O brasileiro Fabiano Duarte Costa, de 42 anos, sofreu um grave acidente enquanto surfava na Costa Rica. O caso aconteceu na última quinta-feira e ganhou repercussão após ser divulgado pela imprensa de Santa Catarina, estado onde o surfista nasceu.
Natural de Governador Celso Ramos, no Litoral Norte catarinense, Fabiano atua como educador físico e lidera um grupo de canoa havaiana em Itajaí (SC). A expectativa da família é que ele consiga retornar ao Brasil nas próximas semanas.
Peixe atingiu surfista durante espera por onda
O acidente ocorreu em Pavones, no último dia da viagem de surfe que Fabiano fazia ao lado de cerca de 15 amigos. Segundo relatos enviados ao g1, o catarinense estava sentado sobre a prancha aguardando uma onda quando um peixe saltou da água e atingiu seu peito.
“Aí os amigos tiraram ele da água e já ali começou a sucessão de milagres e sorte dele. Tinha um médico alemão na praia que fez os primeiros socorros de maneira apropriada e pediu para eles o conduzirem rapidamente para um posto de saúde”, contou Márcio, amigo do surfista.
Após o atendimento inicial, Fabiano foi transferido de avião para a capital San José, onde passou por uma cirurgia cardíaca de emergência.
O peixe-agulha é conhecido pelo corpo alongado e pelo bico fino e pontiagudo, capaz de causar ferimentos graves — Foto: Divulgação
O surfista relatou que estava com parte do corpo dentro da água quando foi atingido pelo animal. O peixe-agulha possui um bico comprido e pontiagudo, semelhante a uma lança.
Segundo a esposa de Fabiano, os médicos realizaram uma cardiorrafia, procedimento usado para costurar o músculo do coração após a perfuração.
Apesar de já ter recebido alta hospitalar, o brasileiro ainda não foi liberado para voltar ao país. A recomendação médica é que ele permaneça na Costa Rica por mais alguns dias para acompanhamento.
Família faz campanha para custear despesas
Diante dos altos custos médicos e do transporte de retorno ao Brasil, a família organizou uma vaquinha virtual para arrecadar recursos.
Amigos e familiares acompanham a recuperação do surfista e esperam que ele consiga viajar nas próximas semanas.
Governo publica a Portaria Interministerial Mapa/MRE nº 18, que oficializa a criação de 11 novos postos de adidos agrícolas em representações diplomáticas brasileiras no exterior. Os novos escritórios serão estabelecidos na Argélia, Bangladesh, Chile, Costa Rica, Emirados Árabes Unidos, Etiópia (abrangendo também a União Africana, Djibuti e Sudão do Sul), Filipinas (incluindo Ilhas Marshall, Micronésia e Palau), Irã, Malásia (com Brunei), Nigéria e Turquia.
Com essa expansão, o Brasil passará a contar com sete adidos agrícolas na África, fortalecendo laços com parceiros econômicos estratégicos e abrindo portas para mercados potenciais. Essa medida visa ampliar as oportunidades para o agronegócio brasileiro em mercados internacionais.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a relevância desse avanço. “As novas adidâncias refletem o reconhecimento da importância do agronegócio e sua maior inserção no mercado internacional. Com esses novos postos, iremos maximizar as oportunidades para o setor, gerando empregos e renda para os brasileiros, especialmente com a abertura de novos mercados.”
Foi a maior expansão desde a criação da função, em 2008
Em julho, o Governo Federal já havia autorizado, por meio de Decreto presidencial, a ampliação de 29 para 40 postos de adidos agrícolas. Foi a maior expansão desde a criação da função, em 2008. A ampliação visa atender à crescente demanda do setor por representação em mercados estratégicos.
A importância dos adidos agrícolas
Os adidos agrícolas são responsáveis por assessorar as representações diplomáticas, promovendo o agronegócio brasileiro. Eles identificam oportunidades de comércio, investimentos e cooperação, além de estabelecerem diálogos com atores do setor público e privado, academia e sociedade civil.
Atualmente, o Brasil possui adidos agrícolas em países como África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido, Rússia, entre outros. Com as novas adições, o Brasil reforça sua presença global no agronegócio, buscando expandir sua influência em mercados estratégicos e fortalecer a competitividade do setor.
