Tag: economia rural

  • Com queda de 30%, Tecnoshow Comigo expõe cautela no agro

    Com queda de 30%, Tecnoshow Comigo expõe cautela no agro

    A Tecnoshow Comigo 2026 fechou com queda de cerca de 30% no volume de negócios, refletindo o momento de maior cautela vivido pelo agronegócio brasileiro. Realizada em Rio Verde (GO), a feira reuniu aproximadamente 120 mil visitantes e evidenciou como juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito e aumento nos custos de produção impactam diretamente as decisões no campo.

    O resultado ocorre em um contexto de pressão sobre as margens do produtor. A alta nos preços dos fertilizantes, somada ao encarecimento do petróleo, influenciado por conflitos no Oriente Médio, e à queda nas cotações de commodities exige mais planejamento e seletividade nos investimentos.

    Nesse cenário, produtores adotaram postura mais conservadora, principalmente na compra de máquinas e equipamentos. Por outro lado, mantiveram investimentos em insumos essenciais para garantir a continuidade da produção, o que explica a retração menor nesse segmento.

    “O agro passa por um momento difícil, com uma paridade de troca bem diferente de anos anteriores. Por isso, os expositores vieram com essa consciência, empenhados em oferecer as melhores condições possíveis dentro do que o mercado permite”, afirmou o coordenador-geral da feira, Claudio Teoro.

    A leitura predominante entre organizadores e participantes aponta para um ajuste conjuntural, e não uma crise estrutural. Nesse ambiente, eficiência e gestão ganham protagonismo, com foco em controle de custos e decisões mais estratégicas dentro da propriedade.

    Tecnologia ganha espaço no campo

    Mesmo com ritmo mais moderado nos negócios, o interesse por inovação permaneceu elevado. O evento consolidou seu papel como plataforma de difusão tecnológica, ao oferecer mais de 200 horas de conteúdo técnico e atrair público superior a 8,4 mil pessoas para palestras.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A inteligência artificial ganhou espaço na gestão rural. Produtores já utilizam ferramentas de análise de dados para identificar gargalos operacionais e melhorar o desempenho financeiro.

    “A IA funciona como um consultor 24 horas que ajuda a identificar onde o produtor está perdendo dinheiro”, destacou o CEO da Bit Electronics, Igor Serafim. Segundo ele, organizar os dados da fazenda representa o primeiro passo para elevar a produtividade e o controle financeiro.

    A organização distribuiu 23 mil mudas de árvores nativas e coletou 46 toneladas de resíduos recicláveis. Além disso, iniciativas interativas estimularam a conexão entre visitantes e fortaleceram a integração no setor.

    Impacto econômico da Tecnoshow Comigo 2026

    Mesmo em um cenário mais restritivo, a feira manteve impacto relevante na economia local. A movimentação em Rio Verde alcançou cerca de R$ 90 milhões, com ocupação máxima da rede hoteleira e aumento na arrecadação municipal durante o período do evento.

    A estrutura também refletiu sua dimensão, ao reunir cerca de 710 expositores em uma área de 65 hectares, além de intensa movimentação logística ao longo dos cinco dias.

    Painéis indicaram crescimento da participação feminina no agronegócio, hoje próxima de 30% da força de trabalho, reforçando a presença cada vez maior das mulheres na atividade e na gestão das propriedades.

    Mesmo com a retração nos negócios, o produtor segue ativo, ainda que mais cauteloso. A feira reforça seu papel como ambiente de suporte, ao concentrar informação, tecnologia e oportunidades que ajudam na tomada de decisão ao longo da safra.

    A organização já confirmou a próxima edição, que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de abril de 2027, novamente em Rio Verde (GO).

  • Mais turistas, mais demanda: o impacto direto no agronegócio brasileiro

    Mais turistas, mais demanda: o impacto direto no agronegócio brasileiro

    O turismo doméstico brasileiro mantém trajetória de crescimento em 2026 e, ao mesmo tempo, começa a gerar efeitos concretos sobre o agronegócio. Dados recentes mostram que o país ultrapassou 17 milhões de passageiros em voos nacionais apenas no primeiro bimestre, o que representa alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025.

    Esse avanço reflete uma mudança clara no comportamento do consumidor. Com o dólar valorizado e um cenário internacional instável, os brasileiros passaram a priorizar viagens dentro do país. Como resultado, destinos consolidados registram aumento no fluxo turístico e, consequentemente, ampliam a demanda por alimentos, insumos e serviços ligados ao agro.

