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  • Põe mais água no feijão: entenda a alta de preço

    Põe mais água no feijão: entenda a alta de preço

    Os preços do feijão seguiram em alta na primeira quinzena de maio. O movimento atingiu o carioca e o preto. Segundo o Cepea, a oferta restrita sustentou as valorizações no mercado brasileiro.

    Além disso, as incertezas climáticas aumentaram a cautela entre produtores e compradores, principalmente na região Sul do País.

    Reflexo para o consumidor

    O Centro de Pesquisas informou que a alta no campo chegou gradualmente ao consumidor nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, agentes do setor monitoram possíveis impactos das geadas sobre as lavouras de feijão.

    De acordo com o Cepea, as cotações do feijão carioca e preto avançaram em diversas regiões produtoras. A demanda permaneceu concentrada no Paraná devido ao atual ritmo da colheita estadual. Parte dos grãos colhidos apresentou elevada umidade e precisou passar por secadores antes da comercialização.

    As geadas registradas no início da semana reforçaram a restrição da oferta. As ocorrências atingiram principalmente áreas de baixada no Sul do Brasil. No entanto, técnicos ainda avaliam os impactos climáticos sobre a produtividade das lavouras.

     

  • Embrapa lança fertilizante sustentável para uso em vasos

    Embrapa lança fertilizante sustentável para uso em vasos

    A Embrapa Solos (RJ) desenvolveu um fertilizante sustentável voltado ao consumidor urbano com plantas em vasos ou pequenos jardins. A fórmula utiliza como base a cama de aviário, um resíduo ambientalmente problemático. Com isso, o produto une praticidade, eficiência e sustentabilidade.

    O fertilizante está pronto para ser produzido em escala. A Embrapa busca parceiros privados para fabricação e comercialização com o selo de tecnologia da instituição.

    Produto une praticidade e reciclagem ambiental

    A composição mistura cama de aviário com fontes minerais de macro e micronutrientes. Meio quilo do produto atende até seis vasos por até três meses. O fertilizante apresenta liberação lenta. Ou seja, essa característica reduz perdas por lixiviação e evita desperdícios de nutrientes. Além disso, a aplicação é simples. A dose correta elimina o risco de contato direto com as plantas ou superdosagem.

    Ao mesmo tempo, a fórmula balanceada transforma um passivo ambiental em insumo agrícola útil. A iniciativa está alinhada com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

    Parcerias devem garantir produção e marca própria

    Segundo Gizelle Bedendo, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Solos, a instituição busca empresas ou startups com foco em bioeconomia. Essas parceiras devem produzir o fertilizante em escala, criar marca e identidade visual, além de atuar em divulgação e logística. A empresa parceira pagará royalties à Embrapa. O valor será definido por negociação contratual entre as partes.

    Foco está no consumidor urbano e consciente

    “O produto atende consumidores urbanos. É prático, completo, sustentável e com preço acessível”, afirma o pesquisador Vinicius Benites. Segundo ele, o uso da cama de aviário reduz impactos ambientais. O conceito atrai clientes com foco em reciclagem e economia circular.

    A dose foi calculada com base no tamanho médio dos vasos. Um dosador de plástico incluso na embalagem facilita o uso correto.

    Consumidores reais validaram o protótipo

    O fertilizante passou por ensaios de validação em laboratório e mostrou excelente eficiência agronômica. Os cientistas criaram um protótipo com 500g, dosador e instruções.

    A equipe utilizou o processo de design thinking com 50 participantes. Em fase posterior, 40 consumidores testaram o produto e aprovaram a proposta.

    Produto é único entre os disponíveis no mercado

    A Embrapa afirma que já existem fertilizantes para vasos. No entanto, nenhum apresenta a combinação de organomineral granulado e fórmula balanceada. A inovação se destaca pelo foco no consumidor urbano, com nutrientes completos e aplicação prática em pequenos espaços.

    Pesquisa mapeou perfil e necessidades do consumidor

    Benites explica que a equipe fez um questionário com mais de 200 pessoas para definir o público-alvo do fertilizante. O perfil identificado é de uma mulher que vive em apartamento, tem um filho, cultiva plantas e se preocupa com ecologia e mudanças climáticas.

