Tag: Cooxupé

  • Chuvas atrasam colheita de café e preocupam produtores

    Chuvas atrasam colheita de café e preocupam produtores

    A colheita de café segue em ritmo mais lento nas principais regiões produtoras do Brasil. O motivo são as chuvas registradas no fim de junho. Em Minas Gerais, estado responsável por cerca de metade da produção nacional, apenas 30% da safra foi colhida. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a média histórica para este período é de 40%.

    Além do atraso, o excesso de umidade preocupa produtores. Isso porque as condições climáticas podem reduzir a qualidade dos grãos e afetar a próxima safra.

    Chuvas dificultam a colheita

    As precipitações atingiram principalmente o Cerrado Mineiro e o Sul de Minas. Como resultado, o avanço das máquinas ficou mais lento. Além disso, aumentou a queda de frutos no chão.

    Segundo a Emater-MG, novas chuvas podem ocorrer nos próximos dias devido aos efeitos do El Niño. Caso isso aconteça, os cafezais podem florescer antes do período ideal. Durante a colheita, essas flores acabam sendo derrubadas. Dessa forma, o potencial produtivo da próxima safra pode diminuir.

    Apesar desse cenário, a expectativa ainda é positiva. A Emater-MG projeta uma produção de 31,8 milhões de sacas em Minas Gerais. O volume continua superior às 25,7 milhões de sacas registradas na temporada passada.

    Beneficiamento também avança lentamente

    O coordenador técnico da Emater-MG, Sérgio Regina, afirma que ainda é cedo para medir as perdas de qualidade. Segundo ele, apenas uma pequena parte do café beneficiado chegou ao mercado.

    Depois das chuvas, muitos produtores interromperam a colheita temporariamente. O objetivo foi recolher os grãos que caíram no solo e iniciar a secagem. No entanto, esse processo é mais caro e exige mais tempo. Por isso, toda a operação acaba sendo atrasada.

    Colheita nacional segue abaixo do ano passado

    De acordo com a Safras & Mercado, a colheita brasileira alcançou 52% da safra 2026/27 até 1º de julho. No mesmo período de 2025, o índice já era de 60%.

    Embora o ritmo tenha acelerado na última semana, a oferta do café ainda permanece limitada. Isso acontece porque grande parte da produção continua em fase de secagem e beneficiamento.

    Cooperativas também registram atraso

    A Cooxupé informou que a colheita atingiu 24,9% da área dos cooperados até o fim de junho. No mesmo período do ano passado, o índice era de 31,4%.

    Já a Expocacer informou que os trabalhos chegaram a 32% da produção estimada até o início de julho. Ainda assim, o desempenho permanece abaixo do registrado em 2025.

    Assim, os números mostram que o atraso ocorre nas principais regiões produtoras do país.

    Produtores relatam perdas e queda na qualidade

    No Sul de Minas e no Cerrado Mineiro, agricultores relatam aumento da queda de grãos. Além disso, enfrentam dificuldades para operar máquinas devido ao excesso de umidade.

    Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a qualidade do café. Muitos produtores afirmam que houve aumento de grãos fermentados. Como consequência, cresce a presença de cafés classificados como riado e rio, categorias que possuem menor valor comercial.

    Em algumas propriedades, parte dos grãos permaneceu no solo por mais tempo. Por isso, houve casos de mofo e deterioração. Nesses casos, o café torna-se impróprio para consumo.

    Indústria acompanha cenário com preocupação

    Para representantes da indústria cafeeira, o maior problema não é apenas o atraso da colheita. A principal preocupação é a qualidade dos primeiros lotes produzidos.

    Segundo o Sindicato da Indústria de Café de Minas Gerais (Sindicafé-MG), já existem registros de cafés com fermentação logo no início da safra. Esse cenário acende um alerta para produtores, cooperativas e exportadores.

