Tag: desenvolvimento rural

  • Expansão da carcinicultura impulsiona debates sobre produção de camarão no Piauí

    Expansão da carcinicultura impulsiona debates sobre produção de camarão no Piauí

    A carcinicultura ganhou destaque no Piauí durante o I Seminário de Carcinicultura em Águas Interiores. O evento ocorreu nesta semana na UFDPar, em Parnaíba. Ele reuniu especialistas, gestores e produtores do setor aquícola.

    O encontro discutiu a expansão da criação de camarão para o interior do estado. O foco principal ficou no semiárido e no sul do Piauí. A iniciativa também buscou fortalecer a produção em águas interiores e salobras.

    A Codevasf promoveu o seminário em parceria com universidades e instituições públicas. A Adapi participou ativamente das discussões. O evento também contou com apoio de entidades ligadas ao setor produtivo.

    O Piauí possui apenas 66 quilômetros de litoral. Esse fator torna a interiorização da atividade estratégica. Por isso, especialistas defenderam o avanço da produção no interior.

    No semiárido, a água de poços apresenta alta salinidade. Além disso, a vazão é considerada adequada para o cultivo de camarão. Esses fatores favorecem a expansão da atividade aquícola.

    No sul do estado, os rios Gurguéia e Parnaíba ampliam as possibilidades de produção. Esses recursos hídricos reforçam o potencial da região. Assim, o setor ganha novas áreas de desenvolvimento.

    Integração e inovação no setor aquícola

    Durante o seminário, os participantes também destacaram o policultivo. Esse sistema integra a criação de camarão e tilápia. Ele aumenta a produtividade e diversifica a renda dos produtores.

    A Adapi participou com técnicos da área de sanidade animal. Entre eles estiveram Idilio Moura e Janílson Lima. Eles acompanharam os debates ao longo dos dois dias de evento.

    Os participantes discutiram sanidade animal, produção e comercialização. Eles também abordaram a expansão da cadeia produtiva. O encontro reforçou a importância da organização do setor.

    Instituições como Embrapa, IFs, UFDPar, UFC e UFPE participaram do evento. O IBGE e outras entidades públicas também estiveram presentes. Produtores e estudantes completaram o público.

    Para os organizadores, a integração entre instituições e produtores é essencial. Essa união pode gerar empregos e renda, além de fortalecer o desenvolvimento econômico do Piauí.

  • São Paulo bate recorde histórico e ultrapassa 250 mil hectares regularizados

    São Paulo bate recorde histórico e ultrapassa 250 mil hectares regularizados

    O Governo do Estado de São Paulo consolidou, na Agrishow 2026, o maior programa de regularização fundiária de sua história. Coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) por meio da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), o programa já ultrapassou a marca de 5.300 títulos rurais emitidos desde 2023, além de mais de 7 mil títulos urbanos, somando 12.554 documentos entregues em pouco mais de três anos. A área regularizada chega a 250 mil hectares, com investimentos públicos superiores a R$ 20 milhões.

    A entrega de 42 novos títulos rurais durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, marcou simbolicamente o avanço de uma política que, segundo o próprio governo estadual, encerra um passivo histórico no campo paulista. O número de titulações realizadas a partir de 2023 é 16 vezes superior aos 331 títulos concedidos ao longo de todo o período entre 2011 e 2022.

    A arrecadação gerada pelo processo de regularização já supera R$ 250 milhões, recursos que, segundo o governo, são reinvestidos em políticas agrárias e fundiárias voltadas à população rural paulista.

    Segundo Geraldo Melo Filho, Secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, “A regularização fundiária vai além da entrega de um título. Ela abre portas para crédito, investimento, planejamento e dignidade para milhares de famílias rurais em todo o estado.”

    O que é o Programa de Regularização Fundiária

    A regularização fundiária é um instrumento jurídico e administrativo que garante a titulação formal de imóveis rurais e urbanos ocupados há anos sem documentação adequada. Em São Paulo, a política é executada pela Fundação Itesp, que percorre regiões historicamente marcadas pela insegurança jurídica na posse da terra.

    Com a titulação, famílias que antes viviam sem garantias legais passam a ter acesso ao crédito rural, podem investir com mais segurança em suas propriedades, fortalecem a sucessão familiar e ampliam o exercício da cidadania. No campo, o resultado prático é a redução de conflitos fundiários e a criação de um ambiente mais estável para produzir e viver.

