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  • O trajeto das flores até virar presente no Dia das Mães

    O trajeto das flores até virar presente no Dia das Mães

    Entre estufas, leilões milionários e viagens pela madrugada, Holambra vive a semana mais intensa do ano enquanto rosas, lírios e orquídeas percorrem um caminho invisível até chegar às mãos das mães brasileiras.

    Quando o relógio ainda marca 4h da manhã, a rotina já ferve em Holambra. Caminhões entram e saem em silêncio, funcionários aceleram a separação de pedidos e produtores observam flores que ainda carregam gotas da madrugada.

    É nessa pequena cidade do interior paulista — responsável por cerca de 40% da produção nacional de flores e plantas ornamentais — que começa boa parte da jornada dos buquês vendidos no Dia das Mães.

    O que muita gente vê apenas como um presente delicado envolve uma operação quase cirúrgica.

    O caminho invisível das flores

    Tudo começa semanas antes da data comemorativa. Em estufas espalhadas por Holambra, produtores controlam temperatura, luminosidade e irrigação para que rosas, gérberas, crisântemos e orquídeas floresçam exatamente na semana do Dia das Mães.

    Uma flor que abre cedo demais perde valor. Uma que atrasa pode perder o pico das vendas.

    Por isso, a produção funciona quase como uma linha de precisão agrícola.

    Depois da colheita, as flores passam por hidratação, seleção manual e armazenamento em câmaras frias. Só então seguem para o maior centro de comercialização do país, o Veiling Holambra, estrutura que movimenta diariamente milhares de lotes de flores para floriculturas, supermercados e distribuidores brasileiros.

    A velocidade da operação impressiona. No próprio site institucional, o Veiling resume a dimensão da engrenagem: “Nossa operação funciona 24 horas por dia e 7 dias por semana”.

    Ali, tempo vale dinheiro — e também qualidade.

    Os pedidos crescem de forma explosiva às vésperas do Dia das Mães. Em poucos minutos, grandes compradores disputam lotes inteiros para abastecer cidades de Norte a Sul.

    Enquanto consumidores escolhem buquês em aplicativos ou vitrines de shopping, existe uma corrida silenciosa acontecendo nos bastidores.

    Holambra entra em “modo turbo”

    Em datas comemorativas, Holambra praticamente muda de ritmo.

    Funcionários ampliam turnos, cooperativas reforçam logística e produtores passam dias monitorando perdas causadas por calor excessivo, fungos ou atrasos no transporte.

    Foto: Veiling Holambra

    Neste ano, o próprio Veiling anunciou “áreas com funcionamento em escala 24/7” para atender a demanda concentrada do Dia das Mães.

    A pressão aumentou nos últimos anos.

    Além da alta procura por flores tradicionais, o mercado passou a acompanhar tendências mais “instagramáveis”, como arranjos monocromáticos, embalagens minimalistas, flores secas e composições premium para delivery.

    O comportamento do consumidor também mudou.

    Com redes sociais impulsionando presentes mais sofisticados, floriculturas passaram a investir em experiências visuais. Não basta apenas vender flores. Agora é preciso entregar impacto emocional — e fotogênico.

    Relatórios e apresentações recentes do mercado floral já apontam uma busca crescente por “variedades, cores, formatos e conceitos que dialogam com o comportamento do consumidor”, movimento que vem redesenhando vitrines e campanhas do setor.

    O avanço do delivery acelerou ainda mais essa transformação.

    Hoje, muitos pedidos feitos em aplicativos saem de Holambra e percorrem centenas de quilômetros refrigerados até chegar ao consumidor final em poucas horas.

    Uma viagem contra o tempo

    Depois do leilão e da distribuição, começa outra etapa crítica: a sobrevivência das flores.

    Rosas e lírios, por exemplo, são extremamente sensíveis à variação de temperatura. Qualquer falha logística pode comprometer aparência, perfume e durabilidade.

    Por isso, caminhões refrigerados viajam durante a madrugada para evitar calor intenso nas estradas.