    Se o clima úmido continuar nas próximas semanas, os impactos poderão ser maiores. Nesse caso, a rentabilidade tende a diminuir. Além disso, a oferta de cafés de maior qualidade destinados à exportação também poderá ser reduzida.

  • Clima instável leva cafeicultores a buscarem tecnologia na Femagri 2026

    Clima instável leva cafeicultores a buscarem tecnologia na Femagri 2026

    Diante do impacto de estiagens severas e temperaturas elevadas nas últimas safras, o clima se consolidou como a maior preocupação dos cafeicultores brasileiros. Em um cenário onde a CONAB projeta uma safra nacional de café de 66,2 milhões de sacas para 2026, os produtores intensificam a busca por dados e tecnologia para proteger a produtividade nos cafezais.

    Essa nova realidade domina as discussões da Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri) 2026, que acontece de 18 a 20 de março, em Guaxupé (MG). Organizada pela Cooxupé, a feira espera receber mais de 42 mil visitantes entre produtores, técnicos e profissionais do agronegócio, das 8h às 18h.

    Rede de dados orienta o manejo no campo

    Durante o evento, a cooperativa colocará em evidência seu robusto sistema de monitoramento climático. O Departamento de Geoprocessamento da Cooxupé apresentará dados coletados por mais de 100 estações meteorológicas e redes de pluviômetros. Este aparato tecnológico abrange 360 cidades produtoras do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e da média mogiana paulista.

    A ferramenta permite que o cafeicultor acompanhe a distribuição das chuvas ao longo dos anos e entenda as particularidades climáticas de cada região. Com isso, os produtores conseguem tomar decisões mais assertivas no manejo e no planejamento das lavouras.

    “Estaremos com diversas frentes demonstrativas que integram inovação, projetos estratégicos e suporte técnico ao produtor cooperado”, explica Guilherme Vinícius Teixeira, engenheiro agrônomo responsável pelo setor. “A proposta é tornar a gestão da propriedade mais ágil e orientada por dados, contribuindo para decisões mais precisas”, destaca.

    Tecnologia que recupera montanhas

    Outra inovação em destaque na Femagri será o Projeto Café de Montanha. A iniciativa visa viabilizar a produção mecanizada em áreas com declive, antes subutilizadas ou de difícil acesso. O trabalho envolve a sistematização do terreno para permitir o plantio e a colheita mecanizada.

    Por meio de uma tela interativa, os cooperados poderão acompanhar a evolução das áreas atendidas e os resultados já obtidos. O projeto evidencia como a tecnologia pode transformar regiões com limitações topográficas em áreas produtivas e economicamente viáveis.

    Serviço:

    Femagri 2026 – Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas

    Local: Avenida Vereador Nelson Elias, s/n – Bairro Japy – Guaxupé (MG)

    Data: 18 a 20 de março, das 8h às 18h

    Entrada e estacionamento: Gratuitos

  • Cafés especiais: empresas brasileiras chegam à final do Sustainability Awards da SCA

    Cafés especiais: empresas brasileiras chegam à final do Sustainability Awards da SCA

    Duas empresas brasileiras do setor de cafés especiais chegaram à fase final do Sustainability Awards 2026. O prêmio é promovido pela Specialty Coffee Association (SCA). E busca reconhecer organizações inovadoras com impacto positivo em toda a cadeia produtiva do café. A Fazenda Califórnia, de Jacarezinho (PR), e a SMC Specialty Coffees, divisão de cafés especiais da Cooxupé, de Guaxupé (MG), ambas associadas à Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), concorrem na categoria “For-Profit”.

    A SCA destaca que os finalistas não apenas enfrentam os grandes desafios da indústria, mas também colaboram além de fronteiras geográficas, culturas e funções dentro da cadeia do café, compartilhando aprendizados em benefício de todo o setor.

    Quem mais disputa o prêmio

    Na categoria “For-Profit”, as brasileiras concorrem com outras cinco organizações: Amavida Coffee & Trading Company, Coffee Circle, Paramount Coffee, Collab Coffee – Co-Roasting® e Mai Shayi Coffee Roasters Ltd.

