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  • Ranking global mostra disputa acirrada no setor de defensivos agrícolas

    Ranking global mostra disputa acirrada no setor de defensivos agrícolas

    Um levantamento inédito comparou as 20 maiores empresas de Crop Protection do mundo por receita em 2025, isolando o faturamento específico de proteção de cultivos de negócios como sementes, traits, nutrição e distribuição. A pesquisa é assinada por Rafael Gomes, consultor de Portfólio Agroquímico e especialista em mercado, suprimentos e posicionamento técnico, e foi publicada originalmente em seu perfil no LinkedIn.

    A Syngenta lidera o ranking com US$ 13,7 bilhões em receita de Crop Protection em 2025, separados do negócio de sementes da companhia. A Bayer aparece em segundo lugar, com aproximadamente US$ 10,78 bilhões, seguida pela BASF, com US$ 8,54 bilhões, e pela Corteva Agriscience, com US$ 7,50 bilhões. As quatro empresas formam o que Gomes chama de “maior bloco global” do setor.

    Por que comparar essas empresas não é simples

    Segundo Gomes, montar o ranking “parece simples até começar a abrir os números”. As companhias não seguem o mesmo padrão de divulgação. Algumas misturam defensivos com sementes e traits, outras incluem intermediários, nutrição, veterinária, distribuição ou negócios industriais no mesmo balanço. Há ainda empresas de capital fechado e exercícios fiscais distintos entre países.

    Para viabilizar a comparação, o consultor não utilizou a receita agrícola consolidada de cada grupo. Ele aplicou como régua a receita atribuível especificamente à proteção de cultivos e agroquímicos, excluindo negócios não comparáveis, e converteu todos os valores para dólar pelas taxas médias de 2025.

    O critério exigiu ajustes específicos para cada companhia. No caso da Bayer, por exemplo, Gomes separou dos €21,622 bilhões da divisão Crop Science apenas herbicidas (€5,279 bilhões), fungicidas (€2,888 bilhões) e inseticidas (€1,369 bilhões), totalizando €9,536 bilhões, cerca de US$ 10,78 bilhões, e deixou sementes e traits de fora da conta. A BASF passou por processo semelhante: dos €7,561 bilhões somados em fungicidas, herbicidas, inseticidas e tratamento de sementes, o consultor excluiu os €2,026 bilhões da divisão de Sementes e Traits.

    Já a ADAMA teve os US$ 321 milhões de Intermediates & Ingredients removidos do cálculo, restando US$ 3,73 bilhões estritamente em Crop Protection. No caso da UPL, Gomes considerou apenas a UPL Corp, plataforma global de proteção de cultivos do grupo, sem incluir os demais negócios agrícolas da companhia. Já a Sumitomo Chemical entrou no ranking pela abertura específica de Crop Protection Products, equivalente a ¥403,1 bilhões, cerca de US$ 2,69 bilhões.

    As posições mais disputadas e as ressalvas do ranking

    A partir da 9ª colocação, a comparação passou a exigir ainda mais cuidado metodológico. A Albaugh, na 9ª posição, aparece com asterisco por ser uma empresa privada. Sua colocação é uma estimativa baseada em vendas declaradas acima de US$ 2 bilhões e em referências de mercado, já que a companhia não divulga balanços públicos completos. A Sino-Agri Leading, na 13ª posição, recebeu observação própria pelo peso relevante que a distribuição tem em seu modelo de negócio.

    Entre as empresas chinesas, o desafio metodológico foi ainda maior. Gomes precisou separar technical, formulações, intermediários, distribuição e outros negócios químicos dentro de cada grupo. Usar a receita consolidada de companhias como Wynca e Xingfa, por exemplo, elevaria artificialmente suas posições no ranking.

    O avanço chinês entre a 10ª e a 20ª posição

    O dado mais expressivo do levantamento aparece na segunda metade da lista. Nove grupos chineses já ocupam posições entre a 10ª e a 20ª colocação do ranking global. Fazem parte dessa lista Nufarm (Austrália, 11ª), Yangnong Chemical (12ª), Sino-Agri Leading (13ª), Liben Crop Science (14ª), Fuhua Tongda (15ª), Lier Chemical (16ª), Wynca (17ª), Jiangsu Sevencontinent Green Chemical (18ª) e Xingfa (20ª), além da Rainbow Agro, que já figura na 10ª posição com US$ 2,13 bilhões.

