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  • Cafés especiais do Brasil conquistam Dubai

    Cafés especiais do Brasil conquistam Dubai

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation” levou 24 empresários para a World of Coffee 2026 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos em janeiro. Os participantes realizaram 702 contatos comerciais no período. Os negócios fecharam US$ 58 milhões de forma presencial. O setor projeta mais US$ 196 milhões nos próximos meses.

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) organizou a participação e contou com parceria da ApexBrasil.
    Em geral, os resultados podem somar US$ 254,4 milhões ao Brasil. O desempenho supera os números registrados em 2025. Na edição anterior, 23 empresários geraram US$ 191 milhões. Se confirmado, o crescimento chegará a 33%.

    Avaliação de mercado

    O diretor executivo da BSCA avaliou o mercado local. Vinicius Estrela destacou o potencial do Oriente Médio.
    Ele afirmou que Dubai se consolida como mercado estratégico. Os Emirados Árabes são foco do projeto brasileiro. A presença direta aproxima compradores e produtores nacionais. Como resultado, a estratégia amplia oportunidades para o café especial.

    A BSCA atua como ponte entre empresas e importadores. O trabalho facilita negócios no Golfo Pérsico.
    A ação também alcança mercados do Leste Europeu. Marrocos e Egito mostram crescimento relevante no setor.

    O Brasil montou estande como hub de oportunidades. O espaço contou com salas de degustação e reuniões.
    A estrutura incluiu brew bar e bancadas comerciais. Além disso, o evento promoveu sessões de cupping de cafés especiais.

    Cafés certificados

    Os cafés certificados pela BSCA tiveram destaque na programação. As amostras apresentaram pontuação acima de 86 pontos. Outros lotes certificados exibiram nota mínima de 84. O público conheceu a diversidade dos cafés brasileiros. Ou seja, a feira reforçou a qualidade sensorial da produção nacional. Os visitantes valorizaram rastreabilidade e transparência do setor.

    As missões comerciais incluíram visitas técnicas locais. Os empresários conheceram torrefações e cafeterias da região. As agendas aprofundaram o entendimento do mercado árabe.

    O estande brasileiro recebeu autoridades importantes. O governante de Dubai visitou o espaço oficial.
    Representantes da embaixada brasileira também prestigiaram a ação.

    Saiba mais

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation” promove cafés especiais. A iniciativa busca ampliar a presença internacional do Brasil. O programa valoriza qualidade, diversidade e sustentabilidade. O plano atual segue vigente até agosto de 2027.

    O projeto incentiva participação de mulheres na cafeicultura. A proposta fortalece certificações e qualificação técnica. A estratégia foca em vários mercados internacionais. Estados Unidos, Japão e China são destinos prioritários. Emirados Árabes e França também integram a lista. Canadá e Chile recebem atenção para produtos industrializados.

    O Brasil reforça sua posição como referência global e as ações ampliam exportações de cafés especiais brasileiros. O setor consolida imagem de origem confiável e sustentável.

  • Brasil bate recorde na Gulfood 2026 com 186 empresas

    Brasil bate recorde na Gulfood 2026 com 186 empresas

    O Brasil participa da Gulfood 2026 com uma delegação recorde de 186 empresas entre os dias 26 e 30 de janeiro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) coordena a missão comercial, que distribui os expositores brasileiros em quatro pavilhões nacionais.

    A delegação brasileira projeta fechar mais de US$ 3,5 bilhões em negócios durante o evento e nos 12 meses seguintes. O número representa um crescimento significativo em relação à edição de 2024, quando o país registrou US$ 1,9 bilhão em operações.

    Feira acontece em dois locais pela primeira vez

    A Gulfood 2026 inova ao realizar o evento simultaneamente em dois centros de exposições: o Dubai World Trade Centre (DWTC) e o Dubai Exhibition Centre (DEC), na Expo City. A organização separou os segmentos por local. O DWTC concentra carnes, proteínas e bebidas, enquanto o DEC recebe grãos, pulses, world food e setores de alto valor agregado, como inovação alimentar, sustentabilidade, tecnologia para a indústria e startups.

    O evento reúne mais de cinco mil expositores de 120 países e espera atrair aproximadamente 150 mil visitantes qualificados, incluindo compradores, formadores de opinião, especialistas e líderes do setor alimentício global.