    Novo cenário global redireciona consumo e fortalece o mercado interno

    A atual conjuntura internacional tem papel decisivo nessa transformação. De acordo com Márcio Piccoli, diretor de operações do Amazon Parques & Resorts, o contexto global influencia diretamente o turismo nacional.

    “A valorização da moeda americana encarece viagens ao exterior, enquanto conflitos no Oriente Médio elevam a volatilidade do setor aéreo, o que impacta o custo das passagens e a previsibilidade das viagens internacionais. Esse quadro tem direcionado o fluxo para destinos nacionais e ampliado a demanda por hospedagens mais estruturadas”, afirma.

    Nesse sentido, o aumento do turismo interno não apenas movimenta o setor de serviços, mas também fortalece o mercado interno como um todo. Portanto, o agronegócio passa a se beneficiar de uma demanda mais previsível e regionalizada.

    Penha (SC) exemplifica como turismo impacta o agro

    O município de Penha, no litoral norte de Santa Catarina, já demonstra na prática os efeitos desse crescimento. Conhecida por abrigar o parque temático Beto Carrero World, a cidade registrou um aumento expressivo na chegada de turistas por via aérea.

    Na última temporada, o modal aéreo cresceu 46,9% e passou a representar 14,2% do total de visitantes. Além disso, o gasto médio por turista atingiu R$ 8.224, o segundo maior da série histórica. Já a despesa média com hospedagem chegou a R$ 4.359, valor 26% acima da média histórica.

    Esses números revelam um ponto estratégico para o agronegócio. Turistas com maior poder de consumo tendem a demandar alimentos de melhor qualidade, produtos diferenciados e experiências gastronômicas. Dessa forma, produtores rurais encontram espaço para agregar valor e diversificar a produção.

    Expansão da hotelaria impulsiona cadeias produtivas rurais

    Ao mesmo tempo, o crescimento do turismo estimula novos investimentos em infraestrutura. O Amazon Parques & Resorts, em construção em Penha, ilustra essa tendência. O empreendimento terá mais de 20 mil metros quadrados de área construída, com três torres, mais de 200 unidades de multipropriedade, 420 leitos e capacidade para até 1.056 hóspedes.

    Para o agronegócio, isso representa uma oportunidade direta. Hotéis e resorts desse porte necessitam de fornecimento contínuo de alimentos, bebidas e insumos. Assim, produtores locais podem estabelecer parcerias estratégicas, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade.

    Cadeias curtas ganham força e valorizam o produtor local

    Com o aumento do fluxo turístico, cresce também a valorização de produtos regionais. Restaurantes e hotéis buscam diferenciação por meio da gastronomia local, o que impulsiona cadeias curtas de abastecimento.

    Além disso, esse movimento reduz a dependência de grandes centros distribuidores. Por outro lado, exige maior profissionalização dos produtores, especialmente em aspectos como regularidade de entrega, padronização e certificações.

    Ainda assim, o cenário é positivo. Regiões que integram turismo e agro tendem a capturar mais valor econômico. Portanto, o avanço do turismo doméstico pode se consolidar como um vetor importante de desenvolvimento rural.

    Oportunidade estratégica para o agro brasileiro em 2026

    Diante desse contexto, o agronegócio brasileiro encontra uma nova frente de crescimento. O aumento do turismo interno amplia o mercado consumidor e cria canais alternativos de comercialização.

    Além disso, produtores que atuam próximos a polos turísticos podem reduzir a exposição a oscilações do mercado externo. Dessa forma, o fortalecimento do consumo interno contribui para maior estabilidade e previsibilidade no setor. 

  • Eficiência vira prioridade em meio à alta dos custos no agro

    Eficiência vira prioridade em meio à alta dos custos no agro

    A 23ª edição da Tecnoshow Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano), realizada em Rio Verde (GO), começou sob o desafio de superar os resultados do ano anterior em um cenário econômico mais restritivo. Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (8), o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral do evento, Cláudio Teoro, e o presidente executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel, destacaram que a feira mantém o compromisso com inovação, conforto e geração de conhecimento, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.

    Segundo os dirigentes, a evolução da Tecnoshow ao longo dos anos superou as expectativas iniciais. “Nunca passava pela cabeça que a feira tomaria essa proporção”, afirmaram. Além disso, reforçaram que a organização busca aprimorar cada edição, com foco em estrutura, segurança, alimentação e higiene, mantendo o padrão de excelência que marca o evento.

