Tag: educação

  • Menino de sete anos vende ovos para pagar escola

    Menino de sete anos vende ovos para pagar escola

    Uma conversa difícil dentro de casa acabou despertando uma atitude surpreendente de um menino de apenas sete anos. Morador de Gaspar, em Santa Catarina, José Pedro Pereira decidiu criar um pequeno negócio para vender ovos e ajudar a família a pagar a mensalidade da escola onde estuda.

    A iniciativa nasceu depois que os pais explicaram que, por causa das dificuldades financeiras, talvez fosse necessário transferi-lo da escola particular. Sem querer deixar o colégio, José perguntou se poderia fazer alguma coisa para ajudar.

    A ideia surgiu dentro da própria família

    Segundo a mãe, Vamila Pereira, José Pedro sempre demonstrou muito interesse pelos estudos e ficou bastante abalado com a possibilidade de mudar de escola.

    Na época, ele tinha apenas seis anos e insistia em encontrar uma forma de contribuir financeiramente.

    Durante uma conversa em família, o menino lembrou que a avó criava galinhas no sítio e costumava vender os ovos excedentes para vizinhos. Foi então que surgiu uma pergunta inesperada: por que ele também não poderia vender ovos?

    A ideia foi aprovada pelos pais e deu início a um pequeno empreendimento rural.

    Pequena criação virou fonte de renda

    O que começou com apenas 15 galinhas cresceu rapidamente.

    Hoje, a família mantém cerca de 80 aves, entre galinhas caipiras e brancas, que produzem aproximadamente 60 ovos por dia.

    No início, a renda obtida com as vendas era suficiente para pagar entre 40% e 50% da mensalidade escolar, já que parte do dinheiro era reinvestida na compra de ração, novas aves e na construção de outro galinheiro.

    Atualmente, a comercialização dos ovos já cobre cerca de 85% da mensalidade.

    O sucesso chamou atenção dos clientes

    Com a divulgação da história, a procura pelos ovos aumentou significativamente.

    As dúzias são vendidas por R$ 15 e chegaram a formar fila de espera entre os compradores.

    O sucesso também rendeu um apelido ao garoto: “Zé dos Ovos”.

    Além de participar das decisões, ele ajuda diariamente na alimentação das aves e na coleta dos ovos.

    Família pretende manter a produção

    Apesar da boa repercussão, a família prefere manter o negócio no tamanho atual.

    Segundo Vamila, ampliar a produção exigiria novos investimentos e elevaria os custos da criação.

    Por enquanto, o objetivo permanece o mesmo: utilizar a renda obtida com a venda dos ovos para garantir que José Pedro continue estudando na escola que tanto gosta.

    A história do menino mostra como uma iniciativa simples, ligada à avicultura e à agricultura familiar, pode gerar renda, incentivar o empreendedorismo desde cedo e reforçar a importância do agronegócio na vida de milhares de famílias brasileiras.

  • Metade das crianças do mundo enfrenta ao menos três riscos climáticos, alerta Unicef

    Metade das crianças do mundo enfrenta ao menos três riscos climáticos, alerta Unicef

    As mudanças climáticas ampliaram os desafios enfrentados por milhões de crianças ao redor do mundo. Segundo um novo relatório do Unicef, mais de 1 bilhão de crianças já vivem sob a influência de três ou mais riscos climáticos simultâneos, o que impacta diretamente a saúde, a educação e as condições de sobrevivência.

    O levantamento aponta que, com o agravamento da crise climática global, praticamente todas as crianças do planeta estão expostas a pelo menos uma ameaça relacionada ao clima. O fenômeno não afeta apenas países em desenvolvimento, mas também nações de alta renda.

    Riscos climáticos

    O estudo considera oito tipos de riscos climáticos, incluindo calor extremo, ondas de calor prolongadas, incêndios florestais, secas, enchentes costeiras, inundações em rios, tempestades tropicais e tempestades de areia e poeira.

