Tag: eficiência operacional

  • Soluções em pneus aumentam produtividade e cortam custos

    Soluções em pneus aumentam produtividade e cortam custos

    A Michelin apresenta, na Agrishow 2026, soluções voltadas à produtividade e à sustentabilidade. A empresa destaca pneus e tecnologias que reduzem o consumo de combustível. Além disso, diminuem a compactação do solo e ampliam a eficiência operacional. Em um cenário pressionado por juros e custos elevados, a estratégia busca elevar a rentabilidade no campo e no transporte.

    Logo na abertura, a companhia reforça seu portfólio integrado. A proposta atende diferentes aplicações do agronegócio. “A Michelin tem produtos para as mais distintas situações de uso, temos um portfólio amplo. A Agrishow é o palco ideal para demonstrarmos essa versatilidade. Temos pneus para equipamentos agrícolas, para os caminhões que transportam esses insumos, assim como para caminhonetes e motos, que fazem parte do dia a dia dos agricultores, e até pneus para aviões, que também estão presentes no campo”, afirma Daniel Braz, diretor de Marketing da Michelin.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Além disso, a fabricante reforça o papel de parceira estratégica do produtor rural. Segundo Walter Ugozzoli, diretor comercial para veículos fora de estrada, o suporte vai além do produto. “Para além dos produtos oferecidos, temos um atendimento especializado e personalizado para os nossos clientes, com o objetivo de impulsionar modelos produtivos mais eficientes e ambientalmente responsáveis”, diz.

    Pneus para operações severas ampliam desempenho no transporte

    Entre os destaques, a Michelin apresenta os pneus Michelin X Works Z2 e Michelin X Works D2. Ambos foram desenvolvidos para aplicações mistas e condições severas. Essas operações incluem transporte de cana, madeira e atividades em ambientes abrasivos. Dessa forma, os modelos priorizam maior disponibilidade da frota e redução de custos.

    De acordo com a empresa, o Michelin X Works D2 alcança até 25% mais quilometragem. Esse ganho ocorre em comparação ao modelo anterior. Já o Michelin X Works Z2 registra aumento de até 10%. Ao mesmo tempo, ambos suportam até 800 kg a mais por eixo geminado. Assim, ampliam a capacidade de carga nas operações.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Outro ponto relevante envolve o conjunto tecnológico aplicado. O desenho em V dos sulcos, no D2, reduz a retenção de pedras. Enquanto isso, a tecnologia Redan, no Z2, diminui o risco de perfurações. Além disso, os pneus contam com estrutura reforçada. Entre os recursos, estão lona de topo, escudos laterais e tecnologias como X Core e Duracoil.

    “Esses fatores, de forma conjunta, reduzem o custo total de operação, oferecendo maior durabilidade, menos paradas não programadas e mais eficiência energética. Essas características reforçam o compromisso da Michelin em oferecer soluções confiáveis, seguras e de alto desempenho, mesmo nas condições mais exigentes”, afirma Ruy Ferreira, diretor comercial para pneus de carga, urbanos e de longa distância.

    Tecnologia nacional reduz impacto no solo e aumenta produtividade

    No segmento agrícola, o destaque é o Michelin Axiobib 2. O pneu agora passa a ser produzido no Brasil. Com isso, a empresa amplia a disponibilidade no mercado. Além disso, reduz prazos de atendimento ao produtor.

    O modelo foi desenvolvido para tratores de alta potência. Ele incorpora a tecnologia Michelin Ultraflex na versão VF. Dessa forma, permite operar com pressões menores sem perder capacidade de carga. Na prática, o pneu pode trabalhar com até 40% menos pressão. Como resultado, aumenta a área de contato com o solo.

    Consequentemente, há menor formação de sulcos e redução da compactação. Esse fator favorece o desenvolvimento das raízes. Por outro lado, o modelo também suporta até 40% mais carga na mesma pressão. Isso ocorre em comparação aos pneus convencionais.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Estudos acadêmicos independentes indicam aumento de produtividade entre 2% e 4%. Esse avanço está ligado à menor compactação do solo. Além disso, dados internos apontam redução média de até 8,39% no consumo de combustível. Portanto, há impacto direto na eficiência energética.

