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  • Safra de milho: veja o que fazer para evitar perdas na colheita

    Safra de milho: veja o que fazer para evitar perdas na colheita

    A reta final da safra de milho demanda decisões rápidas e precisas no campo. Produtores que ajustam o momento da colheita, monitoram a umidade dos grãos e organizam a logística conseguem reduzir perdas e preservar a qualidade da produção.

    Em um cenário de janelas climáticas mais curtas e instáveis, a colheita deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a exigir gestão estratégica. O alinhamento entre condições da lavoura, capacidade das máquinas e escoamento da produção impacta diretamente a rentabilidade.

    Segundo Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, cada decisão tomada durante a colheita influencia o resultado final da safra. “O produtor precisa integrar operação e logística para garantir que o potencial produtivo se converta em grãos colhidos com qualidade”, afirma.

    Umidade do grão define o momento ideal

    A identificação do ponto certo de colheita começa no campo. Sinais como a formação da “linha preta”, o amarelecimento das folhas e a firmeza dos grãos indicam maturidade fisiológica. No entanto, a decisão depende da umidade.

    trator na plantação de milho
    Foto: Divulgação

    A faixa ideal varia entre 13% e 15%, pois equilibra rendimento operacional e qualidade. Quando o milho apresenta umidade acima de 18%, aumentam os danos mecânicos e os custos com secagem. Já abaixo de 12%, os grãos ficam mais quebradiços, elevando perdas e reduzindo o peso comercial.

    O monitoramento deve ocorrer por talhão, com uso de medidores calibrados. Diferenças de solo, relevo e clima afetam o ritmo de secagem, o que exige escalonamento da colheita em áreas desuniformes.

    Regulagem das máquinas impacta produtividade

    A regulagem correta das colhedoras reduz perdas e melhora a eficiência. O produtor deve revisar a plataforma, ajustar chapas e adequar o sistema interno conforme as condições do grão.

    A velocidade também influencia o desempenho. O ideal fica entre 4 e 6 km/h. Acima disso, a máquina perde eficiência na separação e limpeza, aumentando o desperdício.

    O acompanhamento constante no campo permite identificar perdas após a passagem da colhedora. O objetivo é manter o desperdício abaixo de meia saca por hectare.

    Logística define qualidade final

    A logística pós-colheita influencia diretamente o resultado. Atrasos no transporte e no descarregamento comprometem a qualidade, principalmente em grãos mais úmidos.

    “Não adianta colher bem e perder qualidade no transporte. O tempo de espera pode gerar descontos na entrega”, alerta Braga.

    Planejamento logístico e fluxo contínuo evitam gargalos e garantem melhor aproveitamento da produção.

    Prevenção de incêndios deve ser prioridade

    A colheita do milho coincide com períodos de baixa umidade do ar e alta presença de palhada seca, o que aumenta o risco de incêndios.

    Entre os principais fatores estão acúmulo de resíduos nas máquinas, superaquecimento de peças, falhas elétricas e falta de manutenção.

    Para reduzir riscos, o produtor deve:

    • Limpar as máquinas a cada turno
    • Manter extintores revisados
    • Disponibilizar caminhão-pipa ou trator com água
    • Construir aceiros ao redor dos talhões

    Essas ações ajudam a conter focos e proteger áreas produtivas.

    Manejo na colheita impacta a próxima safra

    A forma como o milho é colhido interfere no ciclo seguinte. A distribuição uniforme da palhada favorece o plantio direto, conserva a umidade do solo e facilita a implantação da soja.

    Além disso, o controle de perdas e a eliminação do milho voluntário reduzem a pressão de pragas, como a cigarrinha, e preservam o potencial produtivo das próximas lavouras.