    Segundo dados da CCPIA (associação chinesa do setor) citados no levantamento, ADAMA, Rainbow, Yangnong, Sino-Agri e Liben estão entre as cinco empresas chinesas com vendas de pesticidas acima de RMB 10 bilhões em 2025.

    Para Gomes, o movimento reflete uma mudança estrutural no setor. As companhias chinesas avançam “não apenas na fabricação de technical, mas também em formulações, registros, estruturas comerciais e presença internacional”. Ou seja, deixam de atuar apenas como fornecedoras de insumos básicos e passam a competir diretamente em mercados finais.

    Um ranking analítico, não uma comparação contábil auditada

    O próprio autor faz uma ressalva importante sobre a robustez das posições mais próximas entre si. Segundo Gomes, câmbio, período fiscal e escopo de receita podem alterar a ordem das empresas. Especialmente na faixa entre a 20ª e a 22ª posição, onde os faturamentos ficam muito próximos e a colocação pode mudar conforme o critério aplicado.

    Por isso, o consultor recomenda que o levantamento seja lido como um ranking analítico, construído com a melhor informação pública disponível, e não como uma comparação contábil auditada. As fontes utilizadas incluem relatórios anuais e financeiros, apresentações a investidores, divulgações corporativas, além de dados da CCPIA, AgroPages, CCM e S&P Global.

    Veja o ranking completo

    Infográfico crop protection
    Infográfico: Rafael Gomes
  • Showtec 2026 consolida avanço do Incrementa MS no agro

    Showtec 2026 consolida avanço do Incrementa MS no agro

    A 29ª edição da Showtec, realizada entre os dias 19 e 21 de maio, em Maracaju (MS), consolidou mais uma vez o protagonismo do agronegócio sul-mato-grossense. O evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, técnicos, lideranças políticas e representantes do setor produtivo. Em meio às discussões sobre inovação e desenvolvimento agrícola, o programa Incrementa MS surgiu como um dos principais destaques da feira organizada pela Fundação MS.

    Reconhecida como o maior evento agropecuário de Mato Grosso do Sul, a Showtec se firmou ao longo dos anos como um ambiente estratégico para apresentação de soluções voltadas à realidade do campo. Em 2025, o evento recebeu cerca de 25 mil visitantes. Assim, reforçou sua relevância como vitrine de tecnologia, relacionamento e negócios para o Estado e regiões vizinhas.

    A abertura oficial contou com a presença do presidente da Fundação MS, Daniel Franco Pereira; do presidente do Sistema OCB/MS, Celso Ramos Régis; do primeiro-secretário da Famasul, Fábio Olegário Caminha, representando Marcelo Bertoni; do diretor da Aprosoja/MS, Sérgio Marcon; do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, acompanhado do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha; além do prefeito de Maracaju, Marcos Calderan, parlamentares, secretários, representantes da Embrapa e prefeitos de cidades vizinhas.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Patrocinadora diamante da feira, a Corteva Agriscience aproveitou o evento para apresentar a evolução do Incrementa MS. O programa foi criado em parceria com o Governo do Estado, Aprosoja/MS, Fundação MS e Fundação Chapadão. O foco é ampliar a produtividade agrícola por meio de um modelo técnico e agronômico escalável.

    Segundo Daniel Franco Pereira, o projeto já começa a demonstrar resultados importantes em sua segunda safra. “O Incrementa MS está indo para sua segunda safra e com certeza vai trazer muitos frutos. O Mato Grosso do Sul é indutor do crescimento. Os investimentos vêm da iniciativa privada, do produtor, com o apoio do Estado. A iniciativa privada se sente confortável em fazer os investimentos”, afirmou.

