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  • Genética se torna aliada estratégica na produção de tomate

    Genética se torna aliada estratégica na produção de tomate

    A combinação entre genética avançada, cultivo protegido e manejo tecnológico tem transformado a produção de tomate no Brasil. Durante visita técnica promovida pela BASF Nunhems na Mikami Agrobusiness, em Louveira (SP), produtores e especialistas apresentaram como a inovação vem contribuindo para aumentar a produtividade, garantir maior qualidade dos frutos e reduzir os impactos das variações climáticas sobre a cultura.

    A Mikami Agrobusiness é um grupo agrícola familiar liderado pelos irmãos Ricardo e Eduardo Mikami, representantes da terceira geração de descendentes de imigrantes japoneses. Com operações em Louveira e Vinhedo, a empresa cultiva cerca de 70 produtos diferentes para abastecer a rede Quitanda QMaria e o QMaria Restaurante & Sushi, ambos pertencentes à própria família. Entre as culturas, o tomate saladete ocupa posição estratégica na operação.

    Da avaliação ao cultivo em larga escala

    Atualmente, toda a produção de tomate italiano da empresa utiliza o híbrido Strongton, desenvolvido pela BASF Nunhems. Segundo Ricardo Mikami, a adoção da variedade ocorreu após testes em pequena escala que demonstraram resultados superiores aos materiais anteriormente utilizados.

    “Nossa busca não é só por algo que seja bom para produzir, é o que o cliente quer. Buscamos variedades resistentes, que nos ajudem a usar o mínimo possível de produto, buscando eficiência e atendendo a demanda que encontramos no Strongton”, afirmou.

    De acordo com o produtor, um dos principais desafios da cultura era a perda de uniformidade dos frutos na parte superior das plantas.

    “Nossa dificuldade sempre foi do meio para cima. Ou ficava pequeno ou ficava oco, não enchia e não dava peso. Quando tivemos a oportunidade de testar o Strongton, já vimos diferença. Começamos com seis vasos e hoje 100% da nossa produção de tomate italiano é dessa variedade”, relatou.

    Além disso, a empresa trabalha atualmente com 17 lotes produtivos e pretende incorporar mais três áreas ao longo deste ano. Cada lote produz entre 10 e 12 toneladas, totalizando aproximadamente 180 toneladas anuais de tomate italiano.

    Genética como diferencial competitivo

    Segundo Leonardo Terron Ferreira, representante técnico de vendas da BASF Nunhems, a proposta da nova genética é garantir uniformidade de produção durante todo o ciclo da planta.

    “A genética traz para o produtor melhor sanidade, vigor de planta, pegamento desde as primeiras pencas e qualidade até o ponteiro. O objetivo é oferecer o mesmo calibre de fruto em toda a planta, com uniformidade e padrão comercial”, explicou.

    De acordo com o especialista, o desempenho está diretamente ligado ao sistema radicular desenvolvido pelo híbrido.

    “Para obter uniformidade, o segredo está na genética. Com um sistema radicular robusto, toda a adubação realizada consegue ser aproveitada pela planta, garantindo a formação das pencas e a qualidade dos frutos.”

    Além da uniformidade, o material apresenta resistência a importantes desafios fitossanitários da cultura, como nematoides, fusarium, verticillium, vírus rugoso, vira-cabeça e geminivírus. Dessa forma, o produtor ganha mais estabilidade produtiva e maior segurança no manejo da lavoura.

    Tecnologia reduz riscos e amplia previsibilidade

    Além da genética, a tecnologia aplicada ao sistema de produção tem papel decisivo nos resultados obtidos pela propriedade. A Mikami Agrobusiness conta com cerca de 40 mil metros quadrados de estufas em Louveira, além de estruturas semelhantes em outras regiões do País.

    Segundo Ricardo Mikami, a migração do cultivo tradicional para a plasticultura permitiu reduzir significativamente os impactos das condições climáticas.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “Diminuímos as variáveis climáticas como excesso de chuva, luminosidade e temperatura. Conseguimos entregar mais produtividade, qualidade, previsibilidade e reduzir aplicações de produtos. A plasticultura diminui as rupturas de produção.”