    Resultados de 2025 impulsionam expectativas para 2026

    A participação brasileira na Gulfood 2025, realizada entre 17 e 21 de fevereiro, estabeleceu um novo recorde com mais de US$ 3,5 bilhões em negócios fechados e previstos para os 12 meses subsequentes. O resultado superou em 84% a marca de 2024.

    “Depois de um desempenho recorde em 2025, voltaremos à Gulfood com uma delegação qualificada e com grande potencial de resultados. É um passo importante para mantermos a trajetória de expansão das exportações brasileiras de alimentos e bebidas”, afirmou Laudemir Müller, gerente de Agronegócios da ApexBrasil.

    Na edição anterior, 120 empresas brasileiras participaram do evento, distribuídas entre quatro pavilhões que a ApexBrasil coordenou diretamente, estandes próprios e outros três pavilhões que a agência organizou em parceria com projetos setoriais da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe).

    Emirados Árabes Unidos: porta de entrada para mercados globais

    A região do Golfo representa um mercado estratégico para exportadores brasileiros. A alta densidade populacional e a dependência de importações de alimentos, devido às restrições geográficas, criam oportunidades contínuas para fornecedores internacionais. Além disso, a proximidade estratégica com Ásia, Europa e África consolida os Emirados Árabes Unidos como hub comercial global.

    A ApexBrasil identificou 446 oportunidades para produtos brasileiros nos Emirados Árabes Unidos em seu Perfil de Comércio e Investimentos. Os principais setores incluem produtos alimentícios (castanha de caju, cevada e extratos), artigos manufaturados (vidros, pneus, couros e peles) e máquinas e equipamentos de transporte. O estudo, realizado em 2024, está disponível no site da Agência.

    Somente em 2025, os Emirados Árabes Unidos, país com apenas 10 milhões de habitantes, compraram aproximadamente US$ 2,28 bilhões em alimentos e bebidas do Brasil.

    Câmara Árabe-Brasileira leva 15 organizações para Gulfood 2026

    A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira organiza uma missão paralela com representantes de 15 organizações brasileiras, principalmente do setor de alimentos e bebidas. A entidade, que fomenta negócios entre empresas do Brasil e dos países árabes, mantém estandes na Gulfood há pelo menos uma década.

    Foto: CCAB/Divulgação

    Entre as participantes estão AgroExport e WMS Foods (carnes), Timbro Foods (embutidos, pescados, vegetais e industrializados), Tropicool (derivados de açaí), Cooxupé e Camap (cooperativas de café e amendoim), Stefenoni Interagrícola (cafés e especiarias), Pomer (derivados animais, gengibre, café e especiarias), KPM Logistics (serviços logísticos), Ovos Santa Maria e Ovos Pommer (ovos e derivados), M.Dias Branco (panificados), GAR Agribusiness and Food (açúcar e derivados de dendê), IVL Global Trading (exportadora de commodities agrícolas) e Invest Paraná (agência de fomento).

    “Há muito tempo, os organizadores da Gulfood recebiam pedidos dos expositores para ampliar a mostra. Este ano, a Gulfood será realizada em dois locais na metrópole emirática. Será uma experiência nova para todos os expositores. Estamos ampliando nossas equipes de atendimento para garantir a assistência aos nossos associados e oferecer a eles as condições para a realização de negócios”, declarou Marina Sarruf, diretora de marketing e comunicação da entidade.

    A Câmara oferece espaços a custo bastante atrativo em comparação com as ofertas da organizadora do evento. Este ano, a entidade montará dois espaços nos centros de eventos que sediam a mostra.

    Reexportação amplia alcance dos produtos brasileiros

    “Os Emirados Árabes Unidos são um mercado estratégico para os exportadores de alimentos pelo fato de serem grandes compradores e pela possibilidade de, a partir do país, irradiar seus produtos para outros mercados, especialmente outros países muçulmanos do Oriente Médio, da África, da Ásia Central e do Sudeste Asiático”, destacou Sarruf.

    A feira atrai não apenas importadores e redes de varejo locais, mas também empresas que buscam fornecedores de alimentos no exterior para processos de reexportação a partir dos portos dos Emirados Árabes Unidos.

