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  • Tarifaço dos EUA derruba exportação de café solúvel brasileiro em 60%

    Tarifaço dos EUA derruba exportação de café solúvel brasileiro em 60%

    A imposição de uma tarifa de 50% pelo governo americano sobre o café solúvel brasileiro provocou uma queda drástica de 59,9% nas exportações para os Estados Unidos em agosto de 2025, comparado ao mesmo período do ano anterior. O resultado representa apenas 26.460 sacas de 60 kg exportadas, um tombo que também registrou redução de 50,1% em relação a julho.

    O impacto do “tarifaço” americano frustra as expectativas da indústria brasileira de quebrar novo recorde de exportações em 2025, que esperava superar os 4,093 milhões de sacas exportadas no ano passado.

    Setor mobiliza estratégias contra protecionismo

    “Essa queda brusca é muito preocupante e frustra a expectativa que tínhamos de quebrar novo recorde nas exportações de café solúvel em 2025”, lamenta Aguinaldo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS).

    A entidade trabalha em parceria com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) para desenvolver estratégias conjuntas com autoridades brasileiras e clientes americanos.

    Lima destaca que a taxação de 50% inviabiliza o comércio com os americanos e enfatiza a necessidade de “abrir canais para que alcancemos uma solução que devolva um fluxo de negócios justo na relação cafeeira entre Brasil e Estados Unidos”.

    Barreiras comerciais múltiplas preocupam setor

    Além do tarifaço americano, os cafés solúveis brasileiros enfrentam tarifas aplicadas por diversas nações. O diretor da ABICS aponta a falta de acordos comerciais brasileiros como um obstáculo à competitividade.

    “O Brasil é um país de poucos acordos comerciais e isso dificulta nossa competividade. É fundamental que o governo brasileiro seja mais agressivo em fechar esses acordos”, argumenta Lima.

    Exportações caem em volume, mas receita cresce

    No acumulado de janeiro a agosto de 2025, as exportações brasileiras de café solúvel para 88 países totalizaram 2,508 milhões de sacas, representando queda de 3,9% comparado aos oito primeiros meses de 2024, segundo dados da plataforma ABICS Data.

    Apesar da redução no volume, a receita cambial apresenta desempenho positivo, com ingressos de US$ 760,8 milhões. Uma alta de 33% em relação ao mesmo período de 2024. O crescimento se deve aos preços elevados do café no mercado internacional.

    Lima projeta que o setor pode superar US$ 1 bilhão em receita cambial em 2025, ultrapassando os US$ 950 milhões de 2024 e estabelecendo novo recorde histórico.

    EUA mantêm liderança apesar da queda

    Mesmo com o impacto do tarifaço, os Estados Unidos permanecem como principal parceiro comercial do café solúvel brasileiro em 2025, com importação de 443.179 sacas. Uma queda de 3,7% em relação aos oito primeiros meses de 2024.

    Completam o top 3 a Argentina, com 236.454 sacas (crescimento de 88,3%), e a Rússia, com 188.041 sacas (alta de 16,8%).

    “Entre os principais destinos do café solúvel brasileiro neste ano, chamam a atenção a Colômbia, Vietnã e Malásia. Que também são países produtores de café em grão e solúvel e passam a figurar no top 15 do ranking”, destaca Lima.

    Mercado interno mantém crescimento

    O consumo doméstico de café solúvel apresenta evolução positiva, com brasileiros consumindo 17,623 mil toneladas (equivalente a 763.645 sacas) entre janeiro e agosto de 2025. Um crescimento de 4,7% comparado ao mesmo período de 2024.

    O café liofilizado (freeze dried) registrou avanço de 11,3%, totalizando 2,036 mil toneladas. Enquanto o café em pó (spray dried) cresceu 3,9%, somando 15,586 mil toneladas. O consumo de café solúvel importado também se elevou em 30,7%.

    Lima atribui o crescimento do mercado interno aos investimentos em qualidade e diversificação de produtos, além da “praticidade de preparo e o fato de o café solúvel ter preços mais acessíveis que os demais em um período de cotações elevadas”.

  • Tarifas dos EUA aumentam incertezas e pressionam o mercado de café

    Tarifas dos EUA aumentam incertezas e pressionam o mercado de café

    As tarifas impostas pelos Estados Unidos têm causado incertezas no mercado global de café. Portanto, essa instabilidade afeta diretamente os preços internacionais. Além disso, segundo o Cepea, o cenário afastou agentes de mercados considerados mais arriscados. Em resumo, isso impactou o câmbio e pressionou os valores nas Bolsas de café.

