Tag: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

  • Crise no leite: Câmara debate criação de fundo nacional e tarifas

    Crise no leite: Câmara debate criação de fundo nacional e tarifas

    Representantes do setor de produção de leite pressionaram o Congresso Nacional nesta quinta-feira (7) por medidas urgentes de proteção à produção nacional. Em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, produtores, cooperativas e entidades rurais defenderam a criação de um fundo nacional financiado com recursos do Imposto de Importação de produtos lácteos, além de tarifas compensatórias contra o que chamam de concorrência desleal de países do Mercosul.

    Deputado Welter (PT-PR). Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    No centro do debate está o Projeto de Lei 431/26, apresentado em fevereiro pelo deputado Welter (PT-PR). A proposta cria um fundo destinado a financiar ações de fortalecimento da produção nacional, estabilidade econômica dos produtores e desenvolvimento sustentável do setor.

    Para o coordenador do ramo agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Rodolfo Jordão, o mecanismo é essencial para garantir resiliência ao setor. “É um instrumento para que, nos momentos de crise, a gente consiga reagir e, nos de bonança, fortalecer a cadeia produtiva”, afirmou.

    Das 1.200 cooperativas agropecuárias existentes no país, 150 atuam na produção de leite e respondem por mais de 50% da produção nacional, o que evidencia o peso estratégico do setor para o agronegócio brasileiro.

    Dumping e importação clandestina: a ameaça que vem de fora

    O consultor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ronei Volpi, revelou que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, há dois anos, um pedido formal de investigação antidumping junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sem resposta até o momento.

    Dumping é a prática de exportar produtos abaixo do custo de produção para conquistar mercados e eliminar concorrentes locais. “Se houve dumping, nós precisamos, antes tarde do que nunca, impor tarifas compensatórias para a importação do leite”, cobrou Volpi.

    Luis Corti: setor enfrenta custos elevados de produção e baixos preços pagos aos produtores. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    A situação é ainda mais grave no Paraná. O deputado estadual Luis Corti (PSD) informou que o estado, segundo maior produtor de leite do Brasil, já perdeu 40% de seus produtores. Ele denunciou que o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai chega ao Brasil para ser reidratado e, em alguns casos, entra clandestinamente próximo ao vencimento ou já vencido. “Como a polícia já denunciou, isso representa riscos reais à saúde pública”, alertou.

    Projetos em tramitação: o que muda para o produtor

    Além do fundo nacional, outros dois projetos foram debatidos na sessão:

    • PL 5738/25 — Já aprovado pela Comissão de Agricultura, proíbe a reconstituição de leite em pó importado para produção de leite líquido e queijo no Brasil.
    • PL 20/26 — Propõe a criação do Instituto Nacional do Leite, com foco no planejamento estratégico de toda a cadeia produtiva.
    • PLP 4/26 — Proíbe incentivos fiscais a empresas que utilizem leite em pó ou derivados importados em sua produção.
    Vânia Marques apontou riscos para agricultores familiares. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais (Contag), Vânia Marques Pinto, foi enfática ao defender o instituto. “Se não houver medidas que garantam a criação de um fundo e de um instituto que planeje essa cadeia produtiva, num futuro próximo teremos uma redução significativa dos agricultores familiares que hoje produzem leite.”

    O que o governo já faz e o que o setor ainda cobra

    O diretor do Departamento de Assistência Técnica do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marenilson Batista da Silva, destacou iniciativas em andamento, como a Rede ATER Leite, parceria entre o ministério e a Embrapa para transferência de tecnologias ao setor, e o programa Da Terra à Mesa, lançado no ano passado para fortalecer a agricultura familiar.

    Ainda assim, para o deputado Welter, as medidas em vigor são insuficientes diante da crise. “Temos que achar o caminho para uma política nacional do leite. A Câmara dos Deputados tem que dar uma resposta para esse setor”, disse o parlamentar.