    Para a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell, os efeitos desses eventos já transformam a rotina de milhões de crianças. Além disso, Russell destacou ao jornal The Guardian que a situação se tornou ainda mais preocupante nos últimos anos.

    “Metade das crianças do mundo agora vive com pelo menos três ameaças climáticas sobrepostas moldando sua vida diária”, declarou.

    Crianças enfrentam perigos para estudar

    As consequências da crise climática vão muito além dos danos ambientais. Imagens divulgadas pela agência da ONU mostram crianças da Papua-Nova Guiné atravessando um rio a nado para chegar à escola após uma ponte ter sido destruída por fortes chuvas.

    O cenário se torna ainda mais preocupante porque o rio é habitado por crocodilos. Uma das estudantes afetadas é Lorna, de 15 anos, que relatou as dificuldades enfrentadas diariamente.

    “Meu sonho é ser professora ou piloto. Queremos uma nova ponte para poder ir à escola com segurança todos os dias”, disse.

    Centenas de crianças atravessam diariamente o rio Kemp Welch, em Papua Nova-Guiné, para chegar à escola — Foto: Reprodução/Unicef

    A jovem também explicou que, durante o período menstrual, meninas da comunidade são impedidas pelos mais velhos de atravessar o rio devido à crença local de que isso poderia atrair crocodilos.

    Segundo o diretor da escola local, Charlie Vali David, a ausência da ponte prejudica a frequência escolar e aumenta significativamente os riscos para os estudantes.

    “Na temporada de monções, correntes fortes, árvores mortas e detritos bloqueiam o rio, causando ferimentos e morte”, afirmou.

    De acordo com o Unicef, a comunidade não conseguiu arrecadar recursos suficientes para reconstruir a estrutura, destruída em 2012.

    Eventos extremos afetam educação, saúde e segurança infantil — Foto: Reprodução/Unicef

    África e Ásia concentram áreas mais vulneráveis

    O relatório também identifica regiões onde os impactos climáticos são particularmente severos. No Sahel, faixa localizada na África, mais de 4 milhões de crianças estão expostas simultaneamente a ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia e poeira.

    Da mesma forma, países asiáticos como Bangladesh, Mianmar e Paquistão figuram entre os locais onde crianças enfrentam o maior número de ameaças climáticas combinadas em todo o mundo.

    No entanto, o estudo mostra que os efeitos das mudanças climáticas não se restringem a países de baixa renda. Em nações desenvolvidas, eventos extremos também representam riscos.

    Crianças brincam perto de uma fonte para escapar do calor na Califórnia, EUA — Foto: THX/VNA

    Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças estariam expostas à combinação de ondas de calor prolongadas e escassez de chuvas, segundo os dados do Unicef.

    A entidade defende que governos e empresas intensifiquem os esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerem medidas de adaptação climática. Além disso, o organismo recomenda investimentos em infraestrutura, educação, saúde e serviços essenciais voltados às crianças, consideradas um dos grupos mais vulneráveis.

  • Lula anuncia R$ 2,7 bilhões para reforma agrária

    Lula anuncia R$ 2,7 bilhões para reforma agrária

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciaram na última sexta-feira um pacote de R$ 2,7 bilhões para a reforma agrária no Brasil. O governo divulgou as medidas durante evento comemorativo dos 42 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador (BA).

    O Programa Terra da Gente vai adquirir fazendas em São Paulo, Bahia, Pará, Pernambuco, Sergipe e Maranhão. O governo destinará milhares de hectares para assentar famílias de trabalhadores rurais nessas regiões.

    Além das compras, o pacote prevê a desapropriação de imóveis rurais em São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O governo também fechou um acordo judicial histórico no Paraná. Essas ações somam R$ 584 milhões e vão regularizar 32.378 hectares, beneficiando 1.900 famílias.

    Dez novos assentamentos em quatro estados

    O governo criará 10 novos assentamentos no Pará, Paraíba, Goiás e Sergipe. A iniciativa amplia a estrutura de reforma agrária no país e atende uma demanda histórica de movimentos sociais.

