Tag: comportamento animal

  • Galo vê ameaça no céu, alerta galinhas e reação impressiona; veja vídeo

    Galo vê ameaça no céu, alerta galinhas e reação impressiona; veja vídeo

    Mostrou cavalheirismo! O galo Thor viralizou nas redes sociais ao demonstrar um comportamento de proteção diante de uma possível ameaça em uma propriedade rural no Texas, nos Estados Unidos. Ao perceber uma ave no alto, ele começou a emitir um som de alerta, enquanto as galinhas correram para procurar abrigo.

    O registro foi feito pela cuidadora Thalita, que também produz conteúdo para as redes sociais. No vídeo, Thor aparece atento e circulando pela área aberta ao lado de gansos. As galinhas, por outro lado, se escondem sob a vegetação.

    “Quando o Thor começa a fazer esse som de alerta é porque alguma coisa está errada. Observem que ele está sempre olhando pra cima. Até as gansinhas estão em volta olhando para o céu.”

    Segundo Thalita, as galinhas costumam procurar locais protegidos assim que percebem o sinal emitido pelo galo. Na ocasião registrada, elas se abrigaram debaixo de uma roseira.

    “É incrível como o Thor e as gansinhas ficam na área aberta, só esperando caso precisem tomar alguma atitude.”

    https://www.instagram.com/reel/DcY9nW6xUaT/?utm_source=ig_web_copy_link&igsi=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Comportamento é natural

    Na sequência, Thalita mostrou a ave que teria provocado o comportamento de alerta: um urubu estava pousado no alto da chaminé da casa. Segundo a influenciadora, a presença desse tipo de animal não seria frequente na região.

    A atitude corajosa da ave é natural e faz parte da eesquisas mostram que galos podem emitir chamados distintos diante de ameaças aéreas e terrestres. Ao ouvirem sinais associados a predadores aéreos, as galinhas tendem a procurar cobertura, se abaixar e direcionar a atenção para cima.

    Estudos também indicam que os machos podem intensificar esses chamados quando estão acompanhados por outras aves, reforçando a função de comunicação do sinal de alerta dentro do grupo.

  • Golfinhos usam conchas para capturar peixes em cena inédita

    Golfinhos usam conchas para capturar peixes em cena inédita

    Pesquisadores registraram pela primeira vez na costa leste da Austrália, golfinhos usando grandes conchas como ferramenta para capturar peixes. O comportamento foi observado no Great Sandy Marine Park, em Queensland.

    A técnica consiste em perseguir um peixe até que ele entre em uma concha vazia no fundo do mar. Em seguida, o golfinho leva o objeto até a superfície e o sacode para retirar a água. Com o movimento, o peixe desliza para dentro da boca do animal.

    Os registros foram feitos entre julho e outubro de 2025 por pesquisadores da University of the Sunshine Coast. O estudo foi publicado na revista científica Marine Mammal Science em agosto de 2026.

    Como os golfinhos usam as conchas para caçar

    O comportamento, conhecido como shelling, já havia sido observado em golfinhos da costa oeste da Austrália.

    No novo registro, os pesquisadores identificaram a mesma estratégia na costa leste do país. O fato chama atenção porque indica que populações de golfinhos em regiões diferentes podem ter desenvolvido técnicas semelhantes de maneira independente.

    A bióloga Alexis Levengood, especialista em comportamento animal e mamíferos marinhos da UniSC e autora principal do estudo, presenciou o primeiro caso durante uma saída de barco para pesquisa.

    “Eu vi um golfinho levando um objeto grande para fora da água e percebi que se tratava de uma concha.”

    Filhote pode ter aprendido a técnica com a mãe

    O segundo registro foi considerado ainda mais relevante pelos pesquisadores.

    Uma fêmea adulta foi observada emergindo da água com uma concha na boca. O peixe conseguiu escapar e o animal abandonou o objeto para continuar a perseguição.

    Poucos minutos depois, o filhote pegou a mesma concha e a segurou de maneira semelhante à observada na mãe.