    Em centros de distribuição, equipes fazem nova triagem antes da montagem dos arranjos. Só então os buquês ganham laços, caixas e cartões que aparecem nas vitrines e redes sociais.

    O consumidor vê beleza.

    Mas, por trás dela, existe uma cadeia que mistura agricultura de precisão, logística refrigerada e pressão comercial digna de grandes datas do varejo.

    Flores viram símbolo em tempos acelerados

    Mesmo em meio ao avanço da tecnologia e das compras digitais, as flores seguem entre os presentes mais procurados no Dia das Mães.

    O motivo vai além da estética.

    Especialistas do setor afirmam que datas emocionais fortaleceram o consumo de itens ligados a afeto, memória e experiência sensorial.

    Em um mundo cada vez mais acelerado, flores carregam justamente aquilo que algoritmos ainda não conseguem substituir: gesto, presença e emoção.

    Talvez por isso uma frase institucional do próprio Veiling Holambra faça tanto sentido nesta época do ano: “Do produtor ao cliente, um Brasil inteiro de conexões”.

    E é exatamente assim que milhões de flores deixam as estufas de Holambra para atravessar estradas, madrugadas e centros logísticos antes de pousar nas mãos de alguém no domingo de Dia das Mães.

  • Dia das Mães: bebê canguru dá primeira espiada fora da bolsa

    Dia das Mães: bebê canguru dá primeira espiada fora da bolsa

    O Zoológico de São Paulo ganhou uma nova atração: o filhote de canguru-vermelho (Osphranter rufus) da fêmea Theca já foi flagrado colocando a cabeça para fora da bolsa marsupial da mãe. O momento, raro e encantador, surpreende visitantes e antecipa uma das fases mais curiosas do desenvolvimento dessa espécie australiana.

    Foto: Divulgação Zoo SP

    Ao contrário da maioria dos mamíferos, os filhotes de canguru nascem em estágio inicial de formação, com apenas 28 a 40 dias de gestação. E continuam se desenvolvendo dentro do marsúpio, a bolsa localizada no abdômen da fêmea. Lá dentro, ficam agarrados a um mamilo por meses, alimentando-se exclusivamente do leite materno.

    O bebê de Theca já concluiu a fase intrauterina e está próximo de deixar a bolsa pela primeira vez. O que deve acontecer nas próximas semanas, segundo a equipe do zoo.

    Por que o canguru-vermelho é único

    Maior espécie de canguru do mundo, o canguru-vermelho habita regiões áridas e savanas da Austrália. Os machos podem atingir 1,5 metro de altura e pesar até 92 quilos; as fêmeas são menores e chegam a cerca de 39 quilos. Conhecidos pelos saltos de longa distância, com até oito metros em um único impulso, esses animais usam a cauda musculosa tanto para o equilíbrio durante o movimento quanto para apoio no repouso.

    Os exemplares chegaram ao Zoo São Paulo em março deste ano para integrar ações de educação ambiental e apresentar ao público a fauna da Oceania, o menor continente do planeta.

    Programação especial de Dia das Mães

    O zoo preparou um fim de semana recheado de atividades. Nos dias 9 e 10 de maio, o público poderá acompanhar momentos de enriquecimento ambiental com a girafa Mel e seu filhote Melman, com apresentações nos horários das 11h e das 15h, mediadas por educadores ambientais.

    As ações envolvem cenários montados com elementos naturais e alimentos da dieta das girafas, estimulando sentidos, cognição e comportamentos naturais dos animais. Ao longo da semana, outras famílias do zoo também participaram de atividades semelhantes, entre elas os chimpanzés Tina e o bebê Pepito, a leoa Erindi com suas quatro filhas e os sauins-de-coleira, que recentemente ganharam dois filhotes.