    O Orçamento Geral da União destinou R$ 717 milhões para crédito de instalação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os recursos vão atender cerca de 60 mil famílias em todo o país, permitindo que agricultores iniciem sua produção nos assentamentos.

    Casas para 10 mil famílias assentadas

    O governo formalizou um contrato de R$ 1,015 bilhão com a Caixa Econômica Federal para crédito habitacional. O programa vai beneficiar aproximadamente 10 mil famílias assentadas, garantindo moradia adequada no campo.

    O Projeto de Retomada Econômica e Agroecológica dos Assentamentos do Rio Doce receberá R$ 49,9 milhões. Os recursos vão fortalecer a produção, mecanização e agroindustrialização de 3.645 famílias em 52 assentamentos localizados na bacia do Rio Doce.

    O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) terá seu orçamento ampliado em 25%, totalizando R$ 61,9 milhões. O investimento vai atender cerca de 33 mil famílias em todo o Brasil. O governo também inaugurou quatro novos cursos do programa na Bahia.

    Compromisso com redistribuição de terras

    “Quando tomei posse em 2023, chamei o ministro da Reforma Agrária, Paulo Teixeira, e o presidente do Incra, César Aldrighi, e pedi a eles um levantamento de todas as terras no Brasil possíveis de serem disponibilizadas para Reforma Agrária”, afirmou o presidente Lula durante o evento. “Tenho compromisso com a redistribuição mais justa das terras”, completou.

    O ministro Paulo Teixeira destacou a relação entre reforma agrária e segurança alimentar. “Em três anos de recriação do MDA pelo presidente Lula, temos deflação de alimentos no país. É o compromisso dele e nosso com a soberania alimentar”, declarou. “Quanto mais reforma agrária tivermos, menos fome e menos desigualdade social nós teremos no nosso país”, acrescentou.

    A dirigente nacional do MST, Débora Nunes, ressaltou o potencial de cooperação entre o movimento e o governo. “Nesses dias de nosso encontro, discutimos projetos estratégicos que podem colocar a agricultura familiar e a reforma agrária num patamar de cooperação com o governo Lula, produzindo massivamente bioinsumos”, afirmou.

  • Jovem extrativista da Amazônia é aprovada em mestrado na UnB

    Jovem extrativista da Amazônia é aprovada em mestrado na UnB

    Para celebrar o Mês da Mulher, a trajetória de Cátia Santos, jovem extrativista da Amazônia, ganha destaque com sua aprovação no disputado Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT), da Universidade de Brasília (UnB). A conquista de Cátia, coordenadora de comunicação digital do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), reforça a importância do acesso à educação de qualidade para as comunidades tradicionais da Amazônia e impulsiona a luta por seus direitos.

    Foto: Divulgação

    Nascida na Reserva Extrativista (RESEX) Chico Mendes, no Acre, Cátia cresceu inspirada pelo legado de Chico Mendes. E também pela luta dos seringueiros em defesa da Floresta Amazônica. “Tenho orgulho de ser extrativista”, afirma Cátia, ressaltando a importância de dar continuidade a esse legado.

    Desafios

    Apesar de sua dedicação à causa extrativista, Cátia enfrentou desafios no acesso à educação, precisando deixar seu território para concluir os ensinos Fundamental e Médio. A oferta insuficiente de vagas e colégios e a infraestrutura precária são dificuldades enfrentadas pelos jovens. Além disso, a internet limitada e o conteúdo programático não adaptado são obstáculos que dificultam o acesso à educação de qualidade para os jovens das RESEXs amazônicas.

    “A luta por uma educação de qualidade é essencial para garantir dignidade e igualdade para nossa população”, enfatiza Cátia. A jovem extrativista defende a valorização da educação e a necessidade de inseri-la dentro das comunidades.

    A aprovação de Cátia no mestrado representa um novo tempo para a luta extrativista. Cátia espera que a sua conquista inspire outros jovens da região. O conhecimento adquirido no mestrado será uma ferramenta para fortalecer o movimento extrativista. Além de ampliar a participação da juventude na luta por direitos e buscar soluções mais justas para a realidade das comunidades tradicionais.