    Na categoria “Non-Profit”, os finalistas são: Smithsonian Bird Friendly, TechnoServe, Slow Food Coffee Coalition, The Coffee Coalition for Racial Equity, Bean Voyage e Jamaican F&B Training Center – USAID.

    Como funciona a avaliação

    O processo ocorre em duas etapas. Na primeira, já concluída, uma equipe da SCA analisa todas as inscrições que atendem aos critérios do prêmio e seleciona os finalistas. Agora, um corpo de jurados formado por vencedores anteriores do Sustainability Awards avalia os finalistas e define os campeões.

    O anúncio dos vencedores acontece nas próximas semanas. A cerimônia de premiação ocorre em abril, durante a World of Coffee San Diego, nos Estados Unidos.

  • Feira do Cerrado 2026 conecta produtores e novas oportunidades

    Feira do Cerrado 2026 conecta produtores e novas oportunidades

    Produtores de café e grãos do Cerrado mineiro estão reunidos em Monte Carmelo (MG) para a Feira do Cerrado 2026, promovida pela Cooxupé. O evento acontece até esta quinta-feira (5), das 8h às 18h, no núcleo da cooperativa, com entrada e estacionamento gratuitos.

    Com o tema “Tradição e Inovação: Gestão Responsável, Cooperativismo Forte, Futuro de Oportunidades”, a feira chega à sua 11ª edição reunindo mais de 70 expositores e 85 estandes em uma área de 50 mil m², com mais de 14 mil produtos voltados à produtividade agrícola, gestão e sustentabilidade no campo.

    Inovação e conhecimento para o campo

    Durante a abertura, o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, destacou o papel estratégico do evento na disseminação de conhecimento e tecnologias para os cooperados. “A cada ano, trazemos novos produtos e soluções que ajudam o cafeicultor a levar o que há de mais atual para sua propriedade”, afirmou.

    O vice-presidente, Osvaldo Bachião Filho, ressaltou que o atual cenário de preços do café é favorável e exige decisões inteligentes. “É hora de investir em produtividade para transformar bons preços em renda e qualidade de vida para as famílias produtoras”, observou.

    Gestão e comercialização com visão de futuro

    O superintendente comercial, Luiz Fernando dos Reis, enfatizou a importância do planejamento financeiro e da estratégia na hora de vender o café. “O produtor precisa acompanhar o mercado e cuidar dos custos. Vender toda a safra de uma vez pode causar pressão no preço; diluir as vendas é sempre uma boa estratégia”, explicou.

    Já o superintendente de Desenvolvimento do Cooperado, José Eduardo Santos Júnior, reforçou que o evento é uma oportunidade concreta de negócios.

    “Esperamos que os cooperados façam negócios de acordo com suas necessidades e aproveitem as condições comerciais da feira”, disse.

    O prefeito de Monte Carmelo, Ricardo Ferreira, destacou o impacto positivo da feira na economia local. “O evento movimenta nossa economia e valoriza o trabalho das famílias produtoras. Monte Carmelo é referência em cafés especiais, e a feira mostra essa força para o Brasil e o mundo”, afirmou.

    Feira do Cerrado 2026 – Informações:

    Foto: André Monteiro/Divulgação
    • 4 e 5 de fevereiro de 2026
    • Núcleo da Cooxupé de Monte Carmelo – Rodovia MG-190, Km 3
    • Das 8h às 18h
    • Entrada e estacionamento gratuitos
  • Comunidade global discutirá mercado e futuro do abastecimento do café no 10º Coffee Dinner & Summit

    Comunidade global discutirá mercado e futuro do abastecimento do café no 10º Coffee Dinner & Summit

    O futuro em relação ao abastecimento mundial do café é um tema que desperta atenção de toda comunidade global cafeeira. E por isso, está entre os assuntos a serem debatidos no 10º Coffee Dinner & Summit, evento que será realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), entre os dias 2 e 4 de julho, em Campinas (SP).