    Além disso, a proximidade da colheita de robusta no Brasil intensificou a pressão sobre as cotações do grão. Nos primeiros sete dias de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ para o robusta tipo 6, peneira 13 acima, recuou 7,7%. A referência caiu 360,59 reais por saca de 60 kg, fechando a R$ 1.586,38. Foi o menor valor desde 18 de novembro de 2024.

    Ao mesmo tempo, apesar da queda, o Brasil pode se beneficiar com a nova tarifa de exportação de 10% para os EUA. Para os principais concorrentes, as taxas ficaram bem mais elevadas: 46% para o Vietnã e 32% para a Indonésia. Segundo pesquisadores do Cepea, isso pode gerar vantagem competitiva ao café robusta brasileiro no mercado internacional.

    Tensões comerciais freiam o ritmo do mercado de algodão em pluma

    As tensões comerciais entre Estados Unidos e China também continuam afetando o mercado global de algodão. Ou seja, esses conflitos aumentam a volatilidade dos preços futuros e reforçam a lentidão no mercado físico brasileiro.

    No Brasil, o Cepea aponta que a comercialização segue limitada pela disparidade de preços e pela qualidade dos lotes. Em geral, as negociações continuam restritas, especialmente durante a entressafra. As médias de preços oscilam em intervalos estreitos.

    Compradores permanecem retraídos e negociam apenas para reposição de estoques. Os vendedores, por sua vez, mantêm as ofertas firmes e priorizam o cumprimento de contratos a termo.

    Em relação às exportações, dados da Secex mostram que o Brasil embarcou 239,06 mil toneladas de algodão em março. Esse volume representa uma queda de 13% em relação a fevereiro e 5,4% abaixo do registrado em março de 2024.

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  • Efeito Trump: China amplia compras de soja brasileira

    Efeito Trump: China amplia compras de soja brasileira

    A China, maior importador mundial de soja, está intensificando as compras do grão brasileiro. A estratégia reflete o temor de tarifas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos após a posse de Donald Trump, hoje, 20 de janeiro.

    Processadores chineses estão adquirindo quase todas as cargas brasileiras para o primeiro trimestre. O movimento ocorre devido aos preços competitivos da soja brasileira e à possibilidade de tensões comerciais entre Washington e Pequim, segundo fontes do mercado.

    No início de 2024, o Brasil forneceu 54% da soja importada pela China no primeiro trimestre, enquanto os EUA responderam por 38%. Atualmente, o Brasil já domina 74% das compras chinesas, deixando os EUA com apenas 18%, conforme dados da alfândega chinesa.

    “Empresas estatais e privadas da China estão priorizando grãos brasileiros para fevereiro e março”, afirmou um trader de Cingapura. “Essa mudança favorece totalmente o Brasil.”

    Preços competitivos e safra recorde atraem importadores da China

    Os preços da soja brasileira, impulsionados por um clima favorável e pela desvalorização do real, atraem compradores. Em fevereiro, o grão brasileiro é cotado a US$ 420 por tonelada, incluindo frete, enquanto o produto norte-americano custa cerca de US$ 451 por tonelada.

    As expectativas de uma safra recorde no Brasil e os custos reduzidos de produção consolidam o país como principal fornecedor da China. A ampla oferta doméstica chinesa, no entanto, pode limitar as importações no primeiro trimestre para cerca de 17,3 milhões de toneladas, abaixo das 18,58 milhões do mesmo período de 2024.

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    Impacto nos estoques e exportações dos EUA

    Os estoques dos EUA podem alcançar 10,34 milhões de toneladas até agosto de 2025, o maior volume em cinco anos. Isso ocorre porque a China reduziu sua dependência do grão norte-americano, impactando os exportadores em plena alta temporada.

    Mesmo assim, a estatal chinesa Sinograin continua comprando soja dos EUA. O grão norte-americano é valorizado pelo maior teor de óleo, ideal para estocagem estratégica.

    Com a intensificação das tensões comerciais, o Brasil consolida sua posição de liderança no mercado global de soja, enquanto os EUA enfrentam desafios crescentes para competir no maior mercado mundial.

