Tag: Copa do Mundo

  • Primeiro clube de Haaland virou símbolo do agro com premiações inusitadas

    Primeiro clube de Haaland virou símbolo do agro com premiações inusitadas

    O Bryne, primeiro clube da carreira de Erling Haaland, ganhou fama por transformar a tradição agrícola da região em uma marca registrada. Localizada no sul da Noruega, a equipe ficou conhecida por substituir troféus convencionais por produtos do campo nas premiações aos melhores jogadores.

    A curiosidade voltou aos holofotes após a classificação da Noruega para as quartas de final da Copa do Mundo, conquistada com a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil nas oitavas de final.

    Bryne transformou o agro em tradição

    A iniciativa começou a chamar a atenção do futebol internacional em 2025. Naquele ano, o Bryne passou a distribuir recompensas ligadas ao agronegócio local para valorizar a identidade da região.

    O primeiro jogador a receber uma das premiações inusitadas foi o goleiro Jan de Boer. Apesar da derrota por 1 a 0 para o FK Bodø/Glimt, ele foi eleito o melhor em campo após defender um pênalti e realizar outras intervenções decisivas. Como reconhecimento pelo desempenho, voltou para casa com quatro bandejas de ovos.

    Equipe feminina do Bryne também recebe as “premiações” — Foto: Reprodução/@brynefotbal

    Pouco tempo depois, o zagueiro Alex Kryger também entrou para a lista de premiados. O defensor marcou o primeiro gol da vitória por 3 a 1 sobre o Haugesund. Desta vez, o prêmio foi um cordeiro vivo.

    Frutas e verduras substituem os troféus

    As homenagens não pararam por aí. Ao longo da temporada, o Bryne distribuiu caixas de morangos, litros de leite, madeira para lareira, couve-flor, 500 quilos de cenoura, repolho, aveia, alho-poró, mel, grama, maçãs, batatas e queijos.

    Mesmo após o rebaixamento para a segunda divisão, a tradição foi mantida em 2026.

    Haaland e Bryne

    Embora tenha nascido em Leeds, na Inglaterra, em julho de 2000, Erling Haaland mudou-se para a Noruega ainda criança. Isso aconteceu quando seu pai, Alf-Inge Haaland, encerrou a passagem pelo futebol inglês e retornou ao país.

    Foi em Bryne que o atacante cresceu e iniciou sua trajetória no futebol. Antes dos 10 anos, ingressou nas categorias de base do clube.

    Haaland é reconhecido como um dos atacantes de elite no futebol mundial — Foto: Reprodução/Instagram

    Desde então, Haaland construiu uma carreira em ascensão. O atacante passou por Molde, Red Bull Salzburg e Borussia Dortmund. Atualmente, defende o Manchester City e se consolidou como um dos principais jogadores do futebol mundial.

  • Copa do Mundo: como harmonizar cervejas com petiscos durante os jogos

    Copa do Mundo: como harmonizar cervejas com petiscos durante os jogos

    A Copa do Mundo de 2026 movimenta torcedores em todo o planeta até 19 de julho, com jogos realizados, pela primeira vez, em três países: Estados Unidos, México e Canadá. Além das partidas, o evento também impulsiona encontros entre amigos e familiares, marcados por petiscos e, claro, cervejas.

    Com a variedade crescente de estilos cervejeiros, muitos consumidores ainda têm dúvidas sobre como harmonizar a bebida com alimentos típicos consumidos durante os jogos. Para orientar o público, o mestre cervejeiro da Ashby, Alexandre Vaz, detalha combinações que valorizam sabores e melhoram a experiência durante as partidas.

    Harmonização de cerveja com petiscos da Copa

    A escolha da cerveja certa pode equilibrar sabores, limpar o paladar e até destacar características dos alimentos. Confira as principais recomendações:

    • Salgados fritos
    Foto: Divulgação

    Petiscos como coxinha, bolinho de queijo e risole pedem cervejas que reduzam a sensação de gordura. A Weiss, cerveja de trigo com boa carbonatação e teor alcoólico moderado, ajuda a limpar o paladar e mantém o frescor a cada mordida.

