Tag: curiosidades animais

  • Pescador fisga tartaruga gigante no Rio Araguaia

    Pescador fisga tartaruga gigante no Rio Araguaia

    Uma pescaria no Rio Araguaia terminou com um encontro muito diferente do esperado. Em vez de um peixe, um pescador fisgou acidentalmente uma tartaruga de grande porte e precisou trazer o animal até a margem.

    O tamanho do quelônio chamou atenção. Nas imagens, a tartaruga aparece sendo segurada antes de voltar para a água.

    O episódio ocorreu na região de Aruanã, em Goiás, um dos destinos de pesca mais conhecidos do Araguaia. Além de grandes peixes, porém, as águas do rio também abrigam diferentes espécies de animais silvestres.

    Entre elas está a tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa), considerada pelo Ibama o maior quelônio aquático de água doce das Américas. A espécie ocorre na bacia Tocantins-Araguaia e pode alcançar dimensões impressionantes.

    Entretanto, apenas as imagens não permitem afirmar com segurança que o animal fisgado pertence a essa espécie.

    Tartaruga-da-Amazônia pode chegar a 65 quilos

    Quando adulta, principalmente no caso das fêmeas, a tartaruga-da-Amazônia pode se transformar em um verdadeiro gigante dos rios.

    Segundo o Programa Quelônios da Amazônia, do Ibama, uma fêmea adulta pode pesar cerca de 65 quilos. Além disso, dados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) registram exemplares ainda maiores.

    A maior fêmea mencionada pelo instituto chegou a 109 centímetros de comprimento e 90 quilos.

    Portanto, encontrar uma tartaruga enorme nos rios onde a espécie ocorre não representa necessariamente uma anomalia. O próprio tamanho faz parte das características desses animais.

    https://www.instagram.com/reel/DZ2o18WO-9N/?utm_source=ig_web_copy_link&igsi=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Os machos, por outro lado, costumam ser menores que as fêmeas.

    Além disso, a tartaruga-da-Amazônia apresenta carapaça achatada e mais larga na região posterior. A coloração varia entre tons de marrom, cinza e verde-oliva.

    Gigantes também vivem no Araguaia

    Embora o nome remeta diretamente à Amazônia, a distribuição da espécie vai além da calha do Rio Amazonas.

    O Ibama informa que a Podocnemis expansa também ocorre na bacia Tocantins-Araguaia, alcançando áreas de Goiás e Mato Grosso.

    Por isso, o Rio Araguaia representa um habitat importante para esses animais.

    Um estudo realizado na Área de Proteção Ambiental Meandros do Araguaia, entre Goiás e Mato Grosso, por exemplo, analisou fêmeas com peso entre 17 e 38 quilos. Em média, elas apresentaram 65,45 centímetros de comprimento de carapaça.

    Além do tamanho, outra característica chama atenção: a longevidade.

    Dados reunidos pelo ICMBio indicam que a tartaruga-da-Amazônia pode chegar a aproximadamente 80 anos de vida. Assim, alguns dos grandes indivíduos encontrados nos rios podem ter várias décadas.

    Tartarugas colocam mais de 100 ovos

    Filhotes de tartaruga-da-amazônia

    O comportamento reprodutivo da espécie também impressiona.

    Durante o período de reprodução, as fêmeas migram para praias arenosas e se concentram em locais conhecidos como tabuleiros. Ali, elas escavam a areia para construir os ninhos.

    De acordo com o Ibama, cada fêmea nidifica uma vez durante o período reprodutivo e pode depositar entre 60 e 135 ovos.

    Depois disso, os filhotes levam entre 42 e 75 dias para nascer. O tempo varia conforme a região e as condições do rio.

    Entretanto, chegar à fase adulta não é simples. Ovos e filhotes enfrentam predadores naturais e também pressões provocadas pela ação humana.

    Por esse motivo, praias de reprodução recebem ações de monitoramento e proteção em diferentes regiões brasileiras.

    Por que a espécie precisa de proteção?

    Durante séculos, populações amazônicas utilizaram tartarugas e seus ovos como fonte de alimento. A exploração intensa, porém, provocou forte redução de algumas populações.