    Os projetos seguem em análise nas comissões temáticas da Câmara.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Falta de verba ameaça controle de doenças e pragas, alerta Comissão da Câmara

    Falta de verba ameaça controle de doenças e pragas, alerta Comissão da Câmara

    A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados reforçou a necessidade de garantir recursos contínuos para a defesa agropecuária no Brasil. Durante audiência pública realizada na última semana, parlamentares, especialistas e representantes do setor criticaram a recorrente limitação orçamentária, que compromete a prevenção de pragas e doenças.

    A discussão ocorre no contexto do Projeto de Lei Complementar (PLP) 95/24, que propõe proibir o contingenciamento de verbas destinadas à área. A medida busca assegurar previsibilidade financeira para ações consideradas estratégicas à produção agrícola e à segurança alimentar.

    A defesa agropecuária reúne um conjunto de normas e ações voltadas à proteção da saúde animal e vegetal. O sistema atua na prevenção de pragas, fiscalização do uso de defensivos e certificação sanitária de produtos, fatores essenciais para o abastecimento interno e as exportações brasileiras.

    Riscos sanitários preocupam setor

    O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, alertou para quatro ameaças prioritárias no país: a vassoura de bruxa na mandioca, a influenza aviária, a mosca-da-carambola e a monilíase do cacaueiro.

    Segundo ele, todas exigem resposta imediata para evitar prejuízos maiores. Como exemplo, Goulart citou o recente foco da mosca-da-carambola em Manaus, cujo controle demandou um gasto emergencial de R$ 200 mil. Ele destacou que o investimento preventivo gera economia significativa: cada R$ 1 aplicado pode evitar até R$ 34 em custos futuros.

    Orçamento limitado e impacto econômico

    Em 2025, o orçamento da defesa agropecuária somou R$ 214 milhões, com execução superior a 95%. Apesar disso, especialistas apontam que o valor ainda não cobre todas as demandas, especialmente em situações emergenciais.

    O presidente da União Nacional dos Fiscais Agropecuários (Unafa), Diego do Amaral, destacou a insuficiência de recursos para ações nos estados. Ele lembrou o impacto da lagarta Helicoverpa armigera no oeste da Bahia, que causou prejuízo estimado em R$ 1,5 bilhão.

    Para o setor, a falta de previsibilidade orçamentária dificulta respostas rápidas e aumenta o risco de perdas permanentes na produção.

    Projeto busca impedir contingenciamento

    Os participantes da audiência defenderam a aprovação do PLP 95/24 como medida essencial para garantir estabilidade financeira à área.

    Deputado Márcio Honaiser (PDT-MA). Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Autor do requerimento do debate, o deputado Márcio Honaiser (PDT-MA) afirmou que a defesa agropecuária tem impacto direto na economia, na segurança alimentar e na imagem do Brasil no mercado internacional.

    O assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rafael Ribeiro de Lima Filho, reforçou que a entidade defende anualmente o fim do contingenciamento tanto para a defesa agropecuária quanto para o seguro rural.

    Assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rafael Ribeiro de Lima Filho. Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Segundo ele, a instabilidade nos recursos pode elevar gastos públicos no futuro, pressionar a inflação dos alimentos e afetar a balança comercial.

    Já o representante da Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários, Ricardo Aurélio Pinto, defendeu a criação de verba obrigatória para fortalecer o planejamento e garantir o cumprimento de acordos internacionais.

    Ele afirmou que o Brasil precisa manter um sistema sanitário robusto e comparou a defesa agropecuária a uma questão de segurança nacional.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • CNA e IEA apontam alta de 3% no preço de importação da borracha natural

    CNA e IEA apontam alta de 3% no preço de importação da borracha natural

    O preço de referência de importação da borracha natural subiu 3,0% em dezembro, alcançando R$ 12,81 por quilo, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA). O índice de referência chegou a 151,31 pontos, com variação positiva de 3,1% em relação a novembro.

    O aumento reflete o avanço de 1,7% nas cotações da borracha na Bolsa de Cingapura e a valorização média de 2,1% do dólar no período. Esses fatores impulsionaram o custo de importação da matéria-prima, usada principalmente nas indústrias de pneus e artefatos de borracha.