    Pesquisa e tecnologia impulsionam o agro

    O presidente da Fundação MS também destacou a importância da pesquisa e da difusão tecnológica para acompanhar a expansão agrícola do Estado. De acordo com ele, Mato Grosso do Sul saltou de 3 milhões de hectares agricultáveis há cerca de dez anos para 4,8 milhões atualmente, conforme dados da Aprosoja/MS.

    Além disso, a Fundação MS ampliou sua estrutura técnica para atender às demandas do setor. Em 2020, a instituição contava com quatro pesquisadores. Hoje, são sete profissionais dedicados ao desenvolvimento de soluções voltadas ao produtor rural.

    Daniel ainda ressaltou o trabalho desenvolvido em parceria com a Corteva. “O Incrementa MS está indo para sua segunda safra e com certeza vai trazer muitos frutos. Em nome do Augusto Moraes, diretor de relações públicas, agradeço à Corteva para que possamos trilhar um caminho de prosperidade, sustentabilidade, equilíbrio e previsibilidade”, declarou.

    A Fundação MS também destacou as ações sociais e educacionais realizadas durante a feira. Entre elas, estão as visitas de crianças por meio do projeto Agrinho. A iniciativa promove conscientização sobre agronegócio, meio ambiente e produção sustentável.

    Para Sérgio Marcon, diretor da Aprosoja/MS, a ciência segue como ferramenta essencial para enfrentar os desafios do setor. “A Showtec representa muito mais que um encontro técnico. Ela representa a força da ciência no campo. Vivemos tempos desafiadores, com clima instável, mercados exigentes e necessidade constante de produzir mais com responsabilidade. Diante disso tudo, a ciência continua sendo nosso principal caminho”, afirmou.

    Segundo ele, o evento reforça a união entre produtores, pesquisa e inovação. Além disso, evidencia a importância de Maracaju como referência nacional em produção agrícola.

    Incrementa MS aposta em produtividade e manejo

    Originalmente desenvolvido para ampliar o potencial produtivo do milho, o Incrementa MS passou a incorporar também a cultura da soja dentro do sistema produtivo regional. Em função do calendário agrícola de Mato Grosso do Sul, a etapa inicial do projeto piloto contemplou exclusivamente a soja.

    Augusto Morais, diretor de Relações Institucionais da Corteva – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Na primeira fase, cerca de 30 agricultores participaram das validações a campo. De acordo com Augusto Morais, diretor de Relações Institucionais da Corteva, os primeiros resultados já demonstram avanço relevante.

    “Comparando o nosso modelo com o modelo do produtor, vimos um aumento de três sacas por hectare na soja. Quando comparado à média do Estado, esse ganho sobe para cinco sacas”, explicou.

    O executivo ressaltou que o programa nasceu a partir de uma articulação entre setor produtivo, governo e instituições de pesquisa. Segundo ele, a iniciativa ganhou força após incentivo da senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

    “Fomos provocados pela senadora Tereza Cristina ao pedir apoio e uma solução para aumentar o teto produtivo do Estado. Esse programa é trabalhado por muitas mãos e diversas parcerias”, afirmou.

    Além disso, Augusto Morais destacou uma experiência desenvolvida anteriormente na Fazenda Boa Vista, da família Pignatari, em Ponta Porã. A propriedade serviu como referência para o modelo adotado no Incrementa MS. Na área, o sistema intensivo baseado em tecnologia alcançou produtividade cerca de 50 sacas acima da média nacional na safrinha passada.

    “A gente acredita na capacidade de transformação desse programa. Quando o ganho de produtividade dá certo, ele deixa de ser exceção e passa a ser padrão”, disse.

    Programa reúne pesquisa aplicada e validação no campo

    O Incrementa MS atua em três frentes principais: implementação de sistemas tecnológicos em propriedades rurais, condução de protocolos de pesquisa e padronização na coleta e consolidação de dados agronômicos.

    Ao todo, a Corteva desenvolveu 38 protocolos em oito disciplinas técnicas. Os trabalhos são conduzidos por equipes da Fundação MS e da Fundação Chapadão. Os estudos avaliam variáveis como sanidade das plantas, qualidade de estande, estabilidade produtiva e desempenho em diferentes ambientes agrícolas.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Na soja, os protocolos avaliam cultivares adaptadas à região, seguindo recomendações técnicas de população, janela e operacional. Já no milho, as ações previstas para a safrinha envolvem híbridos com foco em performance e estabilidade. Além disso, consideram riscos climáticos e pressão biótica.

