Tag: Emater

  • RS projeta safra recorde de noz-pecã e reforça liderança nacional

    RS projeta safra recorde de noz-pecã e reforça liderança nacional

    O Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 90% da produção de noz-pecã consumida no Brasil, caminha para registrar uma safra histórica em 2026. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta para uma colheita de 8 mil toneladas, volume muito superior às 5,2 mil toneladas alcançadas no ciclo anterior.

    De acordo com o gerente regional da Emater, Guilherme Passamani, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e impulsionaram o resultado esperado. Segundo ele, as chuvas ocorreram em períodos estratégicos, o que contribuiu diretamente para a formação da supersafra observada neste ano.

    Além das precipitações regulares, os produtores também se beneficiaram de dias ensolarados e ventos leves durante as fases de brotação e floração das nogueiras. Esse cenário criou condições ideais para elevar a produtividade dos pomares. Enquanto isso, a colheita segue até junho e ocorre de maneira mecanizada, com máquinas que sacodem as árvores para derrubar os frutos.

    Cultivo exige cuidados

    Na região Central do estado, uma propriedade localizada em Santa Maria mantém cerca de 20 mil nogueiras distribuídas em 120 hectares. Depois da colheita, os produtores encaminham as nozes para etapas de limpeza, seleção e classificação por tamanho.

    O produtor Eduardo Klumb ressalta que o manejo adequado tem papel decisivo no desempenho das plantações. Segundo ele, além de aproveitar os anos de maior produtividade, o cultivo exige adubação constante e aplicação correta de defensivos agrícolas para garantir bons resultados.

    Atualmente, Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria concentram as maiores áreas de cultivo de noz-pecã no Rio Grande do Sul. Com o bom desempenho das lavouras, o setor acredita que novos produtores devem investir na cultura, ao mesmo tempo em que o mercado tende a ampliar sua demanda.

    Hoje, a Itália lidera as compras da noz-pecã produzida no estado, e a expectativa dos produtores segue positiva para os próximos anos. O presidente do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan), Instituto Brasileiro de Pecan, Claiton Wallauer, afirma que o Rio Grande do Sul já possui entre 8 mil e 9 mil hectares plantados com nogueira-pecã. Além disso, ele projeta que a produção nacional poderá ultrapassar 15 mil toneladas até 2030.

    O retorno financeiro da atividade também impulsiona a expansão da cultura no estado. Conforme observa Guilherme Passamani, muitos produtores que iniciam o cultivo acabam ampliando suas áreas devido aos resultados positivos, o que também incentiva novos investidores a ingressarem no setor.

  • Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí ganha regulamentação e poderá ser vendido em todo o país

    Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí ganha regulamentação e poderá ser vendido em todo o país

    O Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí alcançou um marco histórico com a criação do Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ), oficializado nesta semana em São Pedro do Suaçuí, no Leste de Minas. O documento padroniza a produção do queijo, garante segurança sanitária e libera sua comercialização em todo o Brasil, desde que o produto possua o registro no Ministério da Agricultura (SIF), o Selo Queijo Artesanal ou o SISBI-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal).

    Foto: Diego Vargas/Seapa

    Durante o evento, os dirigentes da Emater e da Secretaria de Agricultura entregaram simbolicamente o Certificado do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com aporte de R$ 192 mil. E 560 toneladas de fertilizante agrosilício destinados aos municípios do Vale do Suaçuí.

    Queijo com sabor e identidade mineira

    Produzido há cerca de 50 anos, o Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí tem massa cozida a até 45 °C, que garante textura semidura e sabor semelhante ao do parmesão. A regulamentação deve beneficiar aproximadamente 200 produtores, permitindo que comercializem o produto formalmente e ampliem o alcance de mercado.

    “O RTIQ elimina barreiras e abre novos caminhos de comercialização dentro e fora de Minas”, destacou Gilson Sales. Na região, 66 agroindústrias familiares produzem mais de 678 toneladas anuais. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Thales Fernandes, o reconhecimento “estimula o desenvolvimento econômico, turístico e gastronômico, fortalecendo o queijo como símbolo do Vale do Suaçuí”.