    Apesar da alta no preço do produto, o frete marítimo internacional na rota analisada recuou 8,2% em dezembro, enquanto o frete interno manteve-se estável.

  • Agronegócio se prepara para a Reforma Tributária em evento da Faesp e CNA

    Agronegócio se prepara para a Reforma Tributária em evento da Faesp e CNA

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promovem, no dia 11 de dezembro de 2025, o evento “Reforma Tributária e seus Impactos no Agronegócio – Região Sudeste”. A transmissão ocorre ao vivo, das 9h30 às 12h30, e reúne especialistas para discutir como as mudanças no sistema tributário afetarão o campo a partir de 1º de janeiro de 2026.

    O encontro busca orientar sindicatos rurais, produtores e profissionais do setor sobre as novas regras e o início do período de transição da Reforma Tributária. A programação inclui dois painéis com representantes da CNA, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (SEFAZ-SP) e Conselho Regional de Contabilidade (CRC-SP).

    Entre os temas em debate estão:

    • As principais mudanças do novo sistema tributário;
    • As regras de transição e as novas exigências para o produtor rural;
    • As melhores práticas de gestão tributária no campo.

    Com as alterações previstas para entrar em vigor no próximo ano, a Faesp destaca o papel estratégico dos sindicatos rurais como multiplicadores de conhecimento. A entidade incentiva a participação de gestores, técnicos, contadores e consultores para garantir uma adaptação segura e eficiente às novas normas fiscais.

    A inscrição é gratuita e aberta ao público, com acesso online para participantes de toda a Região Sudeste.

  • CNA apresenta posicionamento do agro brasileiro para COP 30 em Belém

    CNA apresenta posicionamento do agro brasileiro para COP 30 em Belém

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elaborou o documento “Agropecuária Brasileira na COP 30” para apresentar os compromissos e conquistas do setor durante a Conferência sobre as Mudanças Climáticas. O evento acontecerá entre 10 e 21 de novembro, em Belém. As federações estaduais ratificaram a publicação, que mostra ao mundo as práticas sustentáveis consolidadas no campo brasileiro.

    O material destaca tecnologias como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas e uso de bioinsumos. Essas práticas comprovam que o Brasil desenvolveu uma das agriculturas mais eficientes e ambientalmente responsáveis do planeta.

    Setor rural contribui para combater mudanças climáticas

    O documento funciona como instrumento estratégico de posicionamento internacional. A CNA reforça que o setor rural integra a solução para enfrentar as mudanças climáticas, contrariando narrativas que associam a agropecuária brasileira apenas a problemas ambientais.

    Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), ressalta a necessidade de desconstruir o mito de que a agropecuária brasileira opera de forma rudimentar.

    “O setor agropecuário representa parte vital na construção das soluções para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Cada vez mais tecnológico e sustentável, o agro sustenta a economia nacional e a preservação ambiental. Pois entende que a qualidade do solo e dos recursos hídricos impacta diretamente a produção”, afirma Meirelles.

    CNA defende acesso facilitado a financiamento climático

    A transição para uma economia de baixo carbono e a adaptação dos sistemas produtivos exigem investimentos de larga escala. O financiamento climático destinado aos países em desenvolvimento, reforçado no Acordo de Paris, representa condição fundamental para fortalecer a resiliência climática e viabilizar ações de mitigação e adaptação.

    A CNA defende maior acesso dos produtores rurais a recursos internacionais, com linhas simplificadas e justas. A entidade propõe que os fundos considerem a realidade dos países em desenvolvimento, garantindo previsibilidade e condições adequadas para a transição sustentável no agro.

    Produção de baixo carbono alinha Brasil a metas globais

    O documento enfatiza a produção com baixa emissão de carbono, alinhada às metas de descarbonização global. A Confederação destaca que o agro brasileiro já reduz emissões de forma efetiva através da adoção de tecnologias inovadoras e da preservação de florestas nativas em propriedades rurais, que sequestram grandes quantidades de carbono.

