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  • Crise se agrava em Cuba e agricultores abandonam fazendas

    Crise se agrava em Cuba e agricultores abandonam fazendas

    A falta de combustível tem provocado dias difíceis em Cuba. Sem diesel para operar máquinas, irrigar lavouras e transportar alimentos, agricultores estão colocando fazendas à venda por preços reduzidos enquanto parte da produção apodrece antes mesmo de chegar ao mercado.

    Segundo reportagem do Financial Times, a interrupção de grande parte dos embarques de petróleo para a ilha agravou a escassez de energia. Em algumas regiões, os apagões chegam a durar até 22 horas por dia, comprometendo praticamente toda a cadeia agrícola.

    Agricultores tentam vender propriedades

    Sem condições de manter a produção, muitos produtores passaram a anunciar fazendas, equipamentos e outros bens rurais em redes sociais. Mesmo oferecendo descontos, a maioria encontra dificuldade para fechar negócio devido à crise econômica que afeta o país.

    A escassez de combustível também atinge propriedades voltadas ao turismo rural, que enfrentam dificuldades para manter as atividades.

    Produção agrícola é perdida por falta de transporte

    Os prejuízos vão além das fazendas. Sem caminhões abastecidos, alimentos deixam de ser transportados e parte das colheitas acaba sendo desperdiçada.

    Em fazendas estatais produtoras de manga, por exemplo, frutas têm apodrecido porque não conseguem sair do campo antes do período de maturação. A falta de logística compromete o abastecimento e aumenta as perdas na agricultura cubana.

    Um vendedor ambulante de flores empurra seu carrinho passando por um mural que retrata o líder revolucionário nascido na Argentina, Ernesto “Che” Guevara, lendo “Até a vitória, sempre.” em Havana, em 25 de fevereiro de 2026 • Foto: Yamil Lage/AFP

    Reformas econômicas tentam conter a crise

    Diante do cenário, o presidente Miguel Díaz-Canel anunciou mudanças no sistema de racionamento que existe desde 1962.

    Pelas novas regras, apenas aposentados, crianças com doenças crônicas e outros grupos considerados vulneráveis continuarão recebendo alimentos subsidiados. O restante da população deverá comprar produtos a preços de mercado ou depender de alimentos enviados por familiares que vivem no exterior.

    No entanto, até essas entregas enfrentam dificuldades, já que a distribuição entre Havana e outras regiões do país também sofre com a falta de diesel.

    Sanções aumentam a pressão sobre o agronegócio cubano

    A crise se intensificou após medidas adotadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduzirem significativamente os embarques de combustível destinados à ilha.

    Sem petróleo suficiente para manter a geração de energia e o transporte funcionando, o setor agrícola enfrenta dificuldades para produzir, colher e distribuir alimentos.

    O governo cubano afirma que pretende acelerar reformas econômicas para reduzir os impactos da crise, mas agricultores seguem convivendo com perdas crescentes e um cenário de forte incerteza no campo.

  • Brasil abre 34 novos mercados agrícolas em outubro

    Brasil abre 34 novos mercados agrícolas em outubro

    Em outubro, o Brasil obteve o segundo maior resultado histórico na abertura de mercados para produtos agrícolas. No mês, o país criou 34 novas oportunidades de exportação em 12 países, quase igualando as 35 aberturas registradas durante todo o ano de 2019. Portanto, esse desempenho ficou atrás apenas de setembro deste ano, que bateu recorde com 55 novos mercados em 14 países.

    Principais destinos

    Entre os principais destinos de outubro, destacam-se a Arábia Saudita, que passou a receber algodão em pluma e caroço. Já o Gabão, com sementes de milho, sorgo, soja e braquiária; e a Colômbia, com sementes de setária. Outros produtos que ganharam novos mercados incluem amêndoas de cacau e erva-mate para países da União Eurasiática (como Rússia e Armênia). Além disso, sêmen e embriões de ovinos e caprinos para Cuba, frutos secos de macadâmia para o Japão e carne de ovinos e caprinos para o Catar.

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    Outras aberturas de mercados

    Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil abriu 192 mercados em 48 destinos nos últimos 10 meses. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, em 2023, e da gestão do ministro Carlos Fávaro no Mapa, o total subiu para 270 mercados em 61 países.

    “O avanço na abertura de mercados comprova que o Brasil oferece atributos essenciais atualmente, como sanidade, sustentabilidade e competitividade. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto liderado pelos ministros Carlos Fávaro e Mauro Vieira e do apoio dos adidos agrícolas nas negociações comerciais”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua. Ele destacou que mais de 65% das aberturas ocorreram em postos com adidos agrícolas. Em resumo, a expansão dessas representações de 29 para 40 postos deverá impulsionar novos recordes.

    Fortalecimento das exportações

    A abertura de novos mercados vem fortalecendo as exportações brasileiras. Em setembro, as vendas externas do agronegócio atingiram o recorde de US$ 14,19 bilhões, um aumento de 3,6% em comparação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações do setor somaram US$ 166,19 bilhões. Ou seja, uma alta de 1,8% sobre os US$ 163,19 bilhões do período anterior.