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  • Acordo Mercosul-UE: tilápia brasileira ganha competitividade no mercado europeu

    Acordo Mercosul-UE: tilápia brasileira ganha competitividade no mercado europeu

    O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, anunciado recentemente, deve impulsionar a exportação de tilápia e peixes nativos brasileiros para o continente europeu. A eliminação imediata de tarifas de importação, hoje entre 7,5% e 9%, e a criação de novos mecanismos sanitários são consideradas oportunidades estratégicas para o setor no médio e longo prazo, de acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR).

    Com a inclusão da tilápia na Categoria “0”, as tarifas serão zeradas logo no primeiro dia de vigência do tratado, sem limitação por cotas. A medida permite ao Brasil competir em igualdade com fornecedores como Vietnã e países da América Central, que já possuem acordos com a UE.

    “O acordo é uma grande janela de oportunidade para a aquicultura nacional, abrindo novos mercados para a tilápia e para nossos peixes nativos. É um mercado exigente, mas que vai nos impulsionar em produção e qualidade”, afirma Francisco Medeiros, presidente da PEIXE BR.

    No aspecto sanitário, o acordo não derruba imediatamente o bloqueio em vigor desde 2017, mas cria instrumentos jurídicos que facilitam futuras negociações. Entre os avanços estão o reconhecimento do pre-listing, que reduz a necessidade de inspeções individuais. E da regionalização sanitária, impedindo que problemas localizados afetem as exportações de todo o país.

    A expectativa é que, com a redução de custos e maior previsibilidade, a piscicultura brasileira aumente sua participação no mercado europeu, hoje marcado por exigências rigorosas de qualidade e sustentabilidade.

  • Brasil avança na piscicultura e mira liderança global até 2040

    Brasil avança na piscicultura e mira liderança global até 2040

    O Brasil consolidou-se como o maior produtor de peixes de cultivo das Américas em 2024, com uma produção de 968 mil toneladas, superando o Chile, até então líder com sua produção de salmão. Os dados são da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), que projeta um crescimento ainda maior nos próximos anos, com o país buscando uma posição de destaque no ranking global da piscicultura até 2040.

    Cerca de 80% dos investimentos no setor vêm da iniciativa privada, especialmente no segmento da tilapicultura, que cresce em ritmo acelerado. Segundo Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, o avanço se deve a melhorias em:

    • Genética (peixes mais resistentes e de crescimento rápido)
    • Nutrição (rações de alta qualidade)
    • Manejo e sanidade (controle de doenças)
    • Processamento e comercialização (mercado interno e exportação)

    “Nos últimos 11 anos, crescemos mais de 10% ao ano, o que demonstra que estamos no caminho certo. Sem dúvidas, essas iniciativas nos levarão à meta de 2040”, afirma Medeiros.

    Brasil tem a tilapicultura mais tecnológica do mundo

    O país já se destaca por possuir a tilapicultura mais avançada do planeta, com produtividade até duas vezes maior que a média mundial. Esse resultado é fruto de investimentos em:

    • Automação e equipamentos
    • Pesquisa em nutrição e genética
    • Técnicas de processamento e rastreabilidade

    “Sem tecnologia, o agronegócio brasileiro perde competitividade. Hoje, conseguimos crescer mesmo em um ambiente econômico desafiador justamente pelo uso de ciência e inovação”, ressalta Medeiros.

    Desafios: sanidade e regulamentação

    Apesar do cenário positivo, o setor ainda enfrenta obstáculos:

    • Sanidade (surgimento de doenças em viveiros)
    • Burocracia regulatória (leis que podem atrasar o crescimento)
    • Acesso a mercados externos (necessidade de novos acordos comerciais)

    Com o aumento do consumo de proteína de peixe no mundo, o Brasil está bem posicionado para suprir a demanda. A meta é expandir a produção, garantindo segurança alimentar e sustentabilidade no setor.

    Foto: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar

    “Esse objetivo será alcançado por meio de investimentos em genética, nutrição, manejo, equipamentos, sanidade, produção, processamento e, principalmente, comercialização nos mercados interno e externo”, finaliza Francisco Medeiros.

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  • Minas Gerais se destaca na produção nacional de tilápia

    Minas Gerais se destaca na produção nacional de tilápia

    Minas Gerais se consolida como o terceiro maior produtor nacional de tilápia, com produção de 72,8 mil toneladas em 2024, crescimento de 18,18% em relação a 2023, segundo dados do Anuário da Piscicultura 2025 da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). A tilápia representa a maior parte da produção estadual, com 68,7 mil toneladas, refletindo o aumento da demanda por pescado no Brasil.

    Pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) destacam o potencial de expansão da piscicultura no estado. E desenvolvem técnicas para superar desafios do setor. Entre as iniciativas, está a produção e comercialização de alevinos geneticamente melhorados da linhagem GIFT, predominantemente machos revertidos, no Campo Experimental de Felixlândia, que contribuem para maior produtividade e eficiência na criação.

    A piscicultura mineira enfrenta desafios como a necessidade de padronização da qualidade das rações, controle sanitário, infraestrutura para processamento e regularização ambiental. A Epamig conduz pesquisas para avaliação das rações comerciais e replicação de material genético aprimorado. Além da instalação de sistemas de estufas para manter a produção durante o inverno, garantindo oferta contínua de alevinos.

    Principal polo produtor

    O município de Morada Nova de Minas destaca-se como principal polo produtor, responsável por mais de 50% da produção estadual. Isso graças à forte organização dos produtores e acesso facilitado a crédito rural. Em 2023, foram captados R$ 78 milhões em custeio para piscicultura pela agência local Sicoob Aracoop, impulsionando o crescimento do setor.

    Pesquisadores da Epamig apontam potencial de crescimento da piscicultura no estado e técnicas para enfrentar desafios. Foto: Epamig-MG / Divulgação

    O consumo per capita de peixes no Brasil cresce anualmente, abrindo espaço para a substituição de importações por produção nacional, especialmente de tilápia. Que, aliás, é o peixe de água doce mais consumido no país devido ao sabor suave e valor nutricional. A expectativa para 2025 é de oferta elevada, com desafios para os preços pagos aos produtores, que deverão enfrentar um cenário de estoques grandes e necessidade de ajustes mercadológicos.

    Além do filé, a tilápia gera subprodutos importantes, como pele para tratamento de queimaduras, farinha de peixe para rações e couro para confecção de bolsas e sapatos, ampliando o valor agregado da cadeia produtiva.

    Para os produtores interessados, a Epamig oferece alevinos de tilápia-do-nilo com linhagem geneticamente aprimorada, disponíveis mediante consulta prévia por e-mail ([email protected]), fortalecendo a piscicultura mineira com tecnologia e inovação.

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