    Dessa forma, o Axiobib 2 combina desempenho agronômico e redução de custos. Ao mesmo tempo, reforça a estratégia da Michelin de ampliar a eficiência no campo. No transporte, a lógica segue semelhante. Assim, a empresa aposta na integração das operações para elevar a competitividade do produtor brasileiro.

  • Controle 3D redefine eficiência na lavoura

    Controle 3D redefine eficiência na lavoura

    A Caterpillar apresentou, na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um conjunto de máquinas, tecnologias e serviços voltados ao aumento da produtividade no campo. A empresa também destacou soluções para reduzir custos operacionais. Entre os principais lançamentos estão a miniescavadeira Cat 307, exibida pela primeira vez no evento, e a nova geração da motoniveladora Cat 140, equipada com sistema de nivelamento 3D.

    Segundo Artur Bullio, diretor de Vendas da Caterpillar, a estratégia da companhia vai além da oferta de equipamentos. “A força da Caterpillar vai muito além das máquinas: ela está na combinação entre potência comprovada, tecnologia e soluções pensadas para dar suporte ao produtor rural brasileiro em cada etapa da operação com eficiência, confiança e produtividade”, afirmou.

    No estande F17A, a fabricante apresentou a miniescavadeira Cat 307. O modelo foi projetado para aplicações de alta produtividade. Além disso, oferece baixo consumo de combustível. A estrutura reforçada contribui para maior durabilidade. Com isso, o equipamento reduz o custo operacional no campo.

    Por outro lado, a motoniveladora Cat 140 da nova geração surge como destaque tecnológico. A máquina traz melhorias em conforto e visibilidade. A cabine foi ampliada e recebeu maior área envidraçada. Dessa forma, o operador ganha melhores condições de trabalho. Ao mesmo tempo, o modelo está preparado para tecnologias embarcadas.

    O principal diferencial é o sistema Cat Grade 3D. A tecnologia automatiza o controle da lâmina. Assim, permite maior precisão no nivelamento. Como resultado, há redução de retrabalho e menor número de passadas. Além disso, diminui a necessidade de intervenção do operador.

    Portfólio inclui novas carregadeiras compactas

    A Caterpillar também apresentou novas carregadeiras compactas. Entre elas, os modelos Cat 914 e Cat 920. As máquinas combinam agilidade e versatilidade. Ao mesmo tempo, mantêm elevada capacidade de carga. O engate rápido facilita a troca de implementos. Portanto, amplia as possibilidades de uso no campo.

    Cat 140 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    No modelo Cat 920, o pneu de maior dimensão melhora a tração. Consequentemente, o desempenho em operações agrícolas se torna mais eficiente.

    Além das novidades, o estande reúne equipamentos já consolidados. Estão em exibição a carregadeira Cat 924 e a retroescavadeira Cat 416 com joystick. Também aparecem as minicarregadeiras 250 e 260. A lista inclui ainda as miniescavadeiras 303.5 e 302.7, a escavadeira 320 GC e o trator de esteira D4. Completam o portfólio a carregadeira 950GC, o motor C18 e o gerador DE 55GC.

    A marca SEM participa com as carregadeiras 618D e 636D. Além disso, apresenta a motoniveladora 919. Dessa forma, amplia a presença da companhia em diferentes segmentos.

    Serviços ampliam controle da operação

    No campo dos serviços, a empresa destacou soluções voltadas à gestão de frota. A plataforma VisionLink permite monitoramento remoto em nuvem. Com isso, o produtor consegue rastrear equipamentos e otimizar o uso. Além disso, a ferramenta contribui para aumentar o tempo de atividade das máquinas.

    Outro destaque é o programa Consumo Garantido de Combustível. A iniciativa completa 10 anos. O programa oferece garantia de eficiência por até dois anos ou 4 mil horas. Assim, permite maior previsibilidade de custos e melhor planejamento operacional.

    Além disso, o serviço Hose Hub reforça o suporte em campo. A solução permite a substituição e o reparo de mangueiras hidráulicas diretamente no local de trabalho. Como resultado, reduz o tempo de parada das máquinas.