    Trabalho conjunto e tradição preservada

    A conquista resulta de uma ação integrada entre a Secretaria de Agricultura, Emater-MG, Epamig e IMA. A Emater caracterizou a região e comprovou o vínculo cultural da produção. A Epamig realizou pesquisas de campo e análises laboratoriais que identificaram as particularidades do produto. Já o IMA elaborou o RTIQ, com os parâmetros de identidade, inspeção e qualidade exigidos.

    De acordo com Tâmara Temponi, extensionista da Emater em Santa Maria do Suaçuí, a tradição começou nos anos 1980. Foi quando um ex-funcionário de uma indústria de laticínios do Sul de Minas levou à região a receita do queijo tipo parmesão. “O novo modo de fazer se espalhou rápido, pois o queijo é mais resistente e mantém a qualidade em viagens longas”, contou.

    Produtores comemoram conquista

    Entre os produtores, a regulamentação representa valorização e esperança. Francélio Fernandes Otoni, de 47 anos, produz cerca de mil quilos por mês com a receita ensinada pelo avô. “Meu sonho é ter um rótulo e levar nosso queijo para novos mercados”, afirmou.

    Fotos: Diego Vargas/Seapa

    Já Ester Jardim dos Anjos, que fabrica ao lado do marido e do filho cerca de 700 quilos mensais, acredita que o reconhecimento mudará a realidade dos produtores. “Agora poderemos vender para grandes centros a preços melhores e mostrar o potencial do Vale do Suaçuí”, celebrou.

    Hoje, a produção se concentra principalmente em São Pedro do Suaçuí, Santa Maria do Suaçuí, José Raydan, Água Boa e São Sebastião do Maranhão.

  • Projeto inédito une indústria, bancos e pesquisa para transformar a cadeia do açaí no Pará

    Projeto inédito une indústria, bancos e pesquisa para transformar a cadeia do açaí no Pará

    A Polpanorte lança no próximo dia 26 de março, em Belém, o Projeto de Integração da Cadeia do Açaí, um programa de fomento que une cinco instituições para fortalecer a produção, ampliar a renda dos agricultores e promover o desenvolvimento sustentável da região amazônica.

    O projeto reúne o Banco do Brasil como agente financeiro, além de EMATER, SENAR/ATEG, FAEPA e Embrapa, responsáveis pelo suporte técnico e científico. Juntos, os parceiros oferecem aos produtores acesso facilitado a crédito, assistência técnica contínua e garantia de compra da colheita enquanto o contrato de financiamento estiver vigente.

    “O açaí faz parte da identidade e da vida de milhares de pessoas do estado. O que estamos construindo é um modelo capaz de valorizar quem está na base da cadeia, levando conhecimento, estrutura e acesso ao mercado”, afirma o CEO da Polpanorte, João Zeppone. “Nosso compromisso é transformar todo esse potencial em desenvolvimento, com impacto direto na renda e na qualidade de vida dessas famílias.”

    O açaí como motor econômico do Pará

    O Pará concentra 93,8% do valor total da produção de açaí no Brasil, segundo dados recentes da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas. O fruto representa uma das principais fontes de renda para milhares de famílias no estado e ocupa papel central na dinâmica econômica regional e nacional.

    O projeto mira justamente esse elo mais vulnerável da cadeia: o produtor rural. As adesões garantem financiamento com taxas de juros abaixo das praticadas no mercado, além de um mecanismo de garantia que reduz os riscos da operação de crédito. O programa também eleva a qualidade da matéria-prima e estimula boas práticas de manejo.

    Atuação direta nos municípios paraenses

    Após o lançamento oficial, o programa parte para o trabalho de campo. “A próxima etapa prevê atuação direta em diversos municípios paraenses, levando informação técnica aos produtores e iniciando o processo de adesão”, explica Renata Nobre, gerente Administrativa da Polpanorte. Segundo ela, a garantia de compra da produção é um dos grandes diferenciais: “Esse mecanismo reduz significativamente os riscos para o produtor rural e contribui para a organização e o fortalecimento de toda a cadeia.”

