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  • Agricultura familiar recebe reforço com entrega de maquinários da Conab

    Agricultura familiar recebe reforço com entrega de maquinários da Conab

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou, nesta semana, a entrega de 1.272 maquinários agrícolas para fortalecer a agricultura familiar em todas as regiões do país. A ação faz parte do projeto Mecaniza+: Modernização da Agricultura Familiar e do Programa Arroz da Gente, com investimento de R$ 13 milhões, por meio de parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

    O programa deve beneficiar 440 organizações sociais rurais, entre cooperativas e associações, alcançando cerca de 8 mil famílias agrícolas. Isso representa mais de 40 mil pessoas, incluindo agricultores, jovens e comunidades quilombolas.

    As máquinas compõem 150 kits multifunção com 1,2 mil itens, como motocultivadores, colheitadeiras de milho e arroz, carretas, roçadeiras, plantadeiras, adubadoras e minitratores. A Conab prevê concluir as entregas até março de 2026, atendendo todos os estados brasileiros e apoiando políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Sociobio+ e o Programa de Venda em Balcão (ProVB).

    Durante a cerimônia de lançamento, o presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou o impacto social e produtivo da iniciativa.

    “É um grande passo para a modernização da agricultura familiar. As máquinas melhoram as condições de trabalho, aumentam a produção e ampliam o acesso ao mercado”, afirmou Pretto.

    Retomada

    O dirigente ressaltou ainda a retomada dos estoques públicos após 11 anos. E a expansão da produção de arroz para outras regiões além do Rio Grande do Sul.

    O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, reforçou que a Conab “recuperou seu protagonismo institucional” com a retomada do PAA e a recomposição de estoques essenciais. Segundo ele, o avanço da mecanização, que passou de 18% para 27% nos últimos anos, representa um marco rumo a uma produção mais sustentável e agroecológica.

    Durante o evento simbólico de entrega, 13 entidades de 13 estados receberam as primeiras máquinas. Os beneficiados se comprometeram a ampliar em 10% o fornecimento de alimentos aos programas da Conab. A expectativa é que a mecanização eleve em até 30% a produção agrícola dessas organizações.

    O diretor de Desenvolvimento e Inovação da Conab, Lenildo Morais, destacou que o projeto inaugura uma nova fase para a estatal. Ele informou que a Companhia já capacitou mais de 2,2 mil empregados desde 2024 e firmou parcerias para formação técnica e de pós-graduação. Todas as máquinas contarão com monitoramento integrado e assistência técnica contínua.

    Participação das comunidades

    O diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto, ressaltou o papel do IFRN na execução do projeto e a importância da participação das comunidades na definição dos equipamentos. Conforme Porto, o Programa Arroz da Gente já atende 507 comunidades em 17 estados. Diversificando a produção nacional de arroz e descentralizando o cultivo concentrado no Sul do país.

    Foto: MDA

    O pró-reitor do IFRN, Raphael Siqueira Fontes, ressaltou que os equipamentos possuem tecnologia desenvolvida por estudantes da instituição, com acompanhamento técnico especializado no campo.

    Representantes das comunidades beneficiadas reforçaram o impacto direto da mecanização. Nelson Ferreira dos Santos, do Polo Sindical da Borborema (PB), afirmou que os equipamentos chegam em “um momento decisivo”, diante da escassez de mão de obra rural. Já Dona Deta, da Comunidade Kalunga (TO), celebrou o avanço como “símbolo de futuro, renda e dignidade”.

    Programas de fortalecimento rural

    O Mecaniza+ foi lançado durante a COP 30, em novembro de 2025, com o objetivo de modernizar e automatizar a produção de pequenos agricultores. Além de promover a inclusão produtiva e segurança alimentar.

    Já o Programa Arroz da Gente,criado por portaria interministerial entre o MDA e o MDS, em dezembro de 2024, busca ampliar o cultivo nacional de arroz e diversificar os sistemas produtivos. A iniciativa reforça o compromisso com a geração de renda e a segurança alimentar das famílias agricultoras brasileiras.

  • Exportações de milho e soja pelo Arco Norte crescem 57% 

    Exportações de milho e soja pelo Arco Norte crescem 57% 

    As exportações de milho e soja pelos portos do Arco Norte registraram alta de 57% entre 2020 e 2024, impulsionadas por investimentos em infraestrutura multimodal. Segundo dados do Anuário Agrologístico 2025, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume escoado saltou de 36,7 milhões de toneladas para 57,6 milhões de toneladas nesse período. O aumento reflete a consolidação da região Norte como rota estratégica para o agronegócio brasileiro. Especialmente pela proximidade com as novas fronteiras agrícolas do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

    O presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou que o Brasil avança para uma nova configuração logística no setor agroindustrial, com o fortalecimento das rotas do Arco Norte, a ampliação da capacidade de armazenagem e a integração dos modais ferroviário e hidroviário. “Esses pilares são fundamentais para elevar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global”, afirmou.

    Em 2024, os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e os terminais do Arco Norte — como Itaqui (MA), Barcarena (PA) e Santarém (PA) — concentraram 81,2% das exportações nacionais de soja e milho. Desse total, 38% saíram pela região Norte. De acordo com o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, a redução no custo dos fretes e a proximidade entre áreas produtoras e portos incentivam o uso da rota. Especialmente com a crescente interiorização de fertilizantes.

    Destaques

    Entre os terminais do Arco Norte, Itaqui e Barcarena se destacaram pelos maiores crescimentos. As exportações de milho e soja por Itaqui subiram de 11,21 milhões de toneladas em 2020 para 20,22 milhões em 2024 — um aumento de 80,3%. Em Barcarena, o salto foi de 70,3% no mesmo período. Segundo Arnoldo de Campos, diretor de Operações e Abastecimento da Conab, o crescimento se deve, sobretudo, ao fortalecimento do transporte ferroviário. Com cargas oriundas de diversos estados sendo escoadas de forma mais ágil e segura.

    Atualmente, cinco grandes projetos estruturantes formam o eixo central do plano ferroviário nacional. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), o prolongamento da Ferrovia Norte-Sul até o porto de Vila do Conde (PA), o Anel Ferroviário do Sudeste (entre Vitória e Itaboraí) e a Ferrogrão, planejada para conectar o Centro-Oeste ao Pará por 933 quilômetros.

    Hidrovias

    Além das ferrovias, as hidrovias têm ganhado protagonismo na logística agrícola. De 2017 a 2025, o número de armazéns com acesso hidroviário cresceu 24%. Com destaque para a região Amazônica, responsável por quase dois terços do transporte fluvial do país. Assim, nessa região, os rios desempenham papel semelhante ao das rodovias e ferrovias em outras partes do território brasileiro.

    Para fortalecer ainda mais essa matriz sustentável, o governo federal anunciou, no início de 2025, investimentos de R$ 4,8 bilhões nas hidrovias, por meio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A medida busca ampliar a navegabilidade e reduzir os custos logísticos, contribuindo também para a meta de descarbonização. Estudo conjunto da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e do Instituto Energia e Meio Ambiente (Iema) mostra que o transporte hidroviário emite 95% menos carbono do que o rodoviário e 70% menos do que o ferroviário. Ou seja, mais sustentável.

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