    Os números do programa

    Ao todo, o programa acumula os seguintes resultados desde 2023:

    • Mais de 5.300 títulos rurais emitidos — 16 vezes mais do que o total registrado entre 2011 e 2022
    • Mais de 7.179 títulos urbanos emitidos, sendo 7.122 por meio da Regularização Fundiária Urbana (Reurb)
    • 12.554 documentos entregues no total (áreas rurais e urbanas)
    • 250 mil hectares regularizados em todo o território paulista
    • Mais de R$ 20 milhões investidos pelo poder público desde 2023
    • Arrecadação superior a R$ 250 milhões revertidos para políticas agrárias e fundiárias

    Do total de títulos rurais, cerca de 90% foram destinados a pequenos e médios produtores, reforçando o caráter social da iniciativa. As regiões do Pontal do Paranapanema e do Vale do Ribeira, historicamente marcadas por maior vulnerabilidade social e insegurança jurídica na terra, concentram parte expressiva das entregas.

    Agrishow 2026 e o pacote histórico de R$ 455 milhões

    A Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto entre os dias 28 de abril e 1º de maio, serviu como palco central para os anúncios do governo estadual no setor agrícola. O estande de São Paulo foi o maior estande institucional da feira e registrou 197 mil visitantes ao longo dos cinco dias de programação, com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios.

    Além da regularização fundiária, o governador Tarcísio de Freitas anunciou um pacote de R$ 455 milhões em investimentos voltados ao fortalecimento do agronegócio paulista. O principal eixo foi a nova etapa do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que recebeu R$ 400 milhões em crédito rural. Esse é maior ciclo de fortalecimento do fundo na história do Estado.

    Também foram destinados R$ 100 milhões em subvenção ao prêmio do seguro rural, além de R$ 40 milhões para a linha Pró-Trator e Implementos, voltada à mecanização agrícola. Um aporte recorde de R$ 25 milhões ao FEAP Mulher atende exclusivamente produtoras rurais, com crédito de até R$ 30 mil a juros de 2% ao ano.

    Governo de SP entrega títulos rurais. Foto: Secom SP

    “Aproveitamos esse grande evento para mostrar nosso compromisso com o agronegócio paulista. Com o repasse recorde para o FEAP, mantemos um nível de crédito que garante segurança para o produtor rural”, disse Tarcísio de Freitas, Governador do Estado de São Paulo durante a Agrishow.

    Impacto social e perspectivas

    A regularização fundiária é apontada pelo governo estadual como uma política de múltiplos efeitos. Além da segurança jurídica, ela abre caminho para que famílias rurais acessem linhas de crédito bancário e programas de financiamento agrícola que exigem a comprovação de propriedade como garantia.

    O programa também dialoga com outros eixos da política agrária do estado. O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), por exemplo, facilita a venda da produção da agricultura familiar para órgãos públicos. E em 2025, cresceu mais de 150%, alcançando R$ 53,9 milhões em compras públicas, com limite de até R$ 104 mil por produtor por ano.

    Convênios entre a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a SAA também viabilizam a construção de moradias para produtores rurais, assentados e remanescentes de quilombos, integrando habitação e produção no campo. Segundo o governo estadual, há previsão de 360 novas moradias em assentamentos.

    Meta: 100% das propriedades regularizadas até 2026

    A meta declarada do Governo de São Paulo é titular 100% das propriedades passíveis de regularização até o fim de 2026. Encerrando o que o próprio governo classifica como um passivo histórico. E abrindo novas oportunidades para quem vive e produz no campo paulista.

    O secretário Geraldo Melo Filho sintetizou o balanço da Agrishow com uma avaliação que resume a estratégia do estado. “Encerramos a Agrishow com resultados concretos, investimentos robustos e políticas públicas que chegam ao produtor. São Paulo mostra, mais uma vez, que acredita no agro, investe em inovação e trabalha para gerar competitividade, renda e desenvolvimento no campo.”

  • Câmara aprova lei que transforma chácaras de até 2 mil m² em propriedade rural: veja o que muda

    Câmara aprova lei que transforma chácaras de até 2 mil m² em propriedade rural: veja o que muda

    Produzir alimentos em uma pequena área e não ter acesso a crédito, isenção fiscal ou assistência técnica. Essa é a realidade de milhares de produtores que trabalham em chácaras espalhadas pelo Brasil, mas que, na prática, não existem para o sistema oficial. Essa contradição pode estar com os dias contados. Um projeto de lei aprovado na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados dá um passo decisivo para mudar esse cenário de uma vez por todas.

    O que diz o PL 918/2025 e quem pode ser beneficiado

    O PL 918/2025 estabelece que chácara é a propriedade rural com área de até 2 mil metros quadrados, destinada à produção agrícola, pecuária ou agropecuária, com a finalidade de subsistência e/ou comercialização. Em outras palavras, se a área produz, ela passa a ser tratada pelo Estado como rural, independentemente do tamanho.