    Cenário econômico impõe cautela

    Apesar do otimismo com a realização da feira, o momento exige prudência. O setor agropecuário, assim como a indústria, enfrenta desafios relacionados ao endividamento dos produtores, à queda nos preços da soja e às altas taxas de juros.

    Presidente executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel e o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral do evento, Cláudio Teoro durante coletiva de imprensa – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Nesse contexto, a expectativa é de redução no volume de negócios em relação a anos anteriores. Ainda assim, os produtores seguem presentes e demonstram interesse, principalmente na aquisição de insumos, considerados essenciais para a produção.

    “Estamos em um ano de comprar somente o necessário”, destacaram. Por outro lado, empresas expositoras têm buscado oferecer condições comerciais mais atrativas, na tentativa de estimular as negociações.

    O aumento recente no preço de fertilizantes, especialmente os fosfatados, também pressiona os custos de produção. Ainda assim, a feira mantém seu papel não apenas comercial, mas também técnico, ao apresentar inovações, tecnologias e promover a troca de conhecimento por meio de palestras e espaços como o pavilhão de startups.

    Cooperativismo e investimento sustentam crescimento

    A Comigo segue ampliando sua atuação no estado de Goiás, com investimentos contínuos em infraestrutura. Atualmente, a cooperativa já responde por cerca de 20% da soja produzida no estado e se consolidou como a maior armazenadora de grãos da região.

    Entre os projetos em andamento estão a abertura de novas lojas, ampliação da capacidade de armazenagem e a implantação de uma esmagadora de grãos, que deve dobrar o faturamento da cooperativa. Para os próximos anos, a meta inclui a construção de novas unidades e armazéns.

    Além disso, a cooperativa conta com cerca de 13 mil cooperados e atua fortemente na geração e difusão de conhecimento. Em parceria com universidades e pesquisadores, desenvolve estudos que posteriormente são levados ao campo, contribuindo para ganhos de produtividade.

    “Essa é uma vitrine tecnológica. O conhecimento gerado aqui chega ao produtor e se transforma em resultado”, destacaram.

    Tecnologia e gestão ganham protagonismo

    Diante de um cenário de margens mais apertadas, a busca por eficiência se torna essencial. Os dirigentes reforçaram que produtividade e gestão caminham juntas e que, em muitos casos, melhorias no manejo não implicam aumento de custos, podendo, inclusive, gerar economia.

    Ao mesmo tempo, fatores de mercado continuam determinando os preços, seguindo a lógica de oferta e demanda. A atual crise de liquidez global, segundo eles, pode impactar o setor no curto prazo, mas a tendência de aumento na demanda por alimentos permanece.

    “Não vemos redução na produção de grãos ou carne. O que ocorre é um aumento de produção em áreas menores, com mais tecnologia”, afirmaram.

    Estande da Comigo na Tecnoshow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A segunda safra também foi tema da coletiva. O atraso no plantio da soja comprometeu a janela ideal do milho, mas as chuvas recentes melhoraram as perspectivas. “A agricultura é uma empresa a céu aberto. Houve atraso, mas choveu, e isso pode garantir uma boa safra”, avaliaram.

    Sustentabilidade e diversificação ganham espaço

    A Comigo também investe em sustentabilidade energética desde a década de 1980, com o plantio de eucalipto para abastecimento de biomassa. A iniciativa garante autonomia e reforça o compromisso ambiental da cooperativa.

    Além disso, a diversificação de renda tem ganhado espaço entre os produtores, impulsionada pela chegada de novas indústrias na região, como usinas e plantas de processamento. Para os dirigentes, essa estratégia fortalece o produtor frente às oscilações do mercado.

    “O produtor não precisa mudar de cultura, mas pode diversificar sua renda”, destacaram.

    Público e negócios

    Nos primeiros dias de evento, a Tecnoshow registrou público expressivo, com cerca de 16 mil visitantes no primeiro dia e quase 24 mil no segundo. No entanto, a organização optou por não divulgar projeções de volume de negócios neste ano, adotando uma postura mais conservadora diante do cenário atual.

    Ainda assim, o volume de operações no segmento de insumos da cooperativa já se aproxima do registrado em 2025, o que demonstra a confiança dos produtores na instituição, que acumula mais de 50 anos de atuação.

