Tag: Consevitis-RS

  • Consevitis-RS abre edital de R$ 120 mil para eventos sobre vinho e uva; inscrições até setembro

    Consevitis-RS abre edital de R$ 120 mil para eventos sobre vinho e uva; inscrições até setembro

    O Instituto de Gestão, Planejamento, Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do RS (Consevitis-RS) abriu, neste mês de agosto, um novo edital de chamada pública para apoio institucional e financeiro a ações técnicas voltadas à vitivinicultura gaúcha. A iniciativa busca promover a capacitação e a qualificação da produção de uvas, vinhos, espumantes e sucos de uva no estado.

    Os interessados devem enviar as inscrições e os documentos por e-mail até o dia 14 de setembro, para ações realizadas entre 1º de outubro de 2026 e 31 de março de 2027. O edital contempla ações técnicas como eventos, feiras, seminários, congressos, livros, artigos, revistas e documentários, entre outras iniciativas voltadas a viticultores, vinicultores, estudantes e técnicos do setor. Os interessados podem acessar o edital completo no site do Consevitis-RS.

    Valor de apoio chega a R$ 20 mil por projeto

    O Consevitis-RS vai destinar, no máximo, R$ 20 mil por projeto, valor limitado a até 50% do orçamento total da ação. Um comitê técnico avaliará cada proposta e emitirá parecer conforme os critérios de seleção definidos no edital. O montante total do edital soma R$ 120 mil.

    Produtores e interessados podem encaminhar dúvidas ao Setor Técnico do Consevitis-RS pelo WhatsApp (54) 99677-1458.

  • Serra Gaúcha aposta em clones nacionais para fortalecer identidade do vinho brasileiro

    Serra Gaúcha aposta em clones nacionais para fortalecer identidade do vinho brasileiro

    A Serra Gaúcha está avançando na criação de clones próprios de videiras, em uma estratégia que promete consolidar a identidade do vinho brasileiro e reduzir a dependência de material genético europeu. A iniciativa é liderada pela Embrapa Uva e Vinho, em parceria com o Consevitis-RS, por meio do Projeto Seleclone, que já estuda 135 clones de 59 variedades viníferas, sendo 14 em fase final de validação e dois prestes a serem registrados oficialmente.

    Foto: Consevitis-RS

    O objetivo é desenvolver clones de uvas adaptados ao terroir da Serra Gaúcha, com alta estabilidade produtiva, qualidade enológica e sanidade. A seleção também busca variações genéticas mais bem ajustadas às condições climáticas brasileiras, respondendo à demanda de produtores que historicamente dependem de clones europeus sem validação local.

    Segundo dados do SIVIBE (Sistema de Informações da Área de Vinhos e Bebidas) do MAPA, cerca de 2 mil vitivinicultores cultivam uvas Vitis vinifera no Rio Grande do Sul, ocupando aproximadamente 6.500 hectares destinados a vinhos finos. O impacto potencial do Seleclone sobre esse segmento é significativo.

    Investimento

    Desde o início do projeto, em 2015, a Embrapa já investiu mais de R$ 928 mil, enquanto o Consevitis-RS destinou R$ 52 mil nos últimos dois anos para aquisição de equipamentos e insumos. Para o presidente do instituto, Luciano Rebelatto, a atuação conjunta entre pesquisa e setor produtivo é essencial. “Trabalhar variedades alinhadas com as necessidades do setor é fundamental. Desenvolver clones locais valoriza o terroir e fortalece nossa identidade vitivinícola”, afirma.

    O pesquisador Léo Carson, da Embrapa, destaca que o Seleclone não apenas cria novas opções de cultivares. Mas também realiza uma rigorosa seleção sanitária. “Buscamos disponibilizar clones livres dos principais vírus da videira, garantindo ao produtor material de qualidade e adaptado ao nosso ambiente”, explica.

    Como funciona o Projeto Seleclone

    O programa realiza prospecção, avaliação, validação e registro de novos clones — um ciclo que pode levar de sete a dez anos. O trabalho envolve tanto clones introduzidos da Europa quanto mutações naturais observadas em vinhedos antigos da região, muitas delas identificadas pelos próprios produtores.

