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  • Sequestro de vacas é estratégia para otimizar recursos

    Sequestro de vacas é estratégia para otimizar recursos

    Durante o período da estiagem, produtores rurais têm adotado uma técnica inovadora para garantir a saúde do rebanho e a recuperação das pastagens: o sequestro de vacas de cria. Essa prática auxilia na estabilidade da taxa de lotação e no aumento da produtividade, evitando o uso excessivo das áreas de pastagem.

    O método consiste em separar antecipadamente os bezerros das vacas mães, que são realocadas para áreas específicas da propriedade com controle de acesso e suplementação alimentar. Isso permite que o pasto descanse e se regenere após a estação seca, preservando o solo e a vegetação.

    Segundo o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico comercial da Connan, o sequestro ajuda a manter a condição corporal ideal das vacas durante a época de monta. “As fêmeas, recebendo dieta adequada longe dos bezerros, conseguem preservar a saúde e incrementar o desempenho reprodutivo”, explica.

    Vantagens

    Além da melhoria na taxa de concepção, a técnica facilita o acompanhamento da saúde individual dos animais, pois o rebanho fica concentrado em áreas específicas. Isso reduz o estresse nutricional e permite intervenções veterinárias rápidas em caso de necessidade.

    Os benefícios do sequestro vão além da produtividade. A prática contribui para o manejo sanitário eficiente, melhora a qualidade dos bezerros e promove a sustentabilidade ambiental, com uso racional dos recursos naturais. “É fundamental que as áreas de pasto durante o sequestro estejam fechadas, impedindo o acesso dos animais para garantir a recuperação do capim”, complementa Marson.

    O manejo planejado também possibilita uma alimentação focada no escore corporal ideal das fêmeas para o parto. Com isso, a operação da fazenda se torna mais eficiente, conciliando aumento da produtividade com o bem-estar animal.

    Com o sequestro de vacas, os pecuaristas encontram uma alternativa sustentável para enfrentar os desafios da estiagem, integrando saúde animal, conservação ambiental e rentabilidade na atividade pecuária.

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  • Cuidados essenciais no nascimento de bezerros garantem produtividade

    Cuidados essenciais no nascimento de bezerros garantem produtividade

    O manejo correto no nascimento dos bezerros é fundamental para evitar doenças e garantir o bom desempenho produtivo da fazenda. Entre as principais práticas estão a cura adequada do umbigo e o consumo imediato do colostro, que fortalecem o sistema imunológico do animal e previnem infecções oportunistas.

    Segundo o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico comercial da Connan, o bezerro nasce sem imunidade e depende do colostro da mãe para adquirir imunoglobulinas essenciais. O ideal é que o bezerro mame o colostro nas primeiras quatro horas após o nascimento. Período em que a absorção das defesas imunológicas é mais eficaz — cerca de 80% de absorção. Após 12 horas, essa eficácia cai para 50%, aumentando o risco de infecções graves e comprometendo o crescimento do animal.

    A equipe da fazenda deve monitorar as vacas prenhas para garantir que o bezerro tenha acesso ao colostro. Em casos de falha, especialmente comum em novilhas de primeiro parto, a intervenção é necessária para alimentar o bezerro manualmente, respeitando o processo de imprinting materno para evitar rejeição.

    Cura do umbigo: prevenção simples e eficaz

    Outro cuidado essencial é a cura do umbigo. Ela deve ser feita com imersão em solução de iodo a 10% por 20 segundos, trocando o líquido a cada aplicação para manter a eficácia. O procedimento deve ser repetido até o quarto dia de vida. Assim, evita-se que o umbigo se torne porta de entrada para infecções que podem levar a complicações sérias ou até a morte do bezerro.

    Além disso, recomenda-se o uso de mata-bicheira para afastar moscas e a inspeção frequente para garantir que o umbigo esteja completamente cicatrizado, evitando infecções ocultas em dobras da pele.