    “Em mais um ano de Agrishow, buscamos entender as reais necessidades do nosso cliente e entregar soluções robustas que apoiem a produtividade, a eficiência operacional e o retorno real para o negócio”, destacou Bullio.

  • Trator que fala com operador eleva padrão de conectividade

    Trator que fala com operador eleva padrão de conectividade

    A Valtra colocou a conectividade no centro da estratégia ao apresentar, na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um trator com interface interativa capaz de “conversar” com o operador e entregar dados em tempo real sobre a operação. A novidade foi acompanhada pelo lançamento da nova geração da plantadeira Momentum, com modelos de 30 e 40 linhas, focada em ampliar a eficiência e reduzir o tempo de plantio. As informações foram detalhadas por Marcelo Traldi, vice-presidente Valtra e Fendt e gerente geral da AGCO América Latina, e Claudio Esteves, diretor comercial da marca.

    A combinação entre automação, monitoramento contínuo e redução de intervenções manuais posiciona a fabricante na disputa por produtividade em larga escala. Em um cenário de expansão da área cultivada e pressão por margens, a proposta é clara: fazer mais em menos tempo, com maior precisão.

    Plantadeira reduz paradas e amplia janela de plantio

    A nova geração da Momentum chega ao mercado com ajustes diretos no rendimento operacional. A eliminação de pontos de lubrificação reduz paradas para manutenção, enquanto a estrutura de transporte otimizada permite ganho de até uma hora diária na operação, variável crítica durante a janela de plantio.

    Outro avanço está nas três seções de corte de fertilizante, que diminuem a sobreposição nas cabeceiras, aumentam a uniformidade da aplicação e reduzem desperdícios. A medida impacta diretamente o custo por hectare, ponto sensível para o produtor.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    O tanque de fertilizante também foi redesenhado. A substituição do inox por polietileno elevou a capacidade em 15%, ao mesmo tempo em que reduziu o peso da máquina e simplificou a manutenção, combinação que melhora a eficiência sem comprometer a robustez.

    No controle de plantio, o sistema atua linha a linha e em tempo real. O monitor 20|20 Seed Sense oferece leitura completa da operação, enquanto o dosador vSet2 garante precisão na deposição das sementes. Já o vDrive ajusta automaticamente a dosagem, assegurando independência e uniformidade entre as linhas.

    Trator interativo reforça digitalização no campo

    O conceito do trator que “fala com o produtor” sintetiza o avanço da conectividade nas máquinas agrícolas. A tecnologia permite comunicação direta com o operador, geração de alertas operacionais e acompanhamento contínuo do desempenho.

    Na prática, o equipamento deixa de ser apenas executador e passa a atuar como ferramenta de gestão, apoiando decisões em tempo real e reduzindo falhas durante a operação. A tendência acompanha o movimento mais amplo de digitalização do campo, com integração crescente entre máquinas, dados e planejamento agrícola.

    Safra positiva pressiona por eficiência

    Os lançamentos ocorrem em um ambiente de expectativa positiva para o agronegócio. Mesmo com impactos climáticos recentes, a produção brasileira deve alcançar 353,4 milhões de toneladas, segundo a Conab — alta de 0,3% frente ao ciclo anterior.

    Foto: PH Lopes/Agro em Campo

    O cenário reforça a necessidade de ganho operacional dentro da porteira. Com custos elevados e margens pressionadas, a adoção de tecnologias que aumentem precisão, reduzam desperdícios e ampliem a capacidade de trabalho tende a se intensificar.

    Ao concentrar os anúncios na Agrishow, a Valtra reforça o posicionamento em inovação aplicada ao campo e sinaliza uma disputa cada vez mais centrada em eficiência operacional e inteligência embarcada.

  • Produtividade no agro ganha força com tecnologia e suporte

    Produtividade no agro ganha força com tecnologia e suporte

    A busca por eficiência operacional no campo ganhou novos contornos durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Em coletiva, executivos do setor detalharam uma estratégia que combina tecnologia embarcada, fortalecimento do pós-venda e soluções financeiras para sustentar o crescimento no agronegócio brasileiro. O movimento ocorre em meio à necessidade de reduzir custos, evitar paradas e aumentar a previsibilidade das operações.