    • Amendoim e castanhas
    Foto: Felipe Sa/Embrapa

    Clássicos tira-gostos de estádio e reuniões, amendoim e castanhas combinam melhor com cervejas leves. A Pilsen se destaca por seu perfil refrescante, com leve dulçor, baixo amargor e notas sutis de pão e cereais.

    • Churrasco

    Durante os jogos, muitos brasileiros optam pelo churrasco, com destaque para a picanha. Nesse caso, a India Pale Ale (IPA) Nirvana se mostra ideal. O amargor do lúpulo e a carbonatação equilibram a gordura da carne, enquanto as notas de malte harmonizam com carnes caramelizadas e molhos barbecue.

    carne de churrasco
    Foto: Emerson Vieira/Unsplash
    • Pipoca

    Versátil e prática, a pipoca também entra no cardápio da Copa. Para versões salgadas, cervejas leves são as mais indicadas. Uma fruit beer de laranja, por exemplo, oferece acidez e notas cítricas que realçam o sabor do milho.

    • Burritos e tacos

    Influenciados pela cultura mexicana, burritos e tacos ganham espaço durante o torneio. Pratos com pimenta e carne com chilli harmonizam bem com American Pale Ale (APA). A cerveja apresenta equilíbrio entre malte e lúpulo, com notas de caramelo e frutas cítricas, além de um final seco que suaviza a picância.

    Foto: Divulgação
  • Produtor rural vive dia inesquecível ao lado do goleiro Marcos

    Produtor rural vive dia inesquecível ao lado do goleiro Marcos

    Um produtor rural de Santo Antônio do Aracanguá, no interior de São Paulo, teve a oportunidade de acompanhar uma partida da Seleção Brasileira ao lado de um dos maiores ídolos do futebol nacional. Aos 74 anos, Edemir Rubens Doná recebeu o ex-goleiro Marcos, pentacampeão mundial em 2002, após vencer a campanha “Pronto Pro Jogo”, promovida pela Massey Ferguson.

    O encontro aconteceu no dia 24 de junho, durante a partida entre Brasil e Escócia. Na ocasião, Edemir reuniu familiares para um churrasco em sua propriedade rural. Assim, acompanhou o jogo e compartilhou momentos de descontração com o ex-jogador.

    Com mais de 50 anos de atuação no agronegócio, o produtor cultiva soja, milho e cana-de-açúcar. Além disso, é cliente da Massey Ferguson há vários anos. Ele já utilizava um trator MF 275 e garantiu a participação na campanha ao adquirir um MF 4408.

    Encontro com ídolo marcou a família

    Palmeirense, Edemir conta que recebeu a notícia de que havia sido contemplado com a promoção com muita alegria. Segundo ele, a oportunidade de conhecer Marcos pessoalmente tornou a experiência ainda mais especial.

    “Gostamos demais da experiência. O Marcão é uma pessoa espetacular, muito simples e atenciosa. Ficamos muito felizes com a presença dele aqui. Foi um momento que vai ficar para sempre na memória da nossa família”, afirma.

    A campanha “Pronto Pro Jogo” foi criada pela Massey Ferguson para aproximar a marca dos produtores rurais, concessionários e clientes durante a Copa do Mundo. Dessa forma, a empresa uniu a paixão pelo futebol ao universo do agronegócio.

    De acordo com Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson, a iniciativa buscou oferecer uma experiência diferenciada aos clientes da empresa.

    “Buscamos proporcionar uma experiência diferenciada para os nossos clientes, unindo entretenimento e a paixão nacional pelo futebol. Marcos representa atributos muito alinhados aos valores da Massey Ferguson, como confiança, proximidade e autenticidade”, destaca.

    Campanha fortalece relacionamento com clientes

    A ação faz parte das iniciativas de relacionamento desenvolvidas pela Massey Ferguson para fortalecer os vínculos com os produtores rurais. Além da comercialização de máquinas agrícolas, a empresa investe em campanhas que valorizam a proximidade com seus clientes. Também promove experiências ligadas ao cotidiano no campo.

    Atualmente, a Massey Ferguson integra o grupo AGCO e está presente no Brasil há seis décadas. A empresa fabrica tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores, implementos agrícolas e soluções de agricultura de precisão. Além disso, mantém mais de 200 concessionárias no País. Por fim, exporta máquinas para mais de 80 países.

  • Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar muito mais do que torcedores dentro e fora dos estádios. Com formato inédito de 48 seleções, calendário mais extenso e jogos da Seleção Brasileira previstos para o horário nobre, entre 19h e 21h30, o torneio deve ampliar as ocasiões de confraternização e fortalecer uma tradição nacional: reunir amigos e família em torno da boa comida, normalmente um churrasco.

    O mercado já sente o aquecimento. Dados da Kantar Worldpanel apontam que as ocasiões de churrasco cresceram 22% em 2025 em relação ao ano anterior. Historicamente, a Copa do Mundo ainda adiciona 10% de incremento nas vendas de carne durante o período do torneio. Para o setor, o Mundial representa muito mais do que um evento esportivo, é uma janela estratégica de consumo.

    Mais jogos, mais encontros, mais oportunidades

    A edição de 2026 será a maior da história da Copa. O aumento de 32 para 48 seleções eleva significativamente o número de partidas e estica o calendário por mais de um mês, criando múltiplas oportunidades para reuniões entre amigos e familiares.

    Os horários das partidas da primeira fase favorecem encontros após o expediente e abrem espaço para diferentes experiências gastronômicas, do tradicional churrasco a preparos mais ágeis, como cortes na air fryer, tábuas de petiscos e sanduíches especiais.

    Uma pesquisa da JBS reforça a tendência: 56% das famílias brasileiras pretendem se reunir para assistir às partidas do Mundial fazendo churrasco. Na Copa de 2022, essa ocasião movimentou R$ 550 milhões adicionais no varejo brasileiro. As linguiças se destacaram entre as categorias com melhor desempenho, registrando incremento superior a R$ 31 milhões em vendas acima da sazonalidade normal do período.

    Cortes premium e novas experiências ganham espaço

    Para a Minerva Foods, o Mundial de 2026 chega em um momento de evolução no comportamento do consumidor. “A Copa do Mundo historicamente impulsiona o consumo de alimentos ligados aos momentos de confraternização. Em 2026, esse movimento ganha força adicional com o maior número de jogos e horários que favorecem encontros presenciais. Observamos uma demanda crescente por experiências gastronômicas que vão além do churrasco tradicional e acreditamos que será um momento aquecido para o mercado de carne bovina, principalmente pensando em cortes premium”, afirma Daniela Arantes, Head de Marketing e Comunicação da empresa.

    Churrasco brasileiro ganhou destaque internacional com cortes tradicionais entre os melhores pratos do mundo — (Foto: Reprodução/Unsplash)

    A companhia aposta em três marcas para atender diferentes perfis de consumidores. A Cabaña Las Lilas é voltada para experiências premium com cortes de alto marmoreio. Já a Estância 92 é focada em cortes selecionados para momentos especiais. E a PUL, que entrega praticidade e qualidade para o dia a dia.

    Para ajudar na organização das compras, a Minerva Foods disponibiliza na plataforma My Minerva Foods uma calculadora de churrasco. Para um grupo de 15 pessoas, dez adultos e cinco crianças, reunidas por mais de quatro horas, a recomendação chega a aproximadamente 5,6 kg de carne. Isso considerando cortes como bife ancho, bife de chorizo, picanha, maminha e fraldinha.

    Friboi e Seara entram em campo com estratégias próprias

    A Friboi também chega ao Mundial com estratégia clara. “A Maturatta foi construída para liderar o território do churrasco dentro da Friboi. É uma marca especializada, com cortes desenvolvidos para entregar maciez, sabor e uma experiência superior nessa ocasião, que ganha ainda mais relevância em um cenário de Copa do Mundo, quando as confraternizações aumentam e o churrasco se fortalece como um dos principais momentos de consumo do varejo brasileiro”, afirma Renato Costa, presidente da Friboi.

    carne de churrasco sendo cortada
    Foto de Emerson Vieira na Unsplash

    Já a Seara decidiu disputar o “primeiro tempo do churrasco”, o momento anterior à grelha principal. A marca escalou Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para estrelar a campanha “Churrasco que é churrasco começa com Seara”. E lançou uma linha de produtos que inclui mini-hambúrguer para grelha, linguiça com queijo coalho, smoked beef franks da linha American Grill e uma nova pasta de alho.