    Para enfrentar o problema, o Brasil mantém o Programa Quelônios da Amazônia (PQA), coordenado pelo Ibama. A iniciativa atua desde 1979 na conservação e no manejo de espécies de quelônios.

    Atualmente, a tartaruga-da-Amazônia aparece na categoria “menos preocupante” nas avaliações nacional e internacional citadas pelo Ibama.

    Ainda assim, o trabalho de conservação continua importante, principalmente nas áreas onde os animais se concentram para colocar seus ovos.

    O flagrante no Araguaia, portanto, chama atenção não apenas pelo tamanho do animal. Ele também revela que, sob as águas frequentadas por milhares de pescadores todos os anos, vivem alguns dos maiores quelônios de água doce das Américas.

  • Cientistas recorrem a “barrigas de aluguel” para salvar rinoceronte da extinção

    Cientistas recorrem a “barrigas de aluguel” para salvar rinoceronte da extinção

    Com apenas duas fêmeas vivas no mundo, o rinoceronte-branco-do-norte entrou em uma corrida contra o tempo para não desaparecer de vez. Sem machos da subespécie vivos e sem possibilidade de reprodução natural, cientistas passaram a apostar em uma alternativa de alta complexidade: criar embriões em laboratório.

    Considerado um dos casos mais críticos da conservação animal, o projeto tenta evitar a extinção definitiva da espécie usando fertilização in vitro. As duas últimas fêmeas, Najin e Fatu, vivem sob proteção constante no Quênia e não conseguem gerar filhotes naturalmente.

    Como funciona a técnica?

    Os pesquisadores coletam óvulos das fêmeas remanescentes e realizam a fertilização em laboratório com esperma de machos já mortos, preservado em bancos genéticos. Até agora, dezenas de embriões considerados viáveis já foram produzidos.

    A próxima etapa é ainda mais delicada: implantar esses embriões em fêmeas de rinoceronte-branco-do-sul, que funcionarão como barrigas de aluguel. A estratégia tenta contornar a impossibilidade de gestação das últimas representantes da subespécie.

    Os primeiros testes já mostraram que o procedimento pode funcionar. Em uma das tentativas, um embrião conseguiu se desenvolver por cerca de 70 dias após a implantação. A gestação, no entanto, foi interrompida depois que a fêmea hospedeira morreu por complicações de saúde.

    Mesmo assim, os cientistas consideraram o experimento um avanço importante, já que ele comprovou que a gestação é biologicamente possível.

    Apesar do otimismo, o processo ainda envolve muitos desafios. A gravidez de um rinoceronte dura cerca de 16 meses, e cada tentativa apresenta riscos elevados tanto para o embrião quanto para a fêmea substituta.

    Além das dificuldades técnicas, o projeto também levanta debates éticos e financeiros. Isso porque a reprodução assistida exige investimentos milionários e mobiliza equipes internacionais, o que reacende discussões sobre o custo e os limites da conservação de espécies ameaçadas.

  • Você foi enganado: o animal que mais dorme não é o bicho-preguiça

    Você foi enganado: o animal que mais dorme não é o bicho-preguiça

    Durante muito tempo, o bicho-preguiça foi considerado o animal mais dorminhoco do planeta. Afinal, seu próprio nome já sugere lentidão e descanso constante.

    No entanto, estudos recentes mostram uma realidade diferente. Apesar de passar longos períodos imóvel, a preguiça selvagem dorme, em média, entre 9 e 10 horas por dia.

    Ou seja, bem menos do que se imaginava.

    O verdadeiro campeão do sono

    Quem realmente lidera esse ranking é o tatu-canastra, o maior tatu do mundo.

    Pesquisas indicam que ele pode dormir cerca de 18 a 19 horas por dia. Isso significa que passa mais de 75% do tempo descansando dentro de sua toca.

    Além disso, estudos de monitoramento mostram que o animal permanece inativo por longos períodos, saindo apenas para se alimentar.

    Em alguns casos, pesquisadores registraram níveis extremos de inatividade, reforçando seu título de verdadeiro “campeão do sono”.

    Por que o tatu dorme tanto?

    O comportamento do tatu-canastra está diretamente ligado à sobrevivência.

    Como é um animal de hábitos noturnos, ele evita o calor e os predadores permanecendo protegido em tocas profundas durante o dia. Dessa forma, reduz riscos e economiza energia.