     

  • Volta de Trump intensifica desafios e oportunidades no agronegócio brasileiro

    Volta de Trump intensifica desafios e oportunidades no agronegócio brasileiro

    A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos hoje deve intensificar a competição entre Brasil e EUA no agronegócio. Ou seja, especialistas apontam que as políticas comerciais protecionistas de Trump podem beneficiar exportações brasileiras para mercados como a China, mas também dificultar negociações para ampliações de mercado.

    Trump anunciou que pretende implementar medidas protecionistas, o que pode gerar impactos no comércio global. Representantes do setor privado e do governo brasileiro avaliam que essas políticas podem criar oportunidades para o Brasil em mercados alternativos, mas complicar o comércio direto com os Estados Unidos.

    Impacto da guerra comercial com a China

    Uma possível retomada da guerra comercial entre EUA e China é uma das principais preocupações. Ou seja, Trump planeja impor tarifas mais altas a produtos importados, o que pode reacender tensões entre as duas maiores economias do mundo. Nesse cenário, o Brasil pode se beneficiar do redirecionamento da demanda chinesa por produtos como soja e milho, ainda que em menor intensidade do que durante o primeiro mandato de Trump.

    Na primeira fase do conflito comercial sino-americano, o Brasil ampliou significativamente suas exportações de soja para a China. Apesar disso, analistas alertam que o impacto dessa vez pode ser mais limitado.

    Comércio Brasil-EUA em números

    Os Estados Unidos foram o segundo maior destino das exportações agropecuárias brasileiras em 2024, somando US$ 12,092 bilhões e representando 7,4% do total exportado pelo setor. Os principais produtos embarcados incluíram café verde, celulose, carne bovina in natura, suco de laranja e couro. Por outro lado, o Brasil importou US$ 1,028 bilhão em produtos agropecuários dos Estados Unidos no mesmo período.

    Estratégia brasileira para manter relações comerciais

    Segundo Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, o Brasil pretende manter relações comerciais estáveis com os Estados Unidos. Além disso, ele destacou a importância da cooperação bilateral, especialmente em áreas de inovação agropecuária.

    “Os Estados Unidos são um parceiro estratégico para o Brasil, tanto em investimentos quanto em colaborações tecnológicas. Nossa ideia é exportar produtos complementares e fortalecer os laços comerciais”, afirmou Rua.

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    Novas oportunidades para exportações brasileiras

    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) celebrou a decisão dos Estados Unidos de autorizar a importação de produtos como feno (alfafa e Timothy hay), erva-mate e flor seca de cravo-da-índia sem necessidade de certificação fitossanitária. Segundo o Mapa, essa medida reforça a credibilidade internacional do sistema de controle sanitário brasileiro.

    A abertura desse mercado pode impulsionar exportações e gerar novas oportunidades para o agronegócio brasileiro. Em 2025, o Brasil já alcançou sete novas aberturas de mercado, totalizando 307 oportunidades em 63 países desde 2023.

    Desafios da gestão Trump

    A expectativa é que a gestão de Trump traga desafios e oportunidades ao agronegócio brasileiro. O setor precisa se preparar para um cenário de maior competição e buscar novas estratégias para fortalecer sua presença internacional.

  • Departamento de Agricultura americana: conheça os nomes de Donald Trump

    Departamento de Agricultura americana: conheça os nomes de Donald Trump

    Com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, os preparativos para a transição governamental começaram a ganhar destaque, especialmente em cargos estratégicos, como o de secretário do Departamento de Agricultura (USDA).

    A atenção se volta para a escolha do próximo titular dessa pasta, uma das mais robustas da administração americana, que conta com um orçamento proposto de US$ 151 bilhões para 2025 e cerca de 100 mil funcionários.

    Dois nomes são apontados como os principais candidatos para suceder o atual secretário, Tom Vilsack. O primeiro é Kip Tom, renomado produtor de milho e soja de Indiana, e o segundo é Sidney Carroll Miller, mais conhecido como Sid Miller, atual comissário de agricultura do Texas.

    Perfil dos candidatos

    Kip Tom, com 69 anos, carrega uma trajetória marcada por uma forte herança familiar no agronegócio, sendo a sétima geração de agricultores desde 1837. Ele transformou a Tom Farms em uma das maiores operações agrícolas do estado, com 10 mil hectares cultivados entre os Estados Unidos e a Argentina.

