmaram o cenário: havia escassez de ofertas de compra por parte das tradings para a soja disponível no mercado local.

    Um impasse no pior momento

    O timing é preocupante. A China compra cerca de 80% de toda a soja que o Brasil exporta, e o país é o maior produtor e exportador mundial da oleaginosa. O impasse coincide com o período de pico das exportações brasileiras, exatamente quando o volume embarcado é maior.

    A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) manifestou preocupação em nota divulgada na quarta-feira. Segundo a entidade, exportadores enfrentam dificuldades para ajustar suas operações ao novo sistema de inspeção justamente nesse momento crítico do calendário agrícola.

    Sousa informou que as novas inspeções começaram no início da semana passada e que as negociações entre as partes continuam, mas ainda sem solução definida. O Ministério da Agricultura ainda não se manifestou sobre o tema.