    Além disso, sua dieta baseada em insetos, como formigas e cupins, não exige longas jornadas de busca. Isso contribui para que ele passe mais tempo descansando.

    Por que o tatu dorme tanto?

    O comportamento do tatu-canastra está diretamente ligado à sobrevivência.

    Como é um animal de hábitos noturnos, ele evita o calor e os predadores permanecendo protegido em tocas profundas durante o dia. Dessa forma, reduz riscos e economiza energia.

    Além disso, sua dieta baseada em insetos, como formigas e cupins, não exige longas jornadas de busca. Isso contribui para que ele passe mais tempo descansando.

    E o coala entra nessa disputa?

    Se considerarmos o mundo animal como um todo, outro forte concorrente aparece: o coala.

    O animal australiano pode dormir entre 18 e 22 horas por dia. Isso acontece porque sua alimentação, baseada em folhas de eucalipto, oferece pouca energia.

    Assim, o coala precisa economizar ao máximo, passando a maior parte do tempo dormindo.

    Uma curiosidade que muda a percepção

    A descoberta de que o tatu-canastra dorme mais que o bicho-preguiça quebra um dos mitos mais populares do mundo animal.

    Além disso, mostra como a ciência continua revelando detalhes surpreendentes sobre espécies já conhecidas.

    Por fim, fica o recado: da próxima vez que você achar que dormiu demais, lembre-se: ainda está longe de bater o recorde do tatu-canastra.

  • Como a jiboia mata suas presas sem veneno?

    Como a jiboia mata suas presas sem veneno?

    A jiboia é uma das serpentes mais conhecidas da natureza, principalmente pela forma como captura e mata suas presas.

    Mesmo sem veneno, ela desenvolveu uma técnica extremamente eficiente, conhecida como “abraço mortal”, que garante sua sobrevivência no ambiente selvagem.

    Foto: Reprodução/Admilson Santos

    Como funciona o “abraço mortal”

    Diferente de outras cobras, a jiboia não injeta veneno.
    Após capturar a presa com uma mordida, ela se enrola rapidamente ao redor do animal e começa a apertar com força. Esse movimento interrompe a circulação sanguínea, impedindo que o oxigênio chegue aos órgãos vitais.

    Com isso, a vítima perde a consciência em pouco tempo. Estudos indicam que o processo não ocorre apenas por sufocamento, mas principalmente pela falha no sistema circulatório, o que torna a técnica ainda mais eficaz.

    Serpente não é venenosa, mas é letal

    Apesar da fama, a jiboia não possui veneno.

    Ainda assim, ela consegue matar com eficiência graças à força muscular e à técnica de constrição. Esse comportamento é comum entre serpentes da mesma família, que utilizam o corpo como principal ferramenta de caça.

    Depois de imobilizar a presa, a jiboia a engole inteira, começando pela cabeça.

    Alimentação e hábitos

    A dieta da jiboia inclui aves, pequenos mamíferos e até animais maiores, dependendo do tamanho da serpente.

    Ela costuma caçar à noite e utiliza sua camuflagem para surpreender as presas. Além disso, adapta-se facilmente a diferentes ambientes, sendo encontrada em vários biomas da América Latina, inclusive no Brasil.

    Corpo adaptado para grandes presas

    Uma das características mais impressionantes da jiboia é sua capacidade de engolir animais inteiros.

    Isso ocorre porque suas costelas são flexíveis e não estão presas a uma estrutura rígida, permitindo a expansão do corpo durante a alimentação.
    Além disso, enzimas especiais ajudam na digestão, que pode levar dias para ser concluída.

    Mais curiosidades sobre a espécie

    A jiboia pode atingir até cerca de quatro metros de comprimento, embora a maioria seja menor.

    Outro ponto curioso é que a espécie dá à luz filhotes vivos, podendo ter dezenas de crias em um único parto.

    Importância na natureza

    Apesar da aparência intimidadora, a jiboia desempenha papel importante no equilíbrio ambiental.

    Ela ajuda a controlar populações de outros animais e contribui para o funcionamento dos ecossistemas. Assim, mesmo sendo temida, a serpente é essencial para a biodiversidade e para o equilíbrio da cadeia alimentar.