    Kip Tom tem trajetória marcada por uma forte herança familiar no agronegócio
    Kip Tom tem trajetória marcada por uma forte herança familiar no agronegócio

    Tom traz experiência diplomática pela sua trajetória. Ele atuou como embaixador da agência de alimentos das Nações Unidas durante o governo Trump, após ser nomeado em 2019. Além disso, ele participou de organizações influentes, incluindo a Indiana Economic Development Corporation e fundações voltadas para o futuro da agricultura.

    Sid Miller, também com 69 anos, tem um perfil mais político. Comissário de agricultura do Texas desde 2015, Miller se destaca pelo apoio fervoroso a Donald Trump e por sua atuação combativa. Formado em Educação Agrícola Vocacional pela Tarleton State University, ele começou sua carreira na Miller Nursery, uma empresa familiar de cultivo de árvores.

    Sid Miller, Comissário de agricultura do Texas desde 2015
    Sid Miller, Comissário de agricultura do Texas desde 2015

    Embora sua popularidade seja notável, Miller já esteve envolvido em controvérsias. Uma delas, por exemplo, foi ao culpar equivocadamente as turbinas eólicas por apagões em 2021 e promover teorias conspiratórias. Sua lealdade a Trump ficou evidente com a turnê de ônibus que iniciou em julho deste ano em apoio à campanha do presidente eleito.

    Importância da pasta

    fFundado em 1862, oDepartamento de Agricultura  desempenha um papel vital na economia e no bem-estar dos EUA, abrangendo áreas como segurança alimentar, inspeção e pesquisa agrícola. O próximo secretário terá a tarefa de gerenciar divisões importantes como o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS), o Serviço Florestal (USFS) e a Administração de Serviços Agrícolas (FSA). O desafio não se restringe a manter as operações, mas também a enfrentar novas demandas de sustentabilidade, mudanças climáticas e segurança alimentar global.

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    A decisão final de Trump, com a escolha entre a experiência internacional de Kip Tom e a trajetória política de Sid Miller, poderá indicar a direção que a nova administração pretende tomar no setor agrícola. Ou seja, com um enfoque mais diplomático e de expansão internacional ou uma abordagem mais tradicional e conservadora. E o principal, como isso vai afetar o agronegócio no Brasil.

  • O que a vitória de Trump significa para o agronegócio brasileiro?

    O que a vitória de Trump significa para o agronegócio brasileiro?

    A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos pode ter impactos significativos para o agronegócio brasileiro, especialmente em relação às exportações e à competitividade no mercado global. Durante seu governo anterior, Trump implementou tarifas sobre produtos agrícolas americanos, o que levou a China a buscar alternativas de fornecimento, beneficiando o Brasil como um dos principais fornecedores de soja e milho. Com a desaceleração da demanda chinesa pelos produtos dos EUA, o Brasil se consolidou como o maior exportador de soja para o país asiático.

    Analistas destacam que o retorno de Trump reforce políticas protecionistas, isso poderá criar um cenário semelhante ao da guerra comercial anterior com a China. Isso deve favorecer as exportações brasileiras. Por outro lado, Kamala Harris, sua adversária derrotada, tinha proposto uma abordagem que prioriza a diversificação de mercados e a sustentabilidade, o que poderia impactar as práticas agrícolas no Brasil.

    Exportação bilionária

    A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é histórica e movimentou cerca de 36,9 bilhões de dólares em exportações brasileiras em 2023. Especialistas alertam que as políticas comerciais e ambientais do novo presidente podem moldar essa relação. Enquanto Trump tende a reforçar uma economia baseada em combustíveis fósseis e medidas protecionistas, Harris busca expandir as políticas ambientais e sustentáveis.

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    Além disso, a disputa entre os candidatos também reflete preocupações sobre as cadeias de abastecimento e a necessidade de maior transparência nas práticas agrícolas brasileiras. A adoção de regulamentações semelhantes ao Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia poderia exigir mudanças significativas na produção agropecuária no Brasil.

    Em resumo, a vitória confirmada de Trump pode trazer tanto oportunidades quanto desafios para o agronegócio brasileiro, dependendo das políticas que ele decidir implementar em relação ao comércio internacional e à sustentabilidade ambiental.

    Donald Trump é eleito presidente dos Estados Unidos

    Donald Trump venceu as  eleições dos Estados Unidos e assumirá novamente como presidente do país, após conquistar 276  delegados nesta quarta-feira (6), segundo projeção da imprensa americana. Esta é a primeira vez que os EUA elegem um presidente condenado judicialmente.

