Tag: Cultura agro

  • João Guilherme comenta criação no agro e relação com Leonardo: “Família conservadora”

    João Guilherme comenta criação no agro e relação com Leonardo: “Família conservadora”

    João Guilherme abriu o jogo sobre a relação com o pai, o cantor Leonardo, e comentou como os dois lidam com opiniões diferentes dentro da família. Segundo o ator, o respeito sempre prevalece, mesmo quando surgem debates sobre temas mais delicados.

    Durante entrevista ao programa Sem Censura, João afirmou que o sertanejo cresceu em um contexto bastante ligado ao agronegócio e a valores conservadores. Ainda assim, destacou que busca compreender a visão do pai, sem transformar as divergências em conflitos familiares.

    “Meu pai é um cara de 65 anos, nasceu e cresceu em outro contexto, em um ambiente muito movimentado pelo agro. Ele vem de uma família conservadora”, explicou o ator.

    João também elogiou a postura de Leonardo durante as conversas entre os dois. De acordo com ele, o cantor escuta suas opiniões e se mostra aberto ao diálogo, independentemente das diferenças de pensamento.

    “O mais interessante é esse respeito na escuta. Ele poderia simplesmente me cortar, mas é um cara disposto a conversar. A gente fala sobre todos os assuntos”, afirmou.

    Por fim, o ator reforçou que não pretende romper laços familiares por questões políticas ou ideológicas. Para João Guilherme, o carinho e a convivência com o pai falam mais alto, apesar das discordâncias.

  • Grande nome do sertanejo é dono de fazenda de R$ 60 milhões com lago, haras e 5 mil bois

    Grande nome do sertanejo é dono de fazenda de R$ 60 milhões com lago, haras e 5 mil bois

    Longe dos holofotes, o cantor Leonardo construiu um verdadeiro império rural no interior goiano. Não se trata de hobby de celebridade. Estamos falando de um negócio sólido, com escala, estrutura e estratégia dentro do agronegócio brasileiro.

    A Fazenda Talismã fica em Jussara, no interior de Goiás, e se tornou uma das propriedades rurais mais conhecidas entre artistas brasileiros, reunindo estrutura de alto padrão e operação rural ativa. Aos 62 anos, Leonardo segue ativo nos palcos e, ao mesmo tempo, firme na gestão de uma das fazendas mais comentadas do setor.

    De R$ 4,6 milhões para R$ 60 milhões

    Adquirida por cerca de R$ 4,6 milhões, a propriedade vale hoje aproximadamente R$ 60 milhões, trajetória que qualquer investidor rural reconhece bem.

    A área ocupa cerca de mil hectares e integra natureza preservada, criação de animais e espaços de descanso, formando praticamente uma pequena cidade privada. No plantel, cerca de 5 mil cabeças de gado compõem a base produtiva da operação. Além da pecuária, parte das terras segue para o cultivo de soja e milho por arrendamento, o que reforça ainda mais o caráter estratégico da propriedade.

    Virginia Fonseca curtindo lago da fazenda — (Foto: Reprodução/Instagram)

    Haras, lago e pista de pouso

    A infraestrutura chama atenção por onde se olha. A fazenda conta com mansão ampla, lago com praia artificial, pista de pouso, capela e espaços para eventos. O lago, além do lazer, compõe o visual característico das grandes fazendas modernas do Centro-Oeste.

    Um haras de alto padrão abriga cavalos selecionados e reforça o vínculo do artista com o universo do campo. Estruturas como essa deixaram de ser símbolo de status e passaram a funcionar como negócios rentáveis, especialmente diante da explosão dos leilões equinos nos últimos anos.

    Nome que conecta música e campo

    O nome da fazenda homenageia um dos maiores sucessos da dupla Leandro e Leonardo, conectando diretamente o patrimônio à trajetória artística do cantor. Mesmo após alcançar fama nacional e estabilidade financeira, Leonardo preserva a conexão com suas raízes rurais, algo que ele próprio aponta como fonte de equilíbrio. A fazenda, assim, funciona em dois níveis ao mesmo tempo: como negócio consolidado no agronegócio e como âncora pessoal de um artista que cresceu nesse ambiente e nunca se afastou dele.

  • O café bom vai todo para fora? Essa frase já foi verdade, mas o Brasil mudou completamente

    O café bom vai todo para fora? Essa frase já foi verdade, mas o Brasil mudou completamente

    Se você cresceu no Brasil, provavelmente ouviu isso em casa: o café bom vai todo para exportação e o refugo fica para o brasileiro. Durante décadas, essa afirmação tinha fundamento. Nos anos 80, a ABIC revelou que cerca de 30% do café vendido no mercado interno era fraudado com milho torrado, cevada e cascas. O consumidor brasileiro tomava uma bebida amarga achando que era café puro. Na maioria das vezes, não era.

    O Brasil produz café desde o século XIX. Contudo, a lógica comercial era simples: os melhores grãos iam para exportação, e o mercado interno ficava com grãos defeituosos, quebrados e misturados com matérias estranhas. Não havia fiscalização efetiva nem selo de qualidade. Muitos brasileiros cresceram convictos de que café era naturalmente amargo e ruim. Afinal, nunca tinham provado o verdadeiro.

    O programa que virou o jogo

    A virada começou nos anos 90, quando a ABIC criou o Programa de Qualidade do Café. O objetivo era combater fraudes, estabelecer padrões mínimos de pureza e oferecer um selo que identificasse produtos genuínos. Torrefadoras que vendiam café adulterado foram obrigadas a se adaptar ou perder espaço no mercado. O índice de fraude caiu drasticamente, e o café que chegava à mesa do brasileiro começou a ser, de fato, café.

    Enquanto a qualidade básica melhorava, os cafés especiais brasileiros ganhavam força. Regiões como Cerrado Mineiro, Alta Mogiana e Sul de Minas passaram a produzir grãos avaliados acima de 80 pontos na escala da Specialty Coffee Association. Cafeterias de terceira onda se espalharam pelas capitais e o consumidor brasileiro passou a valorizar origem, altitude e perfil sensorial. O mesmo país que misturava milho no café do próprio povo agora disputa, em igualdade, com cafés da Etiópia, Colômbia e Guatemala.

    A frase que ficou presa no tempo

    A crença de que o melhor café vai todo para fora tem raízes reais, mas ficou presa nos anos 80 enquanto o mercado evoluiu. Hoje, o Brasil é simultaneamente o maior produtor e o segundo maior consumidor da bebida do mundo. Cafés especiais que antes eram exclusivos para exportação estão disponíveis em torrefadoras locais, supermercados e cafeterias em todo o país. A narrativa ainda circula, mas os dados não a sustentam mais.

    Nos anos 80, até 30% do café vendido tinha adulteração. Em 2026, o consumidor brasileiro acessa cafés especiais premiados internacionalmente, com rastreabilidade de origem e perfil sensorial definido. Essa transformação foi resultado de fiscalização, programas de qualidade e um consumidor que passou a exigir mais. O maior produtor de café do mundo aprendeu a beber de verdade, e a história continua sendo escrita a cada nova safra.