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  • Hortitec traz novidades contra pragas e viroses do tomate

    Hortitec traz novidades contra pragas e viroses do tomate

    A BASF Soluções para Agricultura aproveitou a Hortitec 2026, realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), para apresentar novas tecnologias voltadas ao cultivo de tomate. As soluções reúnem sementes, proteção de cultivos, biológicos, agricultura digital e ferramentas financeiras. O objetivo é ajudar os produtores a aumentar a produtividade e melhorar a rentabilidade das lavouras.

    O sistema produtivo de hortifrúti está entre as prioridades da empresa no Brasil. Além disso, a companhia mantém investimentos em culturas como soja, milho, algodão e arroz. Globalmente, a BASF investe cerca de 1 bilhão de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, estão previstos aproximadamente 30 lançamentos até 2035, incluindo novas moléculas, formulações, traits, sementes e ferramentas digitais.

    Entre as novidades apresentadas na feira, o destaque foi a ampliação do uso do inseticida Efficon para a cultura do tomate.O produto atua desde o início do ciclo da planta. Além disso, conta com o chamado “Efeito Freeze”, tecnologia que paralisa imediatamente os insetos. Dessa forma, interrompe o desenvolvimento das pragas e reduz a transmissão de doenças.

    Por sua vez, outra solução apresentada foi o Vinquo. O inseticida é desenvolvido a partir da molécula Inscalis e indicado para o controle de insetos sugadores. Entre eles estão a mosca-branca no tomate e o pulgão-verde na batata. Já o fungicida Mibelya utiliza a molécula Revysol. O produto auxilia no controle de doenças como o oídio e a septoriose no tomate. Também é indicado para o manejo da pinta-preta na batata.

    Genética e resistência no campo

    Além das soluções para proteção de cultivos, a marca Nunhems, divisão de sementes de frutas e hortaliças da BASF, também apresentou novidades durante a Hortitec. O portfólio é voltado ao aumento da produtividade e ao fortalecimento da resistência das plantas diante dos principais desafios fitossanitários.

    Nesse contexto, entre os destaques está o híbrido de tomate Strongton. A variedade combina alta produtividade com resistência a viroses transmitidas pela mosca-branca e pelos tripes. Além disso, oferece resistência ao vírus rugoso do tomate (ToBRFV).

    Já entre as soluções para enxertia, a empresa apresentou o porta-enxerto Enholder. A solução contribui para aumentar o vigor das plantas e melhorar a estabilidade produtiva. Da mesma forma, favorece o desempenho das lavouras em áreas com pressão de doenças de solo, nematoides e estresse hídrico.

    Segundo Golmar Beppler Neto, gerente de Vendas da BASF Brasil para a Nunhems, a feira representa uma oportunidade importante de aproximação com os produtores.

    “A Hortitec é um momento único para nós. É a maior feira da América Latina e a oportunidade de conectar as nossas soluções com os produtores, mostrando os benefícios que conseguimos trazer para toda a cadeia. Neste ano, trouxemos soluções voltadas ao tomate como principal mote do evento, com destaque para o Strongton, um híbrido que oferece mais segurança ao produtor”, afirmou.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Inovação para enfrentar os desafios da produção

    Por outro lado, para Katty Caroline Corrente, líder do sistema produtivo de hortifrúti, cana-de-açúcar e café da BASF Soluções para Agricultura, a Hortitec também é um momento estratégico para ouvir os agricultores.

    “A Hortitec é a feira mais importante da América Latina para o setor de horticultura. É um momento muito importante para reunir os horticultores, apresentar lançamentos, conversar com clientes e entender um pouco mais as dores que eles sentem no campo”, destacou.

    Além disso, de acordo com a executiva, este é o terceiro ano consecutivo em que a empresa leva inovações para a feira.

    “Estamos trazendo mais uma inovação, que é o Efficon para o manejo de pragas sugadoras. As inovações vêm justamente para ajudar o produtor a enfrentar os desafios do campo”, explicou.

    Por fim, Katty comentou o cenário econômico enfrentado pelos produtores de tomate e batata. Segundo ela, os preços das duas culturas passaram por um período de forte pressão ao longo deste ano. No entanto, o mercado já apresenta sinais de recuperação. Ainda assim, os produtores seguem atentos aos custos de produção.

    “Vivemos um momento muito difícil em termos de preço, com valores mais baixos para tomate e batata. Agora observamos uma ligeira recuperação. O produtor não pode deixar de investir em inovação, mas precisa ter resultados. Por isso, a BASF trabalha com soluções integradas que melhoram a produtividade e oferecem custo-benefício, permitindo que ele enxergue valor no manejo mesmo em períodos de baixa”, concluiu.

  • Novo inseticida contra cigarrinha-do-milho e a mosca-branca

    Novo inseticida contra cigarrinha-do-milho e a mosca-branca

    A BASF está prestes a lançar no Brasil um novo inseticida projetado para combater a cigarrinha-do-milho e a mosca-branca, pragas que têm causado prejuízos significativos aos cultivos de milho, algodão e soja nos últimos anos. O lançamento está programado para ocorrer em 2025, após a aprovação do registro do produto em dezembro de 2024.

    O produto contém uma molécula inovadora que representa um avanço global da BASF. O inseticida será inicialmente disponibilizado para a cultura do milho, sendo o primeiro país da América Latina a receber essa ferramenta eficaz de controle. A empresa destaca que a cigarrinha-do-milho é uma das principais ameaças à produção agrícola no Brasil, podendo causar perdas de produtividade superiores a 70% em áreas com alta incidência da praga, conforme pesquisas da Embrapa.

    O novo inseticida é focado no controle de insetos vetores que transmitem doenças, considerados um dos maiores desafios da agricultura brasileira. A BASF aponta que até então não havia ferramentas eficazes disponíveis para o manejo dessas pragas. Além do milho, o novo produto também recebeu registro para outras culturas hortifrutigranjeiras, como citros, melão, batata, tomate e cebola. O lançamento comercial para essas culturas está previsto para os próximos anos.

    A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e a mosca-branca são pragas que têm causado sérios danos ao agronegócio brasileiro, especialmente nas lavouras de milho, soja e algodão. A crescente infestação desses insetos tem gerado preocupações significativas entre os produtores, com perdas que podem chegar a 70% em casos de descontrole.

    Cigarrinha-do-Milho e mosca-branca

    A cigarrinha-do-milho é uma praga migratória que se espalhou por diversos estados brasileiros, resultando em prejuízos econômicos alarmantes. De acordo com estudos da Embrapa, os enfezamentos transmitidos pela cigarrinha podem comprometer até 100% da produção em lavouras afetadas. A praga não apenas suga a seiva das plantas, mas também atua como vetor de doenças, como o enfezamento pálido e a virose do raiado fino.
    As perdas em produtividade causadas pela cigarrinha são significativas. Em áreas com alta incidência da praga, os prejuízos podem ultrapassar 70%, conforme relatórios do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Além disso, o aumento na aplicação de defensivos agrícolas para controlar as infestações eleva consideravelmente os custos de produção, com acréscimos de até R$ 200,00 por hectare.

    A mosca-branca também representa uma ameaça significativa para as lavouras brasileiras. Este inseto é conhecido por causar danos diretos às plantas ao sugar sua seiva e transmitir vírus que afetam o crescimento e a produtividade das culturas. A infestação por moscas-brancas pode resultar em uma queda drástica na qualidade dos produtos agrícolas, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores.

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