Tag: eficiência energética

  • Energia solar reforça segurança energética no agro

    Energia solar reforça segurança energética no agro

    A busca por eficiência energética e redução de custos no campo ganha espaço na Expocitros 2026, em Cordeirópolis, interior de São Paulo, com a participação da Azzon Energia Solar. A empresa apresenta soluções voltadas à geração de energia limpa e ao armazenamento energético, com foco na segurança operacional das propriedades rurais e na diminuição da dependência de geradores a diesel.

    Fundada em 2018 pelo engenheiro eletricista Lucas Fernandes, a Azzon nasceu com a proposta de oferecer atendimento especializado e soluções completas em energia fotovoltaica. Além disso, a empresa aposta em tecnologia para atender diferentes perfis de produtores rurais. Com experiência no setor elétrico desde 2012, incluindo atuação na GE no desenvolvimento de produtos para hidrelétricas, petroleiras e energia eólica, Fernandes identificou a demanda crescente por alternativas energéticas mais econômicas e sustentáveis no agronegócio.

    Durante a Expocitros, a empresa destaca sistemas de energia solar e também o BESS (Battery Energy Storage System), tecnologia de armazenamento de energia em baterias que garante o fornecimento energético em situações de queda de energia.

    “O sistema serve para trabalhar nos momentos em que falta energia, trazendo segurança energética para o produtor”, afirma Lucas Fernandes, CEO da Azzon Energia Solar.

    Segundo ele, o sistema armazena energia em baterias e auxilia diretamente operações essenciais da fazenda, como irrigação, bombeamento e demais estruturas elétricas da produção agrícola.

    “Se a luz acabar, o BESS está ali para suprir tudo isso. Se tem energia solar, ela carrega o BESS. Caso não tenha energia da rede, ele continua ali para ajudar”, explica.

    Tecnologia reduz dependência de diesel no campo

    A proposta da empresa é substituir gradualmente o uso de geradores movidos a diesel, comuns em propriedades rurais que sofrem com oscilações ou interrupções no fornecimento de energia elétrica.

    “A gente trouxe essa solução justamente para que o produtor não dependa mais de gerador a diesel. Estamos falando de meio ambiente, de lavouras, de agricultura”, destaca Fernandes.

    Além da questão ambiental, o executivo ressalta que a tecnologia elimina problemas relacionados ao armazenamento e transporte de combustível. Dessa forma, também reduz a emissão de gases poluentes.

    “É um sistema que veio para revolucionar a energia no campo”, afirma.

    A energia solar também surge como alternativa para reduzir os custos fixos das propriedades. De acordo com a empresa, os sistemas fotovoltaicos possuem longa durabilidade, com eficiência estimada em até 25 anos, além de baixa necessidade de manutenção.

    Equipe Azzon na Expocitros – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Mesmo em dias nublados, os painéis seguem produzindo energia, já que utilizam os raios solares que atravessam as nuvens. Além disso, a manutenção preventiva deve ocorrer cerca de duas vezes por ano, principalmente em regiões com grande concentração de poeira ou fuligem.

    Outro ponto destacado pela Azzon é a possibilidade de compensação energética prevista na Lei 14.300/2022. A regulamentação permite que créditos de energia gerados em uma unidade consumidora sejam utilizados em outros imóveis do mesmo titular e dentro da mesma concessionária.

    Solução atende pequenos e grandes produtores

    O custo-benefício do sistema varia conforme o dimensionamento realizado para cada propriedade. Ainda assim, a empresa avalia que o investimento substitui despesas frequentes com diesel, manutenção de geradores e perdas provocadas por falhas energéticas.

    “Basicamente, ele troca a conta do gerador, daquele diesel, daquela manutenção e das várias vezes que o produtor perdeu algum insumo ou produção porque o gerador não funcionou”, afirma o CEO.

    Segundo Fernandes, a economia gerada e a estabilidade no fornecimento de energia contribuem diretamente para a continuidade das operações agrícolas e para a proteção da produção.