    Ou seja, com base nessa persona, os pesquisadores definiram embalagem, formato e odor do produto. O resultado foi um adubo granulado, sem cheiro forte, fácil de usar.

    Embalagem reciclável e repelente natural para animais

    A embalagem usa papel kraft reciclável, de tamanho compacto. O fertilizante recebeu um extrato de fumaça que repele gatos e cachorros. “Corrigimos o pH e controlamos o odor. O adubo precisa ser inodoro, pois será usado em ambientes internos”, explica Benites.

    Fertilizante organomineral alia nutrição e sustentabilidade

    Os fertilizantes organominerais combinam nutrientes minerais com materiais orgânicos, como cama de frango. A legislação brasileira exige níveis mínimos de nitrogênio, fósforo, potássio e carbono orgânico para essa classificação. Além de aproveitar resíduos da agroindústria, esses fertilizantes melhoram a biologia do solo. Isso aumenta a eficiência na absorção de nutrientes pelas plantas.

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  • Anvisa proíbe três marcas de “café fake” por risco à saúde e fraude

    Anvisa proíbe três marcas de “café fake” por risco à saúde e fraude

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (2), a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de três marcas de “pó para preparo de bebida sabor café” após identificar graves irregularidades e riscos à saúde pública. As marcas afetadas são:

    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café – Master Blends Indústria de Alimentos Ltda. 
    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café Tradicional Marca Melissa – D M Alimentos Ltda. 
    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café Preto Marca Pingo Preto – Jurerê Caffe Comércio de Alimentos Ltda. 

    Elas já foram desclassificadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em março por não atenderem aos padrões de qualidade exigidos para café torrado.

    Toxina perigosa e impurezas acima do permitido

    Segundo laudos laboratoriais do MAPA, os produtos dessas marcas apresentaram contaminação por ocratoxina A, uma micotoxina produzida por fungos que pode causar danos renais e é considerada potencialmente cancerígena. Além disso, as amostras continham matérias estranhas e impurezas em níveis superiores ao limite legal de 1% estabelecido pela legislação brasileira. Entre essas impurezas estavam pedras, areia, galhos, folhas, cascas e até grãos crus ou resíduos agrícolas, elementos normalmente descartados na produção do café tradicional.

    A Anvisa também identificou irregularidades na rotulagem dos produtos, que eram vendidos como “pó para preparo de bebida sabor café”. Mas traziam informações que induziam o consumidor ao erro, sugerindo tratar-se de café torrado e moído. Na prática, os produtos utilizavam ingredientes de qualidade inferior. Em alguns casos, não continham café em sua composição, mas sim resíduos da lavoura, caracterizando fraude.

    “A denominação constante no rótulo pode causar erro e confusão em relação à natureza do produto, uma vez que esse deve ser enquadrado como café”, destacou a Anvisa em nota oficial.

    Recolhimento e orientação ao consumidor

    A resolução da Anvisa determina o recolhimento imediato de todos os lotes dos produtos das marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial. O Ministério da Agricultura orienta que consumidores que tenham adquirido esses produtos interrompam o consumo imediatamente. Também podem solicitar a substituição do item, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

    Casos de comercialização desses produtos devem ser denunciados pelo canal oficial Fala.BR, informando nome e endereço do estabelecimento.

    O consumo de produtos contaminados por ocratoxina A e impurezas pode trazer sérios riscos à saúde, incluindo intoxicação e doenças renais. Especialistas e órgãos oficiais recomendam atenção redobrada na hora da compra, evitando marcas desconhecidas ou com preços muito abaixo da média. A Associação Brasileira das Indústrias de Café (ABIC) orienta que o consumidor busque sempre produtos certificados, que garantem pureza e qualidade, identificados pelo selo da entidade.

    A apreensão desses produtos faz parte de uma operação nacional de combate a fraudes e adulterações no setor cafeeiro. Segundo o MAPA, só no último ano, 35 marcas brasileiras foram classificadas como impróprias para consumo após a detecção de impurezas ou materiais estranhos acima do limite legal.

    As empresas responsáveis pelas marcas citadas foram procuradas, mas não responderam até o fechamento desta reportagem.