    O painel “Coffee Market Outlook: O Futuro do Abastecimento” acontece no último dia do encontro, com início às 9h45. E será moderado pelo superintendente comercial da Cooxupé, Luiz Fernando dos Reis. Para este debate, estão confirmadas as presenças de Charles Chiapolino, chefe Global de Pesquisa de Café da Louis Dreyfus Company, Germán Bahamón Jaramillo, CEO da Federação dos Cafeicultores da Colômbia, e Oscar Schaps, presidente da Divisão da América Latina da StoneX Financial Inc.

    A superintendência comercial da Cooxupé responde, dentre as atribuições, pelas exportações e relações da cooperativa com o comércio internacional. E também pela comercialização da commodity junto ao Brasil. Com sede em Guaxupé (MG), a Cooxupé possui trajetória com mais de 90 anos de cooperativismo brasileiro. E mais de 60 anos com atividades focadas no negócio café.

    20 mil cooperados

    Os mais de 20 mil cooperados produzem café arábica em mais de 360 municípios do Sul, Cerrado e Matas de Minas Gerais e da média mogiana do Estado de São Paulo. A commodity é exportada pela cooperativa para 50 países, em todos os continentes.

    “O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. E isso significa que a responsabilidade do nosso país, bem como dos nossos produtores, é grande. Diante de um cenário de aumento populacional para os próximos anos e crescimento da demanda da produção de alimentos para o fornecimento global, é de suma importância evidenciar o futuro do abastecimento. Assim como debater, junto a especialistas do setor, o momento atual do mercado do café”, considera Reis.

    Além do foco no negócio café, a Cooxupé também anunciou, no início de 2025, sua entrada oficial no mercado de grãos. Especialmente em milho e soja, elevando sua representatividade no agronegócio nacional. Outro destaque é o compromisso com a Agenda ESG, por meio do Gerações, o protocolo próprio de sustentabilidade da cooperativa. Este protocolo, além de já ter sido mencionado em eventos internacionais no ano passado, obteve equivalência e reconhecimento como um programa que promove boas práticas agrícolas. Isso tanto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), quanto pela Plataforma Global do Café (GCP, em inglês).

    Evento Carbono Zero

    Honrando seu pilar de atuação voltado a responsabilidade socioambiental, sustentabilidade e segurança alimentar, o Cecafé obteve o Selo Verde da startup de reflorestamento Ecooar Biodiversidade para neutralizar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) com a realização do 10º Coffee Dinner & Summit.

    Através do cálculo das emissões de carbono geradas nos três dias do evento, a entidade compensou mais de 9,8 toneladas de CO2 e equivalentes através do plantio de 69 árvores nativas. Assim, contribuindo para o reflorestamento e a regeneração da biodiversidade em Áreas de Preservação Permanente (APP) na Fazenda do Lobo, produtora de café especial em Três Corações (MG).

    Coffee Dinner & Summit

    Realizado pelo Cecafé, o evento se destaca como um dos principais fóruns globais do setor cafeeiro. E reúne, a cada dois anos, mais de mil pessoas e líderes de todos os segmentos da cafeicultura brasileira e mundial, além de autoridades governamentais. O objetivo é promover a prospecção de negócios, criar oportunidades comerciais, compartilhar experiências e fazer networking. Além de aproximar os players do agronegócio e apaixonados pelo café em um ambiente espaçoso e aconchegante.

    Sob o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, a 10ª edição do Coffee Dinner & Summit tem por objetivo promover o debate e a reflexão sobre os desafios econômicos, climáticos, socioambientais, regulatórios e logísticos, que trazem desafios e oportunidades às nações cafeeiras, principalmente ao maior produtor mundial de café, o Brasil, no que tange a iniciativas sustentáveis estruturadas sob critérios ESG e o abastecimento global, na expectativa de analisar o futuro do fluxo do comércio. Os interessados podem obter mais informações e realizar suas inscrições no site https://coffeedinner.com.br/.

