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  • Dia Mundial do Chocolate: conheça o doce que conquistou o mundo

    Dia Mundial do Chocolate: conheça o doce que conquistou o mundo

    O Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho, homenageia um dos alimentos mais consumidos do planeta. A data faz referência à chegada do chocolate à Europa, em 1550. Desde então, o produto conquistou espaço em diferentes culturas e, ao longo dos séculos, tornou-se um dos doces mais apreciados do mundo.

    No entanto, muito antes disso, o cacau já fazia parte da rotina das civilizações maias e astecas. Esses povos consumiam a bebida conhecida como xocoatl, utilizada em rituais sagrados e considerada um símbolo de grande valor cultural. Posteriormente, com a colonização europeia, a semente atravessou o oceano e ganhou novos usos. Mais tarde, durante a Revolução Industrial, surgiram processos que popularizaram o tradicional chocolate em barra.

    Brasil se tornou referência na produção de cacau

    No Brasil, o cacau encontrou condições ideais para o cultivo, principalmente na Bahia, que se consolidou como uma das principais regiões produtoras ao longo do século XX. Apesar da crise provocada pela vassoura-de-bruxa, o setor se reinventou ao investir em chocolates premium e na valorização do cacau de origem.

    Como resultado, o chocolate brasileiro conquistou reconhecimento no mercado internacional. Um dos nomes ligados a esse movimento é o empresário Marco Lessa, criador do Chocolat Festival e da Origem Week, iniciativas voltadas à promoção do cacau nacional em diversos países.

    Cacau representa uma atividade sustentável, rentável e com grande potencial de crescimento — Foto: Reprodução/MAPA

    Esse avanço também foi reconhecido internacionalmente. A Organização Internacional do Cacau (ICCO) passou a classificar o Brasil como exportador de 100% de cacau fino e de aroma. Além disso, entre 2021 e 2025, as exportações brasileiras de chocolate, cacau e derivados superaram US$ 1 bilhão.

    Reconhecimento internacional fortalece o futuro do setor

    Outro passo importante foi a sanção da Lei 15.404/2026, que estabelece percentuais mínimos de cacau nos chocolates comercializados no país. Dessa forma, a legislação amplia a transparência para o consumidor e valoriza ainda mais a matéria-prima brasileira.

    Além disso, em dezembro de 2026, Salvador receberá a primeira edição completa do Salon du Chocolat no Brasil, considerado o maior evento mundial do setor. A expectativa é fortalecer a imagem do país como produtor de cacau de excelência e ampliar sua presença no mercado internacional.

    Assim, o Dia Mundial do Chocolate vai muito além de celebrar um doce. A data também evidencia a importância do cacau para a economia, a cultura e a sustentabilidade, reforçando o protagonismo do Brasil em uma cadeia produtiva que une tradição, inovação e desenvolvimento sustentável.

  • Crise do cacau eleva preços, mas bombons permanecem favoritos dos brasileiros

    Crise do cacau eleva preços, mas bombons permanecem favoritos dos brasileiros

    No Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho, um levantamento da Neogrid revela os efeitos da crise global do cacau nas prateleiras e no bolso dos brasileiros. Apesar do aumento dos preços dos derivados, especialmente do chocolate, os bombons seguem como preferência nacional, presentes em 67,3% das compras em maio.

    Entre junho de 2024 e janeiro de 2025, os preços médios das barras de chocolate e dos bombons dispararam, atingindo picos de R$ 113,84 e R$ 113,93, respectivamente, no início de 2025. A partir de fevereiro, o valor dos bombons começou a recuar, chegando a R$ 107,94 em maio, enquanto as barras voltaram a subir em abril, atingindo R$ 108,73.

    O principal motivo para a escalada dos preços foi a quebra de safra do cacau em países da África Ocidental, responsáveis por 65% da produção mundial. O quilo do cacau triplicou, alcançando em abril o maior valor em 50 anos. Segundo a Organização Internacional do Cacau, 81% das plantações em Gana — segundo maior produtor global — estão infectadas pelo vírus da doença do broto inchado do cacau (CSSV).