    A iniciativa não parte do zero. A empresa já aplicou programas semelhantes no Paraná, com foco na produção de morango e acerola. Nesses projetos, a empresa ofereceu assistência técnica e garantiu a compra da safra ou de parte dela, o que gerou mais previsibilidade de renda, reduziu perdas e incentivou o investimento no plantio. O projeto paraense adapta esse modelo consolidado à realidade local, com o objetivo de criar uma cadeia do açaí mais eficiente e integrada.

    SERVIÇO

    • Lançamento do Projeto de Integração da Cadeia do Açaí
    • Data: 26 de março de 2026
    • Horário: 9h
    • Local: Auditório da FAEPA, Belém (PA)
  • Programa Irriga Minas facilita acesso à irrigação por gotejamento

    Programa Irriga Minas facilita acesso à irrigação por gotejamento

    O Governo de Minas encerrou 2025 com a entrega de 8.413 kits de irrigação a agricultores familiares de 227 municípios, fortalecendo a produção rural e a renda no estado. Os equipamentos, distribuídos gratuitamente pela Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), são destinados ao cultivo de hortaliças e frutíferas, contribuindo para a segurança alimentar das famílias mesmo em períodos de chuvas abaixo do esperado.

    A ação faz parte do Programa Irriga Minas, alinhado à Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável. Além de atender à região do semiárido, onde houve a divulgação de 1.268 kits para 37 municípios em maio, os kits operam com irrigação por gotejamento em áreas de 500 m² a 1.000 m², com boa parte dos componentes em conjunto: caixa d’água de 1.000 litros com tampa, tubos gotejadores, filtros, registros e conectores. Essa tecnologia permite a aplicação de água diretamente na base das plantas, reduzindo desperdícios e elevando a produtividade.

    A regulamentação da irrigação também ganhou impulso neste ano com o Decreto nº 49.072. Ele define as diretrizes para a declaração de utilidade pública de infraestruturas e atividades de irrigação. As mudanças facilitam a aprovação de projetos, a captação de água e a perenização de reservatório. Operando como instrumento de apoio aos produtores familiares e à intensificação de cultivos.

    Para o secretário da Agricultura, Thales Fernandes, “os kits irrigação potencializam a Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável em Minas. E, com o apoio da Emater, os pequenos agricultores agora podem participar dessa política pública, aumentando a produção, gerando mais renda e emprego.”

    Impacto social

    Em Divino, na Zona da Mata, a distribuição também teve impacto social ao ampliar o protagonismo feminino no campo. Dos 49 kits destinados à região, 27 vão para trabalhadoras rurais. A extensionista Emanuela Costa Torres, da Emater de Divino, observa que a presença das mulheres no manejo das hortas aumenta as perspectivas econômicas locais.

    Produtores atendidos em Divino destacaram que o kit facilita a ampliação de áreas plantadas e a diversificação de culturas, com previsões de inserir novas culturas como pimentões, tomate e cenoura no ciclo de produção, inclusive para atender programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da merenda escolar a partir de 2026.

  • Minas Gerais escolhe os melhores queijos artesanais em concurso estadual

    Minas Gerais escolhe os melhores queijos artesanais em concurso estadual

    Itanhandu, no Sul de Minas, recebe nesta quinta-feira (4/9) o julgamento dos queijos finalistas do 18º Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais. A disputa começa às 8h30, na Fundação Itanhanduense Dilza Pinho Nilo.

    Os vencedores serão divulgados no dia 13 de setembro, também em Itanhandu, município que integra a região produtora do Queijo Artesanal Mantiqueira de Minas.

    A cerimônia de premiação faz parte do Festival Gastronômico “Aromas e Sabores”, realizado pela Prefeitura de Itanhandu. O concurso é promovido pelo Governo de Minas, por meio da Emater-MG, e traz uma novidade em 2025: a categoria Queijo Minas Artesanal Casca Florida Natural, com maturação de até 60 dias.