O governo brasileiro recebeu com entusiasmo o anúncio da Costa Rica, que autorizou a exportação de abacates do Brasil para o país centro-americano. Essa é a terceira abertura de mercado em 2024 para a Costa Rica e deve contribuir para o aumento do comércio entre as duas nações, refletindo a confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro.
A Costa Rica é um destino importante para os produtos do agronegócio brasileiro. No primeiro semestre deste ano, as exportações agrícolas do Brasil para o país totalizaram US$ 153 milhões. Em fevereiro, o Brasil já havia conseguido a abertura do mercado costarriquenho para exportar produtos à base de células-tronco mesenquimais de cães, gatos e equinos com finalidade terapêutica. Em julho, foi aberto o mercado para a exportação de equinos vivos.
Novos mercados
Com o anúncio da exportação de abacates, o agronegócio brasileiro alcança a 89ª abertura de mercado em 2024, totalizando 167 aberturas em 55 destinos desde o início do ano. Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O mercado de abacate no Brasil tem mostrado um crescimento significativo nos últimos anos. Em 2023, o Brasil produziu aproximadamente 400 mil toneladas de abacate, com uma área plantada de cerca de 40 mil hectares, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É amplamente cultivado em estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia, que juntos representam a maior parte da produção nacional.
Vantagens dos abacates para a saúde
O abacate é conhecido por seus diversos benefícios à saúde, sendo uma excelente fonte de gorduras saudáveis. Especialmente ácidos graxos monoinsaturados, que ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL). Além disso, o abacate é rico em fibras, vitaminas (como a vitamina E e K) e minerais (como potássio e magnésio). Esses minerais são essenciais para o funcionamento adequado do organismo.
Estudos indicam que o consumo regular de abacate pode contribuir para a saúde cardiovascular, melhorar a digestão e até auxiliar na perda de peso, devido à sua capacidade de promover a saciedade. Além disso, o abacate contém antioxidantes que podem ajudar a combater o estresse oxidativo e a inflamação no corpo.
Com a crescente demanda por produtos saudáveis e naturais, o mercado de abacate no Brasil tem potencial para continuar se expandindo. A abertura de novos mercados, como a Costa Rica, pode impulsionar ainda mais as exportações e fortalecer a posição do Brasil como um dos principais produtores de abacate da América Latina.
Em resumo, o abacate não só é uma adição nutritiva à dieta. Mas também representa uma oportunidade significativa para o agronegócio brasileiro. E com potencial de crescimento tanto no mercado interno quanto no externo.
Abacate: uma fruta originária da América Central
O abacate é uma fruta originária da América Central, mais provavelmente do México. O nome “abacate” vem do espanhol “aguacate”, que por sua vez deriva do náhuatl, idioma asteca, e literalmente significa “testículo”. Os incas do Peru o chamavam de “palta” ou “palto”, denominação ainda comum no Peru e no Chile.
O mercado brasileiro tem diversas variedades
Os primeiros relatos de abacateiros no Brasil datam de 1787, quando o naturalista Alexandre Rodrigues os encontrou às margens do rio Negro, na região amazônica. Basicamente, o abacate teve origem em três tipos, que após diversos cruzamentos naturais ou introduzidos pelo homem deram nascimento a cerca de 500 variedades diferentes.
Variedades brasileiras
O mercado brasileiro consome especialmente as variedades de abacates Breda, Fortuna, Geada, Margarida, Ouro Verde, Quintal e o Avocado (Hass), que se diferenciam pelo seu tamanho, calibre e teor de gordura. O abacateiro Fortuna, destaque desta semana, é uma árvore muito vigorosa e pertence ao grupo floral A, sendo um híbrido das raças Antilhana e Guatemalense.
Na década de 1960, o viveirista Armindo Benati introduziu o abacate Fortuna em Campinas (SP).. Tem como características frutos muito grandes, com peso entre 600 e 1000 g, formato piriforme, de casca lisa e verde escuro, polpa amarela e caroço solto.
Com sua origem na América Central e ampla variedade de tipos, o abacate se consolidou como uma fruta popular no Brasil, com diversas cultivares adaptadas às diferentes regiões do país.