    Entre as descobertas já obtidas está a Chardonnay Rosé, uma mutação de baga rosada surgida no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves. Outros 14 clones passam pela fase final de validação. E a equipe já encaminhou dois, de Cabernet Franc e Tannat, ao Registro Nacional de Cultivares (RNC). A previsão indica que o setor lançará pelo menos seis novos clones até 2030, incluindo variedades emblemáticas como Cabernet Sauvignon.

    A iniciativa conta com o apoio de associações ligadas às Indicações Geográficas (IG) da Serra Gaúcha, como Aprovale, Apromontes, Aprobelo e Asprovinho, reforçando o compromisso regional com a pesquisa e a inovação.

    Com o avanço do Seleclone, a vitivinicultura brasileira ganha mais autonomia genética e reduz custos com importações. Além de fortalecer sua identidade no competitivo mercado internacional de vinhos finos.

  • Campanha Vinho Legal ensina a reconhecer vinhos de procedência

    Campanha Vinho Legal ensina a reconhecer vinhos de procedência

    Antes de levantar a taça, vale um rápido olhar para o rótulo. É essa a proposta do Vinho Legal, campanha liderada pelo Consevitis-RS (Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul), que agora aposta em novos infográficos para orientar o consumidor sobre a importância de escolher vinhos de procedência garantida.

    A ação, que reúne entidades do setor vitivinícola gaúcho e nacional, reforça uma mensagem simples, mas essencial: informação no rótulo é sinônimo de segurança no copo. Ao ler atentamente as etiquetas, o público ajuda a combater a informalidade e protege toda a cadeia produtiva — do produtor à taça do consumidor.

    O que o rótulo revela

    Para os vinhos brasileiros, o rótulo precisa exibir marca comercial, tipo do produto e graduação alcoólica. Já o contrarrótulo traz dados mais técnicos: nome e endereço do fabricante, número de registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), lista de ingredientes, lote, responsável técnico e a expressão “Indústria Brasileira”. Todos esses detalhes garantem rastreabilidade e conformidade.

    Nos vinhos importados, é permitido que o rótulo esteja em outro idioma. Mas o contrarrótulo obrigatoriamente deve vir em português. Com o número de registro do importador no Mapa, país de origem (como “Produto da Argentina”), além da razão social e endereço do produtor estrangeiro. Também deve constar a inscrição “Importado por…” acompanhada do CNPJ e do lote.

    Quando o detalhe faz toda diferença

    Essas exigências não são burocracia à toa. Elas comprovam que o vinho foi produzido e comercializado dentro das normas sanitárias. Sem essas informações, cresce o risco de o consumidor levar para casa um produto irregular, sem procedência e possivelmente inseguro.

    “Consumir vinho legal é uma escolha que beneficia toda a cadeia produtiva. Quando o consumidor verifica o rótulo, ele está ajudando a combater a informalidade e a valorizar o trabalho de quem atua corretamente”, afirma Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis-RS.

    Um brinde ao consumo consciente

    A campanha Vinho Legal aposta no poder da informação para fortalecer um mercado mais justo e transparente. Os novos infográficos estão disponíveis nas redes sociais oficiais da iniciativa e em veículos de imprensa, ampliando o alcance da conscientização entre amantes e curiosos do mundo do vinho.

    Lançada em 2024, a ação é uma parceria do Consevitis-RS com instituições públicas e privadas do setor. O propósito vai além do combate à informalidade. É defender um consumo mais responsável, a valorização do vinho nacional e a garantia de um mercado que respeita a lei e a saúde de quem brinda.

  • Vinho Legal: campanha ensina como identificar vinhos com procedência garantida

    Vinho Legal: campanha ensina como identificar vinhos com procedência garantida

    Uma campanha nacional mobiliza o setor vitivinícola para orientar consumidores e estabelecimentos comerciais a reconhecer e valorizar vinhos com procedência garantida. A iniciativa “Vinho Legal” alerta para os riscos à saúde e os impactos econômicos causados por produtos ilegais e ensina como identificar bebidas registradas e fiscalizadas.

    Vinhos, espumantes e outras bebidas ilegais não passam por qualquer controle de qualidade e podem conter substâncias nocivas. A presidente do Sindicato da Indústria do Vinho de Minas Gerais (SindVinho MG), Heloisa Bertoli, salienta que esta é a razão pela qual esses produtos colocam a saúde do consumidor em grave risco . A doutora em biotecnologia Fernanda Spinelli reforça que, sem inspeção, não há garantia de qualidade ou segurança no consumo.