    Categorias em disputa

    Além do Casca Florida Natural, concorrem queijos nas seguintes categorias:

    • Queijo Minas Artesanal (maturação de 14 a 30 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (maturação de 14 a 30 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (maturação acima de 50 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (com ingredientes opcionais ou defumados).

    Avaliação e premiação

    Os jurados darão notas para apresentação externa e interna, cor, consistência, aroma e sabor. O julgamento é fechado ao público. Os cinco melhores queijos de cada categoria recebem troféus. Todos os produtores inscritos ganham certificado de participação e uma devolutiva técnica sobre o produto avaliado.

    O concurso aceita apenas queijos artesanais com registro em serviço de inspeção oficial — municipal, estadual ou federal. Também podem concorrer queijos classificados nos concursos regionais. No caso de estabelecimentos de QMA fora das regiões caracterizadas, a participação é permitida para produtos legalizados e com habilitação sanitária.

    O regulamento completo está disponível no site da Emater-MG.

  • Queijaria conquista certificação oficial e triplica faturamento

    Queijaria conquista certificação oficial e triplica faturamento

    A queijaria Cava, localizada no município do Serro, acaba de conquistar o registro oficial do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), marcando uma transformação definitiva no negócio familiar que perdura há 38 anos. O produtor Décio Padilha de Miranda agora pode comercializar seu Queijo Minas Artesanal (QMA) em novos mercados, deixando para trás a dependência dos atravessadores que pagavam preços abaixo do custo de produção.

    Foto: Emater-MG / Divulgação

    “Na época que não tinha registro, ficava à mercê dos atravessadores que pagavam um preço muito baixo. Na maioria das vezes, nem arcava com o custo da produção”, relata Décio Padilha, que produz mensalmente 240 peças da iguaria na Fazenda da Cava.

    Emater-MG acompanha processo completo de certificação

    O sucesso da certificação contou com o apoio integral da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo João Paulo Teixeira Campos, membro da Rede de Assistência Técnica e Extensão Rural em Queijos Artesanais da instituição, a empresa participou de todas as etapas, desde a elaboração da planta e memoriais até os exames e certificação final.

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    Região do Serro registra oito queijarias certificadas em 2025

    A queijaria Cava integra um movimento maior de formalização na microrregião do Serro. Em 2025, outras sete queijarias obtiveram registro oficial, beneficiando mais de 700 produtores locais. A região possui indicação geográfica e o modo de fazer o queijo é reconhecido como Patrimônio Imaterial e Cultural da Humanidade.

    “Cada nova certificação reforça o protagonismo da região e leva segurança sanitária e alimentar para os consumidores”, destaca João Paulo Teixeira Campos.

    A história de Décio Padilha na produção de queijos artesanais começou aos 14 anos, ajudando o pai que buscava alternativas de renda após dificuldades na produção de carvão. Mesmo tendo deixado o campo para trabalhar na cidade, o sonho de montar uma queijaria permaneceu vivo.

    “Depois de alguns anos decidi voltar e ajudar meu pai. Quando ele faleceu, tomei conta da produção e construí minha queijaria. Hoje é uma atividade familiar – eu e mais dois irmãos estamos na área e cada um tem sua queijaria”, comemora o produtor.

    Programas de apoio garantem qualidade e produtividade

    A parceria com a Emater-MG permitiu que Décio Padilha participasse de diversos programas de melhoria. O Projeto Queijo Minas Legal auxiliou na adequação do estabelecimento às normas sanitárias, enquanto o Minas Pecuária oferece visitas mensais para orientação em manejo sanitário, produtivo e nutricional do rebanho.

    O programa de Inseminação Artificial de Tempo Fixo (IATF) já apresenta resultados concretos com o nascimento de bezerros, representando um passo importante para o aumento da produção e melhoria da qualidade almejada pelo produtor.

    Com a certificação oficial conquistada, Décio Padilha estabeleceu metas ambiciosas para o futuro. Melhorar a qualidade do rebanho e das pastagens, aumentar a produção de leite e expandir a fabricação das iguarias. A comercialização atual é destinada à Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro (Cooperserro). Mas as novas oportunidades de mercado prometem ampliar significativamente o alcance dos produtos.