    Além disso, o sistema adotado utiliza cultivo em vasos preenchidos com turfa, um substrato que permite maior controle do ambiente radicular. Toda a irrigação e nutrição das plantas ocorre por meio de fertirrigação automatizada.

    “Trabalhamos em campo protegido. O plantio é feito em vasos com substrato e toda a fertirrigação é realizada por uma injetora que fornece água e nutrientes preparados pelos nossos agrônomos de acordo com a necessidade da planta durante o ciclo”, explicou Juliano Godoi, gerente de produção da Mikami Agrobusiness.

    Para os produtores, a incorporação de novas tecnologias tornou-se fundamental diante dos desafios climáticos e das exigências de mercado.

    “Se continuássemos produzindo da maneira que era feita no passado, seria muito difícil aumentar a produção. A tecnologia veio para agregar. Hoje utilizamos recursos que vão desde sementes híbridas e irrigação até estufas mais modernas e implementos agrícolas”, destacou Godoi.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Desafios e perspectivas para o futuro

    Apesar dos avanços, a produção de tomate continua enfrentando desafios importantes, principalmente durante o verão, quando as altas temperaturas podem comprometer produtividade e qualidade.

    Ainda assim, a demanda do mercado exige regularidade no abastecimento ao longo de todo o ano.

    “O consumidor quer tomate independentemente de estar frio, chovendo ou fazendo calor. Precisamos garantir esse fornecimento constante”, observou Ricardo Mikami.

    Para ele, o futuro da tomaticultura passa pela combinação entre sustentabilidade, genética e adaptação climática.

    “As temperaturas estão cada vez mais altas e as mudanças climáticas são uma realidade. A genética precisará acompanhar esse cenário, entregando materiais mais resistentes e que facilitem o manejo. A automação também deve avançar, mas sem perder a sensibilidade humana, que continua sendo determinante para o resultado final.”

  • Inteligência artificial e novas cultivares marcam a Hortitec

    Inteligência artificial e novas cultivares marcam a Hortitec

    A Hortitec 2026 reunirá lançamentos e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade no campo. A feira acontece entre 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), e deve receber 32 mil visitantes.

    Ao todo, 520 empresas do Brasil e do exterior participarão da 31ª edição da Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. A expectativa é movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As novidades refletem as principais demandas da hortifruticultura brasileira. Automação, rastreabilidade, sustentabilidade, produtividade e saudabilidade lideram os investimentos do setor.

    O mercado também acompanha a mudança no comportamento do consumidor. A busca por alimentos saudáveis e práticos impulsiona a expansão de produtos frescos e higienizados.

    Embrapa amplia portfólio de alimentos nutritivos

    Entre os destaques da feira, a Embrapa apresenta novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Em parceria com a Isla Sementes, a instituição lança as variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu. As cultivares oferecem alta densidade nutricional, apelo visual e praticidade ao consumidor.

    Além disso, a Embrapa Clima Temperado apresenta a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar biofortificada possui elevado teor de carotenoides e alta produtividade.

    Inteligência artificial chega à floricultura

    A tecnologia também ganha espaço na produção de flores. A Focusight Technology Co. apresenta a Classificadora Inteligente de Flores no estande da Green House. O equipamento utiliza visão artificial e inteligência artificial para automatizar etapas do processo produtivo.

    A solução realiza classificação, corte de hastes, amarração e empacotamento. Com isso, aumenta a eficiência e reduz a dependência de mão de obra.

    Novas flores apostam em qualidade e rentabilidade

    A Bio Plugs leva ao evento uma nova versão da tradicional Gérbera. A variedade apresenta flores duplas e gigantes, com cerca de 12 centímetros de diâmetro. Além disso, possui hastes mais robustas e maior constância de corte.

    Já o girassol sem pólen surge como alternativa inovadora para produtores e consumidores. O híbrido oferece produção precoce, maior durabilidade e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Alfaces chegam ao mercado de processamento

    As empresas também apostam em hortaliças voltadas ao segmento de alimentos processados.

    A Enza Zaden lança a alface Harumi, variedade americana adaptada ao cultivo de primavera e verão. A cultivar apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Por sua vez, a Sakata apresenta a alface Bella Folha. Segundo a empresa, trata-se da primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Biotecnologia reforça sustentabilidade

    O setor de fertilizantes e defensivos também traz inovações sustentáveis. Entre elas está o RadiSanPro, da Futureco Bioscience. O produto estimula o desenvolvimento radicular e ativa mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Além disso, a tecnologia fortalece a resistência contra fungos e nematoides, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável.

  • Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    A Hortitec 2026 reunirá 520 empresas brasileiras e estrangeiras para apresentar soluções voltadas à horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas. O evento ocorrerá entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP).

    A organização espera receber cerca de 32 mil visitantes. Além disso, a feira projeta movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As empresas levarão ao público tecnologias voltadas à automação, sustentabilidade, produtividade, rastreabilidade e saudabilidade. Essas áreas concentram os principais desafios enfrentados pelos produtores de hortifrúti no Brasil.

    De olho no consumidor

    O setor também acompanha mudanças no comportamento do consumidor. Atualmente, cresce a procura por alimentos saudáveis, nutritivos e práticos para o dia a dia. Por isso, produtos frescos, higienizados e prontos para consumo ampliam participação na cesta de compras dos brasileiros.

    Entre os destaques da feira, a Embrapa e a Isla Sementes apresentarão novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs). As variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu combinam valor nutricional, praticidade e apelo visual.

    Nova batata-doce

    A Embrapa Clima Temperado também lançará a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar possui alto teor de carotenoides e elevada produtividade.

    Flores

    Na floricultura, a tecnologia ganhará espaço com a Classificadora Inteligente de Flores. A solução utiliza visão artificial e inteligência artificial para classificar, cortar e embalar flores automaticamente. Segundo os expositores, a tecnologia aumenta a eficiência operacional e reduz impactos da escassez de mão de obra no campo.

    O setor também apresentará novas variedades ornamentais. A Bio Plugs exibirá uma Gérbera com flores duplas e gigantes, hastes resistentes e longo ciclo produtivo.

    Outro lançamento será o Girassol sem pólen. O híbrido oferece maior durabilidade, evita sujeira e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Hortaliças processadas

    No segmento de hortaliças processadas, empresas apostam em variedades adaptadas ao mercado de produtos frescos e higienizados.

    A Enza Zaden lançará a alface Harumi. A variedade apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Já a Sakata apresentará a alface Bella Folha. A cultivar é a primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Fertilizantes e defensivos

    No setor de fertilizantes e defensivos, a biotecnologia reforçará a busca por sistemas produtivos mais sustentáveis.

    Entre as novidades, o RadiSanPro se destaca por estimular o desenvolvimento das raízes e fortalecer os mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Com lançamentos voltados à eficiência e à sustentabilidade, a Hortitec 2026 reforça seu papel como uma das principais vitrines de inovação para a horticultura brasileira.

     

     

     

     

  • HORTITEC 2026 espera movimentar R$ 750 milhões em Holambra

    HORTITEC 2026 espera movimentar R$ 750 milhões em Holambra

    A 31ª edição da HORTITEC – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – será realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP). Com isso, a feira reforça sua posição como principal encontro do setor hortifrutícola brasileiro e um dos mais importantes da América Latina. Todos os espaços já foram comercializados. Além disso, a organização estima receber cerca de 32 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 750 milhões em negócios durante os três dias de evento.

    Neste ano, a feira reunirá 520 empresas expositoras nacionais e internacionais. O público encontrará lançamentos voltados à horticultura, floricultura e culturas intensivas. Entre as novidades estarão novas variedades de frutas, legumes, verduras e flores. Além disso, serão apresentadas soluções para irrigação de precisão, manejo de mudas, cultivo protegido e uso eficiente de água e energia. Também haverá ferramentas digitais aplicadas à produção agrícola.

    Destaques

    Entre os destaques da edição está a participação do Grupo Casa Bugre, presente na HORTITEC desde a sétima edição. Ao longo de mais de 24 anos de participação contínua, a empresa acompanhou a evolução tecnológica do setor. Neste ano, apresentará novidades voltadas à agricultura de alta performance. O foco estará em nanotecnologia, microalgas e nutrifisiologia aplicada.

    Segundo Flavio Maia, CEO do Grupo Casa Bugre, a feira representa um ambiente estratégico para aproximar inovação e produção agrícola.