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  • Preço do tomate dispara para o consumidor; entenda o motivo

    Preço do tomate dispara para o consumidor; entenda o motivo

    O tomate voltou a pesar no bolso do consumidor. O fruto liderou a alta entre os alimentos no IPCA de março, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo IBGE. Em geral, em apenas um mês, o tomate encareceu 22,55%. No acumulado do ano, o aumento já chega a 52,9%.

    A prévia da inflação (IPCA-15) já havia indicado a escalada. Ou seja, entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira metade de março, o tomate subiu 12,57%, com impacto de 0,03 ponto percentual no índice. Só ficou atrás do ovo, que avançou 19,44%. O café moído veio em seguida, com alta de 8,53%.

    Alta tem origem no campo

    Segundo especialistas, o clima é o principal responsável pela valorização do tomate. O calor intenso registrado no início do ano acelerou a maturação dos frutos. Como resultado, os produtores anteciparam a colheita, o que elevou a oferta momentaneamente. Num primeiro momento, a oferta superou a demanda. Logo depois, no entanto, os estoques caíram. Com menos tomate no mercado, os preços dispararam.

    Atacado sentiu primeiro os efeitos

    Ainda em março, a Conab alertou para a tendência de alta nas principais centrais de abastecimento. Na Ceagesp, em São Paulo, o tomate ficou 142% mais caro em relação a fevereiro. Em Belo Horizonte, a alta passou de 50%. No Rio de Janeiro, os preços subiram 65%. Apenas Fortaleza registrou estabilidade no período.

    As cotações já vinham subindo desde fevereiro. Segundo a Conab, a média nacional dos preços avançou 19,69% no mês. O maior reajuste ocorreu no Rio de Janeiro, com 34,60%, seguido por Vitória (ES), com 34,12%. Na Ceagesp, a alta foi de 22,29%.

    Alívio começa a chegar ao consumidor

    Em abril, os preços começaram a cair no campo. Ou seja, dados do Cepea mostram que, entre 31 de março e 4 de abril, o tomate salada tipo 3A foi vendido a R$ 76,56 em São Paulo. A queda foi de 10,9% em relação à semana anterior. Ao mesmo tempo, em Campinas (SP), a caixa caiu 12,4%, fechando em R$ 85,50. No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, as quedas foram de 4,3% e 2,8%, respectivamente. As cotações ficaram em R$ 73,68 e R$ 72,35 por caixa.

    Em geral, o recuo se deve ao aumento da oferta. Começou a safra de inverno nas principais regiões produtoras. A segunda parte da safra de verão em Reserva (PR), maior polo produtor do estado, também pressionou os preços para baixo. Apesar disso, a colheita no Paraná atrasou cerca de 15 dias. Segundo o Cepea, o clima nublado e a presença da mosca-branca prejudicaram o desenvolvimento das lavouras. Ou seja, a praga, favorecida pelo clima seco e quente entre janeiro e março, pode causar perdas de até 25%. A produtividade pode cair de 330 caixas por mil plantas para até 250 caixas.

    Preços devem cair mais até maio

    A expectativa é de que a colheita atinja o pico em abril, especialmente na região de Reserva (PR). A partir de maio, a oferta deve voltar a cair. Em outras áreas produtoras, como Paty do Alferes (RJ) e Venda Nova do Imigrante (ES), o calor também antecipou a maturação. A colheita precoce elevou a oferta, o que deve continuar pressionando os preços no curto prazo.

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  • Marcação individual em ovos é adiada para setembro

    Marcação individual em ovos é adiada para setembro

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou para 4 de setembro de 2025 o prazo para que granjas produtoras identifiquem individualmente ovos vendidos a granel, ou seja, a marcação. A obrigatoriedade, prevista na antiga Portaria SDA/Mapa nº 1.179, entraria em vigor em 4 de março.

    A nova data foi oficializada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (19). Em geral, o regulamento define requisitos para instalação, equipamentos e operação de granjas avícolas e unidades de beneficiamento de ovos e derivados.

    A norma exige que a tinta usada na marcação dos ovos seja específica para alimentos, atóxica e segura para consumo. Em contrapartida, os ovos comercializados em embalagens rotuladas não precisarão de identificação individual.

    A portaria também padroniza a nomenclatura de ovos in natura e produtos sem tratamento térmico. A classificação inclui categorias A e B, além de produtos como ovos líquidos, resfriados e congelados, gema e clara processadas.

