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  • RS abre oficialmente safra de citros

    RS abre oficialmente safra de citros

    A cidade de Montenegro recebe, nesta sexta-feira (29), a 26ª edição da abertura oficial da safra estadual de citros. O evento acontece na localidade de Fortaleza, no interior do município, e deve reunir agricultores, técnicos, lideranças do agronegócio e representantes do governo estadual.

    A programação está marcada para começar às 14h, na propriedade da família Kehl, tradicional produtora da região. Entre as autoridades confirmadas está o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena.

    A cerimônia marca oficialmente o início da colheita de frutas cítricas no Estado, especialmente de bergamotas, laranjas e limões, culturas que possuem forte peso econômico no Vale do Caí.

    RS projeta nova safra robusta de citros

    A expectativa do setor é manter os bons resultados registrados nas últimas colheitas. Em 2025, a projeção para o Rio Grande do Sul foi de cerca de 450 mil toneladas de citros, envolvendo mais de 10 mil famílias produtoras e aproximadamente 25 mil hectares plantados.

    Os citros estão entre as frutas mais produzidas no RS — Foto: MAPA

    O município de Montenegro segue como um dos principais polos da citricultura gaúcha, especialmente na produção de bergamota. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a cidade tem expectativa anual de colher cerca de 54 mil toneladas de bergamotas; 5,5 mil toneladas de laranjas e 400 toneladas de limões.

    Além disso, a região do Vale do Caí concentra uma das maiores produções cítricas do Estado e se destaca pela qualidade das frutas, favorecida pelo clima mais frio do Rio Grande do Sul.

    Setor também monitora avanço do greening

    Outro tema que deve ganhar destaque durante a abertura da safra é a preocupação com o greening, doença considerada uma das maiores ameaças à citricultura mundial.

    Nos últimos anos, produtores e órgãos públicos intensificaram ações de prevenção no Vale do Caí. Em Montenegro, a prefeitura mantém programas de monitoramento e controle para evitar a disseminação da doença nos pomares da região.

    O greening afeta diretamente a produtividade das plantas e pode levar à morte dos pomares, causando prejuízos significativos para os produtores.

  • Fazenda comemora nascimento raro de quadrigêmeos da raça Texel

    Fazenda comemora nascimento raro de quadrigêmeos da raça Texel

    A Fazenda do Açude, em Pinheiro Machado (RS), registrou um fato raro na pecuária: o nascimento de quatro cordeiros  da raça Texel de uma única gestação. A propriedade de Diomar e Rodolfo Madruga comemora o sucesso, resultado de investimentos em genética, nutrição e assistência técnica.

    A raça Texel, originária da Holanda, é reconhecida pela carne macia e bem marmorizada, muito valorizada no mercado. Apesar de sua alta produtividade, partos quadrigêmeos são incomuns. Especialistas estimam que casos assim ocorram em menos de 1% dos nascimentos na espécie.

    Manejo avançado explica sucesso

    O zootecnista Pablo Tavares Costa, da Emater/RS-Ascar, explica que o feito se deve a um rigoroso manejo nutricional, sanitário e reprodutivo, somado à seleção genética do rebanho. “Quadrigêmeos são exceção, não regra. Isso mostra a eficiência do trabalho técnico”, afirma.

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    A Fazenda do Açude é uma Unidade de Referência Técnica (URT) especializada em ovinocultura, com foco na raça Merino Australiano para produção de lã. O nascimento dos texéis quadrigêmeos reforça o potencial da propriedade em unir tradição e inovação.

    Por que o caso é tão raro?

    Ovelhas geralmente têm gestações de um a dois filhotes. Partos múltiplos dependem de fatores como raça, alimentação e genética. A Texel, embora prolífica, raramente supera três crias por vez. O evento em Pinheiro Machado chama atenção de produtores e pesquisadores.

    Com acompanhamento veterinário, os filhotes e a mãe passam bem. O caso deve impulsionar ainda mais a reputação da fazenda, que já é modelo em tecnologia aplicada à ovinocultura.

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  • Safra de pinhão no Rio Grande do Sul é considerada satisfatória

    Safra de pinhão no Rio Grande do Sul é considerada satisfatória

    A safra de pinhão 2025 no Rio Grande do Sul, iniciada oficialmente em 1º de abril, apresenta resultados considerados satisfatórios por agricultores e especialistas. Segundo estimativas da Emater/RS-Ascar, a produção deve alcançar cerca de 860 toneladas até julho. Isso mesmo algumas regiões mantendo oferta reduzida até setembro devido à presença de variedades tardias da Araucária Angustifolia, árvore nativa responsável pela semente símbolo da cultura gaúcha.

