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  • Justiça leiloa complexo industrial de grãos em Mato Grosso

    Justiça leiloa complexo industrial de grãos em Mato Grosso

    A Justiça de São Paulo determinou o leilão de um complexo industrial de processamento e armazenamento de grãos localizado em Diamantino (MT). A propriedade, com 58 mil m² de área total, tem lance inicial de R$ 23 milhões. O pregão acontece pela plataforma Positivo Leilões a partir de segunda-feira (16).

    Foto: Divulgação

    A venda do ativo busca quitar uma dívida de aproximadamente R$ 6,4 milhões da empresa TB Indústria e Comércio de Cereais. A 3ª Vara Cível do Foro Regional II de Santo Amaro, em São Paulo, autorizou o leilão.

    O certame ocorre em duas etapas. A primeira fase vai de 16 a 19 de março, com lance mínimo equivalente a 100% do valor de avaliação. A segunda rodada acontece de 19 de março a 8 de abril, com desconto de 50% e preço inicial de R$ 11,5 milhões.

    “É um ativo de grande porte e estrategicamente posicionado em um dos maiores polos agrícolas do país”, afirma o leiloeiro Erick Teles, responsável pelo certame. “Um complexo dessa dimensão, em Diamantino, representa uma oportunidade rara para investidores e empresas que buscam expandir sua capacidade de processamento e armazenagem de grãos”, ressalta.

    Estrutura

    A estrutura conta com três barracões de aproximadamente 3.300 m² cada. O complexo inclui balança rodoviária, escritório, almoxarifado, depósito e sistema fotovoltaico com capacidade de produção mensal de 12,5 mil kw/h.

    O imóvel possui ainda conjunto de descarregamento, edificação tipo moega, sistema de recepção e equipamentos para movimentação e elevação de grãos. Completam a estrutura sistema de limpeza e secagem, quatro silos “pulmão” e área para carregamento de grãos de 3.200 m². A área construída total ultrapassa 9 mil m².

    A propriedade fica a apenas 6,5 km do centro de Diamantino, próximo à Rodovia Senador Roberto Campos, que conecta à BR-364. A região se destaca como polo estratégico do agronegócio brasileiro, com forte presença de concessionárias de maquinário agrícola e multinacionais do setor.

    Diamantino ocupou o 6º lugar no ranking nacional de maior valor de produção agrícola em 2023, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.

    O pregão ocorre totalmente pelo site da plataforma, permitindo a participação de pessoas físicas e empresas de qualquer região do mundo. Os interessados encontram na plataforma informações completas, incluindo editais, fotos, documentos e orientações sobre o processo de habilitação e envio de lances.

  • Sítio São José: 30 anos de agricultura familiar sustentável em Diamantino

    Sítio São José: 30 anos de agricultura familiar sustentável em Diamantino

    A 30 quilômetros de Diamantino, no assentamento Caité, uma história de dedicação e amor à terra se renova a cada safra. O Sítio São José celebra três décadas de atividades mantendo viva a tradição da agricultura familiar em Mato Grosso, agora com um diferencial: a combinação entre o conhecimento ancestral e as novas tecnologias de produção sustentável.

    José Lemes, agricultor de quase 70 anos, lidera a propriedade de 33 hectares ao lado da esposa Creuza da Silva, do filho caçula José Lemos da Silva Filho e da nora Francielly Rodrigues. Dos 33 hectares totais, nove são destinados à produção diversificada de hortaliças, frutíferas, mel e piscicultura.

    A rotina no Sítio São José começa cedo e reflete o compromisso da família com a qualidade dos alimentos produzidos. José Lemes, que começou a trabalhar na roça aos sete anos seguindo o ensinamento passado de pai para filho, hoje prepara a transição do comando para a nova geração.

    Fornecimento para escolas garante renda estável

    Uma decisão estratégica mudou os rumos da propriedade nos últimos anos. José Lemes deixou de comercializar produtos em mercados convencionais para participar de programas governamentais de fornecimento de alimentos às escolas públicas.

    A mudança trouxe estabilidade financeira e melhor qualidade de vida para a família. O agricultor avalia positivamente a parceria com o poder público e destaca o reconhecimento que a agricultura familiar recebe atualmente em Mato Grosso.

    O produtor ressalta que o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), representa um incentivo fundamental para quem trabalha no campo.

    Nova geração traz inovação e empreendedorismo rural

    José Lemos da Silva Filho enxerga como privilégio trabalhar ao lado do pai e contribuir para a expansão dos negócios da família. Após experiências em outras fazendas, o jovem agricultor encontrou no Sítio São José o espaço ideal para implementar suas ideias.