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  • Dia das crianças – a importância das escolas rurais

    Dia das crianças – a importância das escolas rurais

    Neste Dia das Crianças, vamos falar sobre o futuro da nossa nação, representado nelas, e da importância das escolas rurais em nosso segmento. Elas desempenham um papel crucial na formação de jovens que vivem em áreas agrícolas, sendo responsáveis por ensinar não apenas os conteúdos tradicionais, mas também a importância do agronegócio (agro) e da sustentabilidade rural.

    Essas instituições, muitas vezes situadas no coração do campo, têm a capacidade de conectar as crianças ao ambiente em que vivem. E prepara-las para um futuro em que o desenvolvimento sustentável é cada vez mais necessário.

    O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira, e as escolas rurais podem desempenhar um papel fundamental ao despertar o interesse das crianças desde cedo para esse setor. Ao ensinar sobre o funcionamento da agricultura, pecuária e outras atividades relacionadas, as escolas ajudam a criar uma nova geração de produtores conscientes. E também preparados para os desafios do futuro.

    Compreender o papel do agro na produção de alimentos, na economia local e global, além das práticas de manejo sustentável, é vital para garantir a continuidade e a evolução do setor.

    A educação no campo: integração com o agro e sustentabilidade

    Aulas práticas, visitas a fazendas e o uso de tecnologias agrícolas são ferramentas eficazes que podem ser incorporadas à educação rural. Essas atividades aproximam as crianças das realidades do campo e as ajudam a entender como a produção agrícola é essencial não só para a economia, mas também para a alimentação da população mundial.

    Outro pilar da educação em escolas rurais é a sustentabilidade. Com as crescentes preocupações com a mudança climática, degradação ambiental e uso inadequado dos recursos naturais, ensinar as crianças sobre práticas sustentáveis no campo é fundamental. O conceito de sustentabilidade rural envolve o uso responsável dos recursos da terra, a preservação de florestas, a gestão da água e a conservação da biodiversidade.

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    Ao integrar esses ensinamentos ao currículo escolar, as escolas rurais formam cidadãos mais conscientes do impacto ambiental de suas ações. Isso inclui temas como rotação de culturas, manejo do solo, conservação de áreas verdes e técnicas de irrigação eficientes. Dessa forma, as crianças aprendem que é possível produzir de maneira abundante sem comprometer os recursos naturais das futuras gerações.

    Preparação para o futuro

    O ensino voltado ao agro e à sustentabilidade rural nas escolas não apenas promove a conscientização ambiental. Mas ele também prepara os alunos para carreiras no agronegócio. Com a crescente demanda por alimentos e a necessidade de práticas mais sustentáveis, o mercado de trabalho rural se expande, e as habilidades adquiridas nas escolas são extremamente valiosas.

    Ensinar sobre o agro ajuda as crianças a reconhecerem a importância da agricultura na economia local e na segurança alimentar. Isso inclui desde o cultivo até a colheita, passando pela gestão sustentável dos recursos naturais. Essa valorização é essencial para formar uma nova geração de agricultores conscientes e responsáveis.

    Além disso, a educação sustentável também promove valores como responsabilidade social e comunitária. Além disso, empodera as crianças a fazerem a diferença em suas comunidades e além delas. A conscientização sobre o equilíbrio entre produção e preservação prepara esses alunos para serem futuros líderes no setor. Assim, ajudando a garantir a viabilidade econômica e ambiental das áreas rurais.

    Parceria com iniciativa privada

    A ONG Gaia+ e a Divisão de Soluções para Agricultura da BASF  lançaram uma parceria inovadora para promover ativações socioemocionais em escolas da zona rural de Ilhéus, Bahia. A iniciativa, que começou na segunda quinzena de julho e se estendeu até setembro, teve como objetivo comemorar o Dia do Agricultor e continuar a ação “Nosso Legado Nasceu para Continuar”.