  • Saiba qual é a melhor maneira de congelar e descongelar seus alimentos, de acordo com os especialistas

    Saiba qual é a melhor maneira de congelar e descongelar seus alimentos, de acordo com os especialistas

    Para muita gente, o freezer funciona como um verdadeiro buraco negro para sobras e alimentos variados. Potes com restos do jantar, caixas de sorvete comidas pela metade e ingredientes esquecidos ocupam espaço por tempo indeterminado. Embora seja um aliado na conservação de alimentos, o equipamento também pode gerar dúvidas e, quando mal utilizado, riscos reais à saúde.

    Afinal, sobras ainda quentes podem ir direto para o freezer? Aquele frango congelado há meses ainda é seguro? O que fazer com um molho descongelado e recongelado várias vezes?

    Alimentos quentes podem ir direto para o freezer?

    Deixar alimentos em temperatura ambiente favorece a multiplicação de micro-organismos patogênicos. Por isso, a Anvisa recomenda que sobras de refeições sejam refrigeradas ou congeladas em até duas horas após o preparo, prazo que cai para uma hora quando a temperatura ambiente supera 32°C, situação comum em boa parte do Brasil durante o verão.

    Do ponto de vista da segurança, não há problema em colocar alimentos quentes diretamente no freezer. Contudo, se quiser mais cautela, divida as porções em recipientes menores antes de congelar: isso acelera a dissipação do calor e reduz o impacto na temperatura interna do equipamento.

    Outro ponto importante: congelar sobras que já estão na geladeira há alguns dias é seguro e até recomendável. Porém, o congelamento não “reinicia” o prazo de validade. Se o alimento já consumiu dois dos quatro dias recomendados de armazenamento refrigerado, ele terá apenas mais dois dias disponíveis após ser descongelado novamente.

    Por quanto tempo os alimentos ficam seguros no freezer?

    Freezers mantidos entre -15°C e -18°C (faixa recomendada pela Anvisa) funcionam como uma cápsula do tempo: inibem o crescimento bacteriano e preservam os alimentos por longos períodos sem oferecer riscos à saúde. A “queimadura de freezer”, aquela camada esbranquiçada que se forma quando o alimento resseca por exposição ao ar frio, não indica deterioração, mas compromete sabor e textura. Para evitá-la, use embalagens bem vedadas e, de preferência, com lacre hermético.

    Ainda assim, encher o freezer até o limite prejudica seu funcionamento. O equipamento depende da circulação de ar frio ao redor dos alimentos e perde eficiência quando está superlotado. Tão importante quanto a técnica de congelamento é a higiene: congelar um alimento contaminado significa preservá-lo junto com tudo o que ele carrega. Portanto, mantenha utensílios e superfícies limpos e separe sempre alimentos crus dos prontos para consumo.

    Como descongelar corretamente

    O descongelamento deve ocorrer de forma rápida e uniforme para evitar a multiplicação de bactérias. A Anvisa recomenda três métodos seguros: na geladeira, em água fria corrente ou no micro-ondas. Alimentos descongelados nos dois últimos métodos devem ser cozidos imediatamente. Nunca descongele alimentos em temperatura ambiente, nem sobre a pia ou bancada da cozinha.

    O motivo é simples: enquanto a parte externa do alimento aquece e entra na faixa de risco para crescimento bacteriano, a parte interna ainda permanece gelada. Esse desequilíbrio favorece a contaminação. Se não houver pressa, a geladeira é a melhor opção, por manter uma temperatura segura e constante durante todo o processo.

    Dá para descongelar e recongelar o mesmo alimento?

    Sim, mas com cautela. Cada vez que um alimento é descongelado, ele entra na chamada “zona de perigo” de temperatura (entre 5°C e 6°C), faixa em que micro-organismos se multiplicam com rapidez e podem produzir toxinas. Alimentos descongelados na geladeira podem ser recongelados sem necessidade de cozimento prévio. Já os descongelados em água corrente ou no micro-ondas precisam ser cozinhados antes de voltar ao freezer.

    O que fazer em caso de queda de energia?