    “Hoje, metade da cesta dessa ocasião já se compõe por categorias que vão além da carne bovina, como linguiças, frango, aperitivos e acompanhamentos. Existe uma oportunidade importante de ampliar presença justamente nesses momentos, que ganham ainda mais relevância durante a Copa do Mundo”, explica João Campos, presidente da Seara. A expectativa da marca é que as vendas deste Mundial sejam 40% superiores às de 2022.

    Portanto, independentemente do cardápio, o Mundial de 2026 deve reforçar um hábito característico dos brasileiros: transformar grandes eventos esportivos em momentos de convivência, celebração e compartilhamento à mesa.

  • Capitão do Paraguai e fazendeiro: conheça o lado agro de Gustavo Gómez

    Capitão do Paraguai e fazendeiro: conheça o lado agro de Gustavo Gómez

    Enquanto se prepara para mais uma participação em uma Copa do Mundo, Gustavo Gómez chama atenção não apenas pelo desempenho dentro de campo, mas também pela forte ligação com o agronegócio. Capitão da seleção do Paraguai e maior vencedor da história do Palmeiras, com 13 títulos, o defensor divide sua rotina entre o futebol e os investimentos no meio rural.

    Referência da equipe paraguaia, Gómez integra o elenco que recoloca o Paraguai em uma Copa do Mundo após 16 anos de ausência.

    Agropecuário e fazendeiro

    Longe dos gramados, o atleta também dedica atenção ao setor agropecuário.

    Nos últimos anos, ele passou a acompanhar de perto atividades ligadas ao campo e incorporou o segmento à sua estratégia de investimentos após adquirir uma fazenda em San Juan Bautista, município localizado a cerca de 200 quilômetros de Assunção, capital paraguaia.

    Jogador leva vida rural no Paraguai — Foto: Reprodução/Instagram

    Gómez não esconde seu entusiasmo. Em entrevista, o jogador contou, em tom descontraído, que ainda precisa desenvolver uma habilidade importante.

    “Eu gosto muito. Estou à disposição para marcar animal, trabalho com os caras, mas uma tarefa que tenho é aprender a cavalgar. Eu sou um fazendeiro que não sabe andar em cima do cavalo. Só de caminhonete (risos). Mas isso é detalhe. É algo totalmente diferente, e eu estou apaixonado hoje por isso. No começo eu não gostava muito de fazendas e tal, mas tudo mudou”.

    Gustavo Gómez é um dos principais jogadores do Palmeiras — Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras

    Segundo o defensor, o interesse pelo agronegócio surgiu de maneira gradual e teve influência direta de familiares e amigos ligados à área de veterinária.

    “O meu melhor amigo é veterinário, meu cunhado é veterinário, meu primo é veterinário, todo mundo virou veterinário. Eles sempre ficavam falando. E depois fui conhecendo e aprendendo um pouco mais. É uma coisa agradável e um negócio financeiramente bom”.

    No entanto, o foco esportivo segue como prioridade durante o Mundial. Após o compromisso diante dos Estados Unidos, um dos anfitriões da competição ao lado de México e Canadá, a seleção paraguaia ainda enfrentará Turquia e Austrália na disputa por uma vaga na fase mata-mata.

  • Do campo ao gramado, Brasil e Marrocos movimentam bilhões

    Do campo ao gramado, Brasil e Marrocos movimentam bilhões

    O comércio agropecuário fortalece a relação entre Brasil e Marrocos e movimenta bilhões de dólares todos os anos. Neste sábado (13), os países se enfrentam na Copa do Mundo, mas mantêm uma parceria estratégica além do esporte.

    O Brasil exporta açúcar, milho, café e outros produtos agrícolas para o mercado marroquino. Em contrapartida, importa fertilizantes essenciais para a produção agrícola nacional. Com cerca de 38 milhões de habitantes, o Marrocos amplia investimentos na modernização da agricultura. Além disso, o país aumenta a demanda por alimentos e insumos agrícolas.

    Em 2025, as exportações brasileiras para o Marrocos alcançaram US$ 1,4 bilhão. No mesmo período, as importações também somaram US$ 1,4 bilhão.

    Com isso, a corrente de comércio entre os países atingiu US$ 2,8 bilhões. Mesmo com equilíbrio nos fluxos, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 64,3 milhões. O Marrocos ocupou a 44ª posição entre os destinos das exportações brasileiras.

