Tag: complexo soja

  • Exportações do agro avançam em julho, enquanto açúcar e café recuam

    Exportações do agro avançam em julho, enquanto açúcar e café recuam

    O agronegócio brasileiro exportou US$ 16,338 bilhões em julho de 2026, alta de 5,4% em relação aos US$ 15,500 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. As importações do setor somaram US$ 1,748 bilhão, queda de 2,8% na comparação anual.

    Com esse resultado, o agronegócio gerou um superávit de US$ 14,590 bilhões em julho. O saldo cresceu 6,5% ante os US$ 13,702 bilhões registrados um ano antes, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Os números integram o levantamento da balança comercial do agronegócio brasileiro, elaborado pelo Mapa com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os dados foram extraídos em agosto de 2026 e estão sujeitos a alterações.

    Complexo soja lidera exportações

    O complexo soja foi o principal destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio em julho. As vendas externas alcançaram US$ 7,148 bilhões, avanço de 22,4% na comparação com julho de 2025.

    A soja em grãos respondeu por US$ 5,874 bilhões, alta de 17,4%. O volume embarcado aumentou 9,3%, para 13,401 milhões de toneladas, enquanto o preço médio subiu 7,4%, para US$ 438 por tonelada.

    O óleo de soja apresentou o crescimento mais expressivo dentro do complexo. As exportações aumentaram 163,1%, para US$ 383 milhões, com alta de 130,1% no volume embarcado.

    O farelo de soja também teve desempenho positivo. As vendas externas somaram US$ 891 milhões, crescimento de 28,6%, impulsionadas por aumentos de 17,6% no volume e de 9,3% no preço médio.

    Carnes mantêm ritmo positivo

    As exportações de carnes totalizaram US$ 2,905 bilhões em julho, alta de 5,2% sobre o mesmo período do ano anterior. O volume embarcado avançou 8,4%, para 922 mil toneladas.

    A carne de frango liderou o crescimento entre os principais segmentos, com exportações de US$ 972 milhões, aumento de 35,5%. O volume vendido ao exterior cresceu 31%, para 505 mil toneladas.

    As exportações de carne bovina recuaram 5,8% em valor, para US$ 1,566 bilhão. O volume caiu 16,8%, para 258 mil toneladas, mas o preço médio avançou 13,2%, para US$ 6.069 por tonelada.

    Já a carne suína registrou queda de 5,7% no valor exportado, para US$ 295 milhões. O volume, contudo, subiu 3,4%, enquanto o preço médio recuou 8,8%.

    Açúcar e café registram queda

    O complexo sucroalcooleiro apresentou um dos principais resultados negativos do mês. As exportações recuaram 27,6%, para US$ 1,127 bilhão, acompanhadas por quedas de 15,5% no volume e de 14,3% no preço médio.

    As vendas externas de açúcar somaram US$ 1,026 bilhão, redução de 30,1%. O volume embarcado caiu 16,6%, enquanto o preço médio diminuiu 16,2%.

    O café também registrou queda. As exportações atingiram US$ 937 milhões, recuo de 18,2%, com redução de 2,4% no volume e de 16,1% no preço médio.

    O café verde respondeu pela maior parte do resultado negativo: as vendas caíram 21,8%, para US$ 816 milhões.

    Celulose e produtos florestais avançam

    As exportações de produtos florestais alcançaram US$ 1,622 bilhão em julho, aumento de 16,5% na comparação anual. O preço médio também subiu 16,5%, enquanto o volume permaneceu estável em 2,763 milhões de toneladas.

    A celulose foi o principal destaque do segmento, com exportações de US$ 1,063 bilhão, alta de 30,8%. O volume cresceu 2,9% e o preço médio avançou 27,1%.

    Em sentido contrário, as vendas externas de madeira e suas obras recuaram 8%, para US$ 327 milhões. As exportações de papel ficaram praticamente estáveis, com alta de 1,3%, para US$ 225 milhões.

    Resultado acumulado no ano

    De janeiro a julho de 2026, o agronegócio brasileiro exportou US$ 103,395 bilhões, alta de 6% em relação aos US$ 97,497 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

    As importações do setor somaram US$ 11,713 bilhões, queda de 1,4%. Com isso, o saldo acumulado da balança comercial do agronegócio chegou a US$ 91,682 bilhões, crescimento de 7,1% sobre o resultado do ano anterior.

    No acumulado de 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 175 bilhões, avanço de 6,6%. O saldo comercial do setor alcançou US$ 155,011 bilhões.

    Participação nas exportações brasileiras

    O agronegócio respondeu por 47,9% das exportações totais do Brasil em julho de 2026. No mesmo mês, o setor representou 6,5% das importações brasileiras.

    No acumulado de janeiro a julho, a participação do agronegócio nas exportações do país ficou em 47,3%. Considerando o período de 12 meses encerrado em julho, o setor respondeu por 47,4% das vendas externas brasileiras.