    Mães entram de graça e há combos com desconto

    No mês de maio, a campanha Mãe não Paga oferece ingresso gratuito para mães em compras antecipadas. Confira os valores:

    • Zoológico de São Paulo: R$ 99,90 (antecipado) ou R$ 119,90 (no dia); cortesia para a mãe na compra antecipada
    • Jardim Botânico: R$ 39,90 com cortesia para a mãe na compra antecipada
    • Simba Safari: R$ 99,90 (antecipado) ou R$ 119,90 (no dia); cortesia para a mãe na compra antecipada
    • Combo com 5 atrações (Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo): de R$ 379,50 por R$ 169,90 na compra antecipada (R$ 189,90 no dia), com cortesia para a mãe

    Funcionamento dos parques

    • Zoo São Paulo: segunda a sexta, das 9h às 16h (visitação até 17h); sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 17h (visitação até 18h)
    • Jardim Botânico: segunda a sexta, das 9h às 16h (visitação até 17h); sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h (visitação até 18h)
    • Simba Safari: segunda a sexta, das 9h às 17h (visitação até 18h); sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 17h (visitação até 18h)

    Ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo site do Zoo SP e do Simba Safari.

    Endereços

    Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 4.241 – Água Funda, São Paulo

    Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 3.031 – Água Funda, São Paulo

  • Produtoras rurais revelam como equilibram maternidade e negócios no campo

    Produtoras rurais revelam como equilibram maternidade e negócios no campo

    Muito antes de o agronegócio se tornar sinônimo de potência econômica em Mato Grosso, mulheres já sustentavam o setor nos bastidores das fazendas, escritórios e propriedades rurais do estado. Entre planilhas, manejo de gado, lavoura e criação dos filhos, elas participaram diretamente da transformação da pecuária mato-grossense em uma das maiores do mundo. No Dia das Mães, suas histórias ganham o protagonismo que sempre mereceram.

    A produtora rural Leane Altmann chegou a Mato Grosso no final da década de 1980, acompanhando o marido em busca de oportunidades no interior do estado. Recém-formada e recém-casada, ela deixou o Sul do país por uma região que ainda engatinhava no desenvolvimento econômico. O que parecia uma aposta arriscada se tornaria uma trajetória de décadas à frente do agronegócio mato-grossense.

    O casal começou pela agricultura e, após adquirir uma propriedade com vocação para a criação de gado, passou a investir também na pecuária. Hoje, a família mantém áreas agrícolas em Nova Mutum e uma propriedade dedicada exclusivamente à pecuária em Santa Rita do Trivelato.

    Maternidade e gestão: uma equação diária

    Conciliar a criação dos filhos com a administração rural nunca foi tarefa simples. Leane encontrou um caminho próprio: quando os filhos eram pequenos, ela assumiu a gestão burocrática dos negócios e chegou a presidir o Sindicato Rural de Nova Mutum, enquanto o marido cuidava das operações dentro da fazenda.

    “Na época em que as crianças eram pequenas, eu fiquei mais na parte burocrática e também fui presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum. Meu marido cuidava mais da fazenda da porteira para dentro”, conta a produtora.

    Com o crescimento dos filhos, Leane passou a assumir também a gestão das propriedades agrícolas, dividindo com o marido a administração dos negócios da família.

    Sucessão que veio como surpresa e como orgulho

    Apesar da forte ligação com o setor, Leane nunca pressionou os filhos a seguirem seus passos. Ainda assim, dois deles já atuam diretamente nas atividades da família, e o caçula avalia permanecer no campo.

    “Eu não imaginava que teria os três meninos na sucessão. Hoje vejo meus filhos com orgulho da atividade e isso me deixa muito satisfeita como mãe”, afirma.

    Para ela, um dos fatores que contribuiu para manter as novas gerações no campo foi justamente a valorização da atividade agropecuária nas últimas décadas. “Hoje a agropecuária tem muita tecnologia. O produtor se valorizou e a família também passou a valorizar essa atividade. Isso ajuda a manter as novas gerações no campo.”

    Leane também reconhece os desafios econômicos do setor, como oscilações de mercado, custos elevados e necessidade constante de adaptação. Mas reafirma sua escolha. “Eu trabalho com agropecuária por opção. É uma atividade econômica que precisa dar resultado, mas também me traz satisfação pessoal.”