    Para os pesquisadores, a cena representa uma possível evidência de aprendizagem social entre mãe e filhote

    A observação, por si só, não permite afirmar que houve ensino deliberado. No entanto, o comportamento é interpretado como um possível caso de transmissão social porque o filhote teve contato direto com a ação realizada pela mãe.

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  • “Tô acreditando, não”: Vacas comem pimenta e reação viraliza

    “Tô acreditando, não”: Vacas comem pimenta e reação viraliza

    Um vídeo gravado em uma fazenda na cidade de Araras viralizou ao mostrar um grupo de vacas reagindo de forma inesperada após terem contato com uma plantação de pimenta.

    O registro foi feito pela internauta Rayssa Reis e rapidamente ganhou destaque nas redes sociais pelo tom cômico da situação.

    Os animais estavam próximos a uma área onde a especiaria havia sido cultivada. A proximidade foi suficiente para despertar a curiosidade do rebanho, que acabou entrando em contato com a plantação.

    https://www.instagram.com/reel/DaGiEPFBYay/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    No vídeo, uma das vacas chama atenção ao demonstrar desconforto logo após mastigar a pimenta.

    O animal aparece colocando a língua para fora repetidas vezes, em uma tentativa clara de aliviar a ardência.

    Enquanto isso, a pessoa que grava não consegue conter as risadas diante da cena inusitada.

  • Estudo revela como carinho melhora o bem-estar de pintinhos

    Estudo revela como carinho melhora o bem-estar de pintinhos

    Um simples gesto pode fazer diferença na criação de aves. Um estudo realizado pela Universidade de Bristol revelou que o contato humano gentil reduz o medo dos pintinhos e estimula emoções positivas, contribuindo para o bem-estar dos animais nas granjas.

    Segundo os pesquisadores, pequenas mudanças na rotina de manejo já são suficientes para gerar resultados significativos. Falar em tom calmo, manipular os filhotes com cuidado e evitar movimentos bruscos ajudam a tornar o ambiente menos estressante.

    Pesquisa observou mudanças no comportamento dos pintinhos

    Os cientistas avaliaram como os animais reagiam a diferentes formas de interação humana.

    Durante o experimento, os pintinhos foram apresentados a dois ambientes distintos.

    Em um deles, uma pessoa permanecia em silêncio e sem qualquer contato com as aves.

    No outro, os animais recebiam carinho, eram manuseados cuidadosamente e ouviam uma voz tranquila.

    Depois dessa etapa, os pesquisadores permitiram que os pintinhos escolhessem livremente onde permanecer.

    O resultado chamou atenção: a maioria retornou ao ambiente associado ao contato gentil.

    Segundo os autores do estudo, essa escolha indica que os animais desenvolveram uma preferência positiva pelo espaço onde receberam uma interação cuidadosa.

    O que a descoberta representa para a avicultura

    Os resultados mostram que o comportamento dos trabalhadores influencia diretamente a percepção dos animais sobre o ambiente de criação.

    Com um manejo mais tranquilo, é possível reduzir situações de estresse e favorecer melhores condições de bem-estar durante o desenvolvimento dos pintinhos.

    Além dos benefícios para os animais, práticas de manejo mais cuidadosas podem contribuir para sistemas produtivos mais eficientes e alinhados às exigências atuais da avicultura.

    Bem-estar animal vai além da ausência de sofrimento

    A pesquisa reforça um conceito cada vez mais presente na produção animal moderna.

    Hoje, especialistas defendem que garantir o bem-estar não significa apenas evitar dor ou sofrimento, mas também proporcionar experiências positivas durante a criação.

    Nesse contexto, atitudes simples dos profissionais que trabalham nas granjas podem fazer parte de uma estratégia de melhoria contínua na produção.

  • Cavalos podem sentir o cheiro do medo dos humanos, segundo estudo

    Cavalos podem sentir o cheiro do medo dos humanos, segundo estudo

    Os cavalos impressionam pela força e imponência, mas também chamam atenção pela sensibilidade. Um estudo publicado em janeiro de 2026 na revista científica PLOS One revelou que esses animais conseguem detectar o cheiro do medo humano, o que influencia diretamente seu comportamento.