    Além dos benefícios financeiros, o sistema também amplia a segurança energética das propriedades rurais. Com isso, o produtor consegue manter equipamentos e estruturas funcionando mesmo em situações de interrupção no fornecimento de energia.

    A Azzon atende produtores de diferentes portes e aposta no crescimento da demanda por soluções energéticas sustentáveis no campo.

    “A Azzon Energia está aqui no campo para trazer solução e segurança para o produtor rural”, finaliza Lucas Fernandes.

  • Brasil gera energia demais e ainda assim desperdiça, alertam missões no Vale do Silício

    Brasil gera energia demais e ainda assim desperdiça, alertam missões no Vale do Silício

    O Vale do Silício, berço de muitas das disrupturas tecnológicas que o Brasil tenta copiar, hoje vive uma autêntica mudança de identidade. E não é só sobre novos produtos: a própria forma de inovar está sendo redesenhada pela inteligência artificial.

    Enquanto o Vale do Silício se torna um laboratório de uso intensivo de IA, o Brasil volta a olhar para esse polo tentando traduzir esse modelo para o setor energético. A missão técnica organizada pela Insight Energy, liderada pelo CEO Sérgio Fagundes, passou por empresas que já operam com equipes enxutas, muitas vezes apoiadas por agentes de IA, e voltou com um alerta claro: o país tem potencial energético, mas ainda pouca cultura de eficiência e dados.

    “É impressionante ver o tamanho das fábricas voltadas para inovação, pesquisa e desenvolvimento. Existe um ecossistema inteiro funcionando de forma integrada, com foco em eficiência e melhoria contínua de processos”, relatou.

    A diferença é que, lá, a IA entra para acelerar testes, simulações e até automação de linhas de produção. Aqui, o desafio ainda é mais básico: organizar processos, reduzir ineficiências e parar de perder energia que já foi gerada.

    O Brasil gera energia demais e esbanja

    O Brasil enfrenta um problema pouco divulgado: em certos momentos, o sistema gera energia a mais e, em vez de aproveitá‑la, precisa desligar usinas. Isso acontece em um cenário em que 44,3% da matriz vem das hidrelétricas, 22,5% da solar e 13,4% da eólica.

    Hidrelétricas, por design, funcionam melhor em regime contínuo. Quando o operador corta produção, desgasta equipamentos e aumenta custos indiretos. “Hoje, em determinados momentos, geramos tanta energia que precisamos desligar hidrelétricas. Com o uso de baterias, seria possível armazenar esse excedente e otimizar o sistema”, disse Fagundes.

    O ponto central é que, enquanto o Vale do Silício discute como a IA vai reduzir estruturas e aumentar produtividade, o Brasil ainda discute como capturar e armazenar a energia que já tem à disposição.

    IA como pano de fundo dos novos modelos de fábrica

    Nos ambientes percorridos por Fagundes, a impressão é de que a IA está substituindo repetição humana, não pessoas inteiras. Equipes menores, apoiadas por agentes de IA, conseguem desenvolver e testar produtos que antes exigiriam dezenas de profissionais.

    Esse modelo impacta a forma como se pensa custo e escala. “O que diferencia um equipamento produzido em diferentes países muitas vezes é o custo. E o custo está diretamente ligado à eficiência. Se quisermos competir, precisamos produzir mais com menos, sem desperdício”, avalia o executivo.

    No setor energético, isso se traduz em modelagem de redes, previsão de geração, detecção de falhas e gestão de baterias. IA pode, por exemplo, antecipar momentos de pico de solar ou eólica e sugerir quando armazenar ou injetar energia. Ainda assim, o Brasil caminha lentamente nessa direção.

    O gargalo que segue sendo o fator humano

    O que mais surpreendeu a missão brasileira foi o contraste entre o imaginário sobre automação total e a realidade das fábricas. “Há muita gente trabalhando, homens e mulheres em igualdade, com tarefas bem definidas. O diferencial está na organização, no uso de ferramentas simples como códigos de barras e testes em cada etapa. O erro é tratado na origem, não é escalado”, destacou.