    Ação na Escola Municipal de Juerana, em Ilhéus (Foto: Divulgação BASF)
    Ação na Escola Municipal de Juerana, em Ilhéus (Foto: Divulgação BASF)

    A ação contemplou 11 escolas e busca refletir sobre a importância das habilidades socioemocionais para professores, gestores, coordenadores e assistentes de ensino. O projeto beneficiou 80 profissionais da educação, impactando mais de mil estudantes. Os participantes tiveram acesso ao curso de Formação “Aprendizagem para Corações e Mentes” (programa SEE Learning®), oferecido pela ONG Gaia+.

    Incorporar práticas sustentáveis no cotidiano escolar, como hortas comunitárias e projetos de reciclagem, permite que os alunos aprendam na prática. Essa abordagem não só ensina habilidades valiosas, mas também promove um senso de responsabilidade e pertencimento à comunidade.

    As escolas rurais têm um papel transformador na formação de cidadãos que entendem o valor do agro e da sustentabilidade. Por meio de uma educação prática e voltada para a realidade do campo, essas instituições preparam as crianças para serem agentes de mudança em suas comunidades. Impulsionando assim o desenvolvimento rural e a preservação ambiental de forma equilibrada e consciente. Assim, a educação rural pode garantir um futuro mais próspero para o agronegócio e para o meio ambiente. E também para nossas crianças.

  • Dia Nacional do Voluntariado

    Dia Nacional do Voluntariado

    No Dia Nacional do Voluntariado, comemorado nesta quarta-feira (28), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) celebra os resultados alcançados pelo seu programa de voluntariado empresarial, o Tecpar em Ação. Desde seu lançamento há seis anos, a iniciativa já impactou diretamente 20 mil pessoas. E demonstra o compromisso do instituto com a responsabilidade social e a sustentabilidade.

    Hosana Lopes Francisco, coordenadora do programa e gerente de Relações Públicas do Tecpar, destaca que o Tecpar em Ação foi criado para servir como um modelo para outras empresas, proporcionando aos voluntários a oportunidade de contribuir em realidades sociais diferentes das quais estão acostumados. “O programa busca identificar e responder às necessidades das instituições sociais locais, especialmente aquelas próximas ao campus, fortalecendo o papel social do Tecpar como uma empresa pública”, afirma.

    O Tecpar incentiva seus colaboradores a dedicarem parte de seu tempo a atividades voluntárias, permitindo que utilizem até quatro horas mensais da jornada de trabalho para isso. Atualmente, 70 voluntários estão inscritos no programa, incluindo colaboradores, bolsistas e estagiários, que se envolvem em diversas ações ao longo do ano.

    O programa atua em quatro frentes principais: Sustentabilidade, Cultura, Apoio a ONGs e Educação. Desde 2019, 44 instituições foram beneficiadas, seja através de parcerias duradouras ou ações pontuais.

    Educação em foco

    Na área educativa, o destaque é o projeto Ciclo de Profissões, lançado em 2021 para auxiliar estudantes do Ensino Médio no planejamento de suas carreiras. Realizado em parceria com a Copel, o projeto oferece palestras sobre planejamento de carreira e mentorias individuais. Nessas mentorias, profissionais voluntários orientam os jovens em sua jornada profissional.

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    Além desse projeto, o Tecpar em Ação também oferece aulas de reforço escolar, capacitação para mentores voluntários e palestras temáticas em escolas e no campus do instituto.

    Impacto e reconhecimento

    O impacto positivo do programa é evidente nas palavras de Thamirys Brito, coordenadora pedagógica do Projeto Vida e Promoção Social. Ela relata como a parceria com o Tecpar tem enriquecido a vida das crianças e adolescentes atendidos pela instituição. Em 2019, por exemplo, uma apresentação de flauta doce feita pelos assistidos em um evento no Tecpar foi um momento marcante.

