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  • Menina de 7 anos quebra o próprio recorde ao fisgar dourado gigante no Rio Paraná

    Menina de 7 anos quebra o próprio recorde ao fisgar dourado gigante no Rio Paraná

    Aos sete anos, Heloísa Maria Dantas de Souza voltou a entrar para a história da pesca esportiva brasileira ao superar o próprio recorde nacional na captura de dourados. A nova marca foi registrada durante uma pescaria em família no Rio Paraná.

    A conquista aconteceu no Canal das Garças, nas proximidades de Porto Rico (PR), um dos destinos mais conhecidos do norte paranaense para a captura de dourados. Na ocasião, Heloísa fisgou um exemplar com 81 centímetros, ultrapassando sua marca anterior, de 74 centímetros.

    Com o novo resultado, a pescadora conquistou mais uma homologação na categoria Absoluto Feminino Júnior da Brazilian Game Fish Association (BGFA), entidade responsável pelo registro oficial dos recordes de pesca esportiva no Brasil.

    Pesca é herança de família

    A história da família Dantas mostra como a pesca esportiva faz parte da rotina familiar. A atividade, que começou como lazer, acabou se tornando também uma profissão para os pais da menina. Desde os primeiros anos de vida, Heloísa acompanha as pescarias e aprende sobre os rios, as espécies de peixes e a importância da preservação ambiental.

    A mãe da jovem, Layla Dantas, destaca que a convivência com a natureza sempre foi o principal objetivo das viagens em família.

    “A nossa diversão sempre foi estar no rio. Nem sempre é sobre pescar, mas sobre viver aquele momento em contato com a natureza.”

    Antes de Heloísa conquistar espaço entre os recordistas nacionais, o irmão dela também teve o nome registrado entre os destaques da pesca esportiva brasileira. Agora, ao superar a própria marca, a menina reforça sua posição como uma das principais promessas da modalidade.

    Para que um recorde de pesca esportiva seja oficialmente reconhecido, a medição precisa cumprir critérios rigorosos. Todas as etapas devem ser registradas em vídeo, desde a retirada do peixe da água até a devolução ao rio. Além disso, a prática do pesque e solte é obrigatória, garantindo que o animal seja devolvido vivo ao seu habitat após a documentação.

    Segundo Layla, a filha cresceu compreendendo que o verdadeiro valor da pesca está na experiência vivida e não na retirada dos peixes do ambiente natural.

  • Pesca esportiva: Mato Grosso domina ranking entre os melhores destinos do Brasil

    Pesca esportiva: Mato Grosso domina ranking entre os melhores destinos do Brasil

    Um fenômeno chama atenção no cenário nacional da pesca esportiva: Mato Grosso concentra dez das principais cidades brasileiras para a modalidade, segundo a 12ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado do Turismo (BIMT), do Ministério do Turismo. Nenhum outro estado apresenta tamanha densidade de destinos reconhecidos oficialmente.

    A explicação está na geografia privilegiada. O estado abriga trechos de três das principais bacias hidrográficas brasileiras – Amazônica, Tocantins-Araguaia e Paraguai – criando um mosaico aquático único no país. Os municípios mapeados são Alta Floresta, Nova Canaã do Norte, Sinop, São Félix do Araguaia, Canarana, Barão de Melgaço, Poconé, Cáceres, Cuiabá e Pontes e Lacerda.

    Esta diversidade hidrográfica resulta em rios com características distintas: desde as águas cristalinas do Cristalino até os meandros do Paraguai no Pantanal, passando pelos caudalosos Araguaia, Teles Pires, Juruena, Cuiabá, São Lourenço, Culuene e Xingu.

    Variedade de espécies impressiona pescadores

    O que mais atrai os praticantes da pesca esportiva é a biodiversidade. Mato Grosso oferece desde espécies clássicas como tucunaré, dourado, pacu e pirarucu até peixes que proporcionam disputas intensas: pirarara, jaú, cachorra, bicuda e matrinchã.

    A temporada de pesca se estende de fevereiro a outubro, período que oferece as melhores condições para a atividade. Durante esses meses, pescadores de todo o Brasil e exterior convergem para o estado.