    Durante a cerimônia, o governador Eduardo Riedel também destacou o papel das instituições que sustentam a Fundação MS. “Nesses quase 30 anos de Showtec, a gente vê uma transformação enorme feita no campo sul-mato-grossense, baseada em conhecimento, ciência, produtividade e sustentabilidade. Levantar a cabeça e olhar para os próximos 30 anos, não tenho medo de errar ao dizer que o Brasil é o Brasil do agro”, declarou.

    Com a expansão do Incrementa MS e os primeiros resultados positivos no campo, o programa passa a ocupar posição estratégica dentro das discussões sobre produtividade agrícola em Mato Grosso do Sul. Dessa forma, reúne produtores, empresas, governo e instituições de pesquisa em torno de um objetivo comum: produzir mais, com eficiência e sustentabilidade.

  • Showtec apresenta arsenal tecnológico para soja e milho

    Showtec apresenta arsenal tecnológico para soja e milho

    A Corteva Agriscience leva à Showtec Maracaju 2026 um pacote de tecnologias voltado ao aumento da produtividade das lavouras de soja e milho em Mato Grosso do Sul. Realizado entre os dias 19 e 21 de maio, em Maracaju (MS), a companhia apresenta soluções em sementes, defensivos químicos, biológicos, tratamento industrial de sementes e experiências imersivas voltadas ao produtor rural.

    Entre os destaques está o lançamento do programa Incrementa MS, desenvolvido em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul, Aprosoja MS, Fundação MS e Fundação Chapadão. A iniciativa busca elevar a produtividade agrícola por meio de estratégias agronômicas adaptadas às condições climáticas e produtivas do Estado.

    O programa nasceu com foco na cultura do milho, mas foi ampliado para a soja devido ao calendário produtivo sul-mato-grossense, marcado pela força da safrinha. Os primeiros resultados do projeto piloto apontam ganhos de produtividade associados à adoção de práticas de manejo alinhadas ao ambiente regional.

    A participação na Showtec ocorre em um momento estratégico para o agronegócio sul-mato-grossense. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso do Sul mantém posição de destaque na produção nacional de soja na safra 2025/26. Reforçando o peso econômico do setor para o Estado e para o País.

    Estrutura interativa e experiências imersivas

    A Corteva montou um estande integrado em formato de celeiro, reunindo todas as marcas e soluções do grupo em uma grande área demonstrativa. O espaço aposta em experiências sensoriais, realidade aumentada e conteúdos técnicos voltados ao manejo agrícola.

    Entre as atrações, os visitantes participam de um cinema imersivo que apresenta a jornada da lavoura, desde o planejamento do plantio até os desafios envolvendo pragas, doenças e plantas daninhas. A proposta é mostrar, na prática, como fungicidas, inseticidas, herbicidas, nematicidas, biológicos e tratamentos de sementes atuam no campo.

    Além das demonstrações tecnológicas, a programação inclui palestras técnicas sobre manejo de pragas, doenças, plantas daninhas, biológicos e tratamento industrial de sementes.

    Na área de pesquisa e desenvolvimento, a empresa apresenta novos nematicidas desenvolvidos com a molécula Reklemel, voltados ao controle seletivo de nematoides fitoparasitas sem comprometer organismos benéficos do solo.

    O portfólio de defensivos também inclui soluções como os inseticidas Expedition, Exalt e Intrepid Edge, além dos fungicidas Aproach Premium, Viovan e Vessarya. No segmento de herbicidas, os destaques são Gapper, Paxeo e Elevore.

    Sementes, biotecnologia e manejo integrado

    A companhia também reforça na feira o Sistema Enlist, plataforma que reúne sementes, biotecnologia, herbicidas e boas práticas agrícolas para manejo de plantas daninhas.

    Entre as cultivares adaptadas às condições de Mato Grosso do Sul estão materiais como 97Y70CE, BatalhaCE, 66E, FúriaCE e 64K67CE. A marca Cordius também apresenta variedades desenvolvidas para a região de Maracaju com foco em estabilidade produtiva e tolerância a doenças.