    O texto determina que essas propriedades poderão usufruir de benefícios como acesso a crédito e financiamento específicos para pequenos agricultores, isenção de taxas e impostos municipais relacionados à atividade rural, e programas de capacitação e assistência técnica de órgãos federais e estaduais.

    Para o público de agroemcampo.ig.com.br, o dado mais relevante está na conexão com o Pronaf. A aprovação do PL 918/2025 harmoniza a legislação com o Marco Legal da Agricultura Familiar, Lei nº 11.326/2006, fortalecendo a inclusão desses produtores em programas oficiais como o Pronaf, com acesso a linhas de crédito com juros reduzidos e condições diferenciadas.

    Uma lacuna histórica que excluía quem mais produz perto das cidades

    O problema que o projeto resolve não é novo. A medida busca corrigir uma lacuna histórica na legislação brasileira, que muitas vezes deixa pequenos imóveis produtivos fora do enquadramento formal como propriedades rurais. Na prática, isso impede que milhares de agricultores familiares tenham acesso a crédito rural, incentivos fiscais e programas oficiais de apoio à produção.

    Segundo o relator do projeto, o deputado Coronel Meira (PL-PE), “a referida proposição é meritória ao propor a inclusão formal de unidades produtivas rurais de pequena dimensão, denominadas de chácaras, no escopo das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e de base local.”

    Por outro lado, o autor do texto, o deputado Murillo Gouvea (União-RJ), vai além do argumento jurídico. Para ele, “a definição das chácaras como pequenas propriedades rurais é essencial para reconhecer a importância da agricultura familiar na economia e na preservação ambiental.” Assim, a proposta funciona como uma virada de chave: quem estava fora do sistema passa a ter nome, endereço e direitos no sistema oficial.

    O impacto real no campo: renda, fixação e segurança alimentar

    Com acesso garantido a crédito, tecnologia e suporte técnico, as consequências para o campo se ramificam em várias direções. A formalização das chácaras como propriedades rurais garante segurança jurídica aos produtores, facilita o acesso a políticas públicas e estimula a produção sustentável em áreas periurbanas e rurais, contribuindo para a diversificação da produção agrícola, para o fortalecimento das cadeias produtivas locais e para a geração de renda familiar.

    Além disso, o projeto toca em uma ferida antiga do campo brasileiro: o êxodo rural. Com mais segurança jurídica e acesso a políticas públicas, pequenos produtores têm razão concreta para permanecer na terra. No entanto, esse impacto só se materializa quando, e se, o projeto se tornar lei de fato.

    Aprovado na comissão, mas ainda longe de virar lei: entenda o caminho

    Quem comemorou cedo precisa ter cautela. O PL 918/2025 foi aprovado pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 e agora tramita em caráter conclusivo, sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Além disso, o Poder Executivo terá prazo de 12 meses após a publicação para regulamentar a lei, estabelecendo critérios e procedimentos para o reconhecimento das chácaras. Ou seja, entre a aprovação final e a aplicação prática no dia a dia do produtor, existe uma janela regulatória que pode levar mais de um ano.

    No entanto, o avanço legislativo já sinaliza uma mudança de mentalidade dentro do Congresso: pequenos produtores que alimentam cidades merecem o mesmo respaldo legal que grandes propriedades rurais. Para o agronegócio brasileiro, que se orgulha de ser um dos maiores do mundo, reconhecer quem produz em 2 mil metros quadrados pode ser o detalhe que faltava para completar o sistema.

  • Prêmio Mulheres do Agro abre indicações para ciência

    Prêmio Mulheres do Agro abre indicações para ciência

    Estão abertas até 30 de abril as indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. O público pode indicar pesquisadoras e cientistas vinculadas a instituições de pesquisa. Os projetos precisam demonstrar inovação no campo, além de impacto em desenvolvimento social, sustentabilidade e gestão. As indicações ocorrem no site oficial e abrangem profissionais de todo o país.

    A premiação reconhece a atuação feminina na produção de conhecimento aplicado ao agronegócio. Além disso, valoriza iniciativas que geram avanços técnicos e sociais. Por isso, o prêmio amplia a visibilidade de pesquisadoras que contribuem para o desenvolvimento do setor.

    Depois da fase inicial, a organização inicia a etapa de confirmação. Nesse momento, as pesquisadoras indicadas precisam validar a participação e seguir as orientações estabelecidas. Em seguida, cada candidata apresenta sua trajetória e detalha os projetos desenvolvidos.