    Ainda assim, o executivo reforça que a produtividade não depende apenas de máquinas sofisticadas. “O ser humano, bem assessorado e com as ferramentas certas, produz muito bem. Todo mundo é capaz. O que existe é treinamento, disciplina e valorização de cada etapa do processo”, afirmou.

    A matéria da Folha sobre IA no Vale do Silício reforça essa leitura: o polo hoje exige mais disciplina de dados, capacidade de decidir rápido e menos “burocracia de linhas-code”. O Brasil, por outro lado, ainda convive com formação técnica desigual e curvas de aprendizado atrasadas.

    Educar, organizar e inovar

    Para Fagundes, a transição energética não depende só de leilões de baterias ou novas usinas. Depende de pessoa treinada para operar, monitorar e manter sistemas complexos. “Nosso maior potencial ainda não está sendo plenamente aproveitado porque falta qualificação. Não adianta ter recurso se não temos conhecimento para utilizá‑lo. Precisamos investir em formação técnica, em escolas profissionalizantes, em treinamento contínuo”, defendeu.

    A analogia que ele usa compõe bem o cenário. “É como uma orquestra. Cada pessoa executa sua função no tempo certo, com precisão. O resultado é harmonioso. E isso não acontece por acaso, pois é fruto de método, treinamento e dedicação”.

    Diante do que se observa no Vale do Silício, a mensagem fica mais clara: o Brasil corre o risco de chegar atrasado para o próximo ato da revolução energética se não conseguir, ao mesmo tempo, elevar o nível técnico da mão de obra e incorporar inteligência artificial na forma como planeja, gera e armazena energia.

  • MF 8S Xtra estreia na Tecnoshow com foco em economia e eficiência

    MF 8S Xtra estreia na Tecnoshow com foco em economia e eficiência

    O lançamento da linha MF 8S Xtra, apresentado durante a 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), coloca a eficiência energética e a ergonomia no centro da estratégia da Massey Ferguson. Além disso, o modelo reforça a busca por maior produtividade com menor consumo no campo. Em entrevista, o especialista de produto Luís Gustavo Oliveira detalhou como a equipe desenvolveu a máquina a partir de demandas diretas do produtor rural e destacou os ganhos operacionais e econômicos.

    Disponível nas versões de 265, 285 e 305 cavalos, o trator chega equipado com transmissão continuamente variável (CVT), permitindo que o operador trabalhe controlando apenas a velocidade. “Ele passa as marchas automaticamente de acordo com a velocidade. Para o produtor, isso significa economia e mais rendimento operacional”, explicou Oliveira. Com isso, a redução da intervenção manual melhora a ergonomia e diminui o desgaste ao longo da jornada.

    O desenvolvimento da máquina partiu de uma pergunta central: o que um trator abaixo de 400 cavalos precisa entregar? A partir disso, a fabricante ouviu produtores de diferentes regiões do País. “Eles pediram um trator mais robusto, forte, econômico, confortável e que não superaqueça. Foi exatamente isso que buscamos entregar”, afirmou.

    Eficiência energética e desempenho em campo

    Um dos pilares do MF 8S Xtra está no gerenciamento inteligente de rotação. O sistema ajusta automaticamente o funcionamento do motor conforme a velocidade de trabalho e reduz a rotação após o pico de desempenho. Na prática, isso resulta em menor consumo de combustível sem comprometer a potência. Ou seja, o produtor mantém o desempenho com menor custo operacional.

    A DLG PowerMix conduziu testes independentes e padronizados para avaliar o desempenho dos tratores em diferentes condições. Os modelos da série apresentaram eficiência superior nos quesitos motor e transmissão, com economia que pode ultrapassar 3,7 litros por hora em determinadas operações. Em um ciclo de 5 mil horas, essa redução representa impacto direto nos custos da atividade.