    Segundo o Mapa, a produção de ovos no Brasil cresceu significativamente. Em resumo, em 2024, o setor atingiu um recorde de 57,6 bilhões de unidades, alta de 9,8% em relação a 2023. O país também se destaca por ser o maior exportador de frango do mundo e por manter as granjas comerciais livres de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP).

    Segurança e transparência ao consumidor

    O Mapa reforça que a marcação individual aumenta a segurança alimentar, protege produtores e combate fraudes. Para o ministro Carlos Fávaro, a atualização da legislação fortalece o mercado interno e amplia a participação do Brasil no comércio internacional.

    “O Brasil é referência na produção de ovos, frangos e alimentos devido à alta sanidade. O aperfeiçoamento constante das regras é essencial para manter esse padrão. Essa portaria foi desenvolvida em parceria com o setor para modernizar a classificação de ovos, agregar valor e aumentar a competitividade”, afirmou Fávaro.

     

     

  • Alívio no bolso: azeite pode ficar mais barato em 2025

    Alívio no bolso: azeite pode ficar mais barato em 2025

    O preço do azeite de oliva pesa no bolso dos brasileiros desde outubro de 2023. Na época, o produto ficou cerca de 50% mais caro nas prateleiras. Em resumo, a queda na produção global e o aumento no consumo explicam a alta dos preços. Em geral, no Brasil, as vendas cresceram mais de 150% nos últimos 15 anos.

    A boa notícia é que os preços devem começar a cair ainda este ano. A estimativa aponta uma redução de até 20%.

    Produção de azeite afetada pelo clima

    A mudança climática encareceu o azeite. Como 99% do produto consumido no Brasil vem do exterior, principalmente de Espanha e Portugal, as quebras de safra impactaram diretamente o mercado nacional.

    Após duas safras afetadas pela seca, a colheita iniciada em outubro trouxe preços mais baixos. Esse cenário sinaliza uma recuperação gradual para o setor.

    Líderes na produção global de azeite

    A Espanha segue como principal produtora mundial de azeite, respondendo por 28,6% do mercado global em 2022/23. Outros grandes produtores são Turquia, Grécia e Itália.

    A expectativa para a safra 2024/2025 é otimista. A produção global deve atingir 3,1 milhões de toneladas, um aumento de 23% em comparação com a safra anterior. Esse crescimento será impulsionado por colheitas positivas na Espanha, Tunísia, Turquia e Grécia.

    Por outro lado, a Itália não deve acompanhar esse ritmo. As condições climáticas adversas, como secas prolongadas e temperaturas elevadas, podem reduzir a produção em até 32%.

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    Desafios climáticos persistem

    Apesar das projeções positivas para 2025, as mudanças climáticas seguem como desafio constante para os produtores. Ou seja, a seca prolongada afeta diretamente regiões produtoras.

    Tecnologia como aliada

    Para enfrentar esses desafios, produtores têm investido em tecnologia. O uso de oliveiras mais resistentes à seca e sistemas avançados de monitoramento hídrico são algumas das soluções adotadas.

    Portanto, a adaptação dos sistemas agrícolas será essencial para garantir a estabilidade do mercado global. Além disso, inovações tecnológicas e práticas eficientes se mostram fundamentais para assegurar o abastecimento de azeite e controlar os preços nos próximos anos.

     

  • Polícia e Mapa apreendem oito mil litros de azeite adulterado

    Polícia e Mapa apreendem oito mil litros de azeite adulterado

    A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreenderam mais de oito mil litros de azeite suspeito de adulteração. Ou seja, a operação, realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), teve como foco combater o comércio clandestino do produto.

    Os 1.692 galões de azeite, equivalente a cinco litros cada, foram recolhidos em distribuidoras. Amostras do produto estão em análise para confirmar se se trata de óleo misto. A marca envolvida não tinha autorização do Mapa para comercializar azeite.

    O delegado Eduardo Passamani, titular da Decon, detalhou o esquema durante entrevista coletiva. “Essa marca já foi flagrada em 2019 vendendo azeite adulterado. Agora, identificamos novamente a prática irregular”, explicou.