    Ao demonstrar avanços em métricas concretas, a agropecuária nacional reforça sua legitimidade para acessar mercados internacionais cada vez mais exigentes em sustentabilidade e rastreabilidade.

    Dados contestam narrativas negativas sobre o agro brasileiro

    O presidente da Faesp ressalta a importância de desconstruir narrativas negativas que associam o agro brasileiro ao desmatamento ilegal e à degradação ambiental. O documento da CNA apresenta dados que evidenciam o oposto: produtores rurais brasileiros preservam cerca de 33% do território nacional em áreas de vegetação nativa dentro das propriedades, diferencial único no cenário mundial.

    Essa informação reposiciona a imagem do Brasil nos fóruns internacionais e garante que políticas ambientais não funcionem como barreiras comerciais disfarçadas contra a produção nacional.

    O documento reforça a importância da articulação internacional do agro brasileiro em eventos como a COP 30. Ao unir evidências técnicas, experiências práticas e políticas públicas já implementadas, o setor demonstra capacidade de dialogar com a sociedade e com mercados externos de forma transparente e propositiva.

    A desconstrução de narrativas representa não apenas uma defesa, mas uma estratégia ativa para consolidar o protagonismo do Brasil na agenda global de sustentabilidade. O setor demonstra que o futuro da agropecuária pode ser, simultaneamente, produtivo, inclusivo e ambientalmente responsável.

  • Após quedas seguidas, PIB do agro volta a crescer no trimestre

    Após quedas seguidas, PIB do agro volta a crescer no trimestre

    Após dois trimestres consecutivos de queda, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou um crescimento de 1,26% no terceiro trimestre de 2024. A informação foi divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Com esse avanço, a taxa de queda acumulada para o ano de 2024 diminuiu para 2,49%. Considerando o desempenho total da economia brasileira até agora, o agronegócio pode representar 22% do PIB nacional em 2024. Isso representa uma redução em relação aos 23,5% registrados em 2023.

    Desempenho por segmento

    Pesquisadores do Cepea e da CNA destacam que a recuperação observada no terceiro trimestre se deve ao desempenho positivo tanto do setor agrícola, que cresceu 1,27%, quanto do setor pecuário, que teve um aumento de 1,31%. Todos os segmentos do agronegócio apresentaram avanços durante esse período, impulsionados pelo aumento do valor bruto da produção, principalmente devido aos preços reais mais altos.

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    No entanto, o desempenho negativo acumulado até setembro está associado à pressão no setor agrícola, que registrou uma queda superior a 4%, enquanto o setor pecuário apresentou um crescimento de 1,6%. Os pesquisadores indicam que a redução nos preços e a diminuição da produção de produtos-chave impactaram negativamente o agronegócio em 2024.

    Impactos e desafios

    A Síndrome da Murcha da Cana e outros fatores bióticos têm causado prejuízos significativos ao setor. Apesar disso, o ramo pecuário conseguiu mitigar parte dos impactos negativos graças ao bom desempenho dos segmentos agroindustriais e de insumos.

    Com as previsões indicando um crescimento modesto no PIB do agronegócio para 2024 e a necessidade de adaptação às condições de mercado e climáticas, especialistas ressaltam a importância de estratégias eficazes para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor. O acompanhamento contínuo das tendências econômicas será crucial para os canavicultores e demais produtores rurais enfrentarem os desafios futuros.

     

  • Produção de grãos no Brasil deve crescer 8,2%

    Produção de grãos no Brasil deve crescer 8,2%

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou sua segunda estimativa para a safra de grãos 2024/25, prevendo uma produção de 322,53 milhões de toneladas. Esse volume representa um crescimento de 8,2% em relação ao ciclo anterior, com um aumento aproximado de 24,6 milhões de toneladas na colheita.

    Esse crescimento é resultado da expectativa de aumento na área plantada e da recuperação na produtividade média das lavouras no Brasil. Segundo o 2º Levantamento de Grãos da Safra 2024/25, os agricultores deverão semear cerca de 81,4 milhões de hectares durante este ciclo.

