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  • Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.

    Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.

    Frutas são aliadas da saúde

    Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.

    Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.

    As frutas mais consumidas no Brasil

    A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.

    O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.

    Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.

    Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.

    Por que essas frutas lideram o consumo?

    Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.

    Banana

    • Rica em potássio e carboidratos;
    • Fonte rápida de energia;
    • Cultivada em mais de 130 países;
    • Disponível durante praticamente todo o ano.

    Laranja e limão

    • Fontes importantes de vitamina C;
    • Muito utilizados na produção de sucos;
    • Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.

    Maçãs e uvas

    • Possuem excelente vida útil pós-colheita;
    • São consumidas frescas e também processadas;
    • Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.

    Brasil tem papel de destaque na fruticultura

    Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.

    A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.

    O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.

  • Frutas em miniatura conquistam produtores e consumidores

    Frutas em miniatura conquistam produtores e consumidores

    A transformação no perfil das famílias brasileiras tem provocado mudanças importantes nos hábitos de consumo. Com lares menores, rotinas cada vez mais corridas e um número crescente de pessoas vivendo sozinhas, diversos setores precisam se adaptar às novas demandas. No segmento de frutas, além da redução no volume das compras, uma tendência tem chamado a atenção: o crescimento da procura por minifrutas.

    Versões reduzidas de frutas como kiwi, pera, maçã, banana-ouro e laranja kinkan refletem esse novo cenário demográfico. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco domicílios brasileiros possui apenas um morador. Além disso, os lares formados por casais com filhos passaram a representar menos da metade do total de famílias do país pela primeira vez. A participação desse grupo caiu de 56,4% em 2000 para 42% em 2022.

    Novas oportunidades aos produtores

    Em meio a essa transformação, produtores rurais enxergam novas oportunidades de mercado. Em São Bento do Sapucaí (SP), na região da Serra da Mantiqueira, o produtor Rodrigo Veraldi, do Viveiro Frutopia, foi pioneiro na introdução do cultivo de minikiwis (Actnidia arguta) no Brasil.

    A variedade se diferencia do kiwi tradicional (Actnidia deliciosa) pelo tamanho reduzido, semelhante ao de uma uva. Além disso, a fruta possui casca fina e sem pelos, permitindo o consumo sem a necessidade de descascá-la.

    Segundo Veraldi, os primeiros exemplares chegaram ao país há mais de uma década por meio de produtores que importavam kiwis convencionais. No entanto, a importação da variedade arguta foi posteriormente proibida, o que motivou o desenvolvimento de um trabalho de adaptação genética e produtiva em território nacional.

    O projeto teve início em 2015 e avançou após o produtor obter acesso às sementes da fruta. Atualmente, o interesse do mercado vem crescendo.

    “Os produtores de kiwi estão em lista de espera pelas mudas.”

    De acordo com ele, a comercialização das mudas deverá começar após a conclusão da última etapa de análises laboratoriais das plantas.

    Rotina acelerada e grande número de pessoas morando sozinhas ampliam oferta de minifrutas — Foto: Divulgação/TripAdvisor

    Mercado premium impulsiona demanda

    Disponíveis em feiras especializadas, empórios, supermercados premium e restaurantes, as minifrutas acompanham uma tendência global de valorização de alimentos que combinam praticidade, estética e conveniência.

    Segundo a economista Marcela Cerrado, as mudanças sociais ajudam a explicar esse avanço.

    “Com lares menores, rotina acelerada e mais preocupação com a saúde, cresce a demanda por alimentos fáceis de consumir, que reduzem o desperdício e têm apresentação atrativa. As minifrutas atendem exatamente essa expectativa.”

    No caso das minimaçãs e miniperas, parte dos produtos disponíveis já possui tamanho naturalmente reduzido. Contudo, outras variedades são obtidas por meio de estratégias agronômicas específicas, incluindo seleção varietal, manejo de poda e controle da carga produtiva.

    Pós-colheita e logística são fatores decisivos

    A expansão desse segmento também exige investimentos em pós-colheita, padronização e logística especializada.

    A Garden Fruit, empresa de Jundiaí (SP) especializada na importação de frutas frescas, comercializa minimaçãs portuguesas, miniperas da Espanha e de Portugal e minitangerinas provenientes do Chile, Uruguai e Espanha.

    Segundo a companhia, a composição do portfólio resulta de um monitoramento constante das tendências globais de consumo.

    “Um ponto importante é a necessidade de investimento em pós-colheita e logística. Por serem comercializadas como produtos premium, aparência, padronização e conservação tornam-se fatores decisivos para a aceitação do mercado”, afirma Gustavo Steck, gerente de pesquisa da Garden Fruit.

    Além das frutas importadas, a empresa também adquire maçãs menores produzidas no Brasil, de diferentes variedades. As embalagens são comercializadas mediante acordo de licenciamento com personagens da Disney, estratégia voltada especialmente ao público infantil.