    Produto fraudado em larga escala

    A investigação aponta que o azeite fraudado foi distribuído para mais de 800 estabelecimentos no Espírito Santo. Ou seja, bares, restaurantes, lanchonetes e hotéis usavam os galões para reabastecer frascos menores, oferecidos diretamente aos consumidores. “Muitos clientes consumiram óleo de qualidade inferior acreditando ser azeite puro”, afirmou Passamani.

    Os responsáveis pela empresa poderão responder por crime contra a relação de consumo, com pena de 2 a 5 anos de prisão. “Se confirmada a adulteração, eles lucravam enganando o consumidor e infringindo a lei”, acrescentou o delegado.

    Riscos e orientações ao consumidor

    Segundo o Mapa, o produto apreendido não apresenta risco imediato à saúde, mas carece das propriedades nutricionais do azeite. “A longo prazo, o consumo frequente pode gerar problemas”, alertou Passamani.

    Portanto, a Decon recomenda que consumidores devolvam os produtos adquiridos das marcas investigadas. Além disso, em caso de recusa do estabelecimento, é possível registrar denúncia na delegacia. Em resumo, para evitar fraudes, o Mapa orienta a consulta da regularidade das marcas em seus sites e do Procon.

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    Ações anteriores e panorama global

    Esta é a terceira operação de 2024 para coibir a venda de azeite adulterado no estado. Desde outubro, as autoridades apreenderam quase nove mil litros de azeite. Em operações passadas, elas já identificaram fraudes em outras marcas.

    O azeite ocupa o segundo lugar no ranking dos produtos alimentares mais adulterados no mundo, atrás apenas dos pescados. Portanto, para evitar fraudes, o Mapa recomenda o consumidor a desconfiar de preços baixos e verificar se a marca está registrada no órgão.

    Histórico de apreensões

    Desde 2020, operações como a “Havana” identificaram esquemas de adulteração que geraram prejuízos de milhões de reais. No mesmo ano, os policias apreenderam mais de 1.300 frascos na Grande Vitória. Além disso, o trabalho de fiscalização retirou do mercado outras marcas fraudulentas nos anos seguintes.

    A Decon e o Mapa continuam monitorando o setor para garantir a segurança alimentar dos consumidores.

  • Carnes de frango e de porco estão mais caras

    Carnes de frango e de porco estão mais caras

    As proteínas avícola e suína, comercializadas no mercado atacadista da Grande São Paulo, vêm apresentando valorizações significativas na primeira quinzena de junho, segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No entanto, o destaque fica por conta dos aumentos nos preços da carne suína.

    Enquanto a proteína bovina registra queda nos preços de maio para junho, a carne suína e a carne de frango mostram tendências opostas. Este movimento de mercado está impactando a competitividade entre as diferentes carnes.

    Cresce a competitividade da carne de frango

    De acordo com dados do Cepea, a diferença de preço entre a carcaça suína e a carne de frango aumentou de 3,07 Reais/kg em maio para 3,14 Reais/kg na parcial de junho. Este aumento evidencia a maior competitividade da carne de frango em relação à suína. A carne de frango tem se tornado uma opção mais atrativa para os consumidores, em meio à alta dos preços da carne suína.

    Carne bovina fica mais atrativa para o consumidor

    Por outro lado, a carne bovina tem apresentado uma redução nos preços, com a diferença média caindo de 9,33 Reais/kg em maio para 8,75 Reais/kg em junho. Esta queda nos preços da carne bovina pode torná-la uma opção mais atraente para os consumidores, que estão em busca de alternativas mais econômicas no mercado de proteínas.

    Perspectivas do mercado de carne

    As variações nos preços das carnes no mercado atacadista da Grande São Paulo refletem uma dinâmica competitiva entre as diferentes proteínas. O aumento nos preços da carne suína, juntamente com a valorização da carne de frango, está moldando as escolhas dos consumidores. Por outro lado, a queda nos preços da carne bovina pode representar uma oportunidade para os consumidores que preferem essa proteína.

    Os pesquisadores do Cepea continuarão monitorando essas tendências para fornecer análises detalhadas sobre o comportamento dos preços e a competitividade das carnes no mercado. Acompanhe as atualizações para entender melhor como essas variações podem impactar suas escolhas de consumo.