    Família Lemes. Foto: Samuel Janke/Seaf

    Os planos incluem fortalecer a piscicultura e a policultura, expandir a fruticultura e desenvolver o turismo rural na propriedade. A intenção é atrair visitantes interessados em conhecer o sistema de produção consorciada e as práticas de convivência harmônica com a natureza adotadas pela família.

    Liderança feminina fortalece associação de agricultores

    Francielly Rodrigues, de 24 anos, representa o protagonismo feminino na agricultura familiar de Mato Grosso. Além de atuar diretamente na produção do sítio, ela é presidente da Associação de Agricultura Familiar Sustentável de Policultura Ceiba, que reúne 32 famílias produtoras.

    A jovem assumiu a liderança da associação após conhecer a comunidade do assentamento e reconhece o peso da responsabilidade. Mesmo ciente dos desafios enfrentados pelas mulheres no campo, Francielly demonstra confiança no potencial feminino para transformar a realidade rural.

    Segundo a presidente da associação, as políticas públicas implementadas pela Seaf em Diamantino fortalecem não apenas a agricultura familiar tradicional, mas também ampliam oportunidades para indígenas e quilombolas em todo o estado de Mato Grosso.

    Agricultura familiar sustentável como modelo de desenvolvimento

    O Sítio São José exemplifica como tradição e inovação podem caminhar juntas no campo. A experiência acumulada por José Lemes ao longo de décadas se complementa com o entusiasmo empreendedor do filho e a capacidade de liderança da nora.

    Esse ciclo de produção sustentável reforça a identidade do assentamento Caité e comprova que, quando famílias trabalham com amor e propósito, a agricultura produz resultados econômicos, sociais e ambientais positivos para toda a comunidade rural.

    A história da família Lemes demonstra que a agricultura familiar em Mato Grosso tem potencial para crescer de forma sustentável, gerando renda, preservando tradições e inspirando novas gerações a permanecerem no campo com qualidade de vida.

  • Descubra quais são os municípios mais ricos do agro brasileiro

    Descubra quais são os municípios mais ricos do agro brasileiro

    A produção agrícola brasileira continua impulsionando a economia, com destaque para os municípios de Sorriso (MT) e São Desidério (BA), que lideram o ranking dos 100 municípios mais ricos do agronegócio em 2023. A lista foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola, com base na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.

    Em 2023, o valor total da produção agrícola no Brasil alcançou R$ 814,5 bilhões, dos quais R$ 260 bilhões, ou 31,9%, vieram dos 100 municípios mais produtivos. Essa elite agrícola está distribuída por 14 estados, entre eles Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, com uma concentração expressiva na região Centro-Oeste.

    O estado de Mato Grosso se destaca, abrigando 36 dos municípios mais produtivos do país, com Sorriso no topo da lista, alcançando R$ 8,3 bilhões em valor de produção. Em segundo lugar está São Desidério, na Bahia, com uma produção de R$ 7,8 bilhões.

    Municípios mais ricos do agronegócio em 2023- Divulgação: MAPA

    Esses 100 municípios ocupam uma área colhida de 33,1 milhões de hectares, o equivalente a 34,5% da área total cultivada no Brasil, que é de 95,8 milhões de hectares. A pesquisa considerou 70 diferentes produtos das lavouras temporárias e permanentes, espalhados por 5.563 municípios brasileiros.

    Entre os produtos de maior destaque, a soja se consolidou como o principal, representando R$ 348,6 bilhões (42,8% do valor total da produção agrícola). O milho também registrou um desempenho expressivo, gerando R$ 101,8 bilhões, seguido pela cana-de-açúcar, com R$ 101,9 bilhões. Outros produtos, como algodão, café e laranja, reforçam a diversidade do agronegócio brasileiro.

    Em algumas culturas específicas, certos municípios têm participação expressiva na produção nacional. Sapezal (MT) e São Desidério (BA) respondem por mais de 30% da produção de algodão do país, enquanto Santa Vitória do Palmar (RS) se destaca na produção de arroz, com 5,6% do total nacional.

    Confira o top 10 municípios mais ricos do agronegócio em 2023:

    • Sorriso (MT)
    • São Desidério (BA)
    • Sapezal (MT)
    • Campo Novo do Parecis (MT)
    • Rio Verde (GO)
    • Diamantino (MT)
    • Formosa do Rio Preto (BA)
    • Nova Ubiratã (MT)
    • Nova Mutum (MT)
    • Jataí (GO)

    Com esse desempenho, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais motores da economia, consolidando a liderança de municípios que impulsionam o crescimento do setor.