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  • Bagaço de laranja movimenta indústrias de alimentos, cosméticos e energia

    Bagaço de laranja movimenta indústrias de alimentos, cosméticos e energia

    O bagaço da laranja, composto por cascas, sementes e fibras, deixou de ser sinônimo de descarte e passou a ocupar um papel central na agenda de inovação da citricultura brasileira. O que antes seguia quase exclusivamente para ração animal agora abastece as indústrias de alimentos, cosméticos e energia limpa, impulsionado pelo desenvolvimento de novas tecnologias de reaproveitamento.

    Empresas do setor citrícola investem em processos que permitem converter esse resíduo em ingredientes de alto valor agregado. O objetivo é aproveitar integralmente o bagaço, eliminando desperdícios e criando novas fontes de receita dentro de um modelo de economia circular.

    Na indústria alimentícia, o bagaço cítrico já entra na composição de produtos funcionais, enriquecendo alimentos com fibras e melhorando a textura de formulações. No setor cosmético, aparece em cremes e outros produtos de cuidado pessoal. Paralelamente, pesquisadores e empresas exploram seu potencial na geração de energia limpa. Portanto, um caminho que reforça a eficiência ambiental de toda a cadeia produtiva.

    O impacto vai além do ganho econômico. Ao dar destino nobre a um material antes descartado, o setor avança em direção a processos mais responsáveis e alinhados às demandas globais por sustentabilidade.

    O movimento evidencia que a laranja entrega muito mais do que suco. Ao transformar resíduos em oportunidades, a citricultura une inovação e geração de valor, da casca ao produto final.

  • Brasil declara guerra ao desperdício de alimentos em painel global

    Brasil declara guerra ao desperdício de alimentos em painel global

    A cena se repete silenciosamente em propriedades rurais pelo Brasil. Toneladas de alimentos nunca chegam à mesa do consumidor. Eles se perdem no caminho. Apodrecem. Viram estatística. Nesta sexta-feira (14), a AgriZone trouxe esse problema urgente para o centro do palco. O painel “Ação Global sobre Perda e Desperdício de Alimentos”, da Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC), misturou governos e especialistas. A missão? Encontrar saídas.

    Clecivaldo Ribeiro, diretor do Mapa, foi direto. “É inadmissível”, disparou. Ele se referia a um número que persiste como um fantasma: cerca de 30% dos alimentos produzidos no campo brasileiro se perdem antes do processamento ou da comercialização. É um buraco negro que suga recursos, dinheiro e esperança. Enquanto isso, a fome ainda é uma realidade para milhões. A conta não fecha.

    O Brasil quer virar esse jogo. Clecivaldo deixou claro que reduzir perdas dentro das porteiras é prioridade nacional. Não é só sobre comida. É sobre eficiência. É sobre clima. O descarte inadequado desses alimentos libera metano na atmosfera. Um gás de efeito estufa potente. Um superpoluente. Combater o desperdício, portanto, é uma tacada dupla. Alimenta pessoas e resfria o planeta.

    Soluções

    E as soluções? O Mapa aposta em políticas públicas de base. Assistência técnica no campo. Capacitação. Disseminação de boas práticas. “Reduzir perdas exige conhecimento”, explicou o diretor. O foco é equipar o produtor. Melhorar o manejo. Revolucionar o armazenamento. Minimizar os danos pós-colheita. É uma mudança de cultura.

    O recado do painel foi unânime. Reduzir a perda de alimentos não é mais uma opção. É uma necessidade premente. Uma estratégia inteligente para fortalecer a segurança alimentar de forma rápida. E sustentável.

    Clecivaldo Ribeiro encerrou com uma convicção. Enfrentar as perdas no campo é o passo decisivo. “Reduzir desperdícios é proteger recursos, fortalecer a agricultura e garantir comida para quem precisa”. O caminho está traçado. Agora, é ação.