    A pesquisa foi conduzida pela especialista em comportamento e bem-estar equino Plotine Jardat e por cientistas do Instituto Francês de Equitação. O objetivo foi aprofundar estudos anteriores que já indicavam que cavalos reagem a expressões faciais e ao tom de voz humano, mas agora com foco no olfato.

    Como o estudo foi realizado

    Os pesquisadores coletaram amostras de suor de voluntários em diferentes situações emocionais. Primeiro, os participantes assistiram a cenas alegres de filmes como Singin’ in the Rain e Grease, produzindo suor associado à felicidade.

    Em seguida, novas amostras foram coletadas enquanto os voluntários assistiam ao filme de terror Sinister, com o objetivo de induzir medo. Também foram obtidas amostras neutras, sem estímulo emocional.

    Depois disso, os cavalos foram expostos aos diferentes odores por meio de compressas colocadas em focinheiras especiais. Durante os testes, os cientistas analisaram como os animais reagiam à presença humana, tanto durante escovação quanto em momentos de aproximação.

    Os cavalos expostos ao “suor do medo” demonstraram menos interesse em interagir com as pessoas. Além disso, os pesquisadores avaliaram a reação dos animais a sustos repentinos, como a abertura de um guarda-chuva próximo a um balde de comida, e ao contato com objetos desconhecidos.

    O que os pesquisadores descobriram

    Segundo o estudo, os cavalos que sentiram o odor associado ao medo ficaram mais alertas, cautelosos e reativos. Eles evitaram maior contato com humanos, se assustaram mais facilmente e apresentaram aumento na frequência cardíaca, um indicativo de estresse.

    Os cientistas também observaram que esses cavalos tocaram menos nos objetos novos e passaram mais tempo observando-os à distância, comportamento típico de esquiva e vigilância.

    Um dos pontos mais importantes da pesquisa é que os animais reagiram apenas ao cheiro, sem qualquer pista visual ou sonora de medo por parte dos humanos.

    Emoções humanas podem afetar os cavalos

    A equipe concluiu que os cavalos conseguem identificar o estado emocional humano apenas pelo odor corporal. Ainda não há uma resposta definitiva sobre a origem dessa habilidade, mas ela pode estar ligada ao longo processo de domesticação ou a uma característica natural presente em mamíferos.

    A pesquisadora destacou que o estado emocional das pessoas influencia diretamente a relação com os animais. Segundo ela, chegar calmo e relaxado tende a favorecer uma interação mais positiva, enquanto o medo humano pode deixar o cavalo mais inseguro e reativo.

  • Borboleta ferida ganha prótese de asa feita com pétalas de orquídea

    Borboleta ferida ganha prótese de asa feita com pétalas de orquídea

    Tinha tudo para ser só mais um inseto morto à beira do caminho. Mas quando Morhaf Ghazi, de 30 anos, encontrou uma borboleta ferida durante uma trilha em Amã, na Jordânia, ele não passou por ela como se nada fosse. Levou o inseto para casa, cuidou por dias e, no fim, fez algo que parece saído de um conto: criou uma prótese de asa para borboleta usando pétalas de orquídea que estavam preservadas dentro de um livro há quase nove anos.

    Sim, nove anos guardadas em um livro. E foram exatamente essas pétalas que deram uma segunda chance de vida à borboleta.

    A trilha que virou resgate

    Morhaf percebeu que havia algo errado logo de cara. A borboleta estava no chão e não conseguia voar. Ao examinar com atenção, ele viu o problema: a asa direita estava muito amassada, comprometida a ponto de impedir qualquer movimento no ar.

    Ele levou o inseto para casa com cuidado e começou um processo de recuperação improvisado, mas cheio de atenção. “Durante alguns dias, eu a alimentei com água com açúcar. Ela ficou em um buquê de flores onde coloquei gotinhas para ela beber”, contou Morhaf ao New York Post. Por dias, a borboleta virou hóspede da casa, sendo alimentada e observada de perto enquanto ele pensava no próximo passo.

    Pétalas de orquídea e uma hora de cirurgia artesanal

    Foi aí que a ideia surgiu. Morhaf tinha pétalas de orquídea rosa preservadas dentro de um livro desde 2017, quase uma década guardadas sem uso aparente. Ele traçou cuidadosamente o formato da asa saudável da borboleta e usou as pétalas como material para construir uma substituta à mão.