    A conquista da queijaria Cava representa não apenas o sucesso individual de uma família. Mas também o fortalecimento de toda uma região reconhecida mundialmente pela excelência na produção do Queijo Minas Artesanal.

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  • Produção de café multiplica renda de produtores

    Produção de café multiplica renda de produtores

    Uma velha carretinha guardada na garagem simboliza a transformação da vida do casal Silvani Alves Ferreira, 52 anos, e Maurício Gomes da Conceição, 51 anos. O equipamento que antes levava sacas de café até a feira local hoje representa o início de uma jornada que mudou drasticamente com o apoio do governo de Rondônia.

    Os agricultores compraram uma segunda propriedade, dois veículos e construíram a casa dos sonhos. Hoje sustentam a faculdade de medicina da filha com a renda do café. “Tudo pago com o café”, garante Silvani.

    A realidade atual contrasta com o passado difícil. Maurício vendeu a moto para comprar a primeira propriedade e trabalhava em pedreiras para complementar a renda. Silvani cuidava sozinha da lavoura enquanto ele buscava trabalho fora. A produção chegava à feira em uma carretinha puxada por moto.

    Silvani explica como o suporte técnico transformou a vida da família. “A Emater nunca nos abandonou. Temos lavoura com mudas clonais do programa Plante Mais, com 3,5 mil pés de café. Ganhamos um biodigestor e o governo compra nossa produção através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).”

    A Emater visita a propriedade mensalmente para orientar a produção. Maurício complementa que a assistência técnica trouxe orientações para melhorar produção e renda. “Nossas conquistas resultam da parceria com a Emater”, diz.

    Setor em expansão

    Mais de 17 mil famílias trabalham com cafeicultura em Rondônia. Os cafés rondonienses ganharam reconhecimento como “robustas amazônicos”. As variedades apresentam características doces, frutadas, com toques de chocolate e caramelo. Os grãos também oferecem notas florais, resultando em café suave e marcante.

    O setor representa uma das principais atividades econômicas do estado. As políticas públicas garantem sustentabilidade, qualidade e lucratividade para os produtores rurais.

    O governador Marcos Rocha destaca os resultados da cafeicultura rondoniense. “Os cafeicultores estão mais felizes e com melhor qualidade de vida. Rondônia é o 5º maior produtor de café do Brasil e o 2º maior na produção de robusta”, afirma.

    O estado conquistou Indicação Geográfica para o café robusta e bateu recordes de exportação. Os números saltaram de US$ 66,8 mil em 2019 para US$ 130,9 milhões em 2024.

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  • Produtor de jabuticabas investe em tecnologia para aumentar a produtividade

    Produtor de jabuticabas investe em tecnologia para aumentar a produtividade

    A assistência técnica da Emater Goiás tem gerado resultados positivos para os produtores rurais. Um exemplo é a Chácara José Teodoro, localizada em Hidrolândia, onde o produtor Edilson Teodoro tem investido em inovação e tecnologia para ampliar o pomar de jabuticabas e aumentar a produtividade e a renda familiar.

    Na propriedade, Edilson implementou um sistema de irrigação suspenso, substituindo o antigo sistema de irrigação terrestre. Essa mudança permite um melhor controle da produtividade, garante a produção dos frutos ao longo das estações e prolonga o período de colheita, que coincide com a visitação de turistas.

    A principal atividade da chácara é o turismo rural durante a safra da jabuticabas, que ocorre de setembro a novembro. Nesse período, a propriedade recebe milhares de visitantes em busca da fruta e seus derivados. Em 2023, o faturamento durante os meses de colheita ultrapassou R$ 100 mil, quantia que foi reinvestida em tecnologia, irrigação e adubação para aprimorar o pomar.

    Melhoria contínua

    O foco da Emater na assistência aos produtores de jabuticaba é melhorar a qualidade das plantas, fortalecendo tanto o cultivo quanto o turismo local. Os visitantes têm a oportunidade de consumir as frutas diretamente do pé e desfrutar da área para lazer com suas famílias. Além disso, os produtores aproveitam a presença dos turistas para comercializar outros produtos, como frango, queijo e mudas de plantas.