    Além disso, os testes simulam 14 tipos de operações agrícolas, incluindo transporte e trabalho em campo, com diferentes cargas e velocidades. Nesse cenário, o MF 8S Xtra se destacou ao entregar menor consumo energético em comparação com concorrentes da mesma categoria.

    Renata Obara, gerente de vendas Massey Ferguson, durante lançamento na Tecnoshow Comigo 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Conforto, tecnologia e menor desgaste

    Além da economia, o conjunto técnico amplia o conforto do operador. O projeto separa o motor da cabine, o que reduz ruídos, vibração e calor. Com isso, o ambiente interno se torna mais adequado para longas jornadas de trabalho.

    A hélice reversível é outro recurso que chama atenção. Além disso, o sistema permite a limpeza do radiador diretamente da cabine, eliminando a necessidade de paradas frequentes. Já o conjunto de suspensões, dianteira e da cabine, se ajusta automaticamente conforme a operação.

    Se a máquina identifica uma carga mais pesada, o sistema ajusta a suspensão dianteira. Da mesma forma, o operador pode configurar a cabine para um comportamento mais rígido ou mais suave por meio do monitor interno. Assim, não há necessidade de intervenções manuais fora da cabine.

    Suporte ao produtor e aplicação prática

    Segundo Oliveira, o trabalho da fabricante não termina na entrega do equipamento. A rede de concessionárias acompanha o produtor com suporte técnico, demonstrações em campo e orientação sobre o uso da máquina.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “A gente entrega não só a máquina, mas a qualidade de trabalho. Existe uma proximidade grande com o cliente, facilidade de contato e suporte para garantir o melhor uso do equipamento”, disse.

    Na prática, o MF 8S Xtra permite ampliar a área trabalhada com o mesmo volume de combustível. Dessa forma, o produtor reduz custos e aumenta a eficiência da operação agrícola. A combinação de potência, tecnologia embarcada e economia posiciona o modelo como uma das principais apostas da marca.

  • Alta do diesel pressiona o campo e acelera busca por eficiência

    Alta do diesel pressiona o campo e acelera busca por eficiência

    A alta do diesel em 2026 agravou os custos de produção no campo e aumentou a pressão sobre o dia a dia do produtor rural. O movimento está ligado à instabilidade no mercado internacional de petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio. De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o diesel convencional subiu pelo menos R$ 1 em 13 Estados desde 28 de fevereiro. A data marca o início da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

    No Brasil, o preço médio do combustível chegou a R$ 7,35 entre 15 e 21 de março de 2026. Na semana anterior, o valor era de R$ 6,89. Ou seja, houve um avanço expressivo em poucos dias.

    A Bahia liderou a alta no período, seguida por Goiás e Tocantins. Por outro lado, em parte da região Norte, as oscilações foram menores. O Amapá, por exemplo, registrou reajuste mais contido.

    Mesmo com tentativas do governo federal de conter a disparada, o diesel segue em patamar elevado. Na prática, não há alívio para quem depende do combustível em todas as etapas da operação agrícola.

    Alta do diesel afeta toda a cadeia produtiva

    No campo, o impacto é direto. O custo mais alto atinge preparo de solo, plantio, pulverização, colheita e transporte.

    Diante disso, o produtor passou a rever estratégias. Planejamento, controle de gastos e escolha de máquinas mais eficientes entraram no centro das decisões. Em outras palavras, o avanço do diesel obriga o agro a produzir mais para manter margem e lucro.

    Eficiência das máquinas ganha protagonismo

    Entre as alternativas, a eficiência das máquinas agrícolas se tornou decisiva. Avaliações em operações reais mostram que equipamentos mais tecnológicos reduzem o consumo em mais de 10 litros por hora.

    Ao longo de uma safra, o impacto é significativo. Em ciclos que chegam a 2.000 horas, a economia pode ultrapassar 20 mil litros de diesel por máquina.

    “A modernização da frota passou a ser uma decisão técnica e econômica. A adoção de máquinas mais eficientes melhora a previsibilidade de custos e aumenta a produtividade”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson. Segundo ele, a eficiência energética já é um dos principais critérios na escolha de máquinas.

