Tag: curimata

  • Rio São Francisco recebe 20 mil alevinos em ação ambiental

    Rio São Francisco recebe 20 mil alevinos em ação ambiental

    A soltura de 20 mil alevinos de curimatã reforçou as ações de preservação do rio São Francisco no município de Santana do São Francisco (SE), durante a realização do projeto “Dia do Chico”. A iniciativa reuniu estudantes, comunidade e instituições em atividades voltadas à educação ambiental e à proteção dos recursos hídricos.

    A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) coordenou a ação, realizada nesta semana na orla do município. O projeto “Dia do Chico” integra uma agenda de educação ambiental promovida pelo Consórcio de Saneamento Básico do Baixo São Francisco Sergipano (Conbasf).

    O Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, unidade da Codevasf localizada na zona rural de Neópolis (SE), produziu os alevinos utilizados no peixamento.

    Alunos da rede pública municipal participaram diretamente da soltura dos peixes no rio São Francisco. A programação incluiu ainda plantio de mudas e coleta de óleo usado. Além do recolhimento de resíduos no entorno do rio e coleta de amostras de água para análise.

    Papel da comunidade na preservação ambiental

    Segundo a engenheira de pesca Isabel Rivas, analista em Desenvolvimento Regional da Codevasf, a mobilização reforça o papel da comunidade na preservação ambiental. “A participação dos estudantes e moradores fortalece a conscientização ambiental e valoriza o rio São Francisco como patrimônio natural”, afirmou.

    O projeto “Dia do Chico” abrange 13 municípios sergipanos banhados pelo rio São Francisco e ocorre de forma itinerante, com edições em diferentes localidades. A iniciativa conta com apoio da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e de parceiros da iniciativa privada.

  • Ibama apreende quase 10 toneladas de peixe em operação contra pesca ilegal

    Ibama apreende quase 10 toneladas de peixe em operação contra pesca ilegal

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 9,8 toneladas de pescado irregular durante a Operação Coremas. A fiscalização foi realizada no final de fevereiro nos municípios de Coremas e Sousa, na Paraíba. A fiscalização contou com o apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar da Paraíba (BPMA) e teve como alvo a pesca predatória em açudes públicos federais.

    A operação ocorreu estrategicamente no período que antecede o fim da piracema, quando a pesca de espécies como curimatã, sardinha, branquinha e piau é proibida conforme a Instrução Normativa Ibama nº 210/2008. A restrição tem como objetivo assegurar a reprodução das espécies e a sustentabilidade dos estoques pesqueiros.

    Durante as fiscalizações, os agentes retiraram de circulação 1,2 quilômetro de redes de pesca utilizadas de forma irregular, totalizando 10 unidades apreendidas. Um estabelecimento comercial que atuava em desacordo com a legislação ambiental também foi embargado.

    As multas aplicadas somam R$ 25.400,00. Além disso, parte do pescado apreendido, cerca de 668 quilos, foi doada ao programa social Sesc Mesa Brasil. Ele é voltado ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade alimentar.

    O Ibama reforça que, durante o período de defeso, a legislação proíbe a captura, o transporte, o armazenamento, a industrialização e a comercialização das espécies protegidas e de suas ovas. Com o encerramento da piracema, a legislação volta a permitir a atividade pesqueira, desde que os pescadores respeitem as normas vigentes.

  • Curimatá: o peixe brasileiro que virou estrela no exterior

    Curimatá: o peixe brasileiro que virou estrela no exterior

    O brasileiríssimo curimatá — também chamado de curimba, curimbatá ou papa-terra — está bombando lá fora. Só no primeiro trimestre de 2025, as exportações desse peixe cresceram incríveis 333%, movimentando US$ 580 mil, segundo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

    É isso mesmo: um peixe que até pouco tempo atrás era mais conhecido no interiorzão do Brasil agora caiu no gosto de consumidores no mundo inteiro. E mais: virou destaque entre as espécies nativas cultivadas no país, que, aliás, bateu recorde no setor — US$ 18,5 milhões exportados no período, um salto de 112% em relação a 2024.

    Quem é esse tal de curimatá?

    Estamos falando de um peixe de água doce, com corpo alongado e prateado, que vive em grandes bacias hidrográficas como Amazonas, São Francisco, Tocantins-Araguaia e Prata.

    Ele tem uma boca diferente, meio “retrátil”, feita sob medida pra raspar o fundo dos rios em busca de comida: restos de plantas, algas e detritos orgânicos. Por isso mesmo, o curimatá é considerado um “peixe que juda a manter a qualidade da água e a reciclar nutrientes no ecossistema.

    Ah, e ele não vive sozinho, não! Nada em grandes cardumes e pode chegar a medir mais de meio metro e pesar até 3 quilos. Durante a época das chuvas, migra para áreas alagadas para se reproduzir. Um verdadeiro viajante dos rios.

    Por que o curimatá tá fazendo sucesso?

    Além do sabor suave e da carne versátil, o peixe ganhou espaço no mercado externo por causa de algumas mudanças importantes por aqui. O governo tem se mexido: abriu novos mercados, melhorou o licenciamento ambiental e garantiu mais segurança jurídica pra quem produz.

    Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, essas ações vêm ajudando o setor a crescer de forma sustentável.

    E como anda a piscicultura brasileira?

    A todo vapor! No primeiro trimestre de 2025, o Brasil exportou 3.938 toneladas de pescado cultivado — quase o dobro do volume de 2024.

