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  • Internet no campo impulsiona PIB do Paraná em R$ 2 bilhões

    Internet no campo impulsiona PIB do Paraná em R$ 2 bilhões

    A expansão da internet em áreas rurais do Paraná já gera um impacto econômico anual de R$ 2,08 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, revelou estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A iniciativa faz parte do programa Conectividade Rural, uma estratégia do Governo do Paraná para levar internet de qualidade às zonas agrícolas e promover o desenvolvimento regional.

    De acordo com o relatório da Anatel divulgado em abril de 2025, o Paraná liderou o avanço na cobertura de internet no campo no Brasil, saltando de 52,73% para 62,21% entre junho de 2023 e junho deste ano, um crescimento de 9,48 pontos percentuais. Esse avanço superou estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

    O Paraná possui uma extensão territorial de 199 mil km², dos quais 195 mil km² são áreas rurais. A conectividade foi ampliada em 19.373 km², segundo dados da Anatel, beneficiando diretamente 88 municípios em todas as regiões do Estado, incluindo Litoral, Oeste, Sudoeste, Campos Gerais e Norte.

    Geração de empregos

    Além do impacto no PIB, a conexão promoveu a criação de 41 mil empregos formais e informais e elevou a arrecadação do ICMS em R$ 63 milhões por ano. A produtividade agrícola nas áreas conectadas é, em média, 37% maior do que nas regiões com acesso limitado à internet, ressaltando os benefícios da digitalização para o agronegócio paranaense.

    O programa Conectividade Rural é viabilizado por uma parceria inovadora entre o Governo do Paraná e as operadoras TIM e Claro, por meio da instalação de 541 torres de telefonia móvel e internet. A primeira fase, com 116 torres instaladas pela TIM, foi concluída em dezembro de 2024. Já a Claro instalou 83 torres, com outras 144 previstas para conclusão ainda em 2025, e as 155 restantes programadas para 2026.

    “A ampliação do acesso à internet no campo traz mais qualidade de vida, renda e desenvolvimento para o Paraná”, destacou Alex Canziani, secretário da Inovação e Inteligência Artificial do Estado. O plano envolve 20 órgãos governamentais e tem a meta de conectar 100% do campo paranaense até o final de 2026.

    Além dos benefícios para a economia, a conectividade reforça a segurança pública, especialmente na região de fronteira com o Paraguai. Para combater crimes transfronteiriços, 16 torres da Claro serão instaladas ao longo do Lago de Itaipu até dezembro de 2025, fortalecendo a atuação das Patrulhas Rurais da Polícia Militar do Paraná.

  • Parceria leva conectividade 4G a mais de 700 mil hectares no interior paulista

    Parceria leva conectividade 4G a mais de 700 mil hectares no interior paulista

    Um projeto estratégico de conectividade rural vai transformar o acesso à internet em mais de 700 mil hectares no interior de São Paulo. As Usinas Batatais e Cevasa, referências no setor sucroenergético, firmaram uma parceria com a Vivo para implantar uma infraestrutura baseada em 4G. O sistema é capaz de cobrir até 712 mil hectares com sinal estável, seguro e de longo alcance.

    A iniciativa, viabilizada pelo portfólio Vivo Agro, prevê a instalação de 12 novas antenas, que se somam às quatro já existentes. Com isso,  14 cidades da região serão beneficiadas: Altinópolis, Batatais, Brodowski, Claraval, Cristais Paulista, Franca, Itirapuã. Nuporanga, Patrocínio Paulista, Ribeirão Corrente, São José da Bela Vista, São Sebastião do Paraíso, São Tomás de Aquino e Santo Antônio da Alegria. A previsão é de que a conectividade esteja disponível para todos no início de 2026.

    A cobertura vai além das áreas agrícolas das usinas. O acesso à internet de qualidade também vai beneficiar comunidades rurais, trechos da Rodovia Cândido Portinari (entre Ribeirão Preto e Franca), cerca de 430 escolas, 130 unidades de saúde e hospitais, além de aproximadamente 590 mil pessoas que vivem nas cidades do entorno.

    Objetivos

    O projeto tem como objetivo acelerar a digitalização das operações das usinas, permitindo decisões em tempo real e suporte à adoção de tecnologias como automação de máquinas, estações climáticas inteligentes, monitoramento de incêndios, sensoriamento de solo e telemetria de frotas. A tecnologia empregada inclui rede 4G licenciada, cobertura de até 11 mil hectares por torre, integração com NB-IoT para sensores de longa duração e LTE-M para aplicações móveis, além de compatibilidade com inteligência de dados, IA e plataformas de gestão agrícola.