    Na próxima etapa, especialistas analisam os perfis das participantes. A banca considera critérios como relevância, inovação e impacto das iniciativas. Como resultado, as três melhores avaliadas avançam para a fase final. Nessa etapa, o público define a vencedora por meio de votação.

    Premiação será realizada em São Paulo

    A organização anunciará a vencedora no segundo semestre deste ano, em São Paulo. A Bayer promove o evento em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). As duas instituições criaram o prêmio e mantêm sua realização desde a primeira edição.

    Além disso, a premiação integra as ações comemorativas pelos 130 anos da Bayer no Brasil. Ao longo desse período, a empresa consolidou atuação nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor.

    Iniciativa reforça inovação e diversidade

    O Prêmio Mulheres do Agro possui alcance nacional e destaca projetos que conectam ciência e produção rural. Dessa forma, o reconhecimento incentiva soluções inovadoras e fortalece a presença feminina no setor.

    Ao mesmo tempo, a Bayer desenvolve soluções voltadas à saúde e à segurança alimentar. A empresa atua em mais de 80 países e investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. Assim, busca ampliar a produtividade, preservar recursos naturais e melhorar o acesso à saúde.

  • Pesquisa aponta fatores-chave para ampliar a agricultura 4.0 no Brasil de forma responsável

    Pesquisa aponta fatores-chave para ampliar a agricultura 4.0 no Brasil de forma responsável

    A tecnologia chega rápido ao agronegócio brasileiro, mas nem sempre alcança quem mais precisa. Um estudo publicado na revista Agricultural Systems identificou os principais fatores que impulsionam a adoção de tecnologias da agricultura 4.0 no Brasil e propõe estratégias para ampliar esse processo de forma responsável. A pesquisa integra as ações do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital, o Semear Digital, sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas.

    O ponto de partida é uma constatação recorrente no setor. “A gente ainda vê uma lacuna grande entre o que é desenvolvido na academia e o que de fato chega na ponta e traz resultados para o produtor”, afirma Jayme Barbedo, coautor do estudo.

    18 fatores que determinam a adoção tecnológica no campo

    Para entender esse descompasso, os pesquisadores analisaram 18 fatores determinantes da adoção tecnológica, chamados no estudo de drivers, organizados em dimensões sociais, políticas e tecnológicas. A partir de revisão da literatura e consulta a especialistas, os autores mapearam como esses fatores se influenciam mutuamente e quais exercem maior efeito sobre o sistema.

    “Nem todos têm o mesmo peso. Alguns provocam uma reação em cadeia dentro do ecossistema. São esses que mais nos interessam”, afirma Franco da Silveira, pesquisador de pós-doutorado apoiado pela FAPESP e também autor do estudo.

    Entre os fatores com maior capacidade de influência, o estudo destaca conectividade rural, juventude no campo, ação governamental, mecanismos de divulgação de informação e representatividade do ecossistema agroalimentar.

    Conectividade: a base que ainda falta

    A conectividade rural aparece como condição estruturante para qualquer avanço tecnológico no campo. Embora o acesso à internet tenha crescido nos últimos anos, ainda existem lacunas críticas nas áreas produtivas.

    “Boa parte dos produtores já tem internet em casa. Mas na área de produção, onde tecnologias do tipo internet das coisas precisam operar, a cobertura ainda é muito limitada”, diz Barbedo. Sem infraestrutura adequada, soluções digitais simplesmente deixam de funcionar como previsto.

    O jovem rural como agente de transformação

    Outro fator de destaque é o papel dos jovens no campo. O estudo os identifica como ponte entre o mundo digital e a realidade das propriedades rurais: “O jovem sente as dores do pai no dia a dia e ao mesmo tempo acompanha o que está acontecendo no mundo digital. Ele pode levar essa percepção para a esfera política e para dentro da propriedade”, afirma Silveira.

    Contudo, manter essa geração no campo depende de condições concretas. “Não é que o jovem não goste do campo. Ele quer se sentir parte do mundo. Se não tem acesso à infraestrutura e às oportunidades, ele vai embora para a cidade”, observa Barbedo. Nesse sentido, a tecnologia pode reduzir a carga de trabalho e tornar a atividade rural mais atraente para os mais jovens.

    Informação e políticas públicas diferenciadas

    A circulação de informação também aparece como fator crítico. O estudo aponta uma assimetria importante: há regiões onde produtores ainda não tiveram contato com determinadas tecnologias disponíveis há anos.