    Participaram da apresentação Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina; Rafael Cardoso, diretor comercial do Agronegócio; Felipe Battistella, diretor de Pós-Venda; e Carlos França, diretor de Vendas e Marketing. O grupo destacou que o avanço da conectividade e da estrutura de suporte já impacta diretamente a produtividade no campo.

    Logo no início do ano, os resultados reforçaram essa tendência. O setor registrou crescimento nas vendas de máquinas, com destaque para o avanço de escavadeiras no agro e de manipuladores telescópicos, indicando maior demanda por soluções voltadas à infraestrutura dentro das propriedades.

    Segundo Adriano Merigli, o cenário exige adaptação estratégica. “Nosso plano de crescimento está baseado em inovação constante e no fortalecimento da nossa capacidade produtiva, mesmo diante de desafios macroeconômicos”, afirmou.

    Representantes da JCB durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Pós-venda e tecnologia ganham protagonismo

    A estrutura de pós-venda foi apontada como um dos principais pilares para garantir eficiência operacional. O aumento no estoque de peças e a ampliação da capacidade logística buscam reduzir o tempo de máquina parada, um dos fatores que mais impactam o custo no campo.

    De acordo com Felipe Battistella, o foco está na disponibilidade. “Manter um alto nível de estoque e garantir rapidez no atendimento são fundamentais para assegurar que o equipamento permaneça operando”, disse.

    Outro destaque é o uso da telemetria para monitoramento em tempo real. A tecnologia permite diagnósticos preventivos e ações mais rápidas, evitando falhas inesperadas. Esse sistema é integrado a centros de monitoramento e a uma rede de técnicos especializados, que atuam diretamente na resolução de problemas.

    A conectividade, nesse cenário, deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para operações mais eficientes e previsíveis.

    Agro impulsiona demanda por máquinas

    O agronegócio segue como um dos principais motores de crescimento do setor. A expansão da infraestrutura nas propriedades rurais tem aumentado a demanda por equipamentos capazes de otimizar processos e reduzir tempo de operação.

    Rafael Cardoso destacou o avanço das escavadeiras no campo. “O crescimento foi expressivo, refletindo a intensificação dos investimentos em infraestrutura agrícola”, afirmou.

    Os manipuladores telescópicos também ganham espaço. Segundo o executivo, esses equipamentos conseguem reduzir significativamente o tempo de movimentação de materiais, o que impacta diretamente a produtividade.

    Além disso, o segmento governamental apresentou aumento nas aquisições, impulsionado por obras e projetos de infraestrutura.

    Crédito e estratégia comercial ampliam acesso

    Em paralelo à tecnologia e ao suporte, as condições comerciais passaram a ter papel relevante na decisão de compra. Diante de juros elevados, o setor aposta em alternativas como consórcio e modelos de financiamento mais flexíveis.

    Carlos França explicou que as estratégias buscam facilitar o acesso às máquinas. “Estamos criando condições que permitam ao cliente investir sem comprometer o fluxo de caixa, mantendo a operação saudável”, afirmou.

    Durante a feira, também foram apresentadas campanhas promocionais e ações de marketing que conectam o universo do agro a outras áreas de interesse do público, ampliando o alcance das marcas.

    Outro ponto destacado foi a previsibilidade na aquisição de equipamentos, com planos que permitem ao produtor programar investimentos ao longo do tempo.

    Com a combinação de tecnologia, suporte estruturado e soluções financeiras, o setor reforça uma mudança de paradigma no campo. A produtividade passa a depender não apenas da máquina, mas de todo o ecossistema que garante sua operação contínua.

  • Alta do diesel pressiona o campo e acelera busca por eficiência

    Alta do diesel pressiona o campo e acelera busca por eficiência

    A alta do diesel em 2026 agravou os custos de produção no campo e aumentou a pressão sobre o dia a dia do produtor rural. O movimento está ligado à instabilidade no mercado internacional de petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio. De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o diesel convencional subiu pelo menos R$ 1 em 13 Estados desde 28 de fevereiro. A data marca o início da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

    No Brasil, o preço médio do combustível chegou a R$ 7,35 entre 15 e 21 de março de 2026. Na semana anterior, o valor era de R$ 6,89. Ou seja, houve um avanço expressivo em poucos dias.