    Serviço

    • Gulfood 2026
    • Data: 26 a 30 de janeiro de 2026
    • Locais: Dubai World Trade Centre (DWTC) e Dubai Exhibition Centre (DEC), Expo City
    • Cidade: Dubai, Emirados Árabes Unidos
    • Mais informações: www.gulfood.com
  • FAMBRAS Halal representa América Latina na Gulfood 2026 em Dubai

    FAMBRAS Halal representa América Latina na Gulfood 2026 em Dubai

    A FAMBRAS Halal Certificadora, maior da América Latina e pioneira no Brasil em certificação Halal, marca presença na Gulfood 2026. A feira acontece entre 26 e 30 de janeiro no Dubai World Trade Centre e deve reunir mais de 5 mil expositores de 120 países e receber 150 mil visitantes qualificados.

    O termo Halal, que significa “permitido” em árabe, designa produtos e serviços que seguem as diretrizes islâmicas. A certificação Halal garante que alimentos, cosméticos, medicamentos e outros itens atendem aos padrões éticos e de qualidade estabelecidos pela lei islâmica, incluindo rastreabilidade, sustentabilidade e segurança nos processos produtivos.

    Omar Chahine, diretor de Inteligência Comercial da FAMBRAS Halal Certificadora, explica a estratégia da participação. “A feira nos permite fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros da indústria, além de ampliar o diálogo com stakeholders globais”, afirma.

    O executivo destaca ainda outros objetivos. “Vamos mostrar a excelência do nosso trabalho e atrair novos clientes interessados na certificação, além de estreitar vínculos com entidades islâmicas e importadores de produtos Halal no Brasil”, completa Chahine.

    Brasil lidera fornecimento mundial de alimentos Halal

    Ali Zoghbi, vice-presidente da certificadora, dimensiona o mercado global de alimentos Halal. O setor movimentou cerca de US$ 1,43 trilhão em 2023 e deve atingir US$ 1,94 trilhão até 2028, registrando crescimento anual médio de 6,2%.

    “O Brasil é o maior fornecedor de alimentos Halal do mundo, sendo a proteína animal o produto de maior destaque”, afirma Zoghbi. “Temos muito orgulho de ter aberto as portas deste mercado tão importante para o nosso país na década de 70 e seguir acompanhando de perto essa evolução”, complementa.

    O vice-presidente enfatiza o diferencial competitivo brasileiro. “Na Gulfood, vamos mostrar para o mercado Halal, sobretudo, a qualidade da certificação que oferecemos às empresas latino-americanas. Porque o maior atributo de um produto é a confiança.”

    A FAMBRAS Halal ocupará o estande do projeto Brazilian Beef, resultado de parceria entre a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

    Certificações crescem 21,4% em 2025

    A certificadora encerrou 2025 com expansão significativa. O número de empresas certificadas saltou de 70 em 2024 para 85 em 2025, crescimento de 21,4%.

    Omar Chahine analisa essa evolução. “As empresas estão percebendo que a certificação vai além do acesso ao mercado muçulmano. O selo está cada vez mais associado à sustentabilidade, rastreabilidade, segurança alimentar, ética nos processos produtivos e qualidade.”

    O mercado Halal global expande-se para diversos setores: finanças, alimentos, moda, turismo, fármacos, cosméticos, mídia e entretenimento. O público muçulmano, atualmente com dois bilhões de pessoas, deve alcançar 2,8 bilhões até 2050.

    Os atributos de qualidade e ética dos produtos Halal atraem consumidores independentemente de motivação religiosa, ampliando ainda mais o potencial desse mercado.

  • Porto de Santos recebe investimento bilionário

    Porto de Santos recebe investimento bilionário

    O Porto de Santos vai mudar de escala. Um novo investimento de R$ 1,6 bilhão, anunciado nesta quinta-feira (20) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, promete transformar o maior complexo portuário do hemisfério sul. O anúncio aconteceu longe de casa: em Dubai, durante missão oficial aos Emirados Árabes.

    O dinheiro vem da DP World, gigante global de logística que opera um dos terminais mais modernos do Brasil. O plano, ambicioso, é elevar a capacidade de movimentação para 2,1 milhões de TEUs até 2028. O projeto inclui a ampliação do cais em 190 metros e novas áreas dedicadas à exportação de celulose e contêineres.