    “Se a informação não chega de forma adequada, a resistência aumenta”, afirma Silveira. Estratégias de demonstração em fazendas-modelo e laboratórios vivos ajudam a reduzir incertezas, permitindo que produtores vejam resultados concretos antes de decidir investir.

    Na dimensão de políticas públicas, o estudo defende ações diferenciadas para perfis distintos de produtores. “A política não pode ser a mesma para todo mundo”, diz Silveira. Enquanto grandes produtores costumam ampliar a fronteira tecnológica com mais facilidade, pequenos e médios enfrentam restrições financeiras e de capacitação. A pesquisa sugere incentivos regionais, criação de áreas experimentais, fortalecimento de parcerias entre governo, universidades e startups, além de integração de dados agrícolas a plataformas públicas.

    Escala responsável: não basta adotar, é preciso saber como

    Um conceito central do estudo é o de escala responsável. A proposta é que a disseminação das tecnologias da agricultura 4.0 leve em conta seus efeitos sociais, ambientais e econômicos, evitando ampliar desigualdades ou comprometer metas de desenvolvimento sustentável.

    “Precisamos falar em adoção de tecnologia, mas também preparar o caminho para ter essa expansão responsável”, afirma Silveira.

    Um exemplo prático seria a ampliação de plataformas digitais voltadas a pequenos produtores, acompanhada de políticas de inclusão. Além de ofertar sensores e ferramentas baseadas em inteligência artificial, a iniciativa deveria prever conectividade rural, capacitação contínua, acesso a crédito e regras claras sobre uso e propriedade dos dados.

    Pesquisa como bússola para o agro digital

    Para Barbedo, estudos como esse orientam decisões estratégicas tanto na formulação de políticas de desenvolvimento rural quanto em projetos como o Semear Digital, que desenvolve soluções voltadas a pequenas e médias propriedades. “Esses estudos fornecem subsídios para direcionar melhor os esforços e focar em tecnologias que realmente tragam impacto”, afirma.

    O cenário, contudo, é dinâmico. Com os avanços recentes em inteligência artificial, o ritmo de mudança acelera. “As coisas estão evoluindo muito rápido. Mesmo quem trabalha diretamente com inteligência artificial tem dificuldade de prever os próximos passos”, pondera Barbedo.

    Como próximo passo, Silveira prepara um estudo que incorpora fatores econômicos e ambientais e examina como a adoção tecnológica pode dialogar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. “Se não pensarmos estratégias para esses fatores, podemos tensionar metas que a própria tecnologia se propõe a apoiar”, conclui.

  • Governo destina R$ 74,9 milhões para mecanização da agricultura familiar no Brasil

    Governo destina R$ 74,9 milhões para mecanização da agricultura familiar no Brasil

    A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciou nesta terça-feira (16) um pacote de R$ 74,9 milhões para impulsionar a agricultura familiar no Brasil. O governo federal destinará os recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para três frentes: desenvolvimento de máquinas agrícolas, pesquisa aplicada e facilitação de crédito para cooperativas.

    O principal componente do investimento consiste em um edital de R$ 60 milhões que formará um consórcio de empresas para desenvolver tratores de pequeno porte. As máquinas terão entre 15 e 18 cavalos de potência, além de pelo menos seis implementos agrícolas compatíveis.

    O projeto busca criar equipamentos tecnologicamente avançados, com baixo custo final e produção 100% nacional. O edital oferece pontuação extra para projetos que incluam cooperativas, Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

    “É uma demonstração da capacidade de induzir a inovação para chegar à ponta e melhorar a produtividade”, declarou Luiz Antônio Elias, presidente da Finep.

    Rede nacional de pesquisa receberá R$ 14,9 milhões

    O governo também anunciou uma parceria de R$ 14,9 milhões com o Instituto de Pesquisa e Educação do Campo (Ipê-Campo). A instituição estruturará uma rede nacional de pesquisa focada no desenvolvimento de máquinas agrícolas e bioinsumos adaptados às realidades regionais.

    Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a iniciativa atende uma demanda histórica dos movimentos sociais e ampliará a base científica nacional no setor.

    Cooperativas ganham acesso facilitado ao crédito

    A terceira frente consiste em um Acordo de Cooperação Técnica com a União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), que representa cerca de 800 mil famílias. O convênio facilitará o acesso das cooperativas às linhas de financiamento da Finep.

    A possibilidade surgiu após a modernização da Lei do FNDCT, que passou a permitir que cooperativas recebam recursos diretamente do fundo.

    Ministros destacam mudança de paradigma

    O governo divulgou os anúncios durante a primeira reunião do Conselho Consultivo do Programa Mais Alimentos. Participaram do evento a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa; e o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias.