    Açúcar lidera exportações brasileiras

    O agronegócio concentrou grande parte das vendas brasileiras ao mercado marroquino. Os açúcares e melaços responderam por 58,1% das exportações.

    Além disso, o Brasil embarcou milho, animais vivos, café, frutas e especiarias. Esses produtos completaram a pauta agrícola destinada ao país africano.

    O açúcar manteve posição de destaque em 2025. O Marrocos importou 1,48 milhão de toneladas do produto. Os negócios movimentaram aproximadamente US$ 591 milhões.

    Fertilizantes dominam importações

    Os fertilizantes químicos lideraram as compras brasileiras no Marrocos. Em 2025, eles representaram 84,8% das importações vindas do país africano.

    O resultado reforça a importância marroquina no fornecimento de insumos para as lavouras brasileiras. Esses produtos ajudam a sustentar a produtividade do campo.

    Comércio cresce em 2026

    A parceria comercial segue em expansão neste ano. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou US$ 328,3 milhões para o Marrocos. O valor representa crescimento de 9,6% na comparação anual. Já as importações avançaram 34,4% e atingiram US$ 881,7 milhões.

    Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 1,2 bilhão nos cinco primeiros meses do ano. O saldo comercial ficou negativo em US$ 553,4 milhões para o Brasil. Nesse período, os açúcares e melaços continuaram na liderança das exportações brasileiras. Ao mesmo tempo, os fertilizantes permaneceram como principal item importado.

    Mato Grosso amplia participação

    Dados do IMEA mostram a relevância de Mato Grosso nessa relação comercial. Em 2025, o Marrocos importou 1,81 milhão de toneladas de milho brasileiro. Desse total, Mato Grosso respondeu por 1,37 milhão de toneladas. O volume representou 75% de todo o milho embarcado pelo Brasil ao país africano.

    As vendas renderam cerca de US$ 280 milhões aos produtores mato-grossenses. Em 2026, até o início de maio, o estado exportou 153 mil toneladas. As negociações movimentaram aproximadamente US$ 33 milhões no período.

    Carne bovina também ganha espaço

    A carne bovina integra a pauta comercial entre os dois países. Em 2025, Mato Grosso exportou 668 toneladas do produto para o Marrocos. As vendas geraram receita próxima de US$ 3 milhões. No mesmo ano, o Brasil embarcou 6.658 toneladas de carne bovina. O faturamento nacional com a proteína superou US$ 23 milhões, fortalecendo a presença brasileira naquele mercado.

  • Noruega embarca 300 quilos de peixe para a Copa e destaca produção aquícola

    Noruega embarca 300 quilos de peixe para a Copa e destaca produção aquícola

    Quando uma seleção se prepara para disputar uma Copa do Mundo, é comum transportar uniformes, chuteiras, bolas e equipamentos de treinamento. No entanto, a delegação da Noruega chamou atenção por incluir na bagagem aproximadamente 300 quilos de peixe, 116 quilos de queijo marrom e 6 mil laranjas.

    Durante o torneio, a equipe ficará concentrada em Greensboro, no estado da Carolina do Norte, nos EUA. Por isso, a comissão técnica optou por levar alimentos já presentes na rotina alimentar dos atletas, buscando manter hábitos nutricionais durante toda a competição.

    Pescado e queijo no topo da lista

    Entre os produtos transportados, o pescado ocupa posição estratégica. Afinal, a Noruega é reconhecida mundialmente pela força de sua cadeia aquícola. O país lidera a produção global de salmão e, segundo o Conselho Norueguês da Pesca, exporta frutos do mar para mais de 150 países.

    Dessa forma, o peixe ganhou espaço relevante na logística da seleção. Ao todo, cerca de 300 quilos de pescado foram reservados para abastecer a cozinha da delegação ao longo da competição.

    Noruega se tornou referência mundial dentro e fora do campo — Foto: Reprodução/Instagram

    Além disso, outro alimento tradicional embarcado para solo americano foi o brunost, um conhecido queijo marrom norueguês produzido a partir do soro do leite. Bastante consumido no país europeu, o produto faz parte do café da manhã e também de lanches ao longo do dia.

