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  • Anvisa regulamenta cúrcuma em suplementos após alertas de dano ao fígado

    Anvisa regulamenta cúrcuma em suplementos após alertas de dano ao fígado

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta semana no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa 438/2026, que atualiza as regras para suplementos alimentares com cúrcuma (Curcuma longa) ou curcuminoides. A medida estabelece novos limites de consumo e muda as exigências de rotulagem para reduzir riscos à saúde dos consumidores.

    A nova norma tem raízes em um alerta de farmacovigilância que a Anvisa divulgou em março de 2025. Na ocasião, a agência reuniu avaliações internacionais que identificaram casos suspeitos de intoxicação hepática em pessoas que usavam produtos com cúrcuma ou curcuminoides, substâncias presentes tanto em suplementos quanto em medicamentos.

    O problema se concentra especialmente em formulações com tecnologias que ampliam a absorção da curcumina a níveis muito superiores ao consumo alimentar convencional. Quanto maior a absorção, maior o risco de sobrecarga no fígado.

    O que muda com a nova instrução normativa

    A diretora Daniela Marreco, relatora do processo, destacou a necessidade de acompanhar o avanço científico. E de responder rapidamente aos sinais de segurança identificados no monitoramento pós-mercado. A proposta passou por contribuições do setor regulado e recebeu aprovação na 6ª Reunião Pública da Diretoria Colegiada de 2026, em 14 de abril.

    A IN 438/2026 atualiza a Instrução Normativa 28/2018 e traz três mudanças centrais:

    • Advertência obrigatória no rótulo

    Todos os suplementos com cúrcuma passam a exigir a seguinte informação na embalagem: “Este produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças hepáticas, biliares ou com úlceras gástricas. Pessoas com enfermidades e/ou sob o uso de medicamentos, consulte seu médico.”

    • Nova metodologia de cálculo dos limites

    Os limites de consumo da curcumina passam a considerar a soma dos três principais componentes do grupo, os curcuminoides totais, e não apenas um deles isoladamente. A mudança torna o controle mais preciso e seguro.

    • Inclusão dos tetraidrocurcuminoides com restrição de mistura

    A norma acrescenta os tetraidrocurcuminoides à lista de ingredientes permitidos. No entanto, proíbe a combinação desse novo componente com o extrato natural da planta no mesmo produto, para evitar que o organismo receba doses excessivas da substância.

  • Alerta: suplementos de cúrcuma estão associados a hepatite e lesões hepáticas

    Alerta: suplementos de cúrcuma estão associados a hepatite e lesões hepáticas

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de farmacovigilância sobre os riscos de danos hepáticos associados ao uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra, em formulações concentradas, como cápsulas e extratos.

    Embora raros, os casos identificados internacionalmente envolvem inflamação e lesões graves no fígado. O problema está ligado, principalmente, a formulações que aumentam significativamente a absorção da curcumina,o princípio ativo da cúrcuma, em níveis muito superiores ao consumo alimentar convencional.

    O que motivou o alerta?

    A decisão da Anvisa acompanha uma tendência regulatória global. Agências da Itália, Austrália, Canadá e França já emitiram alertas similares, com alguns países chegando a proibir determinados produtos e exigir avisos obrigatórios nos rótulos.

    Na França, a Agência Nacional de Segurança Sanitária (ANSES) registrou dezenas de relatos de efeitos adversos relacionados ao consumo de suplementos à base de cúrcuma ou curcumina, incluindo casos de hepatite, por meio do sistema de nutrivigilância do país.

    Cúrcuma na cozinha? Sem problemas

    Um ponto essencial destacado pela Anvisa: o alerta não se aplica ao uso culinário da cúrcuma. O pó utilizado no preparo de alimentos é seguro e não apresenta evidências de risco à saúde. A diferença está na concentração e na biodisponibilidade: suplementos e medicamentos possuem doses muito mais altas e tecnologias que potencializam a absorção da substância pelo organismo.

    Sintomas que exigem atenção médica

    Quem faz uso de suplementos ou medicamentos com cúrcuma deve ficar atento a sinais que podem indicar lesão hepática:

    • Pele ou olhos amarelados (icterícia)
    • Urina muito escura
    • Cansaço excessivo e sem causa aparente
    • Náuseas e dores abdominais

    Ao notar qualquer um desses sintomas, a Anvisa orienta que o uso do produto seja interrompido imediatamente e que o paciente busque avaliação médica. Suspeitas de reações adversas devem ser notificadas pelo sistema VigiMed (para medicamentos) ou e-Notivisa (para suplementos alimentares).

    Medidas já determinadas pela Anvisa

    Como parte das ações preventivas, a agência determinou a atualização das bulas dos medicamentos Motore® e Cumiah®, com a inclusão de avisos de segurança. A autoridade reguladora abrirá um processo de reavaliação técnica do uso das substâncias nos suplementos alimentares e exigirá advertências obrigatórias sobre possíveis efeitos adversos nos rótulos dos produtos.

  • Vale ouro: conheça a especiaria mais cara do mundo

    Vale ouro: conheça a especiaria mais cara do mundo

    O açafrão, conhecido como o “ouro da gastronomia”, é a especiaria mais cara do mundo. Extraído do pistilo da flor Crocus sativus, o açafrão verdadeiro pode custar até R$ 70 mil o quilo, valor comparável ao do ouro. Para obter essa quantidade, são necessárias cerca de 250 mil flores, colhidas manualmente uma a uma, o que explica o preço elevado do produto.

    O açafrão verdadeiro é diferente do chamado “açafrão-da-terra” ou cúrcuma, comum no Brasil. O verdadeiro vem dos estigmas avermelhados da flor Crocus sativus, de origem asiática e cor violeta. Cada flor carrega três estigmas, que técnicos precisam extrair com todo cuidado. O processo de colheita é totalmente manual e ocorre entre outubro e novembro, tornando a produção limitada e exclusiva.

    Origem

    A origem do açafrão ainda gera dúvidas, mas estudos apontam que povos do Mediterrâneo domesticaram a planta há milhares de anos. Desde a Antiguidade, ele ganha destaque pelo sabor exótico, pelas propriedades medicinais e pela cor intensa, muito presente em receitas tradicionais e cerimônias culturais.

    Flor Crocus sativus, de onde vem a especiaria. Foto: Redes Sociais

    Além de seu uso na alta gastronomia, o açafrão é reconhecido por seus benefícios à saúde. Ele é fonte de antioxidantes, contribui para a melhora do humor, pode ajudar a reduzir sintomas da síndrome pré-menstrual e possui propriedades afrodisíacas. Uma colher de café cheia do produto contém apenas 14 calorias, mas oferece minerais como cálcio, magnésio, potássio e vitamina C.

    Por que o açafrão é tão caro?

    O valor do açafrão está diretamente ligado à sua produção trabalhosa e ao rendimento baixo. A secagem dos estigmas permite aproveitar só 25% do volume colhido. O cultivo demanda mão de obra intensiva e especializada, pois a colheita e a separação dos fios ocorrem de forma manual para assegurar a qualidade e o aroma únicos da especiaria.

    O açafrão aparece com frequência em pratos tradicionais da culinária mediterrânea, como a paella espanhola e o risoto italiano. No Brasil, porém, poucas pessoas utilizam o ingrediente, já que o preço alto e a dificuldade para encontrar o produto autêntico limitam seu consumo. Chefs renomados destacam o sabor e o perfume inconfundíveis da especiaria, que transforma receitas sofisticadas e valoriza qualquer preparo.

    Diferencie açafrão de cúrcuma

    É importante não confundir o açafrão verdadeiro com a cúrcuma, conhecida como açafrão-da-terra. Enquanto o verdadeiro é extraído do pistilo da flor Crocus sativus, a cúrcuma vem de uma raiz e é utilizada principalmente para colorir alimentos, mas possui sabor e propriedades diferentes.

    O açafrão segue como símbolo de luxo e tradição, sendo uma das especiarias mais desejadas e valorizadas do mundo. Seu alto valor, benefícios à saúde e sabor marcante fazem dele um ingrediente insubstituível na gastronomia internacional.

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