    A ministra Luciana Santos afirmou que os anúncios demonstram como a política de ciência e tecnologia pode dialogar com políticas sociais e produtivas. Já o ministro Paulo Teixeira destacou que o pacote representa uma “mudança de paradigma” na agricultura familiar, ao promover mecanização, reduzir a penosidade do trabalho no campo e tornar a atividade mais atrativa para jovens e famílias rurais.

  • Governo do RS libera R$ 2,5 milhões para agricultura e infraestrutura rural

    Governo do RS libera R$ 2,5 milhões para agricultura e infraestrutura rural

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul assinou dois convênios da Consulta Popular com o Consórcio Intermunicipal da Região Nordeste (Cirenor) na última semana, em Tapejara. O governo estadual investirá R$ 2,468 milhões em ações que fortalecem a agricultura, o desenvolvimento rural e a infraestrutura em 19 municípios da região.

    O secretário da Seapi, Edivilson Brum, participou da cerimônia ao lado de prefeitos e lideranças regionais. Ele anunciou que os recursos já entraram em fase de execução e reforçou o papel estratégico da Consulta Popular nas políticas públicas locais.

    “Estamos celebrando investimentos que impactam diretamente o desenvolvimento regional. Eles melhoram as condições de trabalho e de produção no campo. A Consulta Popular confirma sua importância como instrumento de fortalecimento das comunidades”, declarou Brum.

    O primeiro convênio, referente ao período 2024/2025, destina R$ 1.728.571,43 do Estado e conta com contrapartida de R$ 365.844,34 dos municípios. O governo aplicará os recursos em projetos de irrigação rural, fortalecimento da patrulha agrícola do Cirenor, medidas emergenciais contra desastres naturais e aquisição de veículos e equipamentos para ações sociais.

    Segundo convênio prioriza inspeção sanitária e capacitação técnica

    O segundo acordo abrange o período 2020/2021 e soma R$ 342.857,00 do Estado, além de R$ 30.900,00 de contrapartida municipal. A Seapi comprará três veículos, cinco notebooks, cinco impressoras multifuncionais e materiais de inspeção sanitária com esses recursos. O convênio também prevê cursos e assessoria técnica para agroindústrias familiares da região.

    Em outubro de 2024, a Seapi já havia firmado outro convênio da Consulta Popular com o Cirenor, no valor de R$ 2,169 milhões. Desse montante, as prefeituras entram com contrapartida de R$ 214.548,00. O acordo destina recursos para a compra de equipamentos pesados, como caminhões-caçamba, que reforçarão a patrulha agrícola regional.

    A iniciativa foca na melhoria das estradas vicinais, essenciais para o escoamento da produção agrícola local. A região tem economia baseada principalmente no cultivo de grãos e na criação de bovinos e aves.

    Municípios beneficiados pelos convênios

    O Cirenor reúne 19 municípios do Nordeste gaúcho: Água Santa, Barracão, Cacique Doble, Capão Bonito do Sul, Caseiros, Ibiaçá, Ibiraiaras, Lagoa Vermelha, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Paim Filho, Sananduva, Santa Cecília do Sul, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro, Tapejara, Tupanci do Sul e Vila Lângaro.

  • Kits agroextrativistas transformam trabalho de famílias ribeirinhas

    Kits agroextrativistas transformam trabalho de famílias ribeirinhas

     

    Kits agroextrativistas foram entregues nesta semana para comunidades ribeirinhas dos municípios de Macapá e Itaubal. A ação beneficiou 34 famílias de 20 localidades nas regiões do Beira Amazonas e do Distrito do Bailique.

    Cada família beneficiada recebeu um kit completo composto por embarcação de alumínio, motor de popa de 15HP e quatro coletes salva-vidas. Os equipamentos têm como objetivo facilitar o transporte da produção, melhorar as condições de trabalho e garantir maior segurança nas atividades realizadas às margens dos rios.

    A iniciativa integra as políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável no estado, visando ampliar a renda e a qualidade de vida dos trabalhadores rurais e extrativistas da região.

    Distribuição regional dos benefícios

    Na região do Beira Amazonas, em Macapá, 15 produtores foram atendidos nas comunidades Bacaba, Foz do Rio Pedreira, Ipixuna Miranda. Igarapé Amazonas, Carapanatuba, Nossa Senhora Conceição e Cachoeira do Rio Pedreira.