    A Bahia liderou a alta no período, seguida por Goiás e Tocantins. Por outro lado, em parte da região Norte, as oscilações foram menores. O Amapá, por exemplo, registrou reajuste mais contido.

    Mesmo com tentativas do governo federal de conter a disparada, o diesel segue em patamar elevado. Na prática, não há alívio para quem depende do combustível em todas as etapas da operação agrícola.

    Alta do diesel afeta toda a cadeia produtiva

    No campo, o impacto é direto. O custo mais alto atinge preparo de solo, plantio, pulverização, colheita e transporte.

    Diante disso, o produtor passou a rever estratégias. Planejamento, controle de gastos e escolha de máquinas mais eficientes entraram no centro das decisões. Em outras palavras, o avanço do diesel obriga o agro a produzir mais para manter margem e lucro.

    Eficiência das máquinas ganha protagonismo

    Entre as alternativas, a eficiência das máquinas agrícolas se tornou decisiva. Avaliações em operações reais mostram que equipamentos mais tecnológicos reduzem o consumo em mais de 10 litros por hora.

    Ao longo de uma safra, o impacto é significativo. Em ciclos que chegam a 2.000 horas, a economia pode ultrapassar 20 mil litros de diesel por máquina.

    “A modernização da frota passou a ser uma decisão técnica e econômica. A adoção de máquinas mais eficientes melhora a previsibilidade de custos e aumenta a produtividade”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson. Segundo ele, a eficiência energética já é um dos principais critérios na escolha de máquinas.

    Além disso, testes em campo mostram que transmissões continuamente variáveis (CVT), como a Dyna-VT, reduzem o consumo e os custos operacionais. Ao mesmo tempo, aumentam o rendimento e favorecem a sustentabilidade.

    “Nossos resultados estão ligados à capacidade dos motores de operar com alto torque em baixas rotações. Isso reduz o consumo sem perda de potência”, explica Zanetti. Outro ponto relevante é a durabilidade. A menor rotação diminui o desgaste dos componentes e reduz gastos com manutenção.

    No segmento de alta potência, o trator MF 8S.305, da Massey Ferguson, registrou consumo de 24,19 litros por hora. Um modelo concorrente, nas mesmas condições, chegou a 33,75 litros. A diferença representa redução de 28,33%.

    MF 8S.305 Xtra – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Já no preparo de solo, tratores da série MF 7700 tiveram consumo até 42,5% menor por hectare. Em operações mais pesadas, como subsolagem, a série MF 8700 S reduziu o tempo de execução em até 17 dias.

    Tecnologia melhora resultado e reduz desperdícios

    A inovação também chega às máquinas de menor porte. Na citricultura, por exemplo, o modelo MF 4700 mantém estabilidade da tomada de potência mesmo em terrenos irregulares. Com isso, há menor consumo e maior qualidade na operação. “Essa tecnologia melhora a pulverização, reduz custos e aumenta o controle de pragas”, destaca Zanetti.

    Outro avanço importante está na integração entre tratores e implementos. Sistemas com corte de seção e controle de linhas eliminam até 50% do desperdício de insumos. Além disso, a conectividade das máquinas aumenta a eficiência operacional. Em alguns casos, o ganho chega a 82% no plantio. “Isso permite concluir operações antes do prazo, com menos máquinas e menor consumo de diesel”, afirma o executivo.

    Trator a etanol entra no radar do setor

    Diante desse cenário, a Massey Ferguson também investe em novas soluções energéticas. O foco está na redução de custos e no menor impacto ambiental.

    Segundo Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da empresa, a transição precisa considerar a realidade do produtor. “Enxergamos a transição energética de forma alinhada ao campo. O produtor precisa de soluções viáveis e eficientes”, afirma.

    A principal aposta é o etanol. A fabricante desenvolve tratores movidos por esse combustível, com previsão de chegada ao Brasil nos próximos anos.  O etanol, inclusive o de milho, ganha força no País. Ele combina viabilidade econômica, menor impacto ambiental e vantagem logística, especialmente no Cerrado.