    Costa Filho saiu da reunião otimista. “Esses investimentos reforçam a confiança dos investidores e a modernização do setor portuário brasileiro”, afirmou o ministro, após o encontro com executivos da DP World. No mesmo dia, ele visitou o Porto de Jebel Ali, referência mundial em tecnologia e eficiência logística.

    A segunda fase do programa da DP World já está aprovada. Prevê novas estruturas, como um píer de atracação, ampliação da retroárea com laje sobre estacas e melhorias no gate de acesso, áreas de inspeção e sistemas para cargas refrigeradas.

    Tecnologia chegando

    No pacote, vem também uma leva de tecnologia: quatro novos portêineres, 15 guindastes RTG e 40 caminhões internos de alta performance. Todos adaptados a padrões de eficiência energética e sustentabilidade. Tudo dentro da política global da empresa de reduzir emissões e modernizar operações.

    O novo cais passará de 1.100 para 1.290 metros. Com isso, o terminal poderá receber navios de classe New Panamax, capazes de carregar até 150 mil toneladas. As obras devem terminar em agosto do próximo ano.

    A DP World reforça que os equipamentos trarão menor consumo e menos gases poluentes, alinhando-se à agenda de descarbonização do Governo Federal.

    Foto: Assessoria de comunicação DP World

    Costa Filho conhece bem o projeto. Em agosto, esteve em Santos para acompanhar o início das obras. Viu de perto as primeiras estacas sendo cravadas. Cumprimentou trabalhadores, ouviu histórias.

    A visita a Dubai trouxe outro tipo de inspiração. No Porto de Jebel Ali, o ministro observou sistemas de automação e o modelo Boxbay, que multiplica a capacidade de movimentação vertical dos contêineres. “É impressionante. São tecnologias que podem transformar a logística brasileira”, disse.

    O ministro quer mais do que ver. Quer aplicar. “Vim entender como essas inovações podem ampliar a capacidade do Brasil e atrair novos investimentos. O país pode, sim, se alinhar às melhores práticas do mundo.”

  • Brasil fortalece aliança global em defesa do algodão

    Brasil fortalece aliança global em defesa do algodão

    Durante o ICA Trade Event 2025, em Dubai, o Brasil consolidou sua posição como voz influente na defesa do algodão natural. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) liderou as discussões internacionais e reforçou parcerias estratégicas com os Estados Unidos e a Austrália.

    A delegação brasileira encerrou o evento com saldo positivo. Além das rodadas de negócios, a participação da Abrapa reforçou o compromisso global com a sustentabilidade da fibra natural.
    Segundo o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, o encontro trilateral entre Brasil, Estados Unidos e Austrália marcou um novo capítulo de cooperação. “Os países discutiram estratégias conjuntas de promoção, comunicação e defesa institucional do algodão”, afirmou.

    Durante a reunião, os representantes abordaram iniciativas legislativas, como o Buy American Cotton Act (BACA), que oferece créditos tributários a empresas que usam algodão americano. Também discutiram propostas internacionais para reduzir a poluição causada por microplásticos.
    Duarte destacou que a disposição de trabalhar em conjunto, inclusive em temas de políticas públicas, fortalece a união entre os grandes exportadores.

    O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, ressaltou a importância dessa parceria. “Estamos construindo uma frente unificada para conscientizar governos e consumidores sobre a escolha por fibras naturais. O consumo de fibras sintéticas gera poluição e prejudica a saúde humana. Defender o algodão é defender o meio ambiente e a qualidade de vida”, disse.

    A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, avaliou o ICA Trade Event como um marco na união global do setor. “O evento destacou o desafio de ampliar o consumo mundial de algodão. A cooperação superou qualquer rivalidade comercial e uniu esforços em busca de soluções concretas”, concluiu.

    Cotton Brazil Luncheon reforça imagem positiva da fibra brasileira

    Pelo segundo ano consecutivo, a Abrapa organizou o Cotton Brazil Luncheon, encontro que reuniu cerca de 160 executivos e investidores no Dia Mundial do Algodão, 7 de outubro. O evento apresentou três painéis sobre safra, exportações e tendências de mercado. A delegação brasileira destacou avanços em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade do algodão nacional.

    Durante o encontro, os produtores brasileiros reafirmaram o compromisso com eficiência e inovação. O espaço “Sala Abrapa” serviu para aproximar tradings, corretores e importadores em rodadas de negócios.
    O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Guimarães, afirmou que o evento trouxe lições importantes. “O mercado reconhece a qualidade do algodão brasileiro, mas precisamos buscar melhoria contínua. A reputação conquistada exige manutenção constante”, afirmou.

    O produtor e presidente do Conselho da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato, destacou o papel de liderança do país. “O Brasil é hoje definidor de mercado e referência em qualidade. Essa posição aumenta nossa responsabilidade global”, observou.

    Já o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella, apontou um novo desafio: ampliar o consumo global de algodão. “Estamos no caminho certo. A colaboração entre os países produtores vai impulsionar a demanda pela fibra natural”, disse.

    Ações internacionais ampliam presença do algodão brasileiro

    O ICA Trade Event marcou o início de uma série de ações globais da Abrapa em outubro. A promoção internacional da fibra é conduzida por meio do programa Cotton Brazil, desenvolvido em parceria com a ApexBrasil e com apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).
    Com foco em qualidade, sustentabilidade e cooperação internacional, o Brasil reforça sua liderança na defesa do algodão natural e sustentável no mercado global.

  • Dubai compra café mais caro do mundo

    Dubai compra café mais caro do mundo

    Um lote de 20 kg de Geisha lavado, produzido pela famosa Hacienda La Esmeralda em Boquete, no Panamá, foi vendido por US$ 604.080 (cerca de R$ 3,3 milhões). A venda correu durante o Best of Panama 2025, o leilão internacional de cafés especiais mais prestigiado do mundo. O valor equivale a US$ 30.204 por kg (aproximadamente R$ 160 mil). Isso representa um recorde histórico para o setor. O lote foi arrematado pela Julith Coffee, um roastery e brew lounge de Dubai.

    A transação superou o recorde anterior, estabelecido em 2024, quando um lote de Geisha processado por mel foi vendido por US$ 13.518 por kg. O café panamenho, que recebeu 98 pontos na escala da Specialty Coffee Association (SCA), é reconhecido por suas notas sensoriais complexas, incluindo goiaba, pêssego branco, jasmim, laranja doce e capim-limão, além de acidez vibrante e sabor limpo.

    O que torna o Geisha panamenho tão especial?

    A variedade Geisha (ou “Gesha”) é originária da Etiópia, mas foi no Panamá que ganhou status de lenda. Cultivada em altitudes acima de 1.800 metros – nas montanhas de Boquete, Chiriquí –, a planta se beneficia de microclimas únicos, solos vulcânicos e técnicas de processamento meticulosas. O lote recordista passou por fermentação de 48 horas em baixa temperatura e secagem em ambiente controlado para preservar sabores e aromas.

    Além do lote lavado, a mesma Hacienda La Esmeralda vendeu um lote de Geisha natural por US$ 23.608 por kg (cerca de R$ 129 mil) para a chinesa JD.com e um lote da variedade Laurina por US$ 8.040 por kg para a Beijing Specialty Drink Technology. No total, os 50 lotes leiloados atingiram uma média de US$ 2.861,20 por kg – quase o dobro do valor de 2024 – e 30 deles ultrapassaram a barreira de US$ 1.000 por kg.

    Impacto no mercado global de cafés especiais

    A Specialty Coffee Association of Panama (SCAP) organiza o Best of Panama, que atrai compradores de todo o mundo, principalmente da Ásia e do Oriente Médio, onde os cafés premium alcançam grande valorização. Neste ano, os participantes registraram 549 lances apenas para o lote recordista.

    Para Rachel Peterson, da Hacienda La Esmeralda, o resultado é um reconhecimento do trabalho de decades. “Isso reflete muitas mãos, muito trabalho árduo e uma busca compartilhada por algo extraordinário”.

    No entanto, especialistas alertam que preços tão elevados podem criar distorções no mercado. Diego Baraona, produtor de El Salvador, observa: “Preços exorbitantes em leilões podem criar uma ideia falsa do que outros produtores recebem por seus cafés. Muitos plantam Geisha esperando valores similares, mas acabam com uma variedade de baixo rendimento e alta manutenção”.

    O papel de Dubai e dos compradores premium

    A Julith Coffee, que inaugurou suas portas em Dubai em agosto de 2025, posiciona-se como um espaço de experiência premium para cafés especiais. Liderada por Serkan Sagsoz, campeão turco de torra e barista, a empresa planeja preparar o café em doses de 20g, com cada xícara custando cerca de US$ 270 (R$ 1.430).

    Richard Koyner, presidente da SCAP, destaca que o Panamá produz apenas 200.000 sacas de café por ano. Isso representa uma fração mínima do mercado global, mas conseguem se destacar pela qualidade e inovação. O país é hoje sinônimo de excelência e terroir, atraindo não apenas compradores, mas também turistas e investidores para regiões como Boquete e Tierras Altas.

    Perspectivas futuras e tendências de consumo

    O recorde do Geisha panamenho reflete uma tendência broader de valorização de microlotes e cafés com perfil sensorial único. Projetos como o Florada no Brasil – que apoia mulheres produtoras de cafés especiais – e o crescimento de nanolotes com pontuação acima de 88 pontos são exemplos de como a rastreabilidade, a qualidade e a história por trás do produto impulsionam mercados niche.

    Especialistas como Nolan Hirte, da Proud Mary Coffee, comparam a tendência ao mercado de vinhos finos. “As pessoas que apreciam cafés raros são as mesmas que buscam vinhos, charutos cubanos e pães sourdough artesanais. Preços recordes ajudam a mudar a perspectiva sobre o potencial de qualidade do café”.

    A venda recorde do Geisha da Hacienda La Esmeralda não é apenas um marco simbólico. Mas um reflexo de como qualidade, tradição e inovação podem elevar um produto a patamares inéditos. O Panamá consolida-se como origem de prestígio, e cafés especiais seguem firmes como um segmento de luxo. Portanto, atraindo investidores, colecionadores e amantes da bebida em busca de experiências sensoriais únicas.

    Para o consumidor final, embora os preços sejam proibitivos, o gotejamento (trickle-down effect) dessa valorização ajuda a elevar padrões de qualidade em toda a cadeia, beneficiando produtores que investem em sustentabilidade, processamento cuidadoso e diversificação de variedades.

  • ApexBrasil: recorde de empresas brasileiras na Gulfood em Dubai

    ApexBrasil: recorde de empresas brasileiras na Gulfood em Dubai

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está coordenando a participação de uma delegação recorde de 113 empresas brasileiras na Gulfood. Esta é a maior feira de alimentos e bebidas do mundo árabe, que acontece de 17 a 21 de fevereiro em Dubai. A expectativa é que sejam gerados mais de US$ 3,2 bilhões em negócios durante a feira e em contratos futuros.

    A Gulfood atrai mais de 150 mil visitantes de 120 países e milhares de compradores, apresentando as principais tendências de mercado do setor e mobilizando formadores de opinião e mídia especializada. A inauguração oficial do pavilhão brasileiro acontecerá no dia 17 de fevereiro, com a presença do diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro.

    O Brasil, reconhecido por sua produção agrícola diversa e sustentável, busca fortalecer sua posição na Gulfood como um dos principais exportadores mundiais de alimentos e bebidas. Para facilitar a conexão entre compradores internacionais e empresas brasileiras, a ApexBrasil oferece a plataforma digital Buy Brazil. Ela permite encontrar produtos brasileiros de alta qualidade e fornecedores confiáveis, incluindo café, feijão, carne, amendoim, açaí, grãos, castanha e muito mais.

    Delegação abrange diversos setores

    Além das 67 empresas presentes nos quatro pavilhões brasileiros organizados pela ApexBrasil, outras 53 se juntarão à delegação em pavilhões organizados por projetos setoriais da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE).

    Durante a feira, os visitantes poderão degustar produtos brasileiros nos pavilhões, com drinks não alcoólicos, receitas locais com ingredientes nacionais e churrasco com carnes halal. Na edição de 2024, os pavilhões brasileiros organizados pela ApexBrasil contaram com a participação de 71 empresas. E geraram expectativas de negócios de US$ 1,9 bilhão.