    “A Hortitec é um dos principais pontos de conexão entre ciência, inovação e o produtor rural. Para o Grupo Casa Bugre, estar presente nesse ambiente é a materialização do nosso propósito: conectar o conhecimento científico às necessidades reais do campo. É nesse contato direto com o produtor que conseguimos levar nossas novas tecnologias, soluções e inovações, contribuindo para uma agricultura mais eficaz, rentável e sustentável. Mais do que apresentar produtos, a feira nos permite ouvir, entender e evoluir junto com quem está no dia a dia da produção”, afirma.

    Inovação em nutrição vegetal e microalgas

    Entre os lançamentos anunciados está o AgLithis, solução nutricional baseada em nanotecnologia. O produto foi desenvolvido para fornecer cálcio de alta eficiência às plantas. Dessa forma, atua diretamente nos processos fisiológicos das culturas. Além disso, favorece a absorção e o aproveitamento dos nutrientes. Como resultado, contribui para ganhos de produtividade, uniformidade e qualidade.

    Outro destaque será o Argemiro, novo porta-enxerto da Bayer Seminis para pimentões. O material foi desenvolvido para proporcionar maior vigor vegetativo e estabilidade produtiva. Assim, busca atender às demandas dos produtores por mais segurança no manejo. Além disso, oferece melhor desempenho agronômico.

    O Grupo Casa Bugre também levará à feira sua linha de BioPotencializadores com tecnologia de microalgas. Entre os produtos apresentados estarão o AfiMax, o OrusMax e o MiMax, desenvolvidos para potencializar a eficiência dos manejos fitossanitários e ampliar o desempenho dos inseticidas.

    Na área de bioestimulantes, a empresa exibirá os produtos Stimulife Impetus, Stimulife Robust e Stimulife Rizogen. Já o Active31 será apresentado como uma solução prebiótica para o solo. O produto foi formulado para estimular a microbiota da rizosfera. Além disso, favorece o desenvolvimento de microrganismos benéficos próximos às raízes.

    De acordo com Everton Campos, diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, as microalgas oferecem benefícios em diferentes frentes da produção agrícola.

    “As microalgas atuam como bioestimulantes e biopotencializadores, induzindo respostas fisiológicas que fortalecem a planta, aumentam a tolerância a estresses e melhoram a eficiência do manejo”, afirma.

    Além disso, compostos bioativos presentes nas microalgas auxiliam na redução do estresse oxidativo das plantas e favorecem a translocação de nutrientes, contribuindo para frutos mais firmes, uniformes e com maior vida pós-colheita.

    Agricultura 6.0 e eficiência no uso de nutrientes

    A Agrilife, empresa do Grupo Casa Bugre, também apresentará tecnologias voltadas à nutrifisiologia aplicada. Além disso, destacará o conceito de Nutrient Use Efficiency (NUE). Esse indicador mede a eficiência com que os nutrientes fornecidos são convertidos em produtividade.

    Entre as soluções que estarão em exposição estão os produtos AgBasis, AgFortis, AgMaturis e AgGranum. As tecnologias foram desenvolvidas para atuar em diferentes fases do ciclo produtivo, promovendo desde o desenvolvimento radicular até a maturação uniforme de frutos e o enchimento de grãos.

    Para Renato Opitz, diretor da HORTITEC, a feira desempenha papel estratégico para o desenvolvimento da cadeia hortifrutícola.

    “A edição 2026 apresentará soluções tecnológicas para toda a cadeia, em especial para o produtor que quer manter a produtividade elevada e ampliar sua competitividade no mercado. Isto porque a HORTITEC é um ecossistema hortifrutícola com muitas oportunidades de atualização, de novos negócios e, também, de network, ao atrair e reunir quem tem real interesse no setor”, destaca.

    Além das inovações tecnológicas, a HORTITEC 2026 contará com a presença de instituições financeiras. Elas oferecerão linhas de crédito voltadas ao investimento e ao custeio rural. Dessa maneira, os produtores poderão ampliar o acesso a recursos para modernização das propriedades. Também será possível acelerar a adoção de novas tecnologias.