    Thays Moura, fundadora da fintech Agree, observa que esses dados indicam um cenário promissor para o setor agrícola. “O planejamento financeiro é crucial para aproveitar as oportunidades que surgem com esse crescimento. Soluções de crédito personalizadas serão essenciais para atender às necessidades dos produtores”, destaca.

    Destaques por cultura

    Entre os principais produtos, a Conab projeta um aumento na área semeada de arroz, que deve passar de 1,6 milhão de hectares em 2023/24 para 1,77 milhão de hectares no ciclo atual. A semeadura já começou nas principais regiões produtoras e cobre 65% da área total, conforme o relatório Progresso de Safra. A produção deve ultrapassar 12 milhões de toneladas, com uma produtividade projetada em 6.814 quilos por hectare.

    Para a primeira safra de feijão, a estimativa é uma recuperação de 3,6% na área cultivada, totalizando 892,3 mil hectares e uma produção esperada de 991,6 mil toneladas. No caso da soja, projeta-se um aumento de 2,6% na área plantada, atingindo 47,36 milhões de hectares, com uma produtividade média 9,6% maior, resultando em 166,14 milhões de toneladas.

    O milho deve manter uma área estável em 21 milhões de hectares, com uma safra total estimada em 119,8 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões provenientes do primeiro ciclo já semeado em 48,7% da área. Para o trigo, espera-se uma produção de 8,11 milhões de toneladas, com 79,4% da área já colhida.

    Necessidade de crédito e inovação

    Moura ressalta que os agricultores continuarão a precisar de crédito para adquirir insumos e realizar investimentos em infraestrutura que suportem o aumento da produção. “A expectativa é que a melhoria na produtividade média das lavouras seja resultado dos investimentos em tecnologia e boas práticas agrícolas”, afirma.

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    Ela também destaca que é fundamental aumentar o suporte em termos de crédito para inovação tecnológica, como agricultura de precisão e aquisição de equipamentos modernos. “O crédito rural deve ser complementado com estratégias como seguros agrícolas e contratos futuros para garantir a sustentabilidade financeira dos negócios”, explica.

    Expectativas para o agronegócio

    De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio pode crescer 5% em 2025. Esse avanço deve-se ao aumento da produção primária agrícola e ao crescimento da indústria de insumos e da agroindústria exportadora. Apesar do cenário otimista, desafios como a alta do dólar e dos juros ainda persistem. A Agree se propõe a oferecer suporte aos produtores rurais na captação do crédito rural com condições favoráveis e atendimento personalizado.

    Com as previsões otimistas para a safra 2024/25 e a crescente demanda por crédito e tecnologia no setor agrícola, o Brasil se prepara para enfrentar os desafios do mercado enquanto busca consolidar sua posição como um dos principais produtores agrícolas do mundo. A colaboração entre instituições financeiras e agricultores será crucial para garantir o sucesso dessa empreitada.

  • Apoio ao produtor – CNA debate a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas

    Apoio ao produtor – CNA debate a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas, em resposta à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553.

    O caso, relatado pelo ministro Edson Fachin, questiona a validade de regras que reduzem em 60% a base de cálculo do ICMS sobre agrotóxicos. E estabelecem alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns desses produtos.

    Durante a audiência, Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, destacou a importância da capacitação e assistência técnica para os produtores rurais no uso seguro e eficiente de defensivos. Ele enfatizou que qualquer medida que retire os benefícios tributários pode resultar em aumento nos preços dos alimentos, impactando especialmente os pequenos produtores. “O produtor rural é usuário dos agroquímicos e não teria problema em substituir essa tecnologia, caso a pesquisa avance”, afirmou Lucchi.

    Senar e a capacitação dos agricultores

    Lucchi também mencionou o papel do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na capacitação dos agricultores. E ressaltou que a educação é fundamental para corrigir possíveis problemas na utilização desses produtos. Ele lembrou que a reforma tributária aprovada recentemente introduziu uma alíquota diferenciada para o setor agropecuário, com um desconto significativo.