    Brunost (queijo castanho) é um queijo norueguês produzido com soro de leite — Foto: Divulgação

    As 6 mil laranjas levadas pela equipe também têm função definida. Segundo o planejamento da delegação, elas serão utilizadas na produção diária de suco destinado aos jogadores e membros da comissão técnica. A expectativa é produzir aproximadamente 15 litros por dia durante o período de concentração.

    Alimentação familiar como estratégia

    Os dirigentes da seleção acreditam que manter uma alimentação conhecida pelos atletas pode contribuir para o rendimento dentro e fora de campo.

    Nesse contexto, a avaliação da equipe é de que a “comida familiar” pode desempenhar papel relevante tanto no desempenho físico quanto no equilíbrio emocional dos jogadores.

    Para garantir a execução do plano alimentar, três chefs noruegueses acompanham a delegação durante a Copa. O cardápio inclui peixe, frango, arroz, massa e batata. Além disso, as refeições serão servidas quatro vezes ao dia para mais de 60 pessoas, entre atletas e integrantes da comissão técnica.

  • Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    As principais empresas brasileiras de proteína animal enxergam na Copa do Mundo uma oportunidade estratégica para fortalecer vendas e ampliar o consumo interno.

    Enquanto o setor de aves e suínos projeta um aumento expressivo na comercialização de produtos, a indústria da carne bovina acredita que o torneio pode marcar uma nova fase para o consumo per capita da proteína no país.

    Sadia aposta em crescimento de até 50% como patrocinadora BR

    A Sadia, marca de aves e suínos da MBRF, reforça sua presença no evento como patrocinadora oficial da seleção brasileira. A empresa estima que o volume de vendas durante a competição alcance níveis comparáveis aos registrados em datas tradicionalmente fortes para o varejo, como o Dia das Mães e as festas de fim de ano.

    Além disso, a marca firmou parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030. Dessa forma, será responsável pelo fornecimento de proteínas aos atletas da seleção principal e também a outras 19 equipes ligadas à entidade, incluindo categorias de base e seleções femininas.

    A previsão é distribuir cerca de duas toneladas mensais de produtos para aproximadamente 160 integrantes das equipes. Ao longo de quatro anos, o volume pode se aproximar de 100 toneladas.

    “A seleção, independentemente do período, é uma paixão nacional. Por isso, estamos muito felizes de ver nossa marca ligada à seleção, ainda mais agora com a Marfrig e a BRF em uma empresa única, as oportunidades são potencializadas”, afirmou Miguel Gularte, diretor-executivo da MBRF.

    ‘Lek Trek’ e ‘Canarinho’ em campanha da Sadia — Foto: CBF

    Após encerrar o primeiro trimestre com vendas domésticas 5,5% menores na comparação anual, a empresa vê a Copa como um dos principais vetores de crescimento em 2026.

    Por isso, a expectativa é ampliar em até 50% o volume comercializado durante o torneio em relação à edição de 2022. O desempenho deverá ser impulsionado principalmente por produtos como linguiças, salames, empanados e itens destinados ao churrasco.

    Engajamento digital

    Segundo levantamento da plataforma de inteligência de consumo Winnin, o interesse pelo torneio cresceu de forma significativa entre os consumidores. O volume de interações relacionadas à Copa nas redes sociais saltou de cerca de 20 milhões por mês no início do ano para 240 milhões em maio.

    Para aproveitar esse cenário, a Sadia desenvolveu uma linha especial com 20 produtos temáticos e lançou uma promoção que oferece brindes oficiais da seleção brasileira aos consumidores participantes.

    De acordo com a empresa, o planejamento das ações começou ainda em janeiro.

    “A procura pelos nossos produtos aumenta de forma significativa nos dias de jogos. Por isso, começamos a nos preparar com bastante antecedência”, destacou Manoel Martins, vice-presidente de Mercado Brasil e Marketing da MBRF.

    Sadia lançou ação promocional em parceria com a seleção brasileira — Foto: Divulgação

    Seara aposta no conceito do “primeiro tempo do churrasco”

    A Seara, marca de aves e suínos da JBS, também projeta forte crescimento nas vendas durante o torneio. A expectativa é registrar aumento de aproximadamente 40% em comparação à Copa anterior.