    Antes de colocar a prótese, ele pesquisou como manusear borboletas com segurança. O que descobriu deu coragem para avançar: borboletas não sentem dor nas asas, apenas pressão. Com esse dado em mente, ele removeu a asa danificada e fixou a nova. “Todo o processo levou cerca de uma hora, sem contar os dias que passei cuidando dela antes”, explicou.

    No mundo da lepidopterologia, a asa das borboletas é formada por escamas de quitina extremamente finas, o que torna qualquer intervenção delicada e arriscada. Morhaf não tinha formação em biologia, mas agiu com paciência e precisão acima da média.

    Ela voltou a voar

    Depois da intervenção, a borboleta começou a se movimentar melhor. Gradualmente, voltou a usar as asas, e o que parecia impossível se tornou real: ela voou de novo. Morhaf registrou o momento em vídeo, que rapidamente viralizou nas redes sociais e chamou atenção de pessoas ao redor do mundo.

    No entanto, a história levanta uma reflexão além do encantamento: o quanto estamos dispostos a pausar, observar e agir quando um ser vivo ao nosso redor precisa de ajuda? Morhaf não era veterinário, não tinha equipamento especializado e não tinha nenhuma obrigação. Tinha só atenção.

  • Conexão além da vida? Égua relincha ao lado de caixão e comove família em SC

    Conexão além da vida? Égua relincha ao lado de caixão e comove família em SC

    Lágrimas e silêncio costumam ditar o ritmo de um velório, mas em Santa Catarina, um som diferente rompeu a atmosfera de luto e deixou todos os presentes arrepiados. Levada para se despedir de seu tutor, a égua de estimação de um idoso catarinense protagonizou uma cena que reforça os laços invisíveis entre humanos e animais. Ao se aproximar do caixão, o animal não apenas parou, mas relinchou alto, como se estivesse chamando por aquele que cuidou dela durante anos.

    Um pedido especial da família

    Realizar essa homenagem não foi um improviso de última hora. A ideia partiu da filha do falecido, que conhecia a relação profunda entre o pai e o animal. Segundo familiares, a égua era a grande companheira do idoso nas rotinas no campo. Assim, a decisão de levá-la até o local da cerimônia buscou honrar essa amizade que, para muitos ali, parecia transcender a compreensão humana básica sobre o comportamento animal.

    A ciência por trás do luto animal

    Cenas como essa levantam discussões sobre a capacidade cognitiva e emocional dos cavalos. Especialistas em comportamento animal explicam que equinos são extremamente sensíveis a odores e sinais auditivos, sendo capazes de reconhecer seus tutores mesmo em condições adversas. No entanto, o impacto visual de um animal expressando o que parece ser tristeza profunda gera um impacto imediato na audiência digital. “Ela sabia que ele estava ali, foi uma despedida de alma”, afirmou uma das presentes no vídeo que já soma milhares de visualizações.

    https://www.instagram.com/reel/DXwfKubyMq0/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Reação viral e comoção nas redes

    Imagens registradas por celulares mostram o momento exato em que a égua encosta o focinho no caixão. A partir daí, o vídeo se espalhou por grupos de mensagens e redes sociais, gerando milhares de comentários de internautas emocionados com a lealdade do bicho. Além disso, o episódio reacende o debate sobre a permissão de animais de estimação em cerimônias fúnebres, algo que vem se tornando mais comum como parte do processo de fechamento de ciclo para as famílias.

    O legado de uma amizade rural

    Finalizada a cerimônia, o sentimento que ficou entre os parentes foi de dever cumprido. O relincho, que para desconhecidos poderia ser apenas um som natural, para aquela família foi um recado claro de gratidão. Em contraste com a frieza de algumas despedidas modernas, a presença da égua trouxe uma humanidade visceral ao momento, provando que o luto, definitivamente, não é um sentimento exclusivo dos seres humanos.

