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  • Equipes percorrem 40 propriedades para conter avanço da gripe aviária

    Equipes percorrem 40 propriedades para conter avanço da gripe aviária

    Equipes de vigilância sanitária visitam criatórios de aves domésticas num raio de 10 quilômetros da Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, onde a doença apareceu em cisnes silvestres. O objetivo é identificar suspeitas da gripe aviária rapidamente e orientar produtores para evitar a propagação do vírus.

    O Serviço de Vigilância Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) iniciou nesta semana) as visitas a 40 propriedades de subsistência localizadas num raio de 10 quilômetros do foco de gripe aviária. A doença atingiu aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba (cisne-coscoroba) na Lagoa da Mangueira, área da Reserva do Taim.

    “Acompanhamos a criação desses animais nas proximidades para identificar rapidamente qualquer suspeita e evitar que a doença se espalhe”, explica Grazziane Rigon, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi. Durante as visitas, os técnicos orientam os produtores sobre a importância de observar sinais da doença nas aves e acionar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial em caso de suspeita. “Quanto mais rápida a notificação, maior a chance de conter o avanço”, acrescenta.

    Embora o Plano de Contingência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determine esse raio de vigilância apenas para focos em aves comerciais, não havendo regra específica para casos em aves silvestres, a Secretaria adotou a medida como precaução. “Estabelecemos a vigilância dentro desse raio como forma de prevenção”, diz Rigon.

    A ação inclui também trabalho de educação sanitária junto às autoridades municipais e regionais, além de lojas agropecuárias. Granjas comerciais na área de abrangência da Supervisão Regional de Pelotas também passam por vistoria para verificação das medidas de biosseguridade.

    Como notificar suspeitas

    Produtores devem comunicar imediatamente à Secretaria da Agricultura qualquer suspeita da doença, que inclui sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves. O contato pode ser feito na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

    A confirmação da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade ocorreu na terça-feira (03/03). O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) atendeu a notificação de animais mortos ou doentes no dia 28 de fevereiro. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), realizou os exames que confirmaram a doença.