    Diferentemente da estratégia adotada em 2022, quando o foco estava em produtos específicos, a empresa decidiu concentrar sua campanha na valorização da etapa inicial do churrasco brasileiro.

    Segundo o presidente da Seara, João Campos, a proposta foi batizada de “1º tempo do churrasco”.

    “O churrasco brasileiro tem dois momentos. Tem a abertura, que é a linguiça, o frango, o suíno, às vezes um pão de alho, o petisco. Depois vai para o bovino. Fazendo alusão ao futebol, estamos dando foco na ideia de que o primeiro tempo do churrasco é tão importante quanto o segundo”, explicou.

    Além disso, a companhia lançou kits churrasco, inspirados nos tradicionais kits natalinos.

    Friboi vê oportunidade

    No segmento de carne bovina, a Friboi, operação da JBS, também trabalha com expectativas positivas. A expectativa é elevar em cerca de 10% as vendas.

    Base atual de consumo da marca já é superior à observada durante a Copa de 2022 — Foto: Friboi

    Nos dias em que houver partidas, entretanto, a projeção é ainda mais otimista. A empresa espera comercializar pelo menos 20% mais produtos em relação aos dias sem jogos.

    Segundo o diretor-executivo comercial da empresa, Leonardo Monteiro, a Copa pode representar um marco importante para a expansão do consumo de carne bovina no país.

  • Da lavoura ao gol: como o Brasil leva pipoca brasileira para a Copa do Mundo 2026

    Da lavoura ao gol: como o Brasil leva pipoca brasileira para a Copa do Mundo 2026

    Quando o apito inicial soar nos estádios da Copa do Mundo de 2026, milhões de pessoas em diferentes países vão repetir um ritual clássico: assistir às partidas com uma tigela de pipoca nas mãos. O que poucos imaginam é que parte dessa pipoca pode ter começado sua trajetória em uma lavoura brasileira. E que tecnologia nacional de monitoramento de umidade ajudou a garantir que ela estourasse corretamente.

    O Brasil é o segundo maior produtor mundial de milho pipoca, atrás apenas dos Estados Unidos. O país produz mais de 300 mil toneladas do grão por ano e, além de abastecer o mercado interno, vem ampliando sua presença internacional: no primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de milho em grão somaram US$ 1,48 bilhão, com embarque de 6,74 milhões de toneladas. Uma alta de 14,6% em volume e 13,1% em valor FOB frente ao mesmo período de 2025, segundo dados da Logcomex, empresa de inteligência artificial para comércio exterior.

    A base de destinos ativos cresceu de 63 para 69 países. Entre os principais compradores estão Egito, Irã e Vietnã. E este último registrou crescimento de 257% no valor importado do Brasil, saltando de US$ 85,4 milhões para US$ 304,5 milhões no período.

    O grão mais delicado do agronegócio

    Por trás desse desempenho exportador, há um desafio técnico que começa ainda no campo: o milho pipoca exige um controle de qualidade muito mais rigoroso do que o milho comum.

    “O milho pipoca é muito mais delicado. Se o grão sofre trincas durante a colheita ou a secagem, o vapor interno escapa antes da pressão ideal e ele não estoura corretamente, virando o chamado ‘piruá’”, explica Roney Smolareck, engenheiro agrônomo da MOTOMCO.

    O piruá vai além de uma experiência ruim para o consumidor. Ele representa prejuízo direto para toda a cadeia produtiva. “Quando um lote perde capacidade de expansão, perde valor comercial. A indústria busca uniformidade e rendimento. Quanto maior o índice de piruá, menor o aproveitamento industrial daquele milho”, afirma Smolareck.

    A temperatura de secagem também é determinante. Processos rápidos ou em temperaturas elevadas criam microfissuras invisíveis no endosperma, a estrutura responsável pelo estouro. Portanto, comprometendo o potencial do grão mesmo sem alteração visual aparente.

    Controle de umidade: do campo ao embarque

    O monitoramento preciso da umidade não apenas preserva a qualidade do grão, mas também reduz desperdícios energéticos. Como o milho pipoca exige uma janela muito específica de secagem, remover mais umidade do que o necessário eleva o consumo de combustível, energia e tempo operacional sem nenhum ganho de qualidade.