    Fonte: Mapa

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  • Agronegócio paulista supera US$ 6,45 bilhões de superávit

    Agronegócio paulista supera US$ 6,45 bilhões de superávit

    O agronegócio paulista fechou os quatro primeiros meses de 2026 com superávit de US$ 6,45 bilhões no comércio exterior. O setor exportou US$ 8,47 bilhões e importou US$ 2,02 bilhões entre janeiro e abril, consolidando São Paulo como o segundo maior exportador do agro nacional, com 15,5% de participação. Atrás apenas de Mato Grosso (20,7%).

    O agronegócio também respondeu por 39% do total das exportações do estado no período, enquanto as importações do setor representaram 7,1% do total estadual.

    “O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

    Abril cresce 10,4% na comparação anual

    Só em abril de 2026, o agro paulista exportou US$ 2,40 bilhões, resultado 10,4% superior ao do mesmo mês de 2025. O diretor da APTA, Carlos Nabil, destacou a recuperação do setor: “Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.”

    O complexo sucroalcooleiro liderou as exportações, com US$ 1,85 bilhão (21,8% do total). O açúcar dominou o segmento, com 94,1% das receitas, e o etanol respondeu pelos demais 5,9%.

    Fonte: elaborado pelo IEA-APTA a partir dos dados do COMEXSTAT do MDIC.

    Na sequência, o setor de carnes movimentou US$ 1,42 bilhão (16,7%), com a carne bovina correspondendo a 82,9% desse valor. Os produtos florestais geraram US$ 1,14 bilhão (13,5%), impulsionados pela celulose (66,3%) e pelo papel (27,9%).

    O complexo soja somou US$ 1,08 bilhão (12,8%), com a soja em grão representando 85,3% e o farelo de soja, 9,1%. Os sucos alcançaram US$ 671,82 milhões (7,9%), com o suco de laranja respondendo por 96,5% do total.

    Juntos, esses cinco grupos concentraram 72,9% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 6,6% de participação e US$ 556,52 milhões em receitas. Sendo 68,4% de café verde e 27,5% de café solúvel.

    O que cresceu e o que recuou?

    Na comparação com o mesmo período de 2025, os produtos florestais avançaram 18,7%, as carnes cresceram 16,8% e o complexo soja subiu 9,2%. No lado negativo, os sucos recuaram 39,7%, o café caiu 14,9% e o setor sucroalcooleiro recuou 14,8%. As oscilações refletem tanto variações de preço quanto mudanças nos volumes exportados.

    A China segue como principal destino, absorvendo 27% das exportações do agro paulista, especialmente soja, carnes, produtos florestais e fibras têxteis. A União Europeia ocupa o segundo lugar, com 15,3% de participação, seguida pelos Estados Unidos, com 10,3%.

  • Recorde: agro brasileiro registra melhor primeiro trimestre da história

    Recorde: agro brasileiro registra melhor primeiro trimestre da história

    O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho inédito na série histórica. Entre janeiro e março as exportações do setor somaram 38,1 bilhões de dólares o que representa uma alta de 0,9 por cento em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado gerou um superávit comercial de 33 bilhões de dólares consolidando a força do setor na economia nacional.

    https://www.instagram.com/p/DXT-OWmkhxR/

    Apenas no mês de março o agronegócio exportou 15,41 bilhões de dólares. Esse montante correspondeu a 48,8 por cento de tudo o que o Brasil vendeu para o exterior no mês.

    Estratégia de expansão e novos mercados

    O crescimento reflete diretamente a estratégia de abertura de novos destinos comerciais. Somente nos três primeiros meses de 2026 o governo brasileiro abriu 30 novos mercados para os produtos agropecuários. No total o país já soma mais de 500 novas frentes comerciais abertas nos últimos três anos.

    Embora o volume exportado tenha subido 3,8 por cento o preço médio dos produtos caiu 2,8 por cento. Essa queda ocorreu devido à redução nas cotações internacionais de commodities importantes como milho, algodão, açúcar de cana e farelo de soja.

    Soja e proteínas animais lideram as vendas

    O complexo soja continua como o principal motor das exportações faturando 12,13 bilhões de dólares no trimestre ou 31,8 por cento do total. O setor de proteínas animais aparece logo em seguida com 8,12 bilhões de dólares e um crescimento expressivo de 21,8 por cento em relação a 2025.

    A carne bovina e a carne suína bateram recordes históricos de valor e quantidade no período. As vendas de carne bovina in natura renderam 3,98 bilhões de dólares um salto de 37,3 por cento. Já a carne suína atingiu 846 milhões de dólares em exportações crescendo 16,4 por cento. Outros produtos como feno erva-mate arroz e até bovinos vivos também registraram aumentos significativos reforçando a diversificação da pauta brasileira.

    Principais destinos internacionais

    A China permanece como o maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro absorvendo 29,8 por cento das exportações com 11,33 bilhões de dólares. A União Europeia ocupa a segunda posição com 5,67 bilhões de dólares seguida pelos Estados Unidos com 2,24 bilhões de dólares. Outros países como Índia Filipinas e México também apresentaram forte crescimento nas compras de produtos brasileiros.