  • Tecnoshow Comigo abre edição com foco em inovação no agro

    Tecnoshow Comigo abre edição com foco em inovação no agro

    A Tecnoshow Comigo 2026 começou na manhã desta segunda-feira (6), em Rio Verde (GO), reunindo lideranças políticas, produtores rurais, pesquisadores, autoridades municipais e estaduais, além de embaixadores de diversos países. Considerada uma das principais feiras do agronegócio brasileiro, a programação segue até sexta-feira (10), no Centro Tecnológico Comigo (CTC). O evento destaca o Sudoeste Goiano como referência nacional em produtividade e qualificação no campo.

    Organizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), a feira amplia nesta edição o alcance internacional. A presença de representantes estrangeiros reforça o interesse global pelo agronegócio brasileiro. Além disso, evidencia a força tecnológica e produtiva da região.

    Abertura reúne autoridades e marca transferência simbólica da capital

    A programação começou com uma coletiva de imprensa. Em seguida, ocorreram a revista da guarda e o hasteamento das bandeiras no estande do Governo de Goiás.

    Participaram da abertura o presidente do Conselho de Administração da Comigo, Antonio Chavaglia, o governador Daniel Vilela (MDB) e o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo (MDB).

    Antonio Chavaglia, presidente do Conselho de Administração da Comigo – Foto: Pedro H. Lopes

    Durante a solenidade, autoridades assinaram o termo simbólico que transfere a capital do estado para o município até o encerramento da feira. A medida reforça a importância econômica e política do evento para Goiás.

    Chavaglia destacou o papel da Tecnoshow na difusão de tecnologia, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. “Embora estejamos em um momento de recessão, a feira tem de continuar trazendo revoluções tecnológicas nas áreas de agricultura e pecuária. Nossa feira é tradicional e com o público sempre presente”, afirmou.

    Além disso, ele alertou para a pressão sobre o setor. “Estamos em uma situação delicada no Brasil. Há uma guerra que impacta os custos do petróleo e dos insumos, o que torna cada vez mais difícil manter margem”, disse.

    Segundo ele, esse cenário afeta diretamente o produtor rural. “O custo será repassado para o produtor, o que, às vezes, acaba fechando em vermelho”, completou.

    Apoio ao setor e cenário internacional

    O governador Daniel Vilela reforçou a importância do agronegócio para a economia. “Esse setor carrega a economia do nosso estado e do Brasil”, afirmou.

    Governador Daniel Vilela – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Em seguida, destacou o desempenho do Sudoeste Goiano. “A região representa a mais alta produtividade e qualificação profissional do produtor rural”, declarou.

    Além do impacto econômico, a presença de embaixadores fortalece a visibilidade internacional da Tecnoshow Comigo. Dessa forma, o evento se consolida como vitrine de inovação, tecnologia e negócios no campo.

    Vilela também anunciou medidas para reduzir custos logísticos. “O estado de Goiás vai subsidiar em R$ 1,20 o diesel, garantindo apoio ao produtor e à cadeia logística”, disse.

    Por fim, ele destacou o papel da feira na busca por soluções. “Que possamos encontrar aqui oportunidades e respostas para os desafios enfrentados pelo setor”, afirmou.

    Ao longo da semana, a Tecnoshow Comigo deve movimentar bilhões em negócios. Além disso, o evento apresenta novas tecnologias e fortalece conexões entre produtores, empresas e investidores. A expectativa é ampliar ainda mais sua relevância no cenário nacional e internacional.

  • O que está travando o agro em SP? Ministério faz diagnóstico

    O que está travando o agro em SP? Ministério faz diagnóstico

    O que está travando o agro em SP? Ministério faz diagnóstico e acende alerta

    O agronegócio paulista, um dos mais importantes do país, enfrenta desafios que podem impactar diretamente sua produtividade e competitividade. Um diagnóstico recente do Ministério da Agricultura e Pecuária acendeu um alerta ao apontar gargalos que ainda limitam o avanço do setor no estado de São Paulo.

    Além disso, o levantamento reforça que, apesar da força do agro paulista, ainda existem obstáculos que precisam ser superados para garantir crescimento sustentável.

    Um setor forte, mas com entraves

    São Paulo se destaca nacionalmente pela diversidade da produção agrícola e pela força de cadeias como a cana-de-açúcar, a citricultura e a pecuária. No entanto, o estudo mostra que esse potencial nem sempre se traduz em eficiência máxima.

    Isso acontece porque fatores estruturais continuam dificultando o desenvolvimento pleno das atividades no campo.