    Nutrição adequada para desenvolvimento saudável

    Durante o primeiro mês, o bezerro se alimenta exclusivamente de leite. A partir do quarto mês, a dieta começa a incluir pasto e suplementos, como o creep feeding, que oferece ração específica para complementar a alimentação e estimular o desenvolvimento do trato digestivo.

    Bruno Marson destaca que a introdução de suplementos a partir do quarto mês, como o Connan Master Creep, melhora a absorção de nutrientes e o ganho de peso, preparando o animal para um desempenho superior. Para consumos maiores, técnicos recomendam produtos como Connan Master 1000 ou Connan Extra 500, sempre com a dosagem adequada para evitar desperdícios e garantir eficiência.

    A adoção desses cuidados desde o nascimento dos bezerros é decisiva para alcançar uma taxa de desmame eficiente, considerada ideal em torno de 75%, e produzir cerca de 160 kg de bezerros desmamados por vaca exposta na estação de monta. O manejo correto previne perdas por doenças e mortalidade, assegurando o bem-estar animal e o retorno financeiro esperado para a propriedade.

    “A complementação alimentar com suplemento pode ser o incremento que falta para o retorno financeiro mais vantajoso para a propriedade”, conclui Marson.

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  • Terminação Intensiva a Pasto mantém desempenho do rebanho durante a estiagem

    Terminação Intensiva a Pasto mantém desempenho do rebanho durante a estiagem

    Com a chegada precoce da estiagem, tradicionalmente comum a partir de maio no Brasil, pecuaristas enfrentam o desafio de manter o desempenho do rebanho diante da redução da oferta de pastagem. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), o país deve enfrentar uma nova temporada de seca este ano, repetindo o cenário climático de 2024, com 1,9 mil cidades já em situação de seca.

    Diante desse cenário, a terminação intensiva a pasto (TIP) tem se destacado como uma solução eficiente e sustentável para garantir o ganho de peso e de carcaça dos bovinos mesmo em períodos de pastagens secas. “A TIP consiste em confinar o gado em áreas de pastagem com alta taxa de lotação. Oferecendo suplementação nutricional concentrada para compensar a menor disponibilidade e qualidade da forragem natural. Além disso, práticas como a divisão de pastos, o uso de sombra artificial, o acesso à água de qualidade e o monitoramento constante da condição corporal dos animais são fundamentais para o sucesso da estratégia”, explica Bruno Marson, zootecnista e diretor técnico industrial da Connan.

    Sistema verde-amarelo

    O sistema, conhecido como “verde-amarelo”, utiliza o capim como volumoso e o concentrado como fonte proteica-energética. De acordo com Marson, “a terminação é um dos períodos mais importantes da pecuária, pois antecede o abate e é o momento em que o animal deve atingir o peso projetado e o acabamento de carcaça adequados, agregando valor a todo o trabalho realizado durante o ciclo produtivo”. Ele destaca ainda que “o animal deve alcançar um peso ideal, depositando um percentual mínimo de gordura para uma boa comercialização com o frigorífico”.

    Além de manter o desempenho dos animais, a TIP reduz custos em relação ao confinamento tradicional e proporciona previsibilidade de abate ao produtor. “A adoção da TIP é mais simples para qualquer produtor. Pois é possível terminar poucos animais com uma estrutura simples e menor operacional quando comparado ao sistema de confinamento”, pontua Marson.

    Resultados comprovados em pesquisas de campo

    Estudos realizados pela Connan, em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e a Embrapa Gado de Corte, comprovaram os bons resultados da técnica. Utilizando a tecnologia Connan Termina-Fácil, um núcleo completo com minerais, proteínas e aditivos, os pesquisadores observaram aumento de peso e carcaça, com rendimento de ganho de 75%. Ou seja, de cada quilograma de peso vivo ganho pelos animais, 750 gramas corresponderam à carcaça.