    As regiões das Hortênsias e dos Campos de Cima da Serra concentram a maior produção estadual, com previsão de mais de 600 toneladas colhidas. O Planalto, especialmente a região de Passo Fundo, deve registrar 110 toneladas, enquanto Centro Serra e Serra do Botucaraí somam aproximadamente 150 toneladas. O auge da colheita ocorre em junho, período marcado por maior oferta e queda nos preços ao consumidor, atualmente entre R$ 12,00 e R$ 14,00 por quilo. Aliás, valor inferior ao praticado em abril, quando o preço chegava a R$ 17,00/kg.

    Produção alivia agricultores e fortalece tradição

    Após um ciclo anterior considerado fraco, a safra atual representa alívio para os agricultores extrativistas, que têm no pinhão uma importante fonte de renda e subsistência familiar. “Neste ano, está melhor, embora ainda não atinja o patamar de uma safra cheia. Ainda assim, foi um alívio para os agricultores extrativistas”, avalia Antônio Carlos Borba, extensionista da Emater/RS-Ascar.

    Apesar da relevância econômica e cultural, o pinhão ainda enfrenta desafios quanto ao beneficiamento e industrialização, com poucas iniciativas voltadas para agregar valor ao produto, seja no artesanato, culinária ou armazenamento.

    Colheita sustentável e legislação ambiental

    A colheita do pinhão é realizada manualmente, respeitando a legislação estadual que determina o início da coleta, transporte, comercialização e armazenamento apenas a partir de 1º de abril. A Lei Estadual nº 15.015/2022, o Decreto Estadual 52.109/2014 e a Portaria MMA nº 148/2022 visam equilibrar geração de renda e preservação da Araucária Angustifolia, espécie ameaçada de extinção. O corte e poda de árvores nativas produtoras de pinhas estão proibidos durante a safra, sob pena de multa.

    A Emater/RS-Ascar reforça a importância da conservação da espécie, que leva de 12 a 15 anos para produzir pinhão e integra a floresta ombrófila mista. “Com o avanço das atividades humanas, ocorre a fragmentação das florestas. O que reduz a base genética da espécie e a torna mais vulnerável à extinção”, alerta Borba.

    Pinhão: alimento nutritivo e aliado da fauna

    Além do papel econômico, o pinhão é alimento essencial para a fauna regional e destaque na culinária do Sul do Brasil. Rico em minerais como potássio e fósforo, além de fibras e gorduras saturadas benéficas, o consumo do pinhão é recomendado especialmente no período da safra. Isso porque sua concentração de nutrientes é maior. “É um alimento mais calórico, principalmente para atletas, pois dá um suporte energético. Mas quem já tem uma dieta com restrição calórica tem que tomar cuidado e ingerir com moderação”. É o que orienta a nutricionista e extensionista Leila Ghizzoni, da Emater/RS-Ascar.

    Preservação e manejo sustentável

    O crescimento da safra de pinhão reforça a necessidade de conservação das áreas nativas e manejo sustentável da araucária. A Emater/RS-Ascar recomenda a não realização de cortes e o estímulo à regeneração natural da espécie, que se desenvolve principalmente nas bordas de matas e florestas. A valorização do pinhão, seja na alimentação, turismo ou paisagem, evidencia sua importância para a biodiversidade e a cultura regional.

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  • Colheita da erva-mate avança em meio as chuvas

    Colheita da erva-mate avança em meio as chuvas

    A colheita da erva-mate enfrenta desafios significativos devido às condições climáticas adversas, na região de Erechim/RS. Com uma produtividade média de 800 arrobas por hectare, os produtores lidam com intensa pluviosidade e baixa incidência de sol, que têm desacelerado as atividades de colheita.

    Apesar desses obstáculos, há uma expectativa otimista de expansão da área plantada, especialmente em municípios que não têm tradição na cultura da erva-mate. Atualmente, os preços do produto variam entre R$ 17,00 por arroba entregue na indústria e R$ 10,00 por arroba para a erva-mate ainda na planta.

    Desafios climáticos

    Em Passo Fundo, os desafios climáticos também são evidentes. Os produtores estão focados em tratos culturais e tratamentos fitossanitários, mas enfrentam uma sobra significativa de mudas não comercializadas devido a adversidades climáticas e econômicas.

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    O excesso de chuva provocou erosão, deslizamentos e inundações, dificultando o acesso às estradas. Embora a industrialização da erva-mate tenha sido normalizada, algumas indústrias ainda enfrentam baixos estoques, complicando a aquisição de folhas. Os preços praticados na região incluem R$ 18,50 por arroba para erva-mate folha entregue na indústria e até R$ 20,00 por arroba para a cultivar Cambona 4.

    Intensificação do plantio

    Na região de Soledade, a situação é um pouco mais positiva, com os produtores intensificando o plantio de mudas do mate, uma atividade que estava atrasada. Ou seja, a colheita está sendo incrementada, com cuidados especiais devido aos danos causados pela geada. Os preços da arroba de erva-mate têm mostrado uma reação positiva, variando entre R$ 19,00 e R$ 23,00 em localidades como Itapuca e Mato Leitão.