    Sobre a Cooxupé

    Referência na cafeicultura mundial, a Cooxupé é a maior exportadora de café arábica do Brasil, de acordo com o ranking do CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. Em 2024, a cooperativa mineira embarcou para os mercados interno e externo 6,6 milhões de sacas de café verde tipo arábica. Das quais 5,1 milhões foram destinadas para o mercado internacional, englobando mais de 50 países em cinco continentes. Entre os consumidores estão Alemanha, Argentina, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Suécia, entre outros. As exportações correspondem a 80% das atividades da Cooxupé. Para isso, a cooperativa mantém em Santos (SP) um escritório exclusivo para esta atividade.

    Em 2024, a Cooxupé registrou no recebimento de café 6,1 milhões de sacas. Ao considerar este volume, de acordo com a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), o número representou 15% da produção nacional de café arábica e 22% da produção deste tipo de café do estado de Minas Gerais.

    Fundada em 1932 como cooperativa agrícola de crédito e transformada na Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé no ano de 1957, quando iniciou as atividades de recebimento, processamento e comercialização de café, a Cooxupé faz parte da história da cafeicultura brasileira e avança a passos largos, fazendo com que o seu café verde vá muito além da fronteira nacional. Sua sede está instalada no município mineiro de Guaxupé, onde também está situado o Complexo Industrial Japy.

    Mais informações à imprensa:

    Cooxupé: Phábrica de Ideias – Assessoria de Comunicação e relacionamento com a imprensa

    Contatos: (16) 9.8821-9990/ (17) 99731-3210 / (17) 99785-5669 / (16) 99732-1938 / (17) 99775-8666

    Cecafé – Gerência de Comunicação

    Paulo André C. Kawasaki

    (61) 98114-6632 / [email protected]

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Governo anuncia R$ 89 bilhões para agricultura familiar

    + Agro em Campo: Queijo mineiro conquista prêmio inédito na ExpoQueijo 2025

  • Cooxupé bate recorde e distribui R$ 134,4 milhões aos cooperados

    Cooxupé bate recorde e distribui R$ 134,4 milhões aos cooperados

    A Cooxupé registrou em 2024 o maior faturamento de sua história. A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé alcançou R$ 10,7 bilhões, um crescimento de 67% em relação a 2023. Os resultados, divulgados em 28 de março durante Assembleia Geral Ordinária, também incluem R$ 394,4 milhões em sobras, dos quais R$ 134,4 milhões serão distribuídos aos cooperados.

    Exportações e mercado interno

    Em geral, a Cooxupé embarcou 6,6 milhões de sacas de café em 2024, um avanço de 46% em relação ao ano anterior. Desse total, 5,1 milhões foram exportadas, um aumento de 41%. O restante abasteceu o mercado interno e clientes exportadores. Em resumo, a cooperativa envia café para mais de 50 países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, China, Argentina, Canadá, Japão e Suécia. As exportações representam 80% das atividades da Cooxupé.

    Recebimento de café

    Em 2024, a cooperativa recebeu 6,1 milhões de sacas de café. Os cooperados entregaram 4,9 milhões de sacas, enquanto 1,2 milhão veio de terceiros.

    Investimentos

    A Cooxupé investiu R$ 91,3 milhões na modernização do patrimônio dos cooperados. A cooperativa aplicou os recursos em obras, reformas, ampliações e inovações tecnológicas, incluindo robotização e desenvolvimento agrícola.

    Torrefação e mercado corporativo

    A indústria de café torrado e moído da Cooxupé completou 40 anos em 2024 e firmou parceria com a Master Expresso. Com essa iniciativa, a cooperativa ingressou no mercado corporativo. Os produtos já estão disponíveis no varejo em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com planos de expansão para outras regiões. No ano passado, a torrefadora produziu 13,7 milhões de quilos de café.