    No segmento de milho, a Brevant Sementes leva híbridos voltados tanto para safra verão quanto para safrinha. Enquanto a Pioneer, que celebra 100 anos de atuação global e mais de 50 anos no Brasil, apresenta novos híbridos com foco em produtividade e tolerância ao estresse hídrico.

    Outro eixo da participação da empresa é o tratamento industrial de sementes por meio da marca LumiGEN, que reúne soluções em fungicidas, inseticidas, bioestimulantes e bionematicidas para milho e sorgo.

    Biológicos ganham espaço no manejo agrícola

    A Corteva também amplia sua presença no segmento de biológicos durante a Showtec. Entre os destaques está o Utrisha N, solução baseada na bactéria Methylobacterium symbioticum, desenvolvida para fixação biológica de nitrogênio em culturas como soja, milho e batata.

    O produto será apresentado em uma experiência de realidade aumentada, na qual o produtor poderá visualizar o funcionamento da tecnologia dentro da planta.

    Outro lançamento da empresa é o Re-Up, potencializador nutricional voltado às culturas de soja, milho e algodão. Segundo a companhia, a solução auxilia no fortalecimento das plantas diante de condições de estresse, contribuindo para ganhos de eficiência e produtividade.

    Além das tecnologias para o campo, a Corteva também apresenta durante a feira o Programa Lidera, plataforma de relacionamento voltada à aquisição de insumos. O sistema permite ao produtor acumular pontos na compra de produtos da companhia, convertendo-os em benefícios, vouchers e premiações.

  • Corteva leva soluções completas ao produtor na Show Rural

    Corteva leva soluções completas ao produtor na Show Rural

    A Corteva Agriscience levou à 38ª edição da Show Rural Coopavel, realizada de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), um conjunto de soluções pensadas para facilitar a rotina do produtor rural e melhorar os resultados da lavoura. Durante o evento, a empresa apresentou tecnologias em sementes, defensivos químicos e biológicos, além de ferramentas voltadas às Boas Práticas Agrícolas e ao manejo de pastagens.

    O Paraná, segundo maior produtor de grãos do País, deve registrar crescimento superior a 1% na produção da safra 2025/26, segundo a Conab. Diante desse cenário, a presença da Corteva na feira reforçou a importância de investir em tecnologia para manter produtividade e rentabilidade no campo.

    Com um estande de cerca de 5 mil metros quadrados, sendo 1 mil de área construída e 4 mil de campo demonstrativo, a empresa mostrou, na prática, como suas soluções atuam desde o planejamento do plantio até a colheita. A proposta foi aproximar a tecnologia da realidade diária do agricultor.

    Segundo Felipe Daltro, diretor de Marketing e Efetividade Comercial da Corteva para Brasil e Paraguai, o foco da companhia é apoiar a tomada de decisão no campo. “O produtor precisa de soluções que funcionem na prática. Por isso, trabalhamos com tecnologias integradas, que entregam resultado e segurança”, afirmou.

    Conhecimento técnico aliado à tecnologia

    Além dos produtos, a Corteva apostou fortemente em capacitação. Ao longo da feira, dois espaços receberam palestras sobre manejo de pragas, doenças, plantas daninhas, tratamento de sementes e uso de biológicos. Dessa forma, o produtor teve acesso a informação técnica aplicada à realidade da lavoura.

    Também houve experiências imersivas, como cinema e realidade virtual, que mostraram a jornada do agricultor desde antes do plantio. Assim, os visitantes puderam entender como cada decisão impacta o desempenho da cultura ao longo do ciclo.

    De acordo com Carlos Landerdal, diretor de Marketing para Proteção de Cultivos e Biológicos da Corteva Brasil e Paraguai, informação e produto caminham juntos. “Quando o produtor entende o modo de ação das tecnologias, ele consegue extrair mais produtividade e reduzir riscos”, explicou.