    Infraestrutura ainda é um dos principais problemas

    Entre os principais desafios identificados, a infraestrutura aparece como um dos pontos mais críticos. Estradas em condições inadequadas e dificuldades logísticas impactam diretamente o escoamento da produção.

    Como consequência, produtores enfrentam custos mais elevados e maior dificuldade para competir, especialmente no mercado externo.

    Recursos e sustentabilidade entram no debate

    Outro ponto que ganha destaque é a gestão de recursos naturais. O uso eficiente da água e a adaptação às mudanças climáticas aparecem como temas cada vez mais centrais para o futuro do agro.

    Além disso, cresce a pressão por práticas mais sustentáveis, o que exige investimentos e planejamento por parte dos produtores.

    Tecnologia avança, mas ainda não alcança todos

    Embora o agronegócio brasileiro seja reconhecido pela inovação, o acesso à tecnologia ainda não é uniforme. Muitos produtores, especialmente os de menor porte, enfrentam dificuldades para adotar soluções mais modernas.

    Por isso, ampliar o acesso à tecnologia se torna fundamental para reduzir desigualdades dentro do setor e aumentar a produtividade.

    Caminhos para o futuro do agro paulista

    Apesar dos desafios, o cenário também aponta oportunidades. Com investimentos em infraestrutura, incentivo à inovação e políticas públicas mais eficientes, o estado pode ampliar ainda mais sua relevância no agronegócio nacional.

    Além disso, o fortalecimento de cadeias produtivas já consolidadas pode impulsionar o crescimento de forma consistente.

    Um alerta que pode virar oportunidade

    O diagnóstico feito pelo Ministério da Agricultura não apenas evidencia problemas, mas também indica caminhos. Diante disso, o momento se mostra estratégico. Superar esses desafios pode colocar o agro paulista em um novo patamar, mais competitivo, moderno e preparado para o futuro.

  • O que você joga fora pode salvar sua plantação

    O que você joga fora pode salvar sua plantação

    O que muitas pessoas descartam todos os dias pode se transformar em um aliado poderoso no campo. Cada vez mais produtores utilizam resíduos simples para melhorar o solo, reduzir custos e tornar a produção mais sustentável.

    Além de economizar, essa prática acompanha uma tendência crescente no agronegócio: produzir mais com menos impacto ambiental.

    Resíduos simples que fazem diferença

    Entre os exemplos mais comuns, a casca de ovo ganhou destaque nos últimos anos. Por ser rica em cálcio, ela ajuda a corrigir a acidez do solo e contribui diretamente para o desenvolvimento das plantas.

    Da mesma forma, muitos produtores reaproveitam a água do cozimento de alimentos, como legumes. Em vez de descartar esse líquido, eles devolvem ao solo nutrientes importantes para a produção.

    Assim, o que antes era considerado lixo passa a ter um papel útil dentro da lavoura.

    Economia dentro da propriedade

    O uso desses resíduos também impacta diretamente o bolso do produtor. Ao aproveitar materiais disponíveis na própria rotina, muitos reduzem a dependência de fertilizantes industrializados.

    Com isso, os custos diminuem e a margem de lucro tende a aumentar. Por esse motivo, diversos produtores já adotam essas práticas como complemento ao manejo tradicional.

    Sustentabilidade que gera resultado

    Além de reduzir gastos, o reaproveitamento de resíduos contribui para uma produção mais sustentável. Quando o produtor evita o descarte e reutiliza esses materiais, ele reduz impactos ambientais e melhora gradualmente a qualidade do solo.

    Ao mesmo tempo, essa prática fortalece um modelo de produção mais equilibrado. Dessa forma, sustentabilidade e produtividade passam a caminhar juntas no campo.

    Uma tendência que cresce no agro

    Nos últimos anos, produtores de diferentes regiões começaram a adotar essas soluções no dia a dia. Isso acontece porque são práticas simples, acessíveis e fáceis de aplicar.

    Além disso, cresce o interesse por alternativas naturais, tanto pela economia quanto pela preocupação ambiental. Como resultado, essas técnicas ganham cada vez mais espaço no agronegócio.

    O simples que pode fazer a diferença

    Embora essas soluções não substituam completamente técnicas mais avançadas, elas mostram que pequenas mudanças geram grandes resultados.

    No fim, o produtor transforma o que antes descartava em um recurso valioso. Em um cenário que exige eficiência e redução de custos, aproveitar melhor o que já está disponível pode fazer toda a diferença na produção.