    Além dos estados tradicionalmente republicanos, Trump conquistou o apoio de  estados-pêndulo como a Carolina do Norte, a Geórgia e a Pensilvânia . Confira a lista de estados nos quais o candidato venceu:

    • Alabama (9)
      Arkansas (6)
      Carolina do Norte (16)
      Carolina do Sul (9)
      Dakota do Norte (3)
      Dakota do Sul (3)
      Flórida (30)
      Geórgia (16)
      Idaho (4)
      Indiana (11)
      Iowa (6)
      Kansas (6)
      Kentucky (8)
      Louisiana (8)
      Mississippi (6)
      Missouri (10)
      Montana (4)
      Nebraska (4 de 5)
      Ohio (17)
      Oklahoma (7)
      Pensilvânia (19)
      Tennessee (11)
      Texas (40)
      Utah (6)
      Virgínia Ocidental (4)
      Wyoming (3)
    • Wisconsin (10)

    Quem é o novo presidente americano

    Nascido e criado em família rica, Trump herdou um império imobiliário do pai, e se tornou um grande empresário no ramo. Conhecido pela Trump Tower, em Nova York, o magnata também construiu outras torres, hotéis e resorts de luxo.

    Na vida pessoal, é casado com Melania Trump, sua terceira esposa. Com a primeira, Ivana, teve três filhos: Don Júnior, Eric e Ivanka – sendo esta última considerada sua filha preferida. Já com Marla Maples, teve uma filha, Tiffany.

  • Eleições americanas afetam preços de commodities agrícolas

    Eleições americanas afetam preços de commodities agrícolas

    As eleições presidenciais nos Estados Unidos têm grande influência no agronegócio global, especialmente quando mudanças de poder ocorrem em países com os quais o Brasil mantém relações comerciais complexas, marcadas por rivalidade e cooperação simultâneas. É o caso dos EUA. O atual presidente, Joe Biden, desistiu da reeleição e apoiou sua vice, Kamala Harris, como candidata do Partido Democrata para a convenção nacional em agosto. Do outro lado, Donald Trump, do Partido Republicano, tenta retornar à Casa Branca após um hiato de quatro anos.

    A decisão eleitoral nos EUA já antecipa efeitos sobre as cotações de commodities como milho e soja, das quais os americanos e brasileiros são grandes produtores. O eventual retorno de Trump pode reacender tensões comerciais com a China, algo que marcou seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Naquela época, o Brasil se beneficiou da guerra tarifária, enviando recorde de 83,3 milhões de toneladas de soja aos chineses em 2018, 22% a mais que no ano anterior.

    Alta na safra americana

    No entanto, analistas apontam que a tendência de queda nos preços das commodities agrícolas. Isso se deve principalmente à perspectiva de oferta elevada nos EUA na safra 2024/25, independentemente do resultado eleitoral. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê uma safra de 120,70 milhões de toneladas de soja. Isso representa uma alta de 6,5% em relação à temporada anterior, e estoques finais de 11,85 milhões de toneladas, 26,1% maiores.

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    Para o milho, a expectativa é de queda de 1,5% na colheita, para 383,56 milhões de toneladas, após uma safra recorde, e estoques de 53,26 milhões de toneladas, 11,7% maiores. No entanto, produtores e analistas seguem vigilantes quanto a possíveis reversões devido a intempéries climáticas. A temporada de furacões no fim do verão americano ou o fenômeno La Niña, que pode afetar o plantio da safra brasileira em setembro.

    Apesar do eventual protecionismo trumpista, as relações entre Brasil e EUA foram marcadas por boa vontade naqueles anos, uma tradição histórica. Com a China, maior parceiro comercial brasileiro, o cenário é o melhor possível, não importa o resultado das eleições americanas. Mantendo a agenda diplomática de neutralidade e fomento à cooperação internacional, o país não deve sofrer maiores sobressaltos com a alternância de poder. Desde que se adapte às novas circunstâncias e busque novos mercados para dar respaldo a crises pontuais.

    O presidente Lula já falou em entrevistas que continuara conversando com o presidente americano, seja quem for o vencedor das eleições americanas. Desde que isso contribua para que nosso agro continue com as portas abertas pelo mundo, esse é o caminho.