    Com a porta fechada, o freezer mantém a temperatura interna segura por bastante tempo. A Anvisa orienta que, se o equipamento permanecer fechado, os alimentos podem ficar seguros por até 48 horas em um freezer cheio e por cerca de 24 horas em um equipamento pela metade. A partir do momento em que a temperatura interna superar 4°C, o risco de proliferação bacteriana aumenta.

    Por precaução, mantenha um termômetro dentro do freezer. Se a temperatura estiver abaixo de 4°C quando a energia voltar, os alimentos podem ser recongelados com segurança.

  • Como evitar cair no golpe do azeite falso no Brasil

    Como evitar cair no golpe do azeite falso no Brasil

    Nos últimos meses, o Brasil tem registrado um aumento expressivo nas apreensões de azeite de oliva falsificado, um problema que preocupa tanto o mercado quanto os consumidores.

    A adulteração consiste geralmente na diluição do azeite extravirgem com outros óleos vegetais, como de soja ou canola, ou até o uso de corantes e aromatizantes de origem não autorizada, que podem representar risco à saúde.

    Um dos principais desafios para o consumidor é identificar produtos adulterados, já que muitas vezes a falsificação é feita de forma sofisticada, tornando difícil a detecção apenas pelo cheiro ou sabor. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada na hora da compra.

    Para evitar cair em fraudes, é fundamental:

    • Observar atentamente o rótulo: prefira azeites produzidos e envasados no mesmo local, evite rótulos genéricos ou confusos com muitos idiomas ou termos pouco claros.
    • Desconfiar de preços muito baixos: o azeite extravirgem tem preço relativamente alto; ofertas muito abaixo da média podem indicar adulteração.
    • Optar por produtos mais frescos, de safra recente, garantindo melhor qualidade e frescor.
    • Preferir embalagens de vidro escuro para proteger o produto da luz e conservar suas propriedades.

    O consumo de azeite falsificado pode acarretar problemas gastrointestinais como dor no estômago, náusea, vômitos e até intoxicação, dependendo dos ingredientes usados na fraude. Além de colocar a saúde em risco, o consumidor é vítima ao pagar por um produto que não entrega os benefícios do verdadeiro azeite de oliva extravirgem.

    Preços estão caindo

    Além do alerta contra os falsificados, o cenário do preço do azeite no Brasil tem passado por mudanças significativas. Nos últimos anos, o preço sofreu grande alta devido a fatores climáticos adversos em países produtores europeus, como Espanha, Itália e Portugal, que impactaram a oferta mundial. Em 2023 e nos primeiros meses de 2024, o produto chegou a custar quase 50% mais caro, chegando a valores elevados no varejo brasileiro.

    Entretanto, desde o início de 2025, o preço do azeite vem apresentando queda gradual, reflexo da melhora nas safras desses países, permitindo um aumento da oferta. Em Belo Horizonte, por exemplo, a redução no preço médio da garrafa de 500 ml foi de cerca de 6% no primeiro semestre de 2025, um alívio para o consumidor brasileiro.

    Portanto, para garantir segurança e qualidade ao comprar azeite, além de desconfiar de ofertas muito baratas, é fundamental buscar marcas confiáveis, verificar o rótulo com atenção e, sempre que possível, comprar produtos de procedência garantida e recente fabricação. Denúncias de produtos falsificados podem ser feitas ao Ministério da Agricultura pelo telefone 0800 704 1995, contribuindo para combater essa fraude cada vez mais sofisticada.

  • Azeite extra virgem: saiba identificar qualidade e evitar golpes no mercado

    Azeite extra virgem: saiba identificar qualidade e evitar golpes no mercado

    O azeite de oliva extra virgem é um dos ingredientes favoritos dos brasileiros para dar sabor e sofisticação aos pratos. Seja para temperar saladas, finalizar receitas ou preparar molhos, ele é indispensável na cozinha. No entanto, assim como em outros produtos nobres, o azeite enfrenta um problema sério: a falsificação. “O azeite extra virgem é um dos produtos mais falsificados no mundo”, alerta Eduardo Casarin, country manager Brasil & Latam da Filippo Berio.