    Sementes, biológicos e proteção no centro da estratégia

    No segmento de sementes, a Brevant Sementes apresentou seu portfólio completo de milho, com híbridos adaptados às condições do Paraná. Já a Pioneer, que completa 100 anos no mundo e mais de 50 no Brasil, levou materiais voltados ao alto teto produtivo e à estabilidade, especialmente para a safrinha.

    Enquanto isso, a Cordius destacou suas cultivares de soja com as tecnologias Enlist E3 e Conkesta E3. Essas soluções ajudam no controle de plantas daninhas resistentes e no manejo de lagartas, desafios cada vez mais comuns nas lavouras do Estado.

    Executivos da Corteva durante apresentação na 38ª Show Rural Coopavel

    O Sistema Enlist, por exemplo, foi apresentado como aliado no controle do picão-preto, invasora que já apresenta resistência ao glifosato e pode causar perdas severas. Dessa maneira, o manejo correto contribui diretamente para a rentabilidade da soja.

    Na área de biológicos, a Corteva reforçou sua liderança com soluções como o Utrisha N, que auxilia no fornecimento de nitrogênio às plantas. A empresa utilizou realidade aumentada para explicar o funcionamento do produto, facilitando o entendimento do produtor.

    Por fim, a Linha Pastagem mostrou tecnologias voltadas à recuperação de áreas degradadas, com destaque para os herbicidas Navius e Juvix. Segundo Anelcindo Souza Jr., líder comercial da Área Sul do Brasil e Paraguai, pastagens bem manejadas resultam em mais produtividade no rebanho e melhor retorno ao pecuarista. No encerramento, a Corteva apresentou o Programa Lidera, que amplia o poder de compra do produtor por meio de pontos e benefícios.

  • Rizoctoniose na batata: como evitar perdas de até 30% na safra

    Rizoctoniose na batata: como evitar perdas de até 30% na safra

    A crosta-preta, causada pelo fungo Rhizoctonia solani, é uma das doenças mais temidas pelos produtores de batata. Ela avança silenciosamente e pode devastar parte significativa da lavoura. Conhecer seus sinais e métodos de controle é fundamental para proteger a produtividade.

    A rizoctoniose, ou crosta-preta, já causa prejuízos médios de 10% na bataticultura brasileira. Em casos severos, sem o manejo adequado, essas perdas podem chegar a 30% ou mais. O fungo ataca a cultura em todas as fases, da brotação à colheita.

    Os sinais silenciosos da doença na lavoura

    O agricultor deve ficar atento aos primeiros sintomas. O fungo provoca a morte de brotos ainda na emergência. Ele também causa lesões escuras e afunda nas hastes e raízes. Nos tubérculos, seu ataque deixa uma crosta preta de escleródios, conhecida como “mancha de asfalto”. Esses danos depreciam o produto no mercado.

    O patógeno sobrevive por anos no solo, em restos culturais. Tubérculos-semente infectados são a principal via de entrada da doença em áreas novas. Solos frios, úmidos e o plantio muito profundo criam o ambiente ideal para o fungo prosperar.

    Estratégias eficazes de controle e prevenção

    Especialistas defendem um manejo integrado. A estratégia combina práticas culturais, preventivas e químicas. Não existe variedade de batata imune à doença, tornando a prevenção a melhor arma.

    • Uso de semente sadia: o primeiro passo é investir em tubérculos-semente certificados e de alta qualidade fisiológica e sanitária. Esse cuidado evita introduzir o problema na lavoura.
    • Rotação de culturas: rotacionar a batata com espécies não hospedeiras, como milho e cereais, reduz o inóculo do fungo no solo.
    • Fungicidas de última geração: o controle químico moderno oferece soluções eficazes. Produtos como Moncut (da IHARA) e Pulsor® 240 SC (da Corteva) se mostram altamente eficientes. A aplicação no sulco de plantio protege a planta desde o início do desenvolvimento.

    O impacto econômico do manejo correto

    Investir no controle da rizoctoniose é investir em rentabilidade. Estudos de eficácia comprovam que o manejo adequado pode aumentar a produtividade em mais de 20%. Em áreas tratadas com produtos específicos, os ganhos podem superar 150 sacas por hectare.