    No Distrito do Bailique, também em Macapá, nove famílias das comunidades Jaranduba, Arraiol, São João Batista, Jaburu Grande. Franco Grande, Cubana, Igarapé dos Porquinhos e Igarapé do Meio receberão os equipamentos nesta sexta-feira (25), em cerimônia na Comunidade Jangada, organizada pela Cooperativa Amazonbai.

    Em Itaubal, 10 beneficiários das comunidades São Tomé do Macacoari, Igarapé Novo, Capim, Igarapé Aracu e Foz do Rio Macacoari já foram contemplados com os kits.

    Dignidade e desenvolvimento para os ribeirinhos

    O diretor-presidente do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), Kelson Vaz, responsável pela execução da entrega, destacou o impacto social e econômico da iniciativa.

    “Esses kits não são apenas equipamentos, mas instrumentos de dignidade e desenvolvimento. Estamos garantindo que as comunidades tenham condições adequadas para trabalhar, produzir e viver melhor”, afirmou o gestor, ressaltando o compromisso do governo estadual com o crescimento econômico das localidades ribeirinhas.

    Transformação na vida dos produtores

    A agricultora e pescadora Ângela Maria, moradora da comunidade Foz do Rio Pedreira, celebrou a conquista e destacou as mudanças práticas que os equipamentos trarão para seu trabalho.

    “Essa entrega é uma conquista muito grande para minha família. Eu trabalhava em uma embarcação de madeira sem qualidade e segurança. A que recebi é toda de alumínio, além de ser melhor é o dobro do tamanho. Agora fica mais fácil transportar nossa produção e chegar até a cidade para vender”, relatou.

    O beneficiário José Raimundo reforçou a importância dos kits para a rotina produtiva. “Antes era difícil sair para vender o pescado e o que tiramos da natureza. Agora podemos trabalhar por mais tempo e com mais rapidez. É um incentivo que dá força para continuar produzindo”, declarou.

    Cronograma e parcerias

    As entregas foram realizadas pelo Rurap na sede do instituto, na Zona Norte de Macapá. A última etapa da distribuição aconteceu sexta-feira (25) no Distrito do Bailique, em parceria com a Cooperativa Amazonbai, que atua na organização das ações junto às comunidades locais.

    A iniciativa representa um marco nas políticas de apoio ao extrativismo sustentável no Amapá. Contribuindo para a geração de renda e a melhoria das condições de vida de dezenas de famílias que dependem dos recursos naturais da região amazônica.

  • Compras coletivas beneficiam agricultura familiar no Pará

    Compras coletivas beneficiam agricultura familiar no Pará

    O superintendente da OCB/PA, Júnior Serra, concedeu entrevista exclusiva ao portal Agro em Campo, detalhando como as cooperativas da agricultura familiar no estado vêm fortalecendo a produção por meio da compra coletiva de insumos. Segundo ele, o modelo não apenas organiza os produtores, mas também garante maior competitividade e retorno financeiro para quem integra essas cooperativas.

    Qual é o principal trabalho das cooperativas no Pará hoje?

    “O que a gente faz muito aqui no estado do Pará é, em primeiro lugar, organizar. Fazemos um levantamento da produção, porque todo mundo que produz alguma coisa precisa de insumos agrícolas. A cooperativa entra justamente nesse ponto: comprar direto, principalmente quando temos mais de 20, 30, 40 produtores juntos. Esse volume gera um diferimento no valor de compra, tornando o processo competitivo.”

    Como funciona esse modelo na prática?

    “Primeiro fazemos toda a lista dos possíveis cooperados e levantamos a necessidade de cada um. A partir disso, vamos barganhar preço no mercado. É nesse momento que conseguimos mais competitividade e vantagem econômica para os produtores.”

    Pode dar um exemplo concreto de resultado?

    “Temos uma cooperativa, em um município próximo a Belém, que antes era uma associação. No primeiro ano como cooperativa, com 64 pequenos produtores rurais, alcançou um faturamento de R$ 500 mil. Desse valor, sobraram R$ 400 mil graças ao modelo da compra coletiva. Isso mostra como o sistema é eficiente.”

    A compra coletiva, então, é o ponto de partida?

    “Exatamente. A compra coletiva já é algo que estimula muito e sempre dá certo. Não tem como dar errado, porque todo produtor precisa de insumos agrícolas. O trabalho inicial é mapear essa demanda e negociar em bloco.”

    Qual é a diferença entre associação e cooperativa?

    “Tanto em associação quanto em cooperativa é possível participar de editais. Mas a associação tem mais restrições legais, porque seu fim é assistencial e cultural. Já a cooperativa tem caráter econômico.”

    E isso impacta no retorno financeiro?