    O projeto Ciclo de Profissões também tem recebido reconhecimento nacional. Em 2022, o governo federal concedeu ao projeto o Prêmio Nacional de Incentivo ao Voluntariado. Já em 2023, o Tecpar recebeu o Selo Sesi ODS na categoria Inovação para Sustentabilidade.

    O Tecpar mantém uma chamada pública permanente para parcerias com instituições sociais, de ensino e ONGs, buscando expandir ainda mais o alcance de suas ações voluntárias. Atualmente, nove instituições em Curitiba participam do programa.

  • Hortas sensoriais acessíveis beneficiam estudantes de escolas municipais

    Hortas sensoriais acessíveis beneficiam estudantes de escolas municipais

    Com o objetivo de conhecer os benefícios que as hortas sensoriais acessíveis proporcionam aos estudantes de escolas municipais de Uberaba, integrantes da liderança da Mosaic responsáveis pelo investimento social visitaram o colégio Arthur de Mello Teixeira, em Uberaba (MG), na quarta-feira (20).

    Desenvolvido pelo Programa Horta Educa, do Instituto Mosaic, o projeto beneficia cerca de 10 mil alunos da rede pública da cidade, com ações focadas na educação nutricional e inclusão de alunos com deficiência.

    “As hortas materializam a nossa missão primordial de contribuir para a produção de alimentos de qualidade. Com este projeto focamos em estudantes em situação de vulnerabilidade, contribuindo para o crescimento, desenvolvimento e nutrição das crianças ao incluir esses alimentos à merenda escolar. Além disso, é possível promover educação multidisciplinar por meio de um ambiente adaptado para acolher pessoas com deficiência”, afirma Adriana Alencar, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Mosaic Fertilizantes.

    Divulgação – Mosaic

    Estrutura das hortas

    Em novembro do ano passado, a companhia entregou hortas escolares em Uberaba, além de formações pedagógicas para outras escolas da rede pública beneficiadas. As estruturas contam com canteiros com ervas medicinais e hortaliças, árvores frutíferas, espaço para composteira, bancos e lousa, compondo um espaço de sala de aula ao ar livre. As culturas estão distribuídas de forma a promover experiências e aguçar os sentidos – estímulos gustativo, olfativo, tátil, visual e auditivo.

    Objetivos das hortas sensoriais

    Um dos principais objetivos das hortas sensoriais é promover educação alimentar, oferecendo aos alunos a oportunidade de colocar em prática os aprendizados adquiridos em sala de aula.

    O espaço pode ser utilizado por professores de qualquer disciplina, tornando-se ferramenta importante no ensino.

    E o melhor de tudo é que os alimentos produzidos nas hortas complementam a merenda escolar.

    A infraestrutura é totalmente adaptada e acessível, com canteiros de diferentes alturas e espaço de circulação para manobra de cadeiras de rodas.

    O projeto contempla ainda recursos de acessibilidade, como mapa tátil, especificando as culturas e a localização dos canteiros na horta; piso tátil drenante para fácil locomoção; placas de tipografia adequada, fonte ampliada e conteúdo em Braile.

    Divulgação – Mosaic

    Resultados positivos

    Onde o projeto já foi implementado é possível perceber resultados positivos de inclusão e acolhimento, especialmente de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e melhora do comportamento de alunos em geral.

    A partir da iniciativa foram criados grupos de alunos denominados Amigos da Horta, responsáveis pelos cuidados com o espaço.”Ações como esta têm como objetivo beneficiar a comunidade próxima às nossas operações, gerando maior impacto positivo. Essas hortas são capazes de promover educação alimentar, qualidade no aprendizado dos alunos e inclusão de crianças com deficiência”, explica Adriana.

    O programa Horta Educa foi responsável pela entrega, desde à implantação, de 49 hortas escolares, além de três viveiros de mudas, em Goiás, Minas Gerais e Sergipe, estados em que a Mosaic Fertilizantes opera.

    As hortas fazem parte das ações estratégicas de combate a insegurança alimentar, coordenadas pelo Instituto Mosaic, e propõem uma experiência educativa e nutricional de valorização da alimentação saudável e sustentável.