    Diante da variedade imensa de produtos nas prateleiras, o consumidor pode se sentir perdido. Como garantir a qualidade e levar para casa um azeite autêntico? A resposta começa pela leitura atenta do rótulo. Casarin recomenda priorizar as expressões “extra virgem”, “extração a frio” ou “primeira prensagem a frio”. Esses termos indicam que o óleo passou por processos cuidadosos que mantêm o frescor, os nutrientes e o sabor original das azeitonas.

    Outro ponto crucial é verificar o índice de acidez, um dos principais indicadores de qualidade. A legislação determina que o azeite extra virgem deve ter, no máximo, 0,8% de acidez. “Quanto menor a acidez, menor a oxidação e melhor a preservação dos componentes benéficos do azeite, como antioxidantes e ácidos graxos saudáveis”, explica Casarin.

    O especialista alerta também para os chamados “óleos compostos”. Muitas marcas comercializam azeites extra virgem misturados com óleos vegetais mais baratos, como soja ou girassol. Embora não representem riscos à saúde, esses produtos perdem as propriedades positivas do azeite puro. Para evitar decepções, “é fundamental ler o rótulo com atenção e verificar a composição completa do produto”, recomenda.

    Procedência

    Além disso, a procedência importa muito na hora da escolha. Azeites provenientes de países ou regiões com tradição — como Itália, Espanha e Portugal — e marcas reconhecidas internacionalmente costumam seguir rigorosos padrões de qualidade. A Filippo Berio, por exemplo, mantém um controle rigoroso para garantir autenticidade e segurança.

    Outro fator que passa muitas vezes despercebido é a embalagem. O azeite extra virgem é sensível à luz, por isso deve ser vendido em garrafas de vidro escuro ou latas. Embalagens transparentes expõem o óleo à luz, acelerando a oxidação e deterioração das características sensoriais. Em casa, o ideal é conservar o azeite em local fresco, seco, longe do fogão e da luz direta, com temperatura entre 15°C e 23°C.

    Muitos consumidores ainda se guiam pela cor do azeite na hora da compra, mas Casarin faz um alerta: “A cor não é um indicativo confiável de qualidade. Ela varia conforme o tipo e o grau de maturação da azeitona. Além disso, há relatos de uso ilegal de corantes para alterar a aparência do produto”.

    Por fim, o aroma do azeite é uma das melhores formas de avaliar seu frescor e pureza. Um azeite de boa qualidade tem cheiro de azeitona fresca, com nuances frutadas que lembram maçã verde, alcachofra e amêndoas. “O olfato é um parâmetro muito eficiente para identificar um azeite autêntico”, diz o country manager.

    Por que toda essa atenção é necessária? O azeite extra virgem é reconhecido por seus benefícios à saúde, incluindo a proteção cardiovascular, cerebral e metabólica. Produtos adulterados podem conter óleos inferiores ou até contaminantes, que comprometem esses efeitos positivos.

    “O nosso compromisso é garantir que o consumidor brasileiro tenha acesso a um azeite de oliva autêntico e seguro. Cada cuidado na escolha evita desperdício e protege a saúde”, conclui Eduardo Casarin.

  • Época de colheita: dicas para preservar a saúde dos motores

    Época de colheita: dicas para preservar a saúde dos motores

    O Brasil vive uma safra histórica em 2024/25. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos deve alcançar 330,3 milhões de toneladas, um crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. Esse aumento resulta da expansão da área plantada e das condições climáticas favoráveis, especialmente para soja, milho e arroz.

    Com o crescimento das colheitas, as máquinas agrícolas enfrentam jornadas longas e condições severas. Por isso, manter os equipamentos em dia e usar lubrificantes de alta qualidade são essenciais para garantir desempenho e durabilidade.