    “Neste momento, a proposta não é substituir o diesel. A ideia é oferecer uma alternativa complementar, capaz de reduzir custos e emissões”, explica Cavalcanti.

    Ao mesmo tempo, a empresa segue investindo em eficiência energética. Já a eletrificação avança com cautela. Em máquinas de alta potência, ainda há desafios, como peso das baterias e tempo de recarga.

    Nesse contexto, o projeto do trator a etanol ganha relevância. Em um mercado instável e com combustível caro, a tendência é clara: mais tecnologia, mais eficiência e novas fontes de energia para sustentar o agro.

  • MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    O MF 8S Xtra com hélice reversível foi o principal destaque da Massey Ferguson no Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR), entre os dias 9 de 13 de fevereiro. A máquina chega com foco em produtividade e agricultura de precisão. Além disso, a marca levou a versão base do MF 4700 e o novo MF 7718, da série MF 7700 Dyna-6.

    Segundo a empresa, o evento funciona como uma vitrine importante no começo do ano. Por isso, o evento ajuda a medir o ritmo do mercado. Ao mesmo tempo, o setor ainda sente o peso do crédito.

    “A gente brinca que essa feira é o termômetro do Brasil, porque é a primeira feira oficial que nós temos. Mesmo com as dificuldades de taxa de juros, viemos com campanhas bem agressivas e com boa expectativa”, afirmou Renata Obara, gerente de Vendas da Massey Ferguson, em entrevista no estande da empresa.

    De acordo com Renata, o objetivo é atender diferentes perfis de propriedade. “A gente vem com portfólio completo, com tratores de 35 cavalos até acima de 400 cavalos”, disse. Além disso, ela adiantou que 2026 deve ser um ano movimentado para a marca. “Temos mais ou menos 11 lançamentos, e três já começam nesta feira. Ao longo do ano, vamos levar esses lançamentos para as principais feiras do Brasil”, completou.

    MF 8S Xtra: menos parada no talhão

    MF 8S Xtra – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O MF 8S Xtra chega como evolução da série MF 8S. Ele traz novo design e tecnologias para ampliar a disponibilidade da máquina no campo. Assim, a promessa é melhorar o rendimento na operação. Também há foco em conforto e manutenção.

    O principal diferencial é a hélice reversível. Na prática, ela ajuda a reduzir o acúmulo de sujeira no capô. Isso faz diferença, principalmente, em áreas com palhada de soja e milho. Além disso, o acionamento é feito diretamente na cabine. Ou seja: o operador não precisa parar para limpeza manual com tanta frequência.

    “É um recurso muito pedido pelo produtor. Com a hélice reversível, o operador evita parar para limpar manualmente. Com isso, ganha eficiência operacional. E ainda pode reduzir consumo de combustível”, explicou Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    Segundo a empresa, o MF 8S Xtra será oferecido com potências de 265 cv, 285 cv e 305 cv. O trator vem com transmissão Dyna-VT (CVT). Além disso, mantém o conceito Protect-U, com vão de 24 cm entre motor e cabine. Esse sistema, de acordo com a fabricante, reduz ruído (68 dB), calor e vibrações. Por consequência, melhora o conforto e a visibilidade de 360°.

    MF 4700 base mira citros e pecuária

    MF 4700 – Foto: Pedro H. Lopes

    A Massey Ferguson também apresentou a versão base do MF 4700. A proposta, aqui, é entregar um trator robusto e fácil de operar. Por isso, o modelo é indicado para atividades como citros e pecuária.

    O trator mantém motor AGCO Power, com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler. Além disso, traz transmissão 12×12 com reversor mecânico. Esse conjunto favorece operações com muitas manobras. Segundo a empresa, o MF 4700 base tem capacidade de levante de 3.000 kg. A vazão hidráulica é de 65 L/min. Já a cabine oferece visibilidade de 360°.

    MF 7718 chega com 180 cv e preparo para piloto automático

    MF 7718 – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Na linha MF 7700, a marca levou o MF 7718 Dyna-6, com motor de seis cilindros e 180 cv. O trator vem equipado com transmissão Dyna-6 (24×24). Assim, oferece trocas automáticas de marcha e bom desempenho em diferentes tarefas.