    Além disso, testes em campo mostram que transmissões continuamente variáveis (CVT), como a Dyna-VT, reduzem o consumo e os custos operacionais. Ao mesmo tempo, aumentam o rendimento e favorecem a sustentabilidade.

    “Nossos resultados estão ligados à capacidade dos motores de operar com alto torque em baixas rotações. Isso reduz o consumo sem perda de potência”, explica Zanetti. Outro ponto relevante é a durabilidade. A menor rotação diminui o desgaste dos componentes e reduz gastos com manutenção.

    No segmento de alta potência, o trator MF 8S.305, da Massey Ferguson, registrou consumo de 24,19 litros por hora. Um modelo concorrente, nas mesmas condições, chegou a 33,75 litros. A diferença representa redução de 28,33%.

    MF 8S.305 Xtra – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Já no preparo de solo, tratores da série MF 7700 tiveram consumo até 42,5% menor por hectare. Em operações mais pesadas, como subsolagem, a série MF 8700 S reduziu o tempo de execução em até 17 dias.

    Tecnologia melhora resultado e reduz desperdícios

    A inovação também chega às máquinas de menor porte. Na citricultura, por exemplo, o modelo MF 4700 mantém estabilidade da tomada de potência mesmo em terrenos irregulares. Com isso, há menor consumo e maior qualidade na operação. “Essa tecnologia melhora a pulverização, reduz custos e aumenta o controle de pragas”, destaca Zanetti.

    Outro avanço importante está na integração entre tratores e implementos. Sistemas com corte de seção e controle de linhas eliminam até 50% do desperdício de insumos. Além disso, a conectividade das máquinas aumenta a eficiência operacional. Em alguns casos, o ganho chega a 82% no plantio. “Isso permite concluir operações antes do prazo, com menos máquinas e menor consumo de diesel”, afirma o executivo.

    Trator a etanol entra no radar do setor

    Diante desse cenário, a Massey Ferguson também investe em novas soluções energéticas. O foco está na redução de custos e no menor impacto ambiental.

    Segundo Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da empresa, a transição precisa considerar a realidade do produtor. “Enxergamos a transição energética de forma alinhada ao campo. O produtor precisa de soluções viáveis e eficientes”, afirma.

    A principal aposta é o etanol. A fabricante desenvolve tratores movidos por esse combustível, com previsão de chegada ao Brasil nos próximos anos.  O etanol, inclusive o de milho, ganha força no País. Ele combina viabilidade econômica, menor impacto ambiental e vantagem logística, especialmente no Cerrado.

    “Neste momento, a proposta não é substituir o diesel. A ideia é oferecer uma alternativa complementar, capaz de reduzir custos e emissões”, explica Cavalcanti.

    Ao mesmo tempo, a empresa segue investindo em eficiência energética. Já a eletrificação avança com cautela. Em máquinas de alta potência, ainda há desafios, como peso das baterias e tempo de recarga.

    Nesse contexto, o projeto do trator a etanol ganha relevância. Em um mercado instável e com combustível caro, a tendência é clara: mais tecnologia, mais eficiência e novas fontes de energia para sustentar o agro.

  • Startup usa IA para reduzir custos de energia de produtores rurais

    Startup usa IA para reduzir custos de energia de produtores rurais

    Em um cenário onde os custos energéticos consomem até 30% do faturamento de pequenos produtores rurais, a startup Gridly surge como solução inovadora. Desenvolvida pela lab solutions Orbital, a plataforma utiliza Inteligência Artificial (IA) para identificar desperdícios e otimizar o consumo de energia no campo, promovendo sustentabilidade e economia.

    A Gridly, primeiro spin-off da Orbital após reestruturação estratégica, integra a vertical Energy, focada em soluções energéticas para setores sob pressão por eficiência e gestão sustentável. A ferramenta analisa contas de luz, dados de geradores e questionários personalizados, mapeando o perfil de consumo de cada usuário.