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  • Pará: JBS doa tags para rastreabilidade de rebanhos

    Pará: JBS doa tags para rastreabilidade de rebanhos

    A JBS, em parceria com diversas organizações, anunciou nesta quarta-feira, 22, a doação de 3 milhões de tags para o rastreamento de rebanhos no estado do Pará. A iniciativa visa apoiar um programa pioneiro liderado pelo governo estadual, que tem como objetivo rastrear todo o rebanho de bovinos e búfalos do estado até o final de 2026. O Pará é conhecido por ter o segundo maior rebanho do Brasil.

    O anúncio foi feito durante o painel “De Davos a Belém: Definindo o Caminho do Brasil para uma Indústria de Gado Sustentável e de Baixo Carbono”, realizado na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. O programa já apresenta resultados significativos em seu primeiro ano e envolve uma coalizão composta por governo, produtores, sociedade civil e indústria. Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, destacou a importância da colaboração: “Juntos, somos agentes de transformação desta cadeia de suprimentos.”

    Destinação das tags

    Dos 3 milhões de tags, 2 milhões atenderão pequenos produtores. Desses, a The Nature Conservancy (TNC) fornecerá metade com recursos do Bezos Earth Fund, que durante a COP28 se comprometeu a apoiar o estado no lançamento do programa. A JBS fornecerá o restante.

    Além disso, a JBS lançou o programa “Acelerador JBS”, que visa facilitar a adoção das tags por seus fornecedores indiretos. A iniciativa inclui a doação de 1 milhão de tags adicionais e todos os serviços necessários ao longo de 2025 para auxiliar os produtores na aplicação das tags. As equipes da JBS e seus parceiros visitarão as fazendas para trabalhar com operadores de rastreabilidade treinados e credenciados pelo programa.

    Da esq. para a dir., Raul Protázio (secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará), Manuela Maluf (presidente do IDH Brasil). Roberto Waack (conselheiro da Marfrig), Jack Hurd (diretor-executivo da Tropical Forest Alliance), Maria Netto (diretora-executiva do ICS). Gilberto Tomazoni (CEO Global da JBS) e Daan Wensing (CEO do IDH). Crédito: Divulgação JBS.

    O governador Helder Barbalho lançou oficialmente o programa durante a COP28, em dezembro de 2023, em Dubai. Além disso, o estado criou um Conselho Gestor para integrar diversos órgãos governamentais, representantes da indústria e produtores rurais. A JBS participa desse grupo desde o início.

    Em 2024, a companhia conduziu um programa piloto que tagueou 28 mil cabeças no entorno de suas fábricas em Marabá e Redenção. Essa experiência ajudou a avaliar a tecnologia utilizada e as exigências para o trânsito dos animais estabelecidas pelo Conselho Gestor.

    Capacitação e assistência técnica

    A JBS também apoiou a criação de um programa de treinamento para operadores de rastreabilidade, essenciais para garantir a correta leitura das tags nas fazendas e nos pontos de trânsito dos animais. O programa inclui assistência técnica e requalificação dos produtores rurais.

    Por meio dos Escritórios Verdes, criados pela JBS em 2021, mais de 15 mil fazendas na região amazônica já foram regularizadas. Isso inclui mais de 1.000 no Pará, que se comprometeram a restaurar 6.500 hectares de floresta.

    Para facilitar o acesso dos produtores aos serviços oferecidos, a JBS lançou em 2024 o Escritório Verde Virtual, permitindo que os agricultores busquem assistência por e-mail, telefone ou WhatsApp de qualquer lugar do país.

    Avanços na transparência do agronegócio

    Em dezembro de 2024, o Ministério da Agricultura lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, juntamente com a plataforma Agro Brasil + Sustentável. Essa plataforma integra diversos bancos de dados governamentais para permitir que os produtores forneçam informações sobre local de origem, modo de produção e práticas sustentáveis.

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    Com essas iniciativas, tanto os produtores quanto os compradores terão acesso facilitado às informações sobre as propriedades rurais sem custos adicionais.

    A doação das tags pela JBS e seus parceiros representa um passo significativo em direção à rastreabilidade e sustentabilidade na pecuária brasileira. Com essa ação, espera-se não apenas melhorar a transparência da cadeia produtiva, mas também fortalecer as práticas sustentáveis no setor agropecuário.