    Outro ponto é que o modelo já sai de fábrica preparado para piloto automático. Desse modo, o produtor pode evoluir a tecnologia conforme a necessidade. Além disso, o sistema hidráulico tem vazão de 150 L/min. A configuração foi dimensionada para implementos mais exigentes, como plantadeiras pneumáticas. O MF 7718 será disponibilizado em três versões: grãos, cana-de-açúcar e arrozeiro.

    Tecnologia para aumentar eficiência

    Por fim, a empresa reforçou a estratégia de ampliar soluções de agricultura de precisão no campo. Lucas citou recursos como telemetria, guidance (piloto automático), controladores de plantio e corte de seção. Além disso, ele apontou aplicações com aplicação seletiva na pulverização, usando câmeras para aplicar produto apenas onde precisa.

  • Air Draft: Iniciativa otimiza operações no Porto do Itaqui

    Air Draft: Iniciativa otimiza operações no Porto do Itaqui

    A VLI, empresa de soluções logísticas que integra ferrovias, portos e terminais, anuncia a otimização das operações no Terminal Portuário São Luís (TPSL), no Porto do Itaqui (MA), com a implementação do Air Draft. A iniciativa visa agilizar o processo de deslastre e liberar o berço de atracação dos navios. Isso resulta em maior eficiência e aumento da produtividade do terminal.

    O Air Draft permite o recebimento de navios com menor quantidade de água em seus tanques de lastro, que ficam entre o casco e os porões das embarcações para garantir estabilidade e segurança estrutural. Com menos água nos tanques, o navio possui um maior Air Draft, também conhecido como calado aéreo – altura máxima do navio a partir da lâmina d’água.

    A iniciativa permite que os navios sejam carregados mais rapidamente. Isso porque a capacidade de carregamento do porto é maior do que a capacidade de deslastro das embarcações. Para garantir a segurança estrutural dos navios, a equipe da VLI passou a elaborar o Plano de Embarque utilizando o Sistema de Planejamento de Embarque e Desembarque de Navios (Speed). É uma ferramenta pioneira que realiza o cálculo do plano de carga com a determinação do Air Draft de atracação.

    Com o plano de carga definido, os comandantes realizam o deslastre antes de chegar ao porto. Antes, essa etapa ocorria após a atracação, o que atrasava o início do carregamento.

    Recorde de movimentação e otimização operacional

    Em julho de 2024, o TPSL registrou seu maior recorde de movimentação, com 718 mil toneladas de grãos transportadas, 4,35% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Esse foi o maior volume movimentado pelo terminal desde o início das operações da VLI, em 2013. Parte desse crescimento é atribuída à eficiência proporcionada pela nova iniciativa, que permitiu que o terminal operasse de maneira mais econômica e eficiente.

    A melhoria do processo resultou em ganhos significativos na otimização operacional do porto. Que agora opera com redução no tempo de embarque, utilizando a capacidade máxima de seus ativos. Desde a adoção dessa melhoria, cada navio opera no Porto do Itaqui por até 14 horas a menos.

    Devido ao sucesso na operação pioneira no TPSL, a VLI planeja expandir a iniciativa do Air Draft para outros terminais portuários. Como por exemplo do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, na Baixada Santista. Além do Terminal de Produtos Diversos, localizado no Complexo de Tubarão em Vitória (ES) e do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado na Barra de Coqueiros, em Sergipe.

    Corredor Norte: essencial para o escoamento da produção

    O Corredor Norte da VLI é essencial para o escoamento da produção de grãos do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). E também das regiões do Mato Grosso, Pará e Goiás, pelo Terminal Portuário de São Luís. Além dos grãos, o corredor também movimenta cargas como combustíveis, celulose, fertilizantes e minerais.

    O sistema da VLI no Corredor Norte inclui três terminais integradores, localizados em Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins, e em Porto Franco, no Maranhão. Nesses terminais, a carga captada pelo fluxo rodoviário é embarcada nos trens. Oferecendo assim suporte essencial ao produtor brasileiro. E ajudando a solucionar um dos grandes gargalos da logística nacional: a capacidade de armazenagem.

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