    Modelo sustentável ganha força

    Uma característica que diferencia Mato Grosso é a adoção da modalidade “pesque e solte”. A legislação estadual proíbe o transporte de peixes capturados, uma medida que preserva os estoques pesqueiros e mantém a sustentabilidade da atividade a longo prazo.

    Esta abordagem conservacionista tem atraído pescadores conscientes e operadoras turísticas especializadas, criando um nicho de mercado em expansão.

    Números expressivos movimentam economia

    A pesca esportiva representa um segmento econômico robusto. Segundo a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), a atividade movimenta cerca de R$ 3 bilhões anuais no Brasil, gerando aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos.

    Em Mato Grosso, o impacto se espalha por diversos setores: pousadas especializadas, barcos-hotéis, guias credenciados, restaurantes regionais e comunidades ribeirinhas encontram na atividade uma importante fonte de renda.

    Infraestrutura em desenvolvimento

    A concentração de destinos reconhecidos em Mato Grosso reflete também investimentos em infraestrutura turística. Pousadas especializadas, equipamentos adequados e serviços de guiamento têm se profissionalizado para atender a demanda crescente.

    Maria Letícia Costa, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, confirma que processos de capacitação estão em andamento, focando na qualificação de guias, condutores e gestores do setor.

    Projeção internacional

    Leonardo Perci, da Embratur, aponta que o objetivo é “consolidar o Brasil como destino internacional de pesca esportiva”. Para isso, destaca a importância de operações responsáveis que conectem turistas aos rios brasileiros através de experiências autênticas.

    Um dos principais desafios identificados pelos especialistas é a carência de dados sistematizados sobre o setor, informação fundamental para estratégias de promoção e presença em feiras nacionais e internacionais.

    Temporada 2025 promete movimentação intensa

    Com dez cidades oficialmente reconhecidas e infraestrutura em expansão, Mato Grosso se posiciona para receber um volume crescente de pescadores esportivos na próxima temporada. O estado oferece desde experiências em águas pantaneiras até aventuras em rios amazônicos, atendendo diferentes perfis de praticantes.

    O levantamento foi divulgado durante a Fishing Show Brazil, realizada em São Paulo entre 28 e 31 de agosto, principal vitrine do setor pesqueiro esportivo nacional.

  • Dourado: conheça o monstro do rio

    Dourado: conheça o monstro do rio

    O dourado (Salminus brasiliensis), também conhecido como dourado-do-rio, é um dos peixes mais emblemáticos das águas doces da América do Sul, especialmente no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. É uma espécie nativa da bacia do Prata — que inclui os rios Paraná, Paraguai e Uruguai — além de estar presente em bacias secundárias como a do rio São Francisco e, mais recentemente, a do Tocantins-Araguaia, devido à introdução humana.

    O dourado é facilmente reconhecido por seu corpo alongado, musculoso e de coloração dourada metálica, com reflexos intensos que justificam seu nome. Pode atingir mais de 1 metro de comprimento e pesar mais de 25 kg, embora exemplares com 10 a 15 kg já sejam considerados grandes. Possui mandíbulas fortes e dentes afiados, adaptados à sua dieta carnívora.

    Alimentação

    Trata-se de um predador ativo, alimentando-se principalmente de peixes menores, como lambaris, curimbatás e tilápias. Sua força e agressividade o tornam um dos peixes mais cobiçados na pesca esportiva.

    O dourado prefere águas correntes, geralmente em rios com bastante oxigenação e fundo pedregoso. Costuma realizar longas migrações reprodutivas, conhecidas como piracema, subindo os rios entre outubro e fevereiro, quando encontra condições ideais para desova.

    Importância ecológica e econômica

    Além de seu valor ecológico como predador topo de cadeia em ambientes fluviais, o dourado tem grande importância para o turismo de pesca esportiva. Especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Diversas regiões desenvolveram políticas de pesca sustentável, como o sistema pesque-e-solte, para preservar os estoques naturais da espécie.

    Apesar de não estar oficialmente ameaçado de extinção, o dourado sofre com pressões ambientais como a construção de hidrelétricas, a poluição dos rios, a pesca predatória e a destruição de habitats de reprodução. Algumas unidades federativas já estabeleceram cotas ou proibições de captura. Como por exemplo do Mato Grosso do Sul, que desde 2020 proíbe sua pesca por 5 anos, visando a recuperação populacional.

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