    A estratégia utiliza apenas dois insumos principais: milho moído e Connan Termina-Fácil. Segundo Marson, “esse tratamento pode ser aplicado em qualquer época do ano. E na estiagem, torna-se uma estratégia bastante atraente para o produtor por causa da sua economia e do ganho de peso e carcaça dos animais”.

    Vantagens para a pecuária de corte

    A terminação intensiva a pasto amplia o índice de lotação global da propriedade e aumenta a taxa de desfrute e abate. Além disso, disponibiliza maior área de pastagem para outras categorias, intensifica o ganho médio diário global e adiciona receita líquida por hectare/ano. O menor custo operacional, a fácil adaptação e os índices mínimos de refugo de cocho proporcionam maior bem-estar animal e alta eficiência.

    Com a TIP, o pecuarista pode desenvolver um programa nutricional tanto para as águas quanto para as secas. Permitindo abater lotes homogêneos e garantir alta lucratividade, mesmo em períodos críticos do ano.

    A terminação intensiva a pasto se consolida como uma alternativa estratégica e econômica para a pecuária de corte enfrentar os desafios da estiagem. Mantendo o desempenho do rebanho, agregando valor à produção e garantindo a rentabilidade do produtor.

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  • Avaliação criteriosa no descarte de matrizes evita perdas produtivas

    Avaliação criteriosa no descarte de matrizes evita perdas produtivas

    Manter a saúde das matrizes é crucial para o sucesso de uma estação de monta em uma fazenda de gado de corte. No entanto, mesmo com todos os cuidados, algumas fêmeas podem apresentar falhas reprodutivas, comprometendo a produtividade. Nesse contexto, o descarte dessas vacas é essencial para evitar perdas e aumentar a rentabilidade da propriedade.

    Segundo o zootecnista Bruno Marson, da Connan, a seleção de matrizes para descarte geralmente ocorre após o diagnóstico de gestação, realizado por um médico-veterinário cerca de 30 dias após a inseminação artificial ou a saída dos touros da estação de monta. No entanto, antes de decidir pelo descarte, é importante considerar a categoria e o desempenho da vaca em anos anteriores, pois uma falha reprodutiva isolada não necessariamente indica baixa produtividade.

    Fatores a considerar

    A escolha para o descarte depende de vários critérios, incluindo:

    • Nível de produção: Vacas com baixa produtividade ou que não emprenham frequentemente devem ser avaliadas.
    • Perdas por doenças: Problemas como mastite crônica são indicativos de descarte.
    • Índices reprodutivos: Taxa de prenhez reduzida e alto intervalo entre partos são sinais de baixa eficiência reprodutiva.
    • Problemas físicos: Casos de problemas de cascos ou conformação de pernas e pés também são considerados.

    Categorias de Fêmeas

    A categoria das fêmeas influencia na decisão de descarte:

    • Novilhas: Se não emprenham após a primeira estação de monta, devem ser descartadas sem segunda chance.
    • Vacas multíparas: Podem merecer uma chance se for a primeira falha reprodutiva e tiverem histórico de desmamar bezerros pesados.
    • Vacas solteiras: Não devem receber outra chance, pois passaram um ano sem produzir bezerro.

    Importância da reposição

    A reposição anual de matrizes é crucial para manter a produtividade. Assim, a recomendação é que entre 20 a 30% das matrizes sejam repostas anualmente. Desta forma, evitando excesso de novilhas e primíparas nos anos subsequentes. Essa estratégia ajuda a melhorar o ganho genético do rebanho e a garantir uma fonte de renda ao produtor.

    Portanto, odescarte criterioso de matrizes é uma ferramenta essencial para otimizar a produtividade e a rentabilidade de uma fazenda. Ao considerar fatores como desempenho reprodutivo, condição física e valor genético, os produtores podem tomar decisões informadas que beneficiem o rebanho e a propriedade como um todo.

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