    João Pierobon, produtor rural e influenciador, reforça que a manutenção preventiva evita falhas e aumenta a produtividade. Ele também destaca que investir em lubrificantes e graxas de qualidade otimiza os processos de plantio, manutenção e colheita, elevando a rentabilidade do produtor.

    1. Use lubrificantes e graxas de alta performance

    Escolha lubrificantes formulados para suportar condições severas, como a linha Mobil Delvac™. Eles reduzem o desgaste interno dos motores, mantendo a eficiência durante longas operações. Além disso, aplique graxas específicas para proteger rolamentos, cruzetas, pinos e buchas contra atrito, poeira e umidade. O uso correto evita travamentos e quebras, prolongando a vida útil das peças móveis. Saiba mais sobre a linha de graxas Mobil™ aqui.

    1. Realize revisões preventivas com frequência

    Cheque regularmente filtros de ar, combustível e fluido de arrefecimento. Monitore ruídos e vibrações incomuns para identificar problemas antes que causem danos graves. A prevenção evita prejuízos no campo e reduz custos.

    1. Faça limpeza dos equipamentos após o uso

    No final do dia, remova resíduos de palha, terra e poeira acumulada nos equipamentos. A limpeza evita superaquecimento, entupimentos e corrosão, protegendo componentes essenciais.

    1. Treine os operadores das máquinas

    Capacite os operadores para que reconheçam sinais de desgaste e operem os equipamentos corretamente. Incentive a equipe a relatar qualquer anormalidade e a seguir as recomendações dos fabricantes para manutenção.

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  • Caruru-palmeri preocupa agricultores

    Caruru-palmeri preocupa agricultores

    O caruru-palmeri (Amaranthus palmeri) representa uma ameaça crescente à agricultura brasileira. A planta daninha resiste ao glifosato e suas sementes se espalham facilmente, tornando essencial o uso de estratégias químicas, culturais e preventivas para evitar perdas de produtividade e aumento dos custos no campo.

    Originário do sudoeste dos Estados Unidos e México, o caruru-palmeri chegou ao Brasil na safra 2014/2015, inicialmente no Mato Grosso. E recentemente foi identificado no Mato Grosso do Sul. O professor Anderson Cavenaghi, do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), alerta que essa planta cresce rapidamente, chegando a quatro centímetros por dia. Cada planta pode produzir entre 200 mil e 600 mil sementes, formando um banco persistente no solo com viabilidade média de quatro a cinco safras, podendo chegar a 18 anos, segundo dados dos EUA. Essa alta fecundidade e longa dormência dificultam o controle e aumentam o risco de novas infestações.

    O caruru-palmeri afeta diversas culturas no Brasil, como soja, milho e algodão. Estudos internacionais indicam que a competição por água, nutrientes e luz pode reduzir a produtividade em até 91% no milho, 79% na soja e 77% no algodão. Cavenaghi destaca que o avanço da planta no país foi contido graças à mobilização de agricultores, pesquisadores, associações e empresas de defensivos. Além do Instituto de Defesa Agropecuária do Mato Grosso (INDEA-MT) e Ministério da Agricultura (Mapa), que criaram a Instrução Normativa IN INDEA-MT 003/2020 para controle da espécie.

    Vigilância constante

    O professor reforça a necessidade de vigilância constante e orientação aos agricultores. “Devido ao grande número de sementes produzidas e ao pequeno tamanho delas, a disseminação para áreas não contaminadas ocorre facilmente. O manejo deve incluir herbicidas pré e pós-emergentes”, explica.

    Ele alerta que o caruru-palmeri já apresenta resistência ao glifosato e aos inibidores da ALS, como clorimuron e imazetapir. Isso dificulta o controle e comprome a competitividade das culturas. “Alternar os mecanismos de ação dos herbicidas é fundamental para reduzir a pressão de seleção e retardar a resistência. Mas não devemos depender apenas do controle químico isolado”, orienta.