    “O objetivo é manter o milho dentro do limite ideal exigido pela indústria. Quando o produtor faz isso com precisão, preserva qualidade, reduz perdas e evita gasto desnecessário de energia durante a secagem”, diz Smolareck.

    Presente em cooperativas, cerealistas, armazéns e unidades de beneficiamento, a tecnologia permite monitorar o comportamento do grão desde a saída do campo até os processos de armazenagem e expedição. Na prática, isso reduz os riscos de perda de qualidade antes do embarque, etapa crítica para um produto que percorre longas distâncias entre secagem, transporte rodoviário, portos e travessias marítimas, ficando exposto a variações de temperatura e umidade ao longo de todo o trajeto.

    Grão sensível, produto de alto valor

    O resultado desse controle técnico é um posicionamento competitivo cada vez mais sólido no mercado internacional. “O mercado externo exige padronização rigorosa. Um milho pipoca que chega fora da faixa de umidade ideal perde competitividade na prateleira e pode custar ao produtor não apenas aquela venda, mas o acesso a mercados inteiros”, alerta Smolareck.

    É justamente esse domínio técnico que permite ao Brasil transformar um grão altamente sensível em produto de alto valor agregado, consumido em dezenas de países. E em breve, provavelmente, nas arquibancadas e salas de casa durante a Copa do Mundo de 2026.

  • Confirmado na Copa, Neymar entra em negociação por fazenda luxuosa no Rio

    Confirmado na Copa, Neymar entra em negociação por fazenda luxuosa no Rio

    Recém-confirmado como um dos nomes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, Neymar chama atenção também fora dos gramados. Dono de um patrimônio milionário, o jogador acumula mais de 100 imóveis, principalmente no litoral paulista.

    Entre os bens mais conhecidos do atleta está o complexo de três mansões interligadas no Morro Santa Terezinha, em Santos, avaliado em cerca de R$ 50 milhões. Neymar também possui uma mansão em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro, frequentemente usada pela família em datas comemorativas e períodos de descanso.

    No entanto, o que pouca gente sabe é que o jogador já buscou o mercado imobiliário rural. Segundo informações divulgadas por uma imobiliária de Itaipava, especializada em propriedades de alto padrão, o craque negociou no ano passado a compra de uma fazenda de luxo em Areal, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

    A propriedade teria mais de 30 hectares e contaria com estrutura digna de resort. Entre os destaques estariam uma casa-sede moderna, piscina aquecida, quadra poliesportiva, lago artificial e até heliponto privativo.

    Moradores e profissionais da região afirmam que equipes de segurança privada realizaram visitas técnicas no local. Outro detalhe que aumentou as especulações foi o avistamento do helicóptero de prefixo PR-NJR, associado ao atleta, pousando em um heliponto próximo à propriedade.

    Reconhecida recentemente como a “Capital da Uva” do estado do Rio de Janeiro, Areal vive um momento de valorização turística e imobiliária impulsionado pelo crescimento das vinícolas e do turismo rural. A possível chegada de Neymar, inclusive, já anima empresários locais e especialistas do setor.

    De acordo com avaliações do mercado imobiliário, a presença do camisa 10 poderia elevar em até 40% o valor de imóveis de alto padrão na cidade e em municípios vizinhos.

    Mansão em Mangaratiba já virou destaque nacional

    Enquanto os rumores sobre a fazenda seguem sem confirmação oficial, a mansão de Neymar em Mangaratiba continua entre os imóveis mais comentados do país. O espaço ganhou notoriedade principalmente pelo lago artificial construído na área externa da propriedade.

    Com paisagismo inspirado em resorts de luxo, o lago possui águas cristalinas, pedras decorativas, área de descanso e até uma faixa de areia que simula uma praia particular. O imóvel ainda reúne campo de futebol, quiosques, áreas de convivência e heliponto.

    Lago artificial da mansão de Neymar Jr em Mangaratiba – (Foto: Reprodução/Instagram @genesisecossistemas)

    Em 2023, as obras da mansão chegaram a ser interditadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Mangaratiba após suspeitas de infrações ambientais. Na época, a construção do lago artificial repercutiu amplamente na imprensa, e uma multa milionária chegou a ser aplicada. Posteriormente, porém, as suspeitas de irregularidades foram descartadas e a penalidade acabou suspensa.