    Diretor de IoT, Inovação e Big Data B2B da Vivo, Adriano Pereira. Foto: Divulgação

    “Além da conectividade, oferecemos um centro de operações dedicado ao agronegócio, com resposta ágil e eficiente, contando com equipes especializadas em inteligência artificial”, explica Adriano Pereira, diretor de IoT, Inovação e Big Data B2B da Vivo. “Vamos começar a gerar insights e informações estratégicas. Além de modelos preditivos que trarão impactos positivos para o agronegócio brasileiro. Levando tecnologia com responsabilidade, promovendo a digitalização e aproximando pessoas e empresas”, completa o diretor.

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  • Conectividade: como a inteligência de dados está transformando a produção agrícola no Brasil

    Conectividade: como a inteligência de dados está transformando a produção agrícola no Brasil

    Em um cenário de intensas mudanças climáticas, pressões de mercado e desafios econômicos globais, a agricultura brasileira passa por uma transformação significativa, impulsionada por inovações tecnológicas e pela conectividade rural.

    A capacidade de tomar decisões ágeis e embasadas em dados é crucial para a competitividade no campo. Especialmente no início de uma nova safra, quando as margens de erro são pequenas e a busca por eficiência é constante.

    Hoje estão disponíveis soluções de conectividade 3G e 4G para áreas remotas, onde o uso da tecnologia permite que agricultores monitorarem suas plantações em tempo real, analisem condições climáticas, acompanhem a umidade do solo e a saúde das plantas, tudo isso com precisão inédita.

    A agricultura digital vai muito além da simples troca de dados. Sensores instalados nas lavouras capturam informações essenciais sobre o ambiente de cultivo, permitindo ajustes imediatos nas práticas agrícolas, como irrigação e aplicação de insumos. Essa capacidade de ajustar o manejo de forma precisa não só evita desperdícios, mas também maximiza a eficiência dos recursos, o que é fundamental em um mundo onde a sustentabilidade e o uso racional da terra estão no centro do debate.

    Transformação digital

    O impacto da transformação digital já pode ser visto nos números. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima que a produção de grãos no Brasil deve crescer mais de 8% na safra 2024/2025, mesmo em meio a desafios logísticos e ambientais. Esse crescimento, no entanto, poderia ser ainda maior. Pesquisas da ESALQ/USP indicam que a adoção plena de tecnologias digitais poderia aumentar a produtividade em até 25%, além de reduzir os custos operacionais em 20%. Isso evidencia o enorme potencial ainda não explorado no setor agrícola nacional.

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    Rodrigo Oliveira, CEO da Sol by RZK, destaca a importância da conectividade para o avanço do agronegócio: “A conectividade vai além de troca de dados. O produtor antenado com o que acontece no mundo consegue enxergar possibilidades de forma adiantada. Com isso, melhorando seu planejamento e gestão, contribuindo rapidamente para sua produção e as comunidades dos entornos”. O comentário de Oliveira reflete a visão de que a digitalização do campo não só impulsiona a eficiência agrícola, mas também gera impacto positivo nas comunidades rurais.

    Além de melhorar a eficiência operacional e reduzir custos, a conectividade permite que os produtores estejam à frente das inovações. Tecnologias como robôs agrícolas e máquinas autônomas estão cada vez mais próximas da realidade do campo brasileiro. Contudo, para que o potencial dessas inovações seja plenamente realizado, é necessário superar o principal obstáculo: a falta de conectividade em vastas áreas rurais.

    Sistemas de gestão agrícola integrados

    Um exemplo prático dessa transformação é a aplicação de sistemas de gestão agrícola integrados, que permitem que grandes volumes de dados sejam analisados para decisões mais assertivas. Esses sistemas ajudam os produtores a identificar o melhor momento para semear, aplicar fertilizantes ou iniciar a colheita, além de prever e mitigar riscos. Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais imprevisíveis, ter informações em tempo real é um diferencial competitivo inestimável.

    À medida que o agronegócio avança em direção à digitalização total, a inovação e investimento em tecnologia desempenham um papel vital para garantir que o Brasil continue sendo um líder global na produção de alimentos. A conectividade, aliada à inteligência de dados, não só aumenta a produtividade e a sustentabilidade, como também impulsiona o desenvolvimento econômico nas regiões rurais.

    As previsões de crescimento do setor agrícola são animadoras. Mas a verdadeira transformação virá quando a tecnologia se tornar acessível a todos os produtores, independentemente de onde estejam localizados.

    O futuro da agricultura brasileira é promissor, com tecnologias emergentes como inteligência artificial e automação agrícola prometendo elevar os níveis de eficiência a novos patamares. No entanto, o sucesso dessas inovações depende crucialmente da superação de um desafio central: garantir que todos os cantos do Brasil agrícola estejam conectados ao mundo digital.