    A feira também reunirá empresas ligadas à agricultura de precisão, inteligência artificial, bioinsumos, rastreabilidade, irrigação e automação. Além disso, estarão presentes companhias dos segmentos de genética, biotecnologia, defensivos, embalagens e maquinários. Assim, a HORTITEC reforça seu papel como um dos principais hubs de conhecimento e negócios do agronegócio brasileiro.

    Serviço

    HORTITEC 2026
    Data: 17 a 19 de junho de 2026
    Horário: 17 e 18 de junho, das 9h às 19h; 19 de junho, das 9h às 17h
    Local: Parque de Exposições da Expoflora – Holambra (SP)
    Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos)
    Informações: hortitec.com.br

  • Hortitec 2025 apresenta novas tecnologias para a horticultura brasileira

    Hortitec 2025 apresenta novas tecnologias para a horticultura brasileira

    De 25 a 27 de junho, Holambra (SP) recebe a 30ª edição da Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas –, maior evento da América Latina dedicado ao setor hortifrutícola. Com a participação de 520 empresas nacionais e internacionais, a feira destaca as últimas tecnologias para aumentar a produtividade, reduzir perdas e garantir a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

    A Hortitec 2025 oferece soluções que atendem desde pequenos até grandes produtores das cinco regiões do país. Os visitantes poderão conferir inovações em sementes e mudas, agricultura digital, cultivo protegido, nutrição, defensivos, irrigação, máquinas e ferramentas, refletindo as principais demandas do setor.

    Novidades em cultivares e bioinsumos

    Entre os lançamentos, a Embrapa apresenta a BRS Belatriz, uma nova cultivar híbrida de cebola amarela precoce. Ela é resistente a doenças e adaptada a condições de dias longos, úmidos e quentes, ideal para plantio de verão e entressafra. Outra inovação é a batata-doce biofortificada IAC Dom Pedro II, desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que possui polpa alaranjada e concentra 64 vezes mais carotenoides, essenciais para a saúde ocular e imunológica. Essa cultivar também apresenta produtividade 48,6% superior às variedades tradicionais do estado de São Paulo.

    No campo dos fertilizantes e defensivos, a Embrapa Meio Ambiente destaca o bioinsumo Auras, tecnologia baseada em bioativos da caatinga que reduz o estresse hídrico nas plantas, otimiza o uso da água e protege o potencial produtivo contra variações climáticas.

    Agricultura digital e inclusão tecnológica

    A Embrapa Agricultura Digital traz ao evento o projeto Semear Digital, que promove a inclusão digital e socioprodutiva de pequenas e médias propriedades rurais por meio de tecnologias da informação e comunicação. Os visitantes poderão conhecer a versão web do Zarc Plantio Certo, ferramenta que auxilia no planejamento agrícola com base no zoneamento climático. E o aplicativo Agritempo, que oferece monitoramento meteorológico e agrometeorológico em tempo real.

    Hortitec
    Foto: divulgação Hortitec

    A programação da Hortitec 2025 inclui o Painel de Inovação Embrapa e Ibrahort, com o tema “Resiliência Climática na Horticultura”, que abordará os desafios das mudanças climáticas e as soluções tecnológicas para a adaptação do setor. Também haverá eventos como o “Bate-papo com o IAC”, com degustação de produtos e apresentações sobre cultivo indoor, uso de drones e sanidade vegetal.

    Serviço

    Evento: 30ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas

    Data: 25 a 27 de junho de 2025

    Horário: 25 e 26 de junho, das 9h às 19h | 27 de junho, das 9h às 17h

    Local: Parque de Exposição da Expoflora – Rua Maurício de Nassau, 675, Holambra/SP

    Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (estudantes e maiores de 60 anos)

    Informações: www.hortitec.com.br | Telefone: (19) 3802-4196 | Redes sociais: @hortitec

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  • Cultivo de tomates híbridos aumenta produtividade

    Cultivo de tomates híbridos aumenta produtividade

    Pesquisas conduzidas pela Embrapa, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), prefeituras locais e agricultores familiares, estão revolucionando o cultivo de tomates híbridos no estado. Com foco em sistemas de cultivo protegido, os experimentos têm alcançado índices de produtividade superiores a 70 toneladas por hectare (t/ha), um número impressionante quando comparado à média estadual de 56 t/ha.