    Creme de chocolate: única categoria com alta contínua

    O creme de chocolate foi destaque, registrando aumento contínuo de 14,7% no período e encerrando maio a R$ 99,41, o maior valor do intervalo. Após queda de R$ 86,64 em junho de 2024 para R$ 83,00 em dezembro, o preço voltou a subir mês a mês até maio de 2025.

    Apesar das oscilações, bombons e chocolates recheados cresceram em participação, atingindo 67,3% das compras em maio — alta de 2,1 pontos percentuais em relação a janeiro. Em contrapartida, as barras de chocolate perderam 5,1 pontos percentuais no mesmo período.

    Segundo Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, o consumidor brasileiro tem valorizado produtos mais sofisticados, como bombons. E buscando qualidade, inovação e exclusividade, mesmo diante dos preços elevados. “Como o consumidor já sabe que precisará pagar mais por esses itens, há uma clara tendência de valorização de chocolates mais sofisticados, como os bombons. Eles proporcionam uma experiência diferenciada com foco na qualidade, inovação e exclusividade.”

    Mudança de hábitos: cacau em pó ganha espaço

    A categoria de chocolate em pó perdeu relevância, caindo de 84,7% para 79% entre janeiro e maio de 2025. Portanto, isso indica uma possível substituição por opções menos processadas. O cacau em pó, por sua vez, avançou de 15,7% para 21,5%, mesmo com aumento de 6,2% no preço. E assim, fechando maio a R$ 94,34 o quilo.

    O chocolate em pó segue associado ao preparo de receitas caseiras, enquanto chocolates prontos têm relação mais pulverizada com snacks, refrigerantes e pão.

    A alta histórica do cacau segue influenciando o comportamento de compra. Mesmo com sinais de alívio nos contratos futuros, o consumidor já demonstra novas preferências e adaptações diante do cenário de preços elevados.

    “Mesmo com um alívio recente nos contratos futuros, o consumidor já demonstrou mudanças no padrão de compra e novas preferências de produto”, complementa Fercher.

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  • Dia mundial do chocolate: preço alto é reflexo do campo

    Dia mundial do chocolate: preço alto é reflexo do campo

    O Dia Mundial do Chocolate é comemorado neste domingo (7), mas o preço não estás nada doce. Eles continuam subindo no mundo todo. Este ano, o cacau atingiu o recorde de US$ 10 mil por tonelada na Bolsa de Nova York. No Brasil, o chocolate ficou 36% mais caro desde 2020.

    Produção do cacau

    A alta dos preços é resultado de três anos seguidos de produção global de cacau abaixo da demanda. Isso reduziu os estoques e elevou os preços. Clima adverso e doenças atingiram plantações na África Ocidental, especialmente na Costa do Marfim e em Gana, principais produtores mundiais de cacau. Este ano, a produção global teve um déficit de 439 mil toneladas, segundo a Organização Internacional do Cacau.

    No entanto, as perspectivas são mais favoráveis para a próxima safra. A produção de cacau deve superar a demanda em 303 mil toneladas na temporada que começa em outubro. Esse seria o primeiro superávit depois de três anos de déficit. O clima mais úmido na África Ocidental já ajudou a reduzir os preços do cacau, com uma queda de mais de 30% nos contratos futuros em Nova York desde abril. Mesmo assim, os preços ainda estão 85% mais altos em 2024.

    Cacau e chocolate no Brasil

    Para os brasileiros, isso significa que os preços do cacau e do chocolate devem cair nos próximos meses. A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) afirma que o Brasil já produz o suficiente para o consumo interno, com 290 mil toneladas colhidas em 2023, segundo o IBGE. O Pará é o maior produtor, seguido pela Bahia, com produção também em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Tocantins e São Paulo.

    Os derivados do cacau incluem licor e manteiga para fazer chocolate e pó de cacau para outros produtos, como achocolatados. No ano passado, o Brasil exportou 47 mil toneladas de derivados e 700 toneladas de amêndoas. Contudo, a produtividade do cacau ainda é um desafio devido à praga da vassoura-de-bruxa.

    Portanto, com um cenário internacional mais favorável, espera-se que os preços do chocolate se tornem mais acessíveis para os brasileiros nos próximos meses.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/producao-de-cacau-sustentavel-no-brasil/