    Dados da Receita Federal comprovam a magnitude do problema. Em 2018, as apreensões totalizaram 45.805 garrafas. Esse número saltou para 627.961 garrafas em 2023, o que representa uma evasão fiscal estimada em R$ 59,65 milhões apenas no último ano. Luciano Stremel Barros, presidente do IdesF, destaca que o vinho ilegal “tira a alegria do bom convívio e brinda a violência, enchendo os bolsos dos criminosos”.

    Como identificar um vinho legal na prateleira

    A campanha traz um alerta positivo: é possível garantir experiências seguras e autênticas. O presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebellatto, explica que um “vinho legal é aquele que respeita a lei, o produtor, o importador e o consumidor” . Para reconhecê-lo, verifique sempre:

    • Nome do produtor/importador no rótulo.
    • Número de registro no Ministério da Agricultura (MAPA).

    No caso de vinhos importados, a lei exige o contrarrótulo em português. Produtos apenas com rótulo em língua estrangeira não entraram no país de forma legal.

    A campanha também direciona orientações específicas a bares, restaurantes e sommeliers. Rebellatto defende que “servir vinho legal é mais do que uma escolha comercial. É uma atitude de responsabilidade e respeito com o cliente e com o setor”. A valorização de produtos com procedência garante segurança ao consumidor e credibilidade ao estabelecimento.

  • Dia do Vinho Brasileiro: veja pesquisa inédita sobre a bebida

    Dia do Vinho Brasileiro: veja pesquisa inédita sobre a bebida

    Hoje, 1º de junho, é o Dia do Vinho Brasileiro. E uma pesquisa inédita revela o crescimento e a consolidação do vinho nacional entre públicos estratégicos. O levantamento nacional, realizado pelo Instituto MDA Pesquisa em parceria com o Consevitis-RS e o Sebrae Nacional, mostra que o vinho brasileiro conquista cada vez mais espaço no cotidiano dos consumidores, especialmente entre jovens, mulheres e pessoas com maior escolaridade e renda.

    O estudo ouviu 1.709 consumidores de bebidas alcoólicas entre 28 de janeiro e 6 de fevereiro de 2025, com resultados que indicam um cenário positivo para o setor vitivinícola.

    Foto: Consevitis-RS/divulgação

    Segundo a pesquisa:

    • 70% dos entrevistados consumiram vinho brasileiro nos últimos seis meses.
    • 66% realizaram compras de vinho nacional no mesmo período.
    • O vinho é a segunda bebida alcoólica preferida no país, com 33% da preferência, ficando atrás apenas da cerveja.
    • O consumo é mais expressivo entre mulheres, jovens de 18 a 24 anos, pessoas com ensino superior completo e renda superior a cinco salários mínimos.
    • As regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte dos consumidores de vinho nacional.

    Frequência de consumo e hábitos de compra

    A pesquisa revela que 68,5% dos entrevistados compraram vinho nos últimos três meses, com mais da metade (52%) consumindo a bebida diariamente ou semanalmente. Além disso:

    • 57% compram vinho uma ou mais vezes por mês.
    • A maioria (61%) adquire até duas garrafas por compra.
    • O gasto médio por rótulo está entre R$ 30 e R$ 70 para 45,4% dos consumidores, demonstrando o potencial competitivo do vinho brasileiro em faixas de preço acessíveis.

    Preferências e momentos de consumo

    O vinho tinto lidera a preferência, escolhido por 80% dos consumidores, seguido pelo branco (9%) e rosé (7%). Entre os tintos:

    • O tipo suave é mais consumido por mulheres jovens (63%).
    • O tinto seco predomina entre homens com maior escolaridade e renda (49%).

    Os principais momentos para consumir vinho incluem relaxamento (45%), refeições em casa (41%), datas comemorativas (38%) e encontros sociais (30%).

    Critérios de escolha e canais de compra

    Os consumidores priorizam preço (29%), facilidade de acesso (28%) e variedade de opções (27%) na hora da compra. Recomendações de amigos e familiares influenciam 40% das decisões, enquanto a origem do produto pesa para 26%. Os principais pontos de venda são:

    • Supermercados (89%)
    • Empórios especializados (40%)
    • Lojas online (27%)

    Desafios para o vinho brasileiro

    Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, principalmente a percepção do preço elevado, apontada por 52% dos entrevistados como uma barreira para o consumo. O presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebellatto, destaca que a alta carga tributária encarece o produto e que o setor busca diálogo com autoridades para criar um ambiente mais favorável.