    “Com a regulamentação do Projeto de Lei Complementar 68/2024, já foi aprovada na Câmara a lista de insumos agropecuários com a inclusão dos defensivos agrícolas”, completou o diretor da CNA. Ele argumentou que outros países adotam tributação reduzida para pesticidas devido à sua importância na produção de alimentos e na segurança alimentar.

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    Lucchi finalizou sua fala ressaltando que não é aumentando o custo dos defensivos que se estimulará o uso de alternativas biológicas. “Os produtores já fazem isso naturalmente porque é uma tecnologia que dá certo. Temos que investir em pesquisa e orientação técnica ao produtor”, concluiu.

    A ADI 5553 foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), questionando as regras do Convênio 100/1997 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e sua relação com a legislação tributária vigente. A discussão sobre a isenção de tributos para defensivos agrícolas continua a ser um tema relevante no debate sobre a política agrícola brasileira e suas implicações econômicas.

  • Benchmark Agro é realizado na sede da CNA em Brasília

    Benchmark Agro é realizado na sede da CNA em Brasília

    Na terça-feira (5), a competitividade do agronegócio brasileiro em relação aos principais concorrentes globais, os custos de produção de grãos e as perspectivas para a safra 2024/25 foram temas centrais do evento “Benchmark Agro”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    O encontro, que ocorreu na sede da CNA, marcou a etapa final do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro e reuniu especialistas, pesquisadores, presidentes de federações estaduais de agricultura, diretores, produtores e representantes de entidades do setor.

    Painéis de debate

    O evento contou com quatro painéis de debates ao longo do dia. No primeiro painel, moderado pela editora-chefe do Notícias Agrícolas, Carla Mendes, os palestrantes analisaram a produção agropecuária brasileira em comparação com os principais países produtores de alimentos.

    Mauro Osaki, pesquisador do Cepea, apresentou dados sobre os custos de produção de soja e milho no Brasil, comparando-os com Argentina, Estados Unidos e Ucrânia nas últimas cinco safras. Ele destacou que o Brasil apresenta o maior custo por tonelada produzida devido ao alto preço dos insumos. “Os custos dos principais insumos, especialmente fertilizantes e sementes, aumentaram no país, refletindo no Custo Operacional das atividades”, afirmou Osaki. Ele também ressaltou a importância do Brasil como fornecedor mundial de alimentos.

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    Thiago Bernardino, também do Cepea, discutiu o mercado da carne bovina e leite. Ele observou que a lucratividade na criação caiu em quase todos os países e que 80% das nações precisam aumentar a produção de leite para alcançar a autossuficiência.

    Painéis da manhã do “Benchmark Agro” reuniram especialistas e pesquisadores

    Amanda Roza, assessora técnica da CNA, abordou questões ambientais e o mercado de carbono, destacando os impactos das mudanças climáticas nos ganhos de produtividade.

    Custos de produção

    O segundo painel focou nos custos e na eficiência econômica na produção de grãos para a safra 2024/25. Moderado por André Dobashi, presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, o painel apresentou dados sobre as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Mapipa (Maranhão, Piauí e Pará).

    Renato Garcia, pesquisador do Cepea, comentou sobre as mudanças no comportamento dos produtores em relação à comercialização da soja. Ele destacou que muitos conseguiram travar custos favoráveis durante a colheita.

    Cleiton Gauer, superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), apresentou um aumento de 4,22% na receita bruta na safra atual em Mato Grosso, embora ainda insuficiente para cobrir todos os custos.

    Por fim, Luiz Fernando Gutierrez, analista da Safras & Mercado, projetou uma produção de soja de 171,8 milhões de toneladas para 2024/25 e um aumento na produção de milho para 133,5 milhões em 2025. Ele alertou que o crescimento dos estoques pode limitar a valorização dos preços.

    O evento “Benchmark Agro” se consolidou como um importante espaço para discutir os desafios enfrentados pelo setor agropecuário brasileiro em um cenário global competitivo.

    Presidente da CNA enfatiza a importância de prever tendências para sustentabilidade no agro

    O presidente da CNA, João Martins durante a abertura do evento, disse que a capacidade de antecipar cenários e tendências é fundamental para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade do setor agropecuário no longo prazo.