    “Estamos colhendo resultados muito positivos. O tomate cultivado sob estruturas protegidas não apenas atingiu altas produtividades, mas também apresentou frutos de qualidade superior, com sabor agradável e aparência destacada”, afirma Flávia Teixeira, supervisora de Transferência de Tecnologia da Embrapa Hortaliças, atualmente atuando em Alagoas pela Embrapa Alimentos e Territórios.

    Inovação no sertão: cultivo protegido é destaque

    Os experimentos incluem o uso de telas de ráfia em cores preta e vermelha, associadas a técnicas de cobertura do solo, como o mulching, e métodos mais tradicionais de solo nu. “As telas de ráfia proporcionam conforto térmico às plantas, reduzindo os impactos das altas temperaturas e insolação no sertão alagoano. Isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, explica Teixeira.

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    Os testes revelaram que os  tomates híbridos avaliados, além de suportarem altos níveis de salinidade na água, conseguiu produzir tomates competitivos em relação àqueles cultivados com água doce. O uso de tecnologias como o mulching também reduziu custos e otimizou a produção.

    Produção expandida para outras regiões e culturas

    Além de Delmiro Gouveia, os experimentos se expandiram para propriedades ao longo do Canal do Sertão, em Olho d’Água do Casado, e para o Agreste, em Arapiraca. Nessas áreas, a viabilidade econômica para pequenos produtores está sendo avaliada, com resultados promissores.

    João Raimundo dos Santos, produtor orgânico da Chácara Santa Luzia, em Arapiraca, destaca o impacto positivo da parceria com a Embrapa e a prefeitura local. “Estamos há 30 anos trabalhando com cultivo orgânico. Agora, com a assistência técnica e o conhecimento fornecido por esses especialistas, conseguimos aprimorar nosso solo e nossa produção. Só tenho a agradecer por essa parceria”, comemora.

    A diversidade na produção também é uma marca do projeto. Em Olho d’Água do Casado, o fruticultor Cícero Robério dos Santos obteve produtividade recorde no cultivo de melão BRS Anton, alcançando 45 t/ha em uma área reaproveitada após o cultivo de tomate. Ele relatou ter colhido cerca de cinco frutos por planta, com praticamente custo zero para a última safra.

    Tecnologia e sustentabilidade na agricultura familiar

    A iniciativa busca trazer inovações tecnológicas para pequenos produtores e incentivar a diversificação da produção. Anderson Soares, extensionista da Prefeitura de Arapiraca, destaca que o projeto introduziu o tomate BRS Equatorial como alternativa viável para a região. “Estamos mostrando aos agricultores que é possível agregar valor à produção com um produto de maior qualidade e menor custo de cultivo”, observa.

    Magda dos Santos, filha de João Raimundo, reforça a importância das pesquisas para a agricultura familiar. “Os experimentos da Embrapa enriqueceram nosso trabalho. O uso do telado vermelho mostrou melhor produtividade, tanto na quantidade de frutos quanto no desenvolvimento das plantas”, avalia.

    Os dados gerados pelos experimentos também têm contribuído para a formação acadêmica. Laiane da Silva, aluna de agronomia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), utiliza os resultados do projeto como base para seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). “Esses estudos permitem compreender como superar adversidades climáticas, como altas temperaturas e salinidade, fortalecendo a horticultura no estado”, ressalta Teixeira.

    Parcerias estratégicas e impacto regional dos tomates híbridos

    O projeto, intitulado “Produção de tomate pela agricultura familiar no Agreste através de práticas conservacionistas para aumento de produtividade e qualidade de fruto”, é realizado em colaboração com diversas instituições, incluindo Fapeal, Ufal, Sebrae AL, Senar AL, Emater AL e secretarias municipais de agricultura de Arapiraca, Delmiro Gouveia e Olho d’Água do Casado. A iniciativa também conta com o apoio da Superintendência Federal de Agricultura de Alagoas, da Cooperativa Terragreste e da empresa Agrocinco Sementes.

    Com os resultados alcançados, espera-se fortalecer a profissionalização do setor agrícola no estado, promovendo a sustentabilidade e a competitividade da horticultura alagoana. Além disso, o projeto contribui diretamente para o desenvolvimento da agricultura familiar, aumentando a renda dos pequenos produtores e incentivando práticas mais eficientes e conservacionistas.