Tag: economia regional

  • Proximidade e crédito justo dão fôlego ao produtor em 2026

    Proximidade e crédito justo dão fôlego ao produtor em 2026

    A solidez do sistema cooperativista, a leitura cautelosa do cenário econômico e a aposta no relacionamento próximo com o produtor rural marcaram a coletiva do Sicoob na 38ª Show Rural Coopavel, realizada em Cascavel, no Oeste do Paraná. Executivos nacionais e regionais detalharam os resultados do sistema, os desafios para 2026 e as estratégias para seguir apoiando o agronegócio, especialmente em um momento de instabilidade do sistema financeiro tradicional.

    Participaram da coletiva Miguel de Oliveira, presidente do Conselho de Administração do Centro Cooperativo do Sicoob (CCS); Ênio Meinen, diretor de Coordenação Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Sicoob (CCS); Luciano Ribeiro, superintendente de Desenvolvimento de Agronegócios do Sicoob (CCS); Jean Rodrigues, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Unicoob; Márcio Gonçalves, diretor-presidente do Sicoob Unicoob; Carlos Schlick, diretor de Negócios do Sicoob Central Unicoob; Wady Cury, diretor-executivo da Unicoob Corretora de Seguros; Francisco Puton, diretor-superintendente da Unicoob Administradora de Consórcios; Michel Tamura, gerente de Agronegócios e PJ do Sicoob Unicoob; e Gizélio Linhares, presidente do Conselho do Sicoob Credicapital.

    Solidez nacional com presença local

    Representando o Sicoob nacional, Miguel de Oliveira destacou a dimensão do sistema, hoje formado por 321 cooperativas, com 9,5 milhões de cooperados em todo o Brasil. Segundo ele, a presença em mais de 420 municípios, muitos deles atendidos exclusivamente pelo cooperativismo de crédito, é um diferencial estratégico. “Os bancos convencionais não têm tanto interesse e nós estamos presentes onde a comunidade precisa”, afirmou.

    O agro segue como pilar central. Entre 30% e um terço da carteira de crédito do Sicoob está ligada ao agronegócio. Para o Plano Safra, o sistema destinou R$ 60 bilhões, dos quais cerca de R$ 40 bilhões já foram entregues, beneficiando aproximadamente 176 mil famílias, sobretudo pequenos e médios produtores.

    Crédito sob medida e olho no olho

    Luciano Ribeiro ressaltou que muitas cooperativas do sistema nasceram no campo e mantêm essa origem como valor. Ele destacou o crescimento da carteira de crédito rural, que saltou de R$ 17 bilhões, há seis anos, para R$ 93 bilhões atualmente. “Conhecemos a família do produtor rural, sabemos de onde ele veio, quem ele é. Isso permite adequar as linhas de crédito à real necessidade do produtor”, disse.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Mesmo com o avanço da digitalização, o Sicoob segue ampliando a rede física. A maior rede de agências do País garante proximidade, renegociação quando necessário e agilidade. Em algumas operações, o crédito pode ser liberado em menos de 48 horas.

    Paraná em destaque no cooperativismo

    No recorte estadual, Jean Rodrigues apresentou um panorama do Sicoob no Paraná, formado por 15 cooperativas, sendo 13 atuantes diretamente no Estado, com cerca de 900 mil cooperados e mais de 400 agências. “O agro é prioridade. Trabalhamos com inovação, tecnologia e sustentabilidade, porque produzir mais com menos é o caminho”, afirmou.

    Márcio Gonçalves reforçou o modelo cooperativista como fator de segurança. “Temos um dos menores níveis de inadimplência do País porque orientamos o cooperado. Aqui, ele é sócio, participa e decide”, disse, ao lembrar a relação histórica do Sicoob com a feira.

    Números da feira e impacto regional

    Carlos Schlick destacou o desempenho recorde na feira. A expectativa inicial era de R$ 2 bilhões em negócios, mas o volume já ultrapassou R$ 3 bilhões antes do encerramento, com projeção de superar R$ 4 bilhões. As mesmas condições oferecidas no parque tecnológico também estão disponíveis nas agências, beneficiando produtores em plena colheita.

    Para Gizélio Linhares, mais do que o crédito, o impacto está na riqueza gerada. “Desenvolvimento acontece quando o produtor investe, paga o crédito e ainda vê o dinheiro sobrar para melhorar a vida da família e expandir o negócio”, afirmou.

    Segurança além do financiamento

    O Sicoob também levou à feira soluções em seguros e consórcios. Wady Cury resumiu o papel do seguro rural: “A agricultura é a arte de saber esperar; o seguro é a arte de tranquilizar”. Já Francisco Puton destacou o consórcio como alternativa eficiente para quem planeja investimentos, com taxas mais atrativas e fortalecimento do relacionamento cooperativo.