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    O pomar da Chácara José Teodoro foi iniciado há 60 anos pelo patriarca José Teodoro. Desde então, a produção tem crescido gradualmente. Nos últimos três anos, com o apoio da Emater, Edilson tem recebido orientações sobre as melhores práticas de irrigação e adubação.

    A temporada de jabuticaba começou no final de agosto e se estende até a primeira quinzena de dezembro. A Fazenda José Teodoro está aberta diariamente para visitas, com maior movimento nos finais de semana. A entrada custa R$ 35, permitindo que os visitantes aproveitem os espaços da fazenda e consumam as frutas no pomar. Durante esse período, a propriedade oferece serviços de restaurante e lanchonete, além de comercializar produtos artesanais e alimentícios produzidos localmente.

  • Técnicas da Emater-MG ajudam produtores a enfrentar a estiagem

    Técnicas da Emater-MG ajudam produtores a enfrentar a estiagem

    A intensificação das mudanças climáticas tem exigido medidas eficazes para garantir a produção agrícola e preservar os recursos naturais. No setor agropecuário, essas ações são ainda mais urgentes. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) está na linha de frente, orientando produtores sobre como enfrentar a seca e adaptarem suas propriedades à nova realidade climática.

    Segundo Bernardino Cangussu, coordenador técnico estadual da Emater-MG, o aumento das temperaturas e a falta de chuvas estão causando um déficit hídrico significativo. “Estamos vivendo um período atípico, com o solo apresentando níveis mais baixos de umidade por conta do calor excessivo”, afirma.

    Técnicas da Emater-MG

    Foto: Divulgação Emater-MG

    Uma das soluções destacadas pela Emater-MG é a proteção do solo, essencial para garantir a recarga do lençol freático e a produtividade em regiões com estiagem constante. Para isso, a empresa incentiva o uso de plantas de cobertura, que melhoram a qualidade do solo e ajudam a manter a água.

    Desde 2021, a Emater-MG implementou cerca de 700 unidades demonstrativas em Minas Gerais, mostrando os benefícios dessas plantas. Em resumo, elas evitam erosões, buscam nutrientes em camadas mais profundas e aumentam a porosidade do solo, facilitando a infiltração da água. Cangussu explica que, após o corte das plantas de cobertura, a palhada protege o solo, mantendo sua temperatura mais baixa.

    A produtora Christina Ribeiro do Valle, de Guaranésia, utiliza essa técnica há quatro anos em sua plantação de café. Ela afirma que, além de reduzir a temperatura do solo, as plantas de cobertura ajudam a evitar enxurradas e aumentam a retenção de água durante as chuvas.

    Bacias de captação de água da chuva

    Outra prática orientada pela Emater-MG é a construção de bacias de captação de água da chuva, conhecidas como ‘barraginhas’. Esses reservatórios evitam erosões e recarregam o lençol freático. O terraceamento, ou ‘curva de nível’, também é utilizado em áreas inclinadas para reduzir a velocidade das enxurradas e permitir maior infiltração da água.

    Além disso, a Emater-MG realiza ações contínuas para preservar nascentes e recompor matas ciliares em rios e córregos. Ou seja, essas práticas são essenciais para manter a oferta de água durante períodos de estiagem.

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    Região Norte de Minas é a mais afetada pela seca

    No Norte de Minas, uma das regiões mais castigadas pela seca, cerca de 170 mil famílias de agricultores foram afetadas entre janeiro e agosto deste ano, segundo um relatório da Emater-MG. Além disso, o estudo também identificou o secamento de mais de 300 cursos d’água.

    Para mitigar os impactos, a Emater-MG orienta mais de 50 mil produtores sobre como produzir alimentação para o gado bovino, incentivando o plantio de forrageiras e a confecção de silagem. A abertura de bacias de captação e a construção de terraços também fazem parte das medidas adotadas, em parceria com prefeituras e a Secretaria de Estado de Agricultura.

    De acordo com José Arcanjo Pereira, gerente regional da Emater-MG em Montes Claros, essas ações vão ajudar a reter mais de 12 milhões de metros cúbicos de água por ano. Além disso, a Emater-MG oferece apoio na obtenção de crédito rural emergencial e orienta os produtores sobre projetos de abastecimento de água.

    Queimadas se intensificam com a seca prolongada

    A seca prolongada, combinada com o aumento das temperaturas, tem causado um grande número de queimadas em Minas Gerais. De julho a setembro, o fogo destruiu 110 mil hectares de pastagens no estado, além de atingir áreas de cana-de-açúcar, café e florestas plantadas. Em resposta, a Emater-MG lançou uma cartilha com orientações sobre os riscos das queimadas e o uso responsável do fogo nas propriedades rurais.

    O material está disponível gratuitamente no site da Emater-MG e reforça que o manejo com fogo só pode ser feito com autorização dos órgãos competentes.

     

  • Produtores do DF conhecem novas tecnologias no cultivo de peixes

    Produtores do DF conhecem novas tecnologias no cultivo de peixes

    Mais de 80 piscicultores e produtores rurais participaram, nesta semana, de um Dia de Campo promovido pela Emater-DF. O evento apresentou novas tecnologias e inovações no cultivo de peixes, com o objetivo de aumentar a produção e eficiência no Distrito Federal. Além disso, o encontro também atraiu iniciantes que buscam entrar no setor.

    Dia de Campo em Brasília

    Durante o Dia de Campo sobre Produção Intensiva de Peixes, os participantes passaram por quatro estações temáticas. A primeira demonstrou os benefícios das energias renováveis, destacando a energia solar como uma alternativa eficaz e econômica. Na segunda estação, os produtores aprenderam sobre o monitoramento da qualidade da água. Em seguida, conheceram o funcionamento dos filtros biológicos. Na etapa final, o foco foi o manejo dos sólidos na água, como restos de ração e dejetos dos peixes.

    Para a diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, o evento é uma oportunidade para aproximar os produtores das novas tecnologias. “Essa unidade demonstrativa é essencial para capacitarmos os produtores e tornarmos a aquicultura mais sustentável e eficiente”, afirma. Segundo ela, o objetivo é apoiar a produção com assistência técnica e extensão rural.

    Consumo de peixes no DF

    O investimento no setor tem mostrado resultados. O Distrito Federal é o terceiro maior mercado consumidor de peixes per capita no Brasil. Em 2023, a produção local bateu recordes, alcançando 2.039 toneladas de pescado, um aumento de 25% em comparação a 2019.

    Adalmyr Borges, responsável pelo programa de Aquicultura da Emater-DF, observa o crescimento do setor. “A aquicultura vem ganhando espaço no DF e tem despertado o interesse de novos produtores. Com um grande mercado consumidor, há muito a ser explorado”, comenta. Nos últimos cinco anos, o número de piscicultores no DF aumentou de 624 para 919. As maiores produções estão concentradas no Gama, Paranoá e Ceilândia.

    O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou a importância de futuras oportunidades, como a inclusão do pescado na alimentação escolar através do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE). “Se o edital for lançado, isso trará desafios, mas também uma grande oportunidade para os produtores. A Emater-DF está comprometida em apoiar vocês”, afirmou Duval durante o evento.

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    Guilherme Pereira, piscicultor há 10 anos, foi um dos participantes. Primeiramente, ele ressaltou a importância de se manter atualizado. “É sempre bom levar as novidades para o dia a dia. Afinal, o mercado muda e precisamos evoluir constantemente”, diz. Para ele, eventos como o Dia de Campo são essenciais para melhorar a produção, principalmente em um mercado cada vez mais competitivo.

    Produtores iniciantes também participaram do evento, como Mariza Matsui, de 65 anos. Em resumo, ela reconheceu a importância do aprendizado. “Tenho três tanques, mas ainda preciso aprimorar o manejo e a alimentação dos peixes. A Emater é uma grande parceira nesse desenvolvimento”, conclui.