  • Você foi enganado: o animal que mais dorme não é o bicho-preguiça

    Você foi enganado: o animal que mais dorme não é o bicho-preguiça

    Durante muito tempo, o bicho-preguiça foi considerado o animal mais dorminhoco do planeta. Afinal, seu próprio nome já sugere lentidão e descanso constante.

    No entanto, estudos recentes mostram uma realidade diferente. Apesar de passar longos períodos imóvel, a preguiça selvagem dorme, em média, entre 9 e 10 horas por dia.

    Ou seja, bem menos do que se imaginava.

    O verdadeiro campeão do sono

    Quem realmente lidera esse ranking é o tatu-canastra, o maior tatu do mundo.

    Pesquisas indicam que ele pode dormir cerca de 18 a 19 horas por dia. Isso significa que passa mais de 75% do tempo descansando dentro de sua toca.

    Além disso, estudos de monitoramento mostram que o animal permanece inativo por longos períodos, saindo apenas para se alimentar.

    Em alguns casos, pesquisadores registraram níveis extremos de inatividade, reforçando seu título de verdadeiro “campeão do sono”.

    Por que o tatu dorme tanto?

    O comportamento do tatu-canastra está diretamente ligado à sobrevivência.

    Como é um animal de hábitos noturnos, ele evita o calor e os predadores permanecendo protegido em tocas profundas durante o dia. Dessa forma, reduz riscos e economiza energia.

    Além disso, sua dieta baseada em insetos, como formigas e cupins, não exige longas jornadas de busca. Isso contribui para que ele passe mais tempo descansando.

    Por que o tatu dorme tanto?

    O comportamento do tatu-canastra está diretamente ligado à sobrevivência.

    Como é um animal de hábitos noturnos, ele evita o calor e os predadores permanecendo protegido em tocas profundas durante o dia. Dessa forma, reduz riscos e economiza energia.

    Além disso, sua dieta baseada em insetos, como formigas e cupins, não exige longas jornadas de busca. Isso contribui para que ele passe mais tempo descansando.

    E o coala entra nessa disputa?

    Se considerarmos o mundo animal como um todo, outro forte concorrente aparece: o coala.

    O animal australiano pode dormir entre 18 e 22 horas por dia. Isso acontece porque sua alimentação, baseada em folhas de eucalipto, oferece pouca energia.

    Assim, o coala precisa economizar ao máximo, passando a maior parte do tempo dormindo.

    Uma curiosidade que muda a percepção

    A descoberta de que o tatu-canastra dorme mais que o bicho-preguiça quebra um dos mitos mais populares do mundo animal.

    Além disso, mostra como a ciência continua revelando detalhes surpreendentes sobre espécies já conhecidas.

    Por fim, fica o recado: da próxima vez que você achar que dormiu demais, lembre-se: ainda está longe de bater o recorde do tatu-canastra.

  • Onça-pintada arrasta jacaré para o topo de árvore no Pantanal

    Onça-pintada arrasta jacaré para o topo de árvore no Pantanal

    Na manhã da última quarta-feira (23/10/25), o guia e fotógrafo Bruno Jacob documentou um comportamento extraordinário no Parque Estadual Encontro das Águas (MT): a onça-pintada Jaju, uma fêmea conhecida na região, escalou uma árvore carregando a carcaça de um jacaré. Especialistas consideram o registro possivelmente inédito para a espécie.

    Jaju havia capturado o jacaré no dia anterior (22/10/25). O momento em que ela arrasta a presa para o alto da árvore representa um comportamento atípico para onças-pintadas, que normalmente arrastam suas presas aquáticas para a vegetação densa nas margens dos rios.

    Enquanto leopardos africanos frequentemente armazenam suas presas em árvores para protegê-las de competidores como leões e hienas, as onças-pintadas do Pantanal raramente adotam essa estratégia. O registro oferece aos pesquisadores uma valiosa oportunidade para estudar a flexibilidade comportamental desses predadores de topo da cadeia alimentar.

    Turismo fotográfico impulsiona conservação no Pantanal

    O Parque Estadual Encontro das Águas se consolidou como um dos principais destinos mundiais para turismo fotográfico de vida selvagem. A região abriga a maior concentração de onças-pintadas do planeta, atraindo fotógrafos profissionais e entusiastas da natureza de diversos países.