    Ao final, a mensagem foi direta ao produtor: em um cenário desafiador, o cooperativismo de crédito se mantém ao lado do campo, oferecendo segurança, justiça financeira e parceria de longo prazo.

  • Bahia Farm Show 2025 impulsiona economia regional

    Bahia Farm Show 2025 impulsiona economia regional

    Com data marcada para 9 a 14 de junho de 2025, a Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste, já aquece a economia regional dois meses antes de sua abertura. O evento, realizado no município de Luís Eduardo Magalhães, promete movimentar setores como comércio, serviços, turismo e hospitalidade, consolidando-se como um catalisador de negócios para o agronegócio brasileiro.

    Empresas de montagem de estandes, agências de viagens, hotéis, restaurantes e serviços de segurança iniciaram os preparativos para atender a demanda gerada pela feira. Segundo Nei Vilares, secretário de Desenvolvimento Econômico local, o evento gera impacto antes, durante e após sua realização: “Centenas de negócios experimentam crescimento expressivo, criando empregos temporários e fortalecendo a cadeia produtiva regional”.

    O setor hoteleiro já registra reservas antecipadas. Luana Corsi, gerente do Hotel Solar Rio das Pedras, revela que a ocupação atinge 100% durante o evento: “Planejamos com um ano de antecedência, contratamos equipes extras e ajustamos serviços para receber visitantes de todo o país”.

    Logística e transporte sob demanda

    A agência Redon do Brasil, responsável pelo transporte de expositores e visitantes, reforçou a estrutura com voos diretos diários de Salvador e Belo Horizonte para Barreiras, além de fretamento de ônibus. Adriana Camargo, gerente da agência, destaca: “A Bahia Farm Show é um dos períodos mais estratégicos para o setor de viagens no Oeste Baiano”.

    Restaurantes e buffets também se preparam para o pico de demanda. Fabiane Paloschi, do Território Steakhouse, comenta: “Montaremos um restaurante dentro da feira, com equipe treinada para atender um público exigente. É um desafio logístico, mas essencial para o sucesso do evento”.

    Feira como vetor de desenvolvimento

    Para Moisés Schmidt, presidente da Bahia Farm Show, o evento é uma plataforma estratégica para negócios. “Conectamos o campo à cidade, gerando parcerias que impulsionam a economia local. A inovação tecnológica e o networking aqui consolidados reforçam o agronegócio como motor do Brasil”.

    Além de movimentar R$ 3 bilhões em negócios diretos (dados históricos), a feira fortalece pequenos empreendedores e prestadores de serviços. O comércio local, de artigos agrícolas a vestuário, registra crescimento médio de 40% no período.

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  • Mateiros é declarada a Capital Nacional do Capim Dourado

    Mateiros é declarada a Capital Nacional do Capim Dourado

    A Lei 15.050/24, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em dezembro, reconhece Mateiros, no Tocantins, como a Capital Nacional do Capim Dourado. O deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO) propôs o Projeto de Lei 3.356/2021, que recebeu aprovação da Comissão de Educação do Senado.

    O senador Irajá (PSD-TO), relator do projeto, destacou que Mateiros é amplamente reconhecida pela produção e pelo artesanato de capim dourado. “O artesanato de capim dourado não é apenas uma atividade econômica vital para a comunidade local, mas também um símbolo cultural que representa a identidade e a tradição do povo de Mateiros e das comunidades vizinhas”, afirmou.

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    Com a nova designação, espera-se que Mateiros atraia mais visitantes e investidores interessados na cultura do capim dourado. A oficialização como Capital Nacional do Capim Dourado pode impulsionar o turismo e promover o desenvolvimento econômico da região.

    O que é o capim dourado?

    O capim dourado (Syngonanthus nitens) é uma planta endêmica da região do Jalapão, conhecida por suas características únicas, incluindo sua coloração dourada e brilho natural. Artesãos utilizam amplamente esta planta para produzir bijuterias, bolsas, chapéus e outros artigos decorativos, comercializados no Brasil e no exterior.

    O capim dourado é uma planta rara, encontrada em poucos lugares no Brasil. Divulgação – Governo de Tocantins

    A medida não apenas valoriza o trabalho dos artesãos locais, mas também contribui para a preservação das tradições culturais associadas ao capim dourado. Com isso, Mateiros se estabelece como um importante centro para a valorização e comercialização desse recurso natural único.

    A declaração de Mateiros como a Capital Nacional do Capim Dourado representa um reconhecimento significativo para o município e seus habitantes. A combinação entre cultura, economia e sustentabilidade promete fortalecer ainda mais a identidade local e promover o crescimento da comunidade em torno dessa planta tão especial.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias