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  • Preço da soja recua com dólar e safra recorde

    Preço da soja recua com dólar e safra recorde

    Os preços da soja caíram no Brasil na última semana, pressionados pelo câmbio e pela oferta elevada. A desvalorização do dólar frente ao Real reduziu a competitividade das exportações e impactou as cotações internas.

    Além disso, a expectativa de safra recorde ampliou a disponibilidade e limitou a liquidez no mercado. Segundo o Cepea, agentes atuam com cautela e aguardam melhores oportunidades de negociação.

    As projeções indicam aumento da oferta doméstica, o que reforça a pressão sobre os preços. De acordo com a Conab, a safra 2025/26 deve ocupar 48,47 milhões de hectares. A área representa alta de 2,4% em relação ao ciclo anterior.

    A produtividade média pode atingir 3.696 kg por hectare, avanço de 2%. Com isso, a produção nacional pode chegar a 179,15 milhões de toneladas. O volume indica crescimento de 4,5% e estabelece novo recorde no País.

    No campo, a colheita já alcança 85,7% da área total. Estados como Mato Grosso e Paraná já concluíram os trabalhos.

    Por outro lado, produtores enfrentam problemas no Rio Grande do Sul devido às chuvas irregulares. A instabilidade climática comprometeu a produtividade em parte das lavouras.

    Milho recua com oferta maior e pressão compradora

    Foto: divulgação – Flickr CNA

    Os preços do milho também caíram no Brasil na última semana, influenciados pelo aumento da oferta. Compradores pressionaram as cotações e intensificaram o movimento de baixa no mercado interno. Segundo o Cepea, o dólar mais fraco reforçou a queda no mercado spot.

    Na parcial de abril, até o dia 16, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou 4,8%. Com isso, o indicador voltou aos níveis registrados em janeiro deste ano.

    Os consumidores acompanham o avanço da colheita da safra de verão. Eles também observam a melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra. Além disso, a queda do dólar reduz a paridade de exportação e limita os preços internos.

    Diante desse cenário, compradores negociam de forma pontual. Eles atuam apenas para recompor estoques ou quando encontram preços mais baixos.

    Do lado vendedor, alguns agentes mostram maior flexibilidade nas negociações. Mesmo assim, muitos ainda enfrentam dificuldades para comercializar grandes volumes.

  • Soja e milho iniciam dezembro com ritmos opostos

    Soja e milho iniciam dezembro com ritmos opostos

    As negociações de soja começaram dezembro em ritmo lento, segundo levantamento do Cepea. O movimento ocorre porque compradores e vendedores mantêm grande disparidade entre preços ofertados e pedidos.

    Boa parte dos consumidores está abastecida e espera queda nas cotações, o que reduz o interesse no spot. Ao mesmo tempo, produtores permanecem capitalizados e evitam ofertar novos lotes, enquanto priorizam as atividades de campo.

    Os sojicultores seguem preocupados com possíveis perdas de produtividade. Essa preocupação cresce em regiões que enfrentam déficit hídrico. Colaboradores consultados pelo Cepea avaliam que a safra 2025/26 dificilmente alcançará as 177 milhões de toneladas previstas pela Conab.

    Milho: interesse comprador e retração vendedora elevam preços

    Os preços do milho subiram no mercado interno na última semana, aponta o Cepea. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, em Campinas (SP), se aproxima de R$ 70 por saca de 60 quilos, patamar nominal visto pela última vez em maio de 2025.

    O avanço ocorre porque o maior interesse comprador se soma à retração vendedora. Produtores focam a semeadura e monitoram o desenvolvimento das lavouras. Em algumas regiões, agricultores demonstram preocupação com o clima quente. Em outras, ainda avaliam efeitos das chuvas de meados de novembro.

    Nesse cenário, agentes limitam a oferta de lotes no spot e aguardam novas valorizações. Do lado da demanda, compradores tentam recompor estoques para o fim do ano e o início do próximo. No entanto, enfrentam preços mais altos pedidos pelos vendedores.

    Alguns compradores evitam o spot e aguardam possíveis quedas nas cotações. Eles se baseiam na proximidade da colheita da safra verão, que deve liberar armazéns e gerar necessidade de caixa, além do maior excedente interno e das exportações abaixo do esperado.

     

  • Negociações de arroz travadas no mercado interno

    Negociações de arroz travadas no mercado interno

    As negociações de arroz estão travadas. Na última semana, as negociações de arroz em casca no mercado spot nacional enfrentaram dificuldades. A disputa entre vendedores e compradores limitou os negócios.

    Segundo pesquisadores do Cepea, os orizicultores preferem vender a matéria-prima no porto de Rio Grande. As ofertas para exportação se mantêm mais vantajosas, mesmo com a queda recente do dólar.

    Negociações de arroz travadas

    No mercado interno, as transações foram pontuais. Os vendedores realizaram negócios conforme suas necessidades financeiras, na expectativa de uma valorização do arroz em casca. Do lado das unidades de beneficiamento, os preços de compra foram mantidos. Apenas aqueles com maior necessidade de reposição de estoques aceitaram pagar um pouco mais.

    A dificuldade na venda do arroz beneficiado, pressionada por varejistas e atacadistas, levou os agentes a adiar novas aquisições.

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