    Perfil dos cooperados

    Foto: Divulgação – Cooxupé

    A maioria dos cooperados pertence à agricultura familiar. Portanto, em 2024, 97,4% dos cafeicultores eram mini e pequenos produtores. Os médios, grandes e mega produtores representaram apenas 2,7% do total.

    Assistência técnica no campo

    Os cooperados receberam 109,3 mil atendimentos gratuitos de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas em 2024. O suporte ocorreu tanto no campo quanto nos núcleos da cooperativa. Em geral, ao longo do ano, mais de 670 eventos reuniram 52 mil participantes.

    Sustentabilidade e reconhecimento

    O Protocolo Gerações, programa de sustentabilidade da Cooxupé, ganhou destaque em eventos internacionais, como a COP29. Além disso, o projeto também recebeu a equivalência do GCP (Plataforma Global do Café) e o Ministério da Agricultura o reconheceu por suas boas práticas agrícolas.

    Desafios e perspectivas

    O presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, destacou que os altos preços do café impulsionaram os resultados de 2024. No entanto, ele alertou para os desafios climáticos que afetam a produtividade. “Nossos cooperados têm sido resilientes e buscam alternativas para suas lavouras. Comemoramos esses números recordes, especialmente a distribuição de sobras, mas seguimos focados na sustentabilidade dos nossos negócios”, afirmou.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: CNA prioriza defesa de propriedade e tributação justa em agenda legislativa
    + Agro em Campo: Mapa suspende eventos com aves e criação ao ar livre para conter gripe aviária

     

  • Femagri 2025 bate recorde e recebe 27,7 mil cafeicultores em dois dias

    Femagri 2025 bate recorde e recebe 27,7 mil cafeicultores em dois dias

    A 24ª edição da Femagri – Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas registrou público recorde nos dois primeiros dias. O evento, promovido pela Cooxupé em Guaxupé (MG), recebeu 27,7 mil cafeicultores e familiares entre os dias 19 e 20 de março. Em geral, a organização espera ultrapassar a marca de 35 mil visitantes até o encerramento nesta sexta-feira (21).

    O presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, destaca que os números reforçam o otimismo do setor.

    “A Femagri oferece negócios e conhecimento para os cafeicultores. Muitos produtores estão aproveitando o momento favorável do mercado para investir em tecnologia e melhorar a produtividade”, afirma.

    Maquete dinâmica mostra impacto ambiental na Fazendinha Femagri

    Um dos destaques da feira é a Fazendinha Femagri, que apresenta uma maquete dinâmica criada pelo engenheiro agrônomo José Carlos Perdigão. Em resumo, o modelo reproduz, de forma prática, o impacto da cobertura florestal na infiltração da água no solo e na recarga das nascentes.

    Além disso, a demonstração simula a erosão do solo em áreas com e sem vegetação. Perdigão explica que terrenos desprotegidos sofrem com o escoamento acelerado da água, causando assoreamento de rios e enchentes. Já áreas preservadas permitem maior infiltração, ajudando a manter os lençóis freáticos.

    “Quanto mais mata preservada, maior a disponibilidade de água na região. Queremos mostrar a importância da conservação e da recuperação ambiental”, ressalta.

    O cafeicultor Leonardo Ferreira acompanhou a apresentação ao lado da esposa, do filho e do sobrinho. Ele destacou a importância da iniciativa.

    “Achei interessante porque explica de forma simples como manter a propriedade sustentável e evitar impactos ambientais negativos”, comenta.

    Último dia da Femagri terá oportunidades de negócios

    A Femagri 2025 segue até hoje, sexta-feira (21), das 8h às 18h, na Avenida Vereador Nelson Elias, no bairro Japy. O estacionamento é gratuito e o credenciamento acontece na recepção do evento.