    Ignorar a doença, no entanto, tem um custo alto. Para o produtor, significa colher tubérculos menores, deformados e com valor comercial reduzido. A doença consome até 23% de todo o custeio destinado ao controle de doenças na cultura.

    A rizoctoniose exige atenção constante do produtor. Sua presença em todas as regiões produtoras do Brasil a torna uma ameaça permanente. A chave para o sucesso está na combinação de táticas. Use sementes de qualidade, faça a rotação e não subestime a aplicação de fungicidas modernos no sulco. Essa abordagem integrada protege o investimento e garante uma colheita mais abundante e lucrativa.

  • Nova biotecnologia promete acabar com praga que devasta plantações no Brasil

    Nova biotecnologia promete acabar com praga que devasta plantações no Brasil

    Uma parceria estratégica entre três gigantes do agronegócio mundial promete revolucionar o cultivo de soja no Brasil. BASF, Corteva Agriscience e M.S. Technologies anunciaram um acordo para lançar, até o final desta década, a primeira combinação comercial de biotecnologias capaz de combater efetivamente os nematoides, pragas microscópicas responsáveis por bilhões em perdas na agricultura brasileira.

    A inovação consiste na combinação do trait NRS (resistência a nematoides) desenvolvido pela BASF com as tecnologias já consolidadas Enlist E3® e Conkesta E3®. Esta solução biotecnológica inédita no setor oferece proteção simultânea contra nematoides, plantas daninhas e insetos-praga.

    Eficácia comprovada em sete anos de testes

    O trait NRS demonstrou resultados impressionantes durante seu desenvolvimento. Em mais de 160 testes de campo realizados ao longo de sete anos, a tecnologia apresentou mais de 90% de controle dos nematoides das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e dos nematoides do cisto da soja (Heterodera glycines).

    “Este novo trait disruptivo representa uma mudança de paradigma no controle de nematoides”, explica Adolfo Vitorio Ulbrich, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Sementes da BASF Soluções para Agricultura na América Latina. “Pela primeira vez, os agricultores brasileiros terão uma ferramenta biotecnológica comercial para combater essas pragas microscópicas de difícil controle.”

    Foto: Divulgação Basf

     

    A parceria permite que a tecnologia NRS seja integrada aos sistemas já estabelecidos no mercado. A soja Enlist E3 oferece tolerância a três tipos de herbicidas (2,4-D sal colina, glifosato e glufosinato), proporcionando maior flexibilidade no manejo de plantas daninhas resistentes.

    Já a tecnologia Conkesta E3 incorpora duas proteínas Bt (Cry1F e Cry1Ac) específicas para o controle das principais lagartas que atacam a cultura da soja. Uma solução desenvolvida especialmente para as necessidades da América Latina.

    Impacto econômico significativo

    Os nematoides representam uma das principais ameaças à produtividade da soja brasileira, causando perdas substanciais que afetam diretamente a economia do agronegócio nacional. O Brasil é o maior produtor mundial de soja, e qualquer avanço tecnológico que melhore a produtividade tem impacto global.

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    “Combinar nossa genética Enlist E3 e Conkesta E3 com o trait NRS da BASF representa uma mudança radical na proteção de valor para os produtores de soja da América do Sul”, destaca Joe Merschman, presidente da M.S. Technologies.

    Cronograma e perspectivas futuras

    As empresas estimam que as variedades comerciais contendo a nova tecnologia estarão disponíveis para os agricultores brasileiros até o final desta década ou início da próxima, dependendo das aprovações regulatórias e conclusão dos testes de campo finais.

    Soja atacada por nematoide / Foto: divulgação – Embrapa

    Christian Pflug, diretor de Licenciamento da Corteva para o Brasil e Paraguai, demonstra otimismo com a parceria. “Esta colaboração oferece aos produtores brasileiros uma nova ferramenta essencial para a proteção contra duas das pragas mais desafiadoras da soja.”

    A expansão para outros países sul-americanos também está sendo considerada pelas empresas, sinalizando o potencial de transformação regional da agricultura através desta inovação biotecnológica.

    Os termos financeiros do acordo não foram divulgados pelas empresas envolvidas na parceria.

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