    Cavenaghi destaca práticas culturais indispensáveis, como o uso de plantas de cobertura (exemplo: braquiária), eliminação manual das plantas antes da floração e frutificação, escolha de variedades adequadas, semeadura nos períodos recomendados, plantio em áreas limpas, manutenção da sanidade da lavoura e adubação equilibrada. “Essas ações reduzem o banco de sementes no solo e dificultam o surgimento de novos focos”, afirma.

    Entre as medidas preventivas, o professor ressalta a limpeza do maquinário entre áreas agrícolas, monitoramento frequente dos talhões e comunicação imediata dos focos aos órgãos responsáveis. Ele reforça que o manejo integrado é a abordagem mais eficaz para conter a expansão do caruru-palmeri.

    “A continuidade do monitoramento, o uso criterioso de defensivos e a integração de estratégias agronômicas garantem a sustentabilidade das lavouras brasileiras. O trabalho conjunto entre produtores, consultores e instituições de pesquisa é essencial para enfrentar essa ameaça. Além de manter a produtividade nas principais cadeias do agronegócio nacional”, conclui.

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  • As maiores dificuldades no acesso ao crédito pelo agronegócio

    As maiores dificuldades no acesso ao crédito pelo agronegócio

    O acesso ao crédito continua sendo um dos principais obstáculos para o agronegócio no Brasil, especialmente para pequenas e médias empresas (PMEs), que representam 99% das companhias do país e são responsáveis por mais da metade dos empregos formais. Apesar da importância do setor para a economia nacional, a burocracia, exigências rigorosas e limitações do mercado financeiro dificultam o financiamento dessas empresas, restringindo investimentos e o potencial de crescimento.

    • Exigência de garantias limita acesso ao crédito

    Uma das maiores barreiras para as PMEs do agronegócio é a necessidade de oferecer garantias robustas para conseguir empréstimos. Muitas dessas empresas não possuem bens ou ativos suficientes, como imóveis ou equipamentos de alto valor, para atender às exigências dos bancos, que veem as PMEs como riscos elevados. Essa situação dificulta o acesso a financiamentos essenciais para expansão, modernização e competitividade, especialmente para negócios em fase inicial ou consolidação.

    • Falta de histórico de crédito prejudica aprovação

    A ausência de histórico de crédito é outro desafio significativo. Sem registros prévios de financiamentos, as instituições financeiras têm dificuldade em avaliar a capacidade de pagamento das empresas, levando à recusa de empréstimos. Esse ciclo vicioso impede que as PMEs construam reputação financeira, obrigando muitos empreendedores a recorrerem a linhas de crédito pessoal, que são mais caras e inadequadas para sustentar o crescimento empresarial.

    • Desorganização financeira dificulta análise e aprovação

    A falta de organização financeira é um gargalo crítico. Empresas que não possuem balanços claros, registros contábeis atualizados e documentação formalizada enfrentam dificuldades para iniciar pedidos de crédito. A ausência dessas informações atrasa processos, aumenta a burocracia e frustra os empreendedores. A adoção de boas práticas financeiras, como planejamento de fluxo de caixa e controle fiscal rigoroso, é fundamental para facilitar o acesso ao crédito e garantir a sustentabilidade dos negócios.

    • Escolha inadequada da linha de crédito pode agravar problemas

    Selecionar a linha de crédito errada pode gerar desequilíbrios financeiros graves. Taxas de juros elevadas e prazos incompatíveis com o fluxo de caixa podem levar à inadimplência e até à falência. Empresas com histórico de dívidas enfrentam ainda mais restrições, pois são consideradas de alto risco pelos bancos. A falta de análise detalhada do perfil financeiro antes da contratação pode resultar em condições de pagamento prejudiciais para as PMEs.

    Alternativas digitais facilitam crédito com melhores condições

    Frente a esses desafios, fintechs e plataformas digitais têm se destacado como soluções inovadoras para destravar o crédito no agronegócio. A fintech M3 Lending, por exemplo, conecta diretamente pequenas e médias empresas a investidores, oferecendo taxas de juros até 22% menores que as praticadas por bancos tradicionais, além de processos digitais e menos burocráticos.