    No último dia, os cafeicultores terão acesso a condições especiais de compra e poderão conhecer mais de 12 mil produtos disponíveis na feira. Além disso, a programação também inclui palestras e exposições sobre as principais inovações do setor.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil lidera exportações globais de commodities do agronegócio
    + Agro em Campo: Tamarillo: conheça o tomate-de-árvore

  • Femagri 2025: oportunidades para cafeicultores no sul de Minas Gerais

    Femagri 2025: oportunidades para cafeicultores no sul de Minas Gerais

    A 24ª edição da Femagri, a Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas, organizada pela Cooxupé, promete reunir mais de 35 mil cafeicultores em busca de tecnologias inovadoras para suas lavouras. O evento acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2025, em Guaxupé, no Sul de Minas Gerais, das 8h às 18h.

    Com o tema “Agricultura e Mudanças Climáticas: Resiliência e Oportunidades”, a Femagri traz novas tecnologias para os cooperados aplicarem em suas lavouras, visando melhorar a produtividade e a qualidade do café produzido. O evento contará com mais de 120 expositores, apresentando as últimas inovações do mercado, além de tecnologias e informações valiosas para os cafeicultores associados e demais produtores da região.

    Infraestrutura e atrações

    A feira ocupará uma área de 107 mil metros quadrados, com mais de 37 mil metros quadrados cobertos, abrigando 153 estandes e mais de 12 mil produtos cadastrados. Além disso, a Femagri oferece condições facilitadas para negociações, com suporte do Centro de Negócios da Cooxupé. Os visitantes também poderão aproveitar o Espaço Novas Culturas, que apresentará orientações sobre o mercado de grãos. E a tradicional Fazendinha, dedicada à demonstração de tecnologias e boas práticas agrícolas.

    A entrada no evento é gratuita para as famílias cooperadas da Cooxupé e produtores rurais da região. O credenciamento será realizado na recepção da feira, localizada na Avenida Vereador Nelson Elias, S/N, no bairro Japy. O estacionamento também é gratuito.

    Serviço

    • Quando: de 19 a 21 de março de 2025
    • Horário: das 8h às 18h
    • Onde: Avenida Vereador Nelson Elias, S/N, em Guaxupé/MG
    • Credenciamento: gratuito na recepção do evento
    • Estacionamento: gratuito

    A Femagri 2025 promete ser um evento de grande sucesso, oferecendo aos cafeicultores oportunidades para melhorar sua produtividade e enfrentar os desafios climáticos atuais, além de promover boas práticas agrícolas sustentáveis.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça o protetor solar para plantas
    + Agro em Campo: Banco do Brasil participa do Programa Desenrola Rural

  • Chega ao fim 10ª edição da Feira do Cerrado

    Chega ao fim 10ª edição da Feira do Cerrado

    A 10ª edição da Feira do Cerrado, organizada pela Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé), encerrou nesta quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025, em Monte Carmelo (MG), com a participação de mais de 4,5 mil produtores de café e grãos, além de visitantes. O evento bienal se consolidou como um importante ponto de encontro para cafeicultores do Cerrado Mineiro em busca de inovação e soluções para o setor.

    Nesta edição, os produtores priorizaram negócios com prazos de pagamento mais curtos, focando nos anos de 2025 e 2026. A troca em café (Operação Barter) foi a modalidade de negociação mais utilizada pelos cafeicultores para fechar seus negócios.

    José Eduardo Santos Junior, superintendente de Desenvolvimento do Cooperado da Cooxupé, explicou que os cooperados tomaram decisões rápidas. Especialmente na aquisição de maquinários e implementos, devido aos prazos de entrega mais longos dos fabricantes, impulsionados pela alta demanda e pelo bom momento dos preços do café. “Nosso cooperado compreendeu rapidamente este cenário e garantiu a compra de tecnologias com recebimento no tempo que atende a necessidade dele. Outro fator que estimulou este comportamento é que nosso cooperado está ciente dos juros, não havendo interesse por parte dele negociar a longo prazo,” afirmou Santos Junior.

    Opinião dos produtores

    Nei Eurípedes Monte, produtor associado da Cooxupé de Monte Carmelo, destacou a importância da feira: “Encontramos novas oportunidades para adquirir implementos e outros produtos para o dia a dia em nossa propriedade e que vão agregar para nossa atividade cafeeira.”