    A força feminina que move a pecuária mato-grossense

    O perfil de Leane não é exceção. Segundo Paula Sodré Queiroz, diretora executiva do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a presença feminina tem crescido de forma expressiva na pecuária do estado, tanto na gestão das propriedades quanto na adoção de práticas sustentáveis e modernas.

    “A mulher pecuarista de Mato Grosso hoje não é apenas coadjuvante: ela planeja, ela decide, ela sustenta famílias e negócios, sendo uma das grandes forças do nosso agro”, afirma Paula.

    Para a diretora, histórias como a de Leane representam uma geração de mulheres que ajudou a consolidar Mato Grosso como referência nacional na produção de alimentos. “Neste Dia das Mães, é importante reconhecer essas mulheres que não apenas ajudaram a construir famílias, mas também participaram da construção da pecuária do estado.”

  • Filhote de búfalo rejeitada ao nascer ganha mãe adotiva

    Filhote de búfalo rejeitada ao nascer ganha mãe adotiva

    Às vésperas do Dia das Mães, um caso registrado no Simba Safari, em São Paulo, chama a atenção para o comportamento de adoção entre animais. Outra fêmea do rebanho acolheu uma filhote de búfalo rejeitada logo após o nascimento, evidenciando os fortes laços sociais da espécie.

    A filhote, batizada de Catarina, nasceu em 7 de abril, durante um período de alta natalidade no parque, que contabilizou oito nascimentos de búfalos em apenas um mês. Pouco depois do parto, no entanto, a mãe biológica não demonstrou comportamento de cuidado, situação que pode ocorrer, especialmente em fêmeas de primeira gestação.

    Diante da rejeição, a equipe técnica do Simba Safari encaminhou o animal ao hospital veterinário do Zoológico de São Paulo. No local, Catarina recebeu alimentação adequada, acompanhamento clínico e cuidados intensivos, fundamentais para sua sobrevivência nos primeiros dias de vida.

    A reintrodução ao grupo foi planejada com base em uma característica típica dos búfalos: o cuidado coletivo. A espécie é conhecida por estabelecer vínculos sociais fortes, permitindo que diferentes fêmeas compartilhem a amamentação e a proteção dos filhotes.

    Com o nascimento recente de outro bezerro no parque, os profissionais promoveram a aproximação entre Catarina e uma nova mãe. A aceitação foi imediata. Assim que a equipe colocou as duas juntas, a filhote passou a mamar e integrou-se ao cuidado da búfala adotiva.

    Atualmente, Catarina vive no habitat dos búfalos ao lado da nova mãe e dos demais integrantes do grupo. A expectativa é que ela receba amamentação entre seis e nove meses e também inicie, nesse período, a transição para alimentos sólidos.

    Cuidados com animais sob manejo humano

    O caso também reforça a importância do trabalho realizado por equipes técnicas em instituições de conservação ex-situ, onde animais vivem sob cuidados humanos. Em situações de rejeição, abandono ou incapacidade materna, veterinários, biólogos e tratadores desempenham papel essencial na garantia da sobrevivência dos filhotes.

    No Simba Safari e no Zoológico de São Paulo, recém-nascidos recebem monitoramento constante desde os primeiros dias. Em alguns casos, os profissionais assumem funções como alimentação, aquecimento e socialização até que os animais possam retornar ao convívio com outros indivíduos da espécie.

    Um exemplo envolve o filhote de carneiro-da-barbária, que cresceu sob cuidados humanos e desenvolveu vínculo com a tratadora responsável pela alimentação. O comportamento de seguir a profissional pelo recinto demonstra a formação de laços de confiança.

    Outro caso envolve filhotes de cisne-negro, cujos ovos podem ser abandonados pelos pais. Nessas situações, as equipes realizam a incubação artificial e mantêm os recém-nascidos em ambientes com temperatura controlada. Posteriormente, a equipe transfere os filhotes para espaços adaptados, onde eles aprendem a nadar antes da integração ao lago com os adultos.