    O “Benchmark Agro” marca a etapa final do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro 2024. Ao longo deste ano, foram realizados 154 painéis em 125 municípios de 20 estados brasileiros. Isso envolveu cerca de 1.500 produtores em análises detalhadas sobre mais de 40 atividades agrícolas e pecuárias. O objetivo é oferecer aos produtores dados precisos sobre custos e perspectivas de mercado, contribuindo para estratégias de longo prazo.

    Em uma mensagem em vídeo, Martins ressaltou o compromisso da CNA com o futuro do agronegócio e a importância de fornecer informações que garantam previsibilidade. Ele apontou que a safra de grãos 2023/2024 enfrentou desafios severos, como condições climáticas adversas e preços baixos. Essas condições levaram a uma queda de mais de 30% nas margens dos agricultores em regiões-chave. “Apesar das dificuldades, nossas expectativas são otimistas quanto ao aumento da produtividade e rentabilidade”, destacou.

    Mercado aponta recuperação

    No setor pecuário, o presidente da CNA observou que os abates de fêmeas permanecem elevados há 17 meses, consequência da forte desvalorização dos preços do bezerro e da arroba do boi gordo até junho de 2024. Contudo, o mercado agora aponta uma recuperação, com a arroba superando R$ 293. “A expectativa é de preços firmes a médio prazo, impulsionados pela alta demanda interna e externa”, disse.

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    Martins também enfatizou a necessidade de se preparar para as oportunidades de crescimento global. “A demanda por alimentos continuará crescendo, e o Brasil deve ampliar sua participação no mercado internacional”, afirmou. Ele destacou o papel do Projeto Campo Futuro em fornecer mais do que apenas dados, mas também análises profundas que ajudam os produtores a se planejar e superar desafios.

    Evento debate custos de produção de grãos e competitividade do agro

    O evento incluiu discussões sobre o desempenho do agronegócio brasileiro, eficiência econômica na produção de grãos, e sustentabilidade na pecuária de leite e corte. Ao concluir o “Benchmark Agro”, Martins reafirmou o compromisso da CNA. Que é promover um setor agropecuário cada vez mais competitivo e sustentável, focado na valorização do produtor rural.

  • Agronegócio bate novo recorde de geração de emprego

    Agronegócio bate novo recorde de geração de emprego

    No primeiro trimestre de 2024, o agronegócio brasileiro empregou 28,6 milhões de pessoas, estabelecendo um novo recorde histórico na geração de empregos, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Este número representa 26,85% do total de ocupações no Brasil, um aumento em relação aos 26,67% do mesmo período de 2023.

    O crescimento no emprego no setor agro foi de 3,0%, somando cerca de 827 mil novos postos de trabalho. Enquanto isso, o aumento geral de empregos no Brasil foi de 2,3% ou 2,38 milhões de pessoas. O setor de agrosserviços registrou um crescimento de 9,9% no número de trabalhadores, contribuindo significativamente para o aumento geral do emprego no agronegócio.

    Este segmento inclui diversas atividades que suportam os setores de insumos, agropecuária e agroindústria, como transporte, armazenamento, comércio e serviços jurídicos e administrativos. O número de trabalhadores nas agroindústrias também cresceu 3,4%, adicionando 149.179 novas posições.

    Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que o aumento no emprego no agronegócio foi impulsionado por empregados com carteira assinada, refletindo uma maior formalização do trabalho, por trabalhadores com maior nível de instrução e pela crescente participação feminina no setor.

    Em relação às expectativas de safra e produção para 2024, especialistas esperam um ano produtivo, impulsionado por condições climáticas favoráveis e avanços tecnológicos. Esses fatores devem contribuir para um aumento na produção agrícola e, consequentemente, na geração de empregos no setor.

    Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro deve continuar a desempenhar um papel crucial na economia nacional, promovendo crescimento sustentável e inclusão social. E aumentando ainda mais as oportunidades de empregos no agronegócio.

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