    Já Maurício Vieira dos Santos, cafeicultor cooperado de Patrocínio, ressaltou as oportunidades proporcionadas pela Feira do Cerrado: “Este evento sempre apresenta novas tecnologias e aqui confiro muitas máquinas que antes não conhecia.”

    Resultados

    Com o tema “Agricultura e mudanças climáticas: resiliência e oportunidades”, a Feira do Cerrado 2025 superou as expectativas. Reuniu 65 expositores, oferecendo um espaço para discussões e negócios focados na sustentabilidade e inovação no setor agrícola.

    Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, concluiu: “Encerramos esta décima edição celebrando o sucesso da Feira do Cerrado, a participação ativa do produtor cooperado dessa área de atuação da cooperativa, o comprometimento dos fabricantes aqui presentes e a dedicação dos nossos colaboradores que não medem esforços para que o nosso cafeicultor encontre ótimas condições de negócios e leve para suas propriedades insumos, implementos e maquinários que permitem redução de custos e elevem a produtividade com sustentabilidade.”

    Resumo da Feira do Cerrado 2025

    • Evento: 10ª Feira do Cerrado
    • Data: 5 e 6 de fevereiro de 2025
    • Local: Núcleo da Cooxupé, Monte Carmelo (MG)
    • Participantes: Mais de 4,5 mil produtores de café e grãos e visitantes
    • Expositores: 65
    • Tema: Agricultura e mudanças climáticas: resiliência e oportunidades
    • Destaque: Priorização de negócios a curto prazo e uso da Operação Barter (troca em café)

    + Agro em Campo: Machadinho: erva-mate recebe selo de indicação geográfica
    + Agro em Campo: Novo inseticida contra cigarrinha-do-milho e a mosca-branca

  • Cooxupé entra no entra no mercado de milho e soja

    Cooxupé entra no entra no mercado de milho e soja

    A Cooxupé, maior cooperativa de café do Brasil, anunciou a sua expansão para os mercados de soja e milho, marcando uma estratégia de diversificação inédita em seus 93 anos de história. A decisão, portanto, surge de uma parceria com a Agrobom, empresa especializada em grãos, e atende a demandas de cooperados que já cultivam essas commodities além do café.

    Estrutura da operação

    A cooperativa de Guaxupé (MG) passará a operar na comercialização, recebimento e exportação de cereais, utilizando a expertise logística desenvolvida com o café. A região, por exemplo, conta com 800 mil hectares de potencial produtivo para soja e 700 mil para milho, segundo levantamento interno.

    Motivação estratégica

    Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, destacou que a medida responde a dois objetivos:

    • Atender 37% dos cooperados que já produzem grãos
    • Ampliar a participação global em commodities agrícolas
      “Esta soma de habilidades fortalece nosso planejamento estratégico para o mercado internacional”, afirmou Melo.

    Impacto operacional

    A Agrobom, parceira no projeto, prevê aumento de 10% a 20% em sua escala de atuação. Ou seja, a cooperativa manterá sua estrutura de assistência técnica, com 47 unidades de apoio a produtores, agora estendida aos cultivos de grãos.

    Contexto setorial

    A iniciativa ocorre em um ano de valorização das commodities agrícolas no mercado internacional, com a soja atingindo patamares 15% acima da média histórica no último trimestre. Analistas apontam a diversificação como movimento estratégico para redução de riscos climáticos e econômicos inerentes à monocultura cafeeira.

    “Já temos trajetória consolidada no café, mas precisamos ir além”, reforçou Osvaldo Bachião Filho, vice-presidente da cooperativa, durante o anúncio. A primeira safra de soja sob gestão da Cooxupé está prevista para abril de 2025, com meta inicial de 150 mil toneladas comercializadas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: “Café fake” aparece no mercado e preocupa consumidores e indústria