  • Cachaça com diamante de R$ 16 mil vira aposta de luxo para o Dia das Mães

    Cachaça com diamante de R$ 16 mil vira aposta de luxo para o Dia das Mães

    A Weber Haus aposta no mercado de luxo para o Dia das Mães com uma proposta que foge do convencional. A destilaria gaúcha lança a Cachaça Diamant 21, um rótulo superpremium que combina envelhecimento de mais de duas décadas com um diamante verdadeiro incrustado na garrafa.

    Avaliada em cerca de R$ 16 mil, a edição limitada posiciona o produto além do segmento de destilados artesanais, aproximando-se do universo de itens colecionáveis e presentes exclusivos. Cada unidade recebe manualmente a pedra preciosa, reforçando o caráter de raridade da peça.

    Produzida por Hugo Weber e Evandro Weber, a cachaça passa por um longo processo de maturação. Inicialmente envelhecida em barris de carvalho francês, a bebida finaliza o ciclo em madeira de bálsamo, combinação que resulta em maior complexidade aromática e profundidade sensorial.

    Durante a degustação, o destilado apresenta diferentes camadas de aroma e sabor conforme a temperatura. Entre as notas identificadas estão flores, frutas maduras, damasco, laranja, menta, baunilha, amêndoas e chocolate.

    Estojo exclusivo

    A experiência é ampliada com um estojo exclusivo em madeira nobre, acompanhado de vela e termômetro, permitindo ao consumidor explorar as variações sensoriais do produto. Com graduação alcoólica de 40%, a Diamant 21 se consolida como um dos rótulos mais emblemáticos da Weber Haus, destilaria localizada em Ivoti (RS) e reconhecida internacionalmente por premiações no setor.

    A estratégia acompanha uma tendência crescente no mercado de luxo, que valoriza presentes com apelo emocional, exclusividade e potencial de se tornarem itens duradouros. Mais do que uma bebida, o rótulo é apresentado como uma experiência sensorial e afetiva.

    Opções mais acessíveis ganham espaço

    Além da linha premium, existem também produtos mais acessíveis para o Dia das Mães. Entre eles, o Limoncello e a linha de licores da marca, conhecida por sabores marcantes e perfil indulgente.

    Segundo Evandro Weber, CEO da empresa, o comportamento do público feminino tem impulsionado a diversificação do consumo. “As apreciadoras de bebidas estão mais abertas a experimentar novos sabores e categorias, indo além da cachaça e dos destilados tradicionais. O licor voltou a ganhar destaque na gastronomia, no entretenimento e também como opção de presente em datas especiais”, afirma.

  • Dia das Mães aquece o mercado de carne suína

    Dia das Mães aquece o mercado de carne suína

    A procura por carne suína aumentou nos últimos dias e movimentou o mercado brasileiro. A proximidade do Dia das Mães impulsionou as vendas, principalmente de lombo e costela.

    Segundo agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o início do mês também fortaleceu a demanda. Com maior poder de compra, consumidores ampliaram as aquisições no varejo.

    Além disso, as cotações dos cortes suínos subiram ao longo da semana. O avanço refletiu o aumento das compras para a data comemorativa.

    Por outro lado, os preços do suíno vivo permaneceram estáveis nos últimos dias. Assim, o mercado interrompeu a sequência de quedas registrada durante o mês.

    Os pesquisadores do Cepea informaram que frigoríficos ampliaram os pedidos recentemente. Em alguns casos, os compradores solicitaram carregamentos extras.

    Preços

    Mesmo com a demanda aquecida, os preços do animal vivo ainda não reagiram. No entanto, o cenário pode mudar nas próximas semanas.

    De acordo com o Centro de Pesquisas, os valores do suíno vivo podem seguir estáveis ou até registrar alta. A expectativa considera o fortalecimento recente da procura pelos cortes suínos.

  • Dia das Mães: Paraná produz 265,8 mil dúzias de rosas

    Dia das Mães: Paraná produz 265,8 mil dúzias de rosas

    A produção de rosas no Paraná atingiu 265,8 mil dúzias em 2023, distribuídas em dez municípios do estado, em preparação para o Dia das Mães, celebrado tradicionalmente no segundo domingo de maio no Brasil. A tradição associa a flor ao amor e a transforma em presente clássico da data. Produtores a cultivam em cidades como Marialva, Araruna, Sarandi, Mandaguari, Mandaguaçu, Francisco Beltrão, Bituruna, Farol, Maria Helena e Perobal.

    Segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), “no Paraná, ainda que a floricultura seja pouco explorada, há um aquecimento do mercado acompanhando o que acontece no Brasil, e uma alavancagem nos negócios nas praças em que a atividade está estabelecida”.

    Produção e receita da floricultura no Paraná

    Em 2023, o setor de floricultura do Paraná gerou R$ 249,6 milhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), um aumento de 15,2% em relação a 2022, quando o VBP foi de R$ 216,7 milhões. Gramados e plantas perenes ornamentais dominam o segmento, com 72,1% da participação no VBP. As flores propriamente ditas, como orquídeas, crisântemos e roseiras, representam 16,1% do total da floricultura, enquanto outras 35 espécies somam 11,8%.

    No caso específico das rosas, elas correspondem a 1,8% do valor total da floricultura no estado e 8,6% do segmento de flores. A produção de rosas gerou uma receita bruta de R$ 4,5 milhões em 2023.

    Regiões produtoras e destaque para Marialva

    A região de Maringá concentra 66,2% da produção estadual de rosas, com destaque para o município de Marialva, principal produtor do Paraná. Em 2023, Marialva colheu 100 mil dúzias de rosas, gerando receita de R$ 1,7 milhão, equivalente a 37,6% do total estadual. A região de Campo Mourão, com Araruna como destaque, responde por 30,1% da produção, com 80 mil dúzias cultivadas.

    Variações na produção ao longo da última década

    A produção de rosas para corte no Paraná apresentou variações significativas entre 2014 e 2023. No início desse período, foram colhidas 340,1 mil dúzias, enquanto o balanço mais recente indica 265,5 mil dúzias, uma redução de 21,8%. O auge ocorreu em 2017, com 950,1 mil dúzias, e o ponto mais baixo em 2021, durante a pandemia, com apenas 168,5 mil dúzias.

    Apesar dessas oscilações, o VBP real deflacionado da produção de rosas manteve-se praticamente estável, com uma leve redução de 0,5%, passando de R$ 4,50 milhões para R$ 4,48 milhões. Por outro lado, a floricultura como um todo apresentou crescimento real de 8,1% no mesmo período, subindo de R$ 230,87 milhões para R$ 249,65 milhões.

    Expectativa para o mercado de flores no Dia das Mães 2025

    O Dia das Mães é uma das datas mais importantes para o setor de flores no Brasil, representando cerca de 16% do volume anual comercializado. Para 2025, a expectativa é de crescimento entre 8% e 10% nas vendas, impulsionada pela alta demanda por rosas, orquídeas, crisântemos e outras flores de corte e em vasos.

    O setor se prepara para atender à demanda com produtos de alta qualidade. E cidades paranaenses produtoras de rosas seguem como importantes polos para abastecer o mercado nacional nesta data especial.

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  • Dia das Mães anima produtores de flores

    Dia das Mães anima produtores de flores

    O Dia das Mães, celebrado em 11 de maio de 2025, é a principal data para o setor de flores e plantas no Brasil, representando 16% do volume anual de vendas. De acordo com o Ibraflor, o segmento deve registrar um crescimento de 8% a 10% em comparação a 2024. No Ceaflor, muitos produtores ampliaram a oferta em 15% a 20% para suprir a demanda, demonstrando otimismo com a data.

    As rosas e orquídeas continuam sendo as flores mais procuradas no Dia das Mães. No entanto, o clima quente no início do ano prejudicou a produção de orquídeas, resultando em uma queda de 10% na oferta e um aumento de 30% nos preços.

    Localizado em Holambra, o Ceaflor é um dos maiores e mais completos mercados de flores da região. Foto: Divulgação Ceaflor

    “Estamos vendendo tudo o que temos disponível, mas poderíamos ter comercializado muito mais”, lamenta Paulo Masato Fujiwara, da Flora Fuji.