    A tilápia ainda lidera com folga, respondendo por 92% do valor exportado (US$ 17 milhões). Mas as nativas, como o curimatá e o tambaqui, estão correndo por fora e mostrando que têm muito espaço pra crescer.

    No fim das contas…

    O curimatá é mais do que um peixe bonito e saboroso — na verdade, é símbolo de uma produção que une economia e natureza. Com isso, o crescimento de 333% nas exportações só no comecinho de 2025 mostra que é possível, sim, apostar em espécies nativas, ao mesmo tempo em que se gera renda, se protege o meio ambiente e se leva o nome do Brasil cada vez mais longe. Dessa forma, o curimatá assume um papel de destaque tanto no mercado quanto na conservação dos nossos rios.

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  • Piscicultura brasileira bate recorde histórico em exportações

    Piscicultura brasileira bate recorde histórico em exportações

    A piscicultura brasileira alcançou um marco histórico no primeiro trimestre de 2025, com exportações de US$ 18,5 milhões – um aumento de 112% em relação ao mesmo período de 2024. O volume exportado também cresceu significativamente, atingindo 3.938 toneladas, alta de 89%.

    A tilápia se consolidou como a principal estrela do setor, respondendo por 92% do valor total exportado (US$ 17 milhões) e 3.455 toneladas comercializadas – o equivalente a 72 mil carrinhos de supermercado cheios de peixe (considerando 50 kg por carrinho). O crescimento em relação a 2024 foi de 105%.

    Dentre os peixes nativos, o curimatá se destacou com US$ 580 mil em exportações, um salto de 333%. O tambaqui também teve desempenho positivo, com US$ 479 mil vendidos. Já o pacu registrou crescimento percentual expressivo (+1.900%), embora partindo de uma base baixa (US$ 2.432 em 2024).

    Governo Federal impulsiona o setor

    O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, atribui os resultados às ações do governo para fortalecer a cadeia produtiva. “Trabalhamos em parceria com o Ministério da Agricultura para abrir novos mercados. Além avançar em questões estruturais, como licenciamento ambiental e cessão de Águas da União. Isso garante segurança jurídica para os produtores crescerem com sustentabilidade”, afirmou.

    Com a expansão de mercados internacionais e o aumento da produtividade, a piscicultura brasileira consolida seu potencial como um dos setores mais dinâmicos do agronegócio nacional.

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  • Piscicultura brasileira: recorde nas exportações em 2024

    Piscicultura brasileira: recorde nas exportações em 2024

    As exportações da piscicultura brasileira atingiram um crescimento recorde em 2024. Foi registrado um aumento de 138% em valor em comparação a 2023, totalizando US$ 59 milhões. Em volume, o crescimento foi de 102%, saltando de 6.815 toneladas para 13.792 toneladas. Este é o maior incremento em volume exportado desde 2021, conforme destacado no mais recente Informativo Comércio Exterior da Piscicultura, produzido pela Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR).

    O crescimento dos embarques de filés frescos, que geraram US$ 36 milhões, impulsionou significativamente as exportações. Os peixes inteiros congelados também contribuíram, com exportações totalizando US$ 17 milhões. Segundo Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, a redução no preço da tilápia no mercado interno foi um fator crucial para esse aumento. “O preço da tilápia pago ao produtor caiu de uma média de R$ 9,73 por quilo no final de 2023 para R$ 7,85 ao término de 2024”, explica Pedroza.

    Além disso, a valorização do dólar em relação ao real e o aumento na produção de tilápia também foram determinantes. “Com o mercado interno não absorvendo toda a oferta, as empresas buscaram novos mercados internacionais”, complementa.

    Liderança da tilápia nas exportações

    A tilápia representa impressionantes 94% das exportações na piscicultura nacional, totalizando US$ 55,6 milhões, com um crescimento de 138% em relação ao ano anterior. Em volume, as exportações de tilápia aumentaram 92%, alcançando 12.463 toneladas. Os curimatás também se destacaram, ocupando a segunda posição com US$ 1,2 milhão, um crescimento expressivo de 437%.

    A tilápia mantém liderança como espécie mais exportada. Jefferson Christofoletti/Embrapa

    Os Estados Unidos se destacaram como o principal importador do peixe brasileiro, respondendo por 89% das exportações nacionais da piscicultura em 2024, totalizando US$ 52,3 milhões. A tilápia foi a principal espécie vendida aos norte-americanos. O Peru também se destacou como um importante mercado, importando US$ 1,1 milhão de curimatá e quantias significativas de pacu e tambaqui.

    Desafios na balança comercial

    Apesar do crescimento nas exportações, a balança comercial dos produtos da piscicultura fechou com um déficit de US$ 992 milhões, devido ao aumento das importações que atingiram US$ 1 bilhão. O salmão foi a principal espécie importada pelo Brasil, seguido pelo pangasius. “A importação do salmão aumentou em 9% em valor e 5% em volume, totalizando US$ 909 milhões, o que corresponde a 87% do volume total importado pelo país”, afirma Pedroza.

    O crescimento recorde nas exportações da piscicultura brasileira em 2024 reflete não apenas a competitividade do setor no mercado internacional. Mas também os desafios que ainda precisam ser enfrentados para equilibrar a balança comercial. Com uma demanda crescente por produtos aquáticos e uma produção robusta, o Brasil se posiciona como um player importante no cenário global da piscicultura.

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