    “Sim. Todo recurso que entra em uma associação não pode ser dividido entre os associados, precisa ser investido em prol da coletividade. No cooperativismo é diferente: o associado recebe proporcionalmente ao que entregou da produção dele.”

  • Programa Raízes do Vale impulsiona agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha

    Programa Raízes do Vale impulsiona agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha

    Mais de 260 famílias do Vale do Jequitinhonha estão colhendo os frutos do programa de agricultura familiar Raízes do Vale, que já soma 100 hectares de terras cedidas em comodato pela Aperam BioEnergia. A iniciativa, que integra desenvolvimento social e sustentabilidade, permitiu a produção de mais de 25 toneladas de alimentos entre milho, feijão, mandioca e outras culturas, beneficiando diretamente comunidades rurais da região.

    Os 100 hectares cedidos equivalem a um milhão de metros quadrados, ou cerca de 140 campos de futebol, destinados ao cultivo de milho, feijão, mandioca, abóbora, melancia, maxixe e andu. O plantio, iniciado em novembro de 2024, já rendeu mais de 4,7 toneladas de feijão, 3,6 toneladas de milho e uma estimativa de quase 17 toneladas de mandioca, além de outras culturas. A colheita, iniciada em abril, ainda está em andamento.

    Transformação social e geração de renda

    Valto Fróes dos Santos, conhecido como Valtinho, presidente da Associação das Famílias dos Pequenos Produtores Rurais Quilombolas do Ribeirão Invernada, em Capelinha, destaca o impacto positivo do programa. Das 38 famílias da comunidade, 13 participaram do plantio coletivo e colheram mais de 600 kg de feijão e cerca de 80 sacas de milho. “Algumas famílias estão vendendo. O meu feijão, a minha parte, eu não vendi. Guardei e dividi com a minha família e meus filhos. Ali a gente trabalha e a coisa rende, é só felicidade, só alegria. É um feijão de qualidade, um feijão diferenciado, feijão gostoso. Acertamos a época da colheita”, relata Valtinho.

    Antes do programa, a falta de oportunidades obrigava muitos moradores a migrar para outros estados em busca de trabalho. “Todos os meses a gente se reunia e falava dos problemas da comunidade. E, muitas vezes, não sabíamos como encaminhar. A gente conversava, conversava, assinava a ata, mas não sabíamos nem como redigir um ofício para as autoridades”, relembra Valtinho. Agora, com o Raízes do Vale, ele pode permanecer junto à família e investir na produção local.

    Apoio técnico e capacitação

    Cada associação comunitária recebe até cinco hectares de terras dentro das florestas renováveis de eucalipto da Aperam BioEnergia, com suporte completo para o preparo do solo, assistência agronômica, treinamentos de segurança e fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “A gente recebeu um curso e equipamentos para trabalhar, para nos protegermos, teve até protetor solar, que eu mesmo nunca tinha usado na minha vida. Cuidados para os olhos, a pele… isso foi muito bom, viu!?”, destaca Valtinho, ressaltando a importância do suporte técnico para o sucesso da produção.

    Desenvolvimento sustentável e inclusão

    O Raízes do Vale demonstra que é possível promover o desenvolvimento sustentável em harmonia com o meio ambiente e as comunidades. Na Associação Quilombola do Distrito de Bom Jesus do Galego, também em Capelinha, a última safra resultou em 5 sacas de milho e 479 kg de feijão. Flávia Fernandes, presidente da associação, celebra: “Estamos muito satisfeitos. Com certeza estamos caminhando para ter dias melhores com esse incentivo às comunidades rurais”.

    Alimentos da agricultura familiar geram emprego e renda para as famílias do Vale do Jequitinhonha. Foto: Divulgação/Aperam BioEnergia

    A expectativa para a colheita de mandioca é alta, com planos de reinvestir os recursos na construção de uma nova sede e, futuramente, reativar a produção local de farinha de mandioca.

    Reconhecimento nacional e internacional

    O programa já conquistou reconhecimento internacional. Em 2023, foi citado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo de boa prática de uso sustentável do solo e da água. Em 2024, recebeu o Selo de Sustentabilidade do Programa Aliança Ambiental Estratégica de Minas Gerais. Assim, tornando-se a primeira empresa a obter essa distinção, além do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade na categoria “Melhor Empresa”.

    O próximo ciclo de plantio, previsto para o segundo semestre de 2025, já conta com a adesão de 21 associações comunitárias, com possibilidade de novas participações. O Raízes do Vale segue como referência em inclusão social, geração de renda e sustentabilidade no campo, fortalecendo a agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha.

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