    Por meio de um dashboard intuitivo, produtores recebem recomendações claras para reduzir gastos, como ajustes em horários de pico ou substituição de fontes energéticas. A startup já chamou a atenção de gigantes: foi pré-selecionada pelo programa de aceleração do Itaipu ParqueTec, vinculado à usina hidrelétrica recordista mundial em produção de energia.

    Como funciona a plataforma?

    • Upload de dados: usuários inserem contas de energia ou registros de consumo.
    • Análise de IA: algoritmos identificam padrões, desperdícios e oportunidades.
    • Recomendações personalizadas: sugestões práticas são exibidas em tempo real, desde mudanças operacionais até adoção de energias renováveis.

    A solução será gratuita para consumidores residenciais (até 200 kWh) e terá planos acessíveis para produtores rurais e grandes empresas. Atualmente em fase de validação, a Gridly está testando o sistema com usuários pilotos e liberando acesso gradualmente.

    Impacto econômico e sustentável

    Para Vini Luiz, diretor de inovação da Orbital, a tecnologia responde a um desafio urgente: “A energia representa até 30% dos custos operacionais de pequenos produtores. Com a Gridly, queremos transformar esse gasto em eficiência, alinhando economia e sustentabilidade”.

    O projeto receberá aporte financeiro do Itaipu ParqueTec para finalizar testes e escalar sua entrada no mercado. A iniciativa também usará dados de consumidores residenciais (via plano gratuito) para aprimorar seus algoritmos, tornando as análises cada vez mais precisas.

    A reestruturação da Orbital permitiu a verticalização de negócios, concentrando esforços em nichos como energia. Segundo Luiz, a estratégia posicionará a empresa como “player relevante em soluções sustentáveis”, com planos de expandir para outros setores.

    “A Gridly é só o início. Nosso ecossistema de inovação combina expertise técnica, agilidade e visão estratégica para transformar ideias em realidade”, afirma o executivo.

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  • Novas soluções em energia ajudam empresas a enfrentar mudanças climáticas e reduzir custos

    Novas soluções em energia ajudam empresas a enfrentar mudanças climáticas e reduzir custos

    O futuro do consumo de energia no Brasil está passando por transformações significativas, impulsionadas pelas mudanças climáticas e pela digitalização do mercado. A previsão é que, até 2028, o consumo de energia contratada diretamente de fornecedores alcance 50% do total consumido no país. Essa mudança exige que as empresas adotem soluções inovadoras para aumentar sua competitividade e reduzir os custos com energia.

    Desde janeiro deste ano, empresas com contas de luz acima de R$ 10 mil têm a opção de escolher seu fornecedor de energia e negociar preços no mercado livre. Em 2024, cerca de 66 empresas migram diariamente para esse ambiente, onde o preço é mais acessível. Até agosto, 16 mil novos consumidores optaram pelo mercado livre, um número que já supera duas vezes os resultados do ano anterior.

    Oportunidade

    De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), 72,6% dos novos entrantes são pequenas e médias empresas, como padarias e supermercados. A região Sudeste lidera as migrações, seguida pelo Sul e Nordeste. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que 31 mil unidades consumidoras devem migrar até 2025, sendo a maioria empresas menores.

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    Além disso, o Brasil alcançou 30 GW de capacidade instalada em geração própria em 2024, atendendo 3,8 milhões de unidades consumidoras. Essa capacidade é equivalente a pouco mais do dobro da usina de Itaipu (14 GW). Para Hermano Pinto, diretor do portfólio de energia na Informa Markets Latam, a energia passou a ser uma aliada das empresas na construção de negócios mais lucrativos e sustentáveis.

    O Energy Solutions Show 2024 (ESS 2024) será realizado nos dias 22 e 23 de outubro em São Paulo. Este primeiro evento no Brasil voltado para consumidores de energia reunirá indústrias, investidores e especialistas para discutir estratégias que promovam práticas sustentáveis e eficientes no setor energético. A programação incluirá painéis sobre modelos de contratação, eficiência energética e o potencial da bioenergia e do hidrogênio.