    O turismo de observação de fauna movimenta a economia local e fortalece iniciativas de conservação. Guias especializados como Bruno Jacob acompanham visitantes em embarcações pelos rios do Pantanal, proporcionando encontros seguros com a vida selvagem e documentando comportamentos raros.

    Onças-pintadas: predadores de topo do Pantanal

    As onças-pintadas (Panthera onca) dominam o topo da cadeia alimentar pantaneira. Esses felinos poderosos desenvolveram habilidades únicas de caça aquática, destacando-se como excelentes nadadoras. O Pantanal oferece condições ideais para a espécie, com abundância de presas como jacarés, capivaras e peixes.

    A mordida da onça-pintada figura entre as mais potentes do reino animal. O felino perfura diretamente o crânio de suas presas, uma técnica diferente da maioria dos grandes felinos que sufocam suas vítimas pela garganta.

    Jacarés: presas abundantes nos rios pantaneiros

    O Pantanal abriga duas espécies de jacarés: o jacaré-do-pantanal (Caiman yacare) e o jacaré-açu (Melanosuchus niger). O jacaré-do-pantanal, mais comum na região, representa uma fonte importante de alimento para as onças.

    Estimativas indicam que milhões de jacarés habitam os rios e lagoas do bioma. Durante a seca, quando os corpos d’água diminuem, as onças encontram condições ideais para caçar esses répteis, que ficam concentrados em espaços menores.

    Importância científica do registro

    Pesquisadores da vida selvagem celebram registros como o de Bruno Jacob. Cada documentação de comportamentos incomuns amplia o conhecimento científico sobre a espécie e pode revelar adaptações comportamentais ainda não descritas pela literatura especializada.

    O Parque Estadual Encontro das Águas, criado em 2004, protege mais de 108 mil hectares de áreas úmidas. A unidade de conservação permite estudos de longo prazo sobre onças-pintadas e outras espécies pantaneiras, contribuindo para estratégias efetivas de preservação do bioma.

  • Estratégia: cobras usam cachos de banana como armadilha

    Estratégia: cobras usam cachos de banana como armadilha

    Vídeos de cobras escondidas em cachos de banana se tornaram comuns nas redes sociais. O fenômeno chama atenção tanto de curiosos quanto de produtores rurais. Mas por que as serpentes tem esse comportamento?

    Segundo o biólogo Henrique charles, a cobra aproveita o cacho de banana como ponto estratégico. Pequenos mamíferos e aves costumam se alimentar das frutas. A serpente usa a estrutura da bananeira para se camuflar e surpreender suas presas. Assim, ela aumenta suas chances de capturar alimento sem gastar tanta energia.

    No vídeo temos uma caninana tendo esse comportamento, e a presença dessa espécie pode ser positiva para quem cultiva bananas. A serpente afasta roedores e aves, principais responsáveis por prejuízos nas plantações. Com o tempo, a caninana ajuda a controlar essas pragas de forma natural, reduzindo a necessidade de venenos e protegendo o equilíbrio do ambiente.

    Mas a caninana não é a única a usar essa tática para se alimentar. Por isso, atenção ao pegar bananas direto no cacho. No vídeo abaixo vemos uma outra espécie disfarçada entre as bananas.

    @acciolygabriel

    #cobra #cobraverde #natureza #selvagem #snake #wildlife #banana

    ♬ som original – gabriel

    A caninana não é perigosa

    Apesar do susto que pode causar, a caninana não possui veneno e raramente ataca humanos. Ela prefere fugir quando percebe a aproximação de pessoas. Sua fama de agressiva vem do comportamento defensivo, mas, na prática, ela representa mais benefícios do que riscos para o campo.

    A combinação de surpresa, curiosidade e a beleza da serpente explicam o sucesso dos vídeos. A caninana pode chegar a mais de 2,5 metros e tem uma coloração marcante.

    A caninana, conhecida por sua agilidade, vive em todos os biomas brasileiros, exceto nos Pampas. Também aparece em diversos países das Américas do Sul, Central e do Norte. Costuma circular tanto pelo solo quanto pelas árvores, mostrando-se mais ativa durante o dia.

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