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  • Inteligência Artificial no agronegócio é um caminho sem volta

    Inteligência Artificial no agronegócio é um caminho sem volta

    A Inteligência Artificial (IA) se consolida como uma aliada estratégica do agronegócio, trazendo inovações que transformam a forma como o setor enfrenta desafios diários e as incertezas climáticas. Segundo levantamento da Statista, plataforma global de dados e inteligência de negócios, o mercado de IA no agronegócio deve movimentar cerca de US$ 4,7 bilhões por ano até 2028.

    No Brasil, a pesquisa ‘A Reinvenção do Agronegócio Brasileiro’, realizada pela PwC Brasil e divulgada em abril de 2025, aponta que 78% dos CEOs do setor planejam investir na integração de IA com plataformas tecnológicas nos próximos 12 meses. Esse índice supera a média nacional de outros setores, que é de 69%.

    Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, primeira plataforma de crowdfunding em startups do agronegócio, destaca: “Esse dado mostra que o agronegócio brasileiro está mais atento às novas tecnologias, especialmente diante das mudanças climáticas e da necessidade constante de adaptação. A IA oferece soluções que ajudam produtores a enfrentar os extremos climáticos, aumentando a resiliência e a sustentabilidade da produção.”

    IA como ferramenta para produtividade e sustentabilidade no campo

    Henrique Galvani ressalta que a aplicação da IA vai muito além da automação. Ela inaugura uma nova era de inteligência no uso dos recursos naturais. Promovendo a redução de insumos químicos, economia de água, minimização de perdas na colheita e melhorias na logística e armazenagem.

    Hoje, já existem diversas soluções acessíveis, como:

    • Monitoramento por drones com análise preditiva
    • Recomendação automatizada de fertilizantes baseada na análise do solo
    • Previsão ideal de colheita com dados climáticos e fenológicos

    Com IA, produtores conseguem gerir recursos naturais com maior precisão, controlando em tempo real o clima, a irrigação e o desenvolvimento das plantas.

    IA e climate intelligence: antecipando riscos e otimizando decisões

    A IA também ganha espaço nas plataformas de climate intelligence, que ajudam produtores e cooperativas a antecipar riscos climáticos e tomar decisões baseadas em dados concretos. Além disso, a IA generativa auxilia na modelagem de cenários de produção, precificação de commodities e planejamento logístico. Além da aceleração do desenvolvimento de novas sementes e bioinsumos.

    Com o crescimento acelerado do mercado de IA e a adesão crescente dos líderes do setor, o agronegócio brasileiro demonstra que a inovação tecnológica deixou de ser opção para se tornar um diferencial competitivo essencial. Henrique Galvani conclui:

    “A Inteligência Artificial não é mais uma tendência distante. Ela já transforma o agro e prepara o setor para os desafios de um mundo em constante mudança.”

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  • Projeto utiliza drones com IA para mapear floresta na Amazônia

    Projeto utiliza drones com IA para mapear floresta na Amazônia

    Em um projeto inovador, a Natura, em parceria com a startup Bioverse e comunidades amazônicas, realizou o maior inventário florestal já feito por sobrevoo de drones no Brasil. O estudo, que mapeou 60 mil hectares de floresta no Pará, é um marco na utilização de tecnologia para conservação e desenvolvimento sustentável na Amazônia.

    A iniciativa, que contou com a participação de cerca de 70 famílias das comunidades dos municípios de Abaetetuba e Irituia, coletou dados em apenas seis meses, um processo que levaria décadas por métodos convencionais. O objetivo é ampliar as cadeias produtivas da Natura na região, além de coletar informações cruciais para projetos de conservação e recuperação florestal, como mensuração de estoques de carbono e saúde das espécies.

    Tecnologia

    A tecnologia desenvolvida pela Bioverse combina drones nacionais com inteligência artificial treinada para reconhecer espécies amazônicas, oferecendo resolução superior à de imagens de satélites comerciais. Além disso, a plataforma permite que as comunidades locais acessem diretamente os dados coletados, facilitando o planejamento da produção agroflorestal e o gerenciamento das áreas produtivas.

    “Projetos como esse promovem um impacto ambiental, mas também social. Capacitando as comunidades locais com inovação e tecnologia para um uso sustentável dos recursos da Amazônia”, afirma Rômulo Zamberlan, diretor de pesquisa avançada da Natura.

    Contribuição para a bioeconomia

    Desde o lançamento da linha Natura Ekos, em 2000, a empresa estabeleceu um modelo de negócio baseado na bioeconomia na Amazônia. ADsenvolvendo 44 bioingredientes e envolvendo mais de 10 mil famílias agroextrativistas. A meta é expandir para 49 bioingredientes nos próximos dois anos e conservar 3 milhões de hectares de floresta até 2030.

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