    Rebellatto ressalta ainda a qualidade e a identidade do vinho brasileiro, que se conecta com os sabores e a cultura do país, e reforça o compromisso com a promoção e qualificação do setor para atrair novos consumidores.

    O levantamento foi realizado pelo Instituto MDA Pesquisa, promovido pelo Consevitis-RS e Sebrae Nacional, com amostra nacional de 1.709 consumidores de bebidas alcoólicas. A divulgação da pesquisa coincide com as comemorações do Dia do Vinho Brasileiro, que valorizam o trabalho das famílias produtoras e a importância econômica e cultural da vitivinicultura no país.

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  • Herbicidas hormonais ameaçam produção de uva no Rio Grande do Sul

    Herbicidas hormonais ameaçam produção de uva no Rio Grande do Sul

    A utilização de herbicidas hormonais tem gerado preocupações significativas entre os viticultores do Rio Grande do Sul. E pode colocar em risco a produção de uvas no estado. Esses produtos químicos, que atuam como reguladores de crescimento, podem causar danos irreversíveis às vinhas, afetando a qualidade e a quantidade da colheita.

    As derivas de herbicidas hormonais têm causado prejuízos significativos à produção agrícola no Rio Grande do Sul, afetando especialmente culturas sensíveis como viticultura e fruticultura. Para abordar esses impactos e buscar soluções, o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) promoveu a reunião de trabalho “Herbicidas Hormonais: Impactos das Derivas na Produção Agrícola”, realizada no Salão do Clube Internacional da Comunidade do Chapadão, em Jaguari (RS).

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    O evento reuniu representantes de entidades setoriais, pesquisadores, produtores e autoridades públicas. E com objetivo de discutir estratégias para mitigar os problemas causados pela deriva de herbicidas hormonais. Fortalecendo, desta forma, a defesa das culturas agrícolas e fomentar práticas sustentáveis. A programação incluiu palestras, painéis e grupos de trabalho que resultaram na elaboração da “Carta de Jaguari”, documento que propõe ações concretas para minimizar os prejuízos e promover a sustentabilidade na agricultura gaúcha.

    O que é a deriva?

    A deriva é o deslocamento involuntário de produtos agroquímicos, como herbicidas, para áreas fora do alvo original, devido a fatores como vento, evaporação ou formação de gotas muito finas durante a aplicação. Esse fenômeno pode prejudicar plantações sensíveis próximas, afetar o meio ambiente e gerar prejuízos econômicos. Condições climáticas inadequadas e técnicas de pulverização mal executadas são as principais causas do problema.

    De acordo com Hélio Marchioro, secretário executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho) e conselheiro do Consevitis-RS, o evento buscou definir ações concretas para conter os prejuízos causados pelas derivas de herbicidas hormonais, que têm levado produtores a desistirem de suas atividades. Ele cita culturas como uva, maçã, melancia, citrus, erva-mate e azeitonas entre as mais afetadas pela deriva de herbicidas hormonais. Que está comprometendo tanto a produtividade quanto o desenvolvimento econômico em regiões anteriormente promissoras.

    Marchioro destaca também a necessidade de um debate ampliado com governos e entidades setoriais, reforçando a relevância de ações integradas entre agricultores, governo estadual e federal, além de frentes parlamentares. “Estamos fazendo este evento para rememorar tudo que já foi feito e propor alternativas definitivas. Também é importante lembrar que o problema da deriva dos herbicidas hormonais não é exclusivo do Rio Grande do Sul. Em São Paulo e no Uruguai, produtores enfrentam desafios semelhantes, o que será tema das discussões com representantes desses locais durante a reunião.”

    Busca por soluções

    A reunião de trabalho em Jaguari representa um passo importante na busca por soluções para os impactos das derivas de herbicidas hormonais na produção agrícola do Rio Grande do Sul. E promover o diálogo entre diversos setores e a elaboração de estratégias para a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico das regiões afetadas.

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    A situação exige atenção imediata das autoridades agrícolas e dos produtores para garantir a sustentabilidade da viticultura no Rio Grande do Sul. Com o aumento da demanda por vinhos de qualidade, é crucial que os viticultores adotem práticas que preservem a integridade das suas culturas. E assegurem um futuro promissor para a produção de uvas no estado.