    Fundada em Belo Horizonte em 2021, a M3 Lending permite que investidores a partir de R$ 250 financiem negócios do agronegócio, promovendo um modelo inclusivo e eficiente. Atualmente, a plataforma conta com mais de 2 mil usuários entre tomadores e investidores. E impulsiona o crescimento de empresas que buscam crédito para compra de estoques, expansão e fortalecimento do capital de giro.

    Cenário desafiador

    O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário desafiador em 2025, marcado pela alta da taxa Selic, que chegou a 14,75% ao ano. E pela restrição nas linhas de crédito rural tradicionais. A combinação de juros elevados, exigências ambientais mais rigorosas e instabilidade econômica limita o acesso a financiamentos. Especialmente para pequenos e médios produtores, que dependem do crédito para custear insumos, máquinas e investimentos na safra.

    Especialistas apontam que a retração no crédito desestimula a produção e aumenta o risco de desaceleração econômica no setor, que é fundamental para o PIB nacional e a segurança alimentar. Nesse contexto, soluções tecnológicas e modelos alternativos de financiamento ganham relevância para superar as barreiras e garantir a continuidade do crescimento do agronegócio brasileiro.

    Este panorama reforça a importância de políticas públicas estáveis, inovação financeira e gestão eficiente para ampliar o acesso ao crédito no agronegócio. Promovendo o desenvolvimento sustentável e a competitividade do setor no Brasil.

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  • Saiba como evitar azeite falso

    Saiba como evitar azeite falso

    O mercado brasileiro de azeite de oliva enfrenta desafios sérios com a proliferação de fraudes que envolvem a adulteração do produto, um problema agravado por fatores econômicos e pela fiscalização ainda insuficiente. A recente quebra na safra das oliveiras na Europa — principal produtora mundial — impulsionou uma elevação nos preços e reduziu a oferta do produto no mercado, criando condições propícias para práticas fraudulentas.

    Empresas oportunistas têm aproveitado esse cenário para adulterar o azeite de oliva, misturando-o com óleos vegetais mais baratos, como os de soja e girassol, sem informar aos consumidores. Essa prática visa reduzir custos e aumentar os lucros, uma vez que o azeite puro tem um valor de mercado elevado. Especialistas apontam que o status do azeite como produto premium e sua alta rentabilidade tornam-no um alvo recorrente de fraudes. Isso se intensifica em um mercado saturado, com forte concorrência de produtos de baixo custo importados.

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    A fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) tem intensificado as ações de controle, com interdições e multas para empresas infratoras. Neste ano, diversas marcas foram proibidas de serem comercializadas após análises detectarem irregularidades. Entre as marcas desclassificadas estão: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira e outras, que apresentaram misturas não identificadas de óleos vegetais, representando riscos à saúde do consumidor. Algumas empresas responsáveis também estavam irregulares junto à Receita Federal, o que reforça as suspeitas de irregularidades na cadeia de distribuição.

    Fiscalização e controle para evitar compra de azeite falso

    O controle ainda esbarra na falta de uma cadeia de rastreabilidade eficaz e em métodos de análise que demandam tecnologias avançadas. Para identificar um azeite adulterado, é importante ficar atento a alguns sinais:

    • Preços muito baixos: desconfie se o valor for significativamente menor que o de outros azeites.
    • Checar o registro: verifique se a empresa está registrada no Ministério da Agricultura.
    • Evitar produtos a granel: azeites vendidos dessa forma tendem a ser mais vulneráveis a adulterações.
    • Analisar a validade e os ingredientes: produtos de má qualidade podem apresentar dados inconsistentes.
    • Escolher azeites com envase recente: quanto mais recente o envase, menor a chance de alterações ou deteriorações no produto.

    Essas práticas, combinadas com a intensificação da fiscalização e campanhas educativas, são essenciais para proteger o consumidor de comprar um azeite falso.