    Apesar disso, os consumidores encontram diversas opções, como:

    •  Flores de corte: alstromérias, rosas e gérberas
    •  Flores em vaso: violetas, begônias, kalanchoes e suculentas

    Produtores investem em variedade e logística para impulsionar vendas

    A Flor Fácil, comerciante de flores de corte no Ceaflor, projeta um aumento de 20% nas vendas em relação a 2024. Para facilitar a logística, a empresa criou o projeto “Pronto para você”, que oferece buquês e arranjos pré-montados para floriculturas e gardens centers.

    Não faltam opções de flores de corte e em vaso para celebrar a data. Foto: Divulgação Ceaflor

    “O Dia da Mulher foi excelente e, seguindo o ritmo do setor, o Dia das Mães também promete grandes resultados”, afirma Daniel Silva, da Flor Fácil.

    Violetas e suculentas ganham destaque

    O produtor Edson Vital, da Vital Flores e Plantas, ampliou sua produção em 20%, mas já tem praticamente tudo comercializado. “Mesmo com a produção ampliada, conseguiremos atender apenas 70% dos clientes. Felizmente, o clima colaborou, e as flores estão lindas”, explica.

    Principal data do segmento de flores e plantas no Brasil deve registrar volume de vendas entre 8% e 10% maior que no ano passado. Foto: Divulgação Ceaflor

    Amantiquira Plantas Ornamentais preparou 300 mil suculentas, um aumento de 15% em relação a 2024. “Nossa capacidade total é de 400 mil unidades, então ainda temos espaço para crescer”, destaca Tamara Cristina Baitelo, da Amantiquira.

    Assim, apesar dos desafios climáticos, o setor se mostra otimista, com produção ampliada e diversidade de produtos. O Ceaflor garante uma ampla variedade de flores e acessórios, atendendo desde presentes acessíveis até arranjos premium para homenagear as mães em 2025.

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  • Venda de flores para o Dia da Mulher cresce em 2025

    Venda de flores para o Dia da Mulher cresce em 2025

    As vendas de flores para o Dia Internacional da Mulher cresceram 8% em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). A data, comemorada neste sábado (8/3), já ocupa a terceira posição no ranking de vendas do setor, ficando atrás apenas do Dia das Mães e do Dia dos Namorados.

    Apesar do Carnaval tardio ter atrasado parte das vendas, o fato de a celebração cair em um sábado impulsionou o mercado. “As pessoas têm mais tempo para comprar, o que favoreceu o setor”, explica Renato Opitz, diretor do Ibraflor.

    Rosas e orquídeas lideram as vendas

    O Dia da Mulher representa 8% do faturamento anual do setor de flores e plantas ornamentais no Brasil. Rosas e orquídeas continuam como as mais procuradas. “A demanda por orquídeas vem crescendo nos últimos anos”, afirma Opitz. Ele destaca que essas flores se tornaram mais acessíveis, são duráveis e fáceis de cuidar. “Supermercados e garden centers oferecem preços atrativos para esses produtos”, acrescenta.

    Além de rosas e orquídeas, espécies como alstroemerias, gypsophilas, tangos e ruscus também são populares na composição de buquês. “O setor trabalha com mais de 400 espécies de flores, atendendo diferentes perfis de consumidores”, ressalta Opitz.

    Procura por plantas ornamentais aumenta

    Nos últimos anos, a busca por plantas ornamentais, como suculentas, também cresceu. “Elas continuam na moda, pois são fáceis de cuidar, resistentes e se adaptam a diversos ambientes”, explica Opitz.

    Custos pressionam setor, mas preços se mantêm estáveis

    O Ibraflor não divulga estimativas de faturamento para a data, mas projeta estabilidade nos preços ao consumidor em relação ao ano passado. No entanto, produtores enfrentam custos mais altos devido à valorização do dólar, que encarece os insumos.

    Além disso, as temperaturas elevadas nos últimos dois meses aumentaram os gastos com refrigeração e consumo de água. “Esses fatores reduzem um pouco a rentabilidade dos produtores”, conclui Opitz.

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