    O ministro da Agricultura e Pecuária André de Paula atribuiu o sucesso à ciência e à sanidade da produção nacional. Segundo ele o agro brasileiro ocupa posição de destaque por sua capacidade de responder rapidamente às demandas globais. O secretário de Comércio e Relações Internacionais Luís Rua reforçou que o trabalho de abertura de mercados traz previsibilidade e consolida o Brasil como um fornecedor competitivo mundialmente.

  • Agronegócio brasileiro conquista superávit de US$ 9,2 bilhões em janeiro

    Agronegócio brasileiro conquista superávit de US$ 9,2 bilhões em janeiro

    O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com resultados expressivos, registrando US$ 10,8 bilhões em exportações durante janeiro e garantindo um superávit comercial de US$ 9,2 bilhões no período. Os números consolidam o setor como principal motor das vendas externas do país, representando 42,8% do valor total exportado pelo Brasil no primeiro mês do ano.

    Apesar da ligeira queda de 2,2% no valor exportado em relação a janeiro de 2025, o volume de produtos embarcados cresceu 7,0%, demonstrando a crescente aceitação dos produtos brasileiros no mercado internacional. A redução no faturamento reflete principalmente a queda de 8,6% nos preços médios das commodities, tendência acompanhada pelo Índice de Preços de Alimentos da FAO, que recuou em janeiro na comparação com dezembro de 2024.

    China lidera compras e mercados asiáticos expandem participação

    A China manteve a liderança como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, adquirindo US$ 2,1 bilhões em produtos (20% do total). A União Europeia aparece em segundo lugar, com US$ 1,7 bilhão (11%), seguida pelos Estados Unidos, que importaram US$ 705 milhões (6,6%).

    Um destaque importante foi o desempenho nas vendas para países da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), que cresceram 5,7% em janeiro de 2026 comparado ao mesmo período do ano anterior, sinalizando a diversificação de mercados em uma região estratégica que inclui Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnã, entre outros.

    Entre os mercados que mais ampliaram suas compras destacam-se Emirados Árabes Unidos (+58,5%), Filipinas (+90%), Turquia (+72,18%), Irã (+21,5%) e Iêmen (+336,9%).

    Recordes em carnes e diversificação de produtos

    O setor de carnes liderou as exportações, movimentando US$ 2,58 bilhões (24% do total) com crescimento de 24% em relação a janeiro de 2025. A carne bovina in natura foi o principal produto exportado, gerando US$ 1,3 bilhão em receitas com 231,8 mil toneladas destinadas a 116 países. Destaque para o aumento de 93% nas compras dos Estados Unidos.

    O complexo soja registrou US$ 1,66 bilhão (15,4% do total) com crescimento de 49,4%, seguido por produtos florestais (US$ 1,38 bilhão), cereais e preparações (US$ 1,12 bilhão), café (US$ 1,10 bilhão) e complexo sucroalcooleiro (US$ 0,75 bilhão).

    Novos produtos alcançam marcas históricas

    Janeiro de 2026 registrou recordes de exportação para diversos produtos que ampliam o portfólio do agronegócio brasileiro:

    • Glicerina em bruto: US$ 46,9 milhões (+114,9%)
    • Óleo de milho: US$ 21,8 milhões (+335,8%)
    • Cerveja: US$ 19,86 milhões (+3,6%)
    • Ovos: US$ 14,7 milhões (+9,2%)
    • Mamão papaia: US$ 6,36 milhões (+17,3%)
    • Pargos: US$ 5,84 milhões (+29,1%)

    Abertura de mercados e reconhecimento sanitário impulsionam resultados

    Segundo o ministro Carlos Fávaro, as ações de sanidade e negociação comercial do governo federal têm sido fundamentais para o desempenho positivo. O Brasil conquistou o reconhecimento da OMSA como livre de febre aftosa sem vacinação e recuperou rapidamente o status de livre de influenza aviária.

    No campo comercial, o país avançou em tratativas que resultaram na retirada da tarifa adicional dos Estados Unidos para produtos brasileiros, incluindo a carne bovina in natura.

    Conforme destacou o secretário Luis Rua, desde 2023 foram abertos 535 novos mercados para produtos do agronegócio brasileiro, sendo 10 apenas em janeiro de 2026. Iniciativas como AgroInsight, webinars e a Caravana do Agroexportador têm aproximado produtores e exportadores de oportunidades internacionais. E estimulando a participação de pequenos e médios empresários no mercado global.

  • Agronegócio mineiro bate recorde em exportações

    Agronegócio mineiro bate recorde em exportações

    O agronegócio mineiro estabeleceu novo recorde de exportações ao alcançar US$ 12,8 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2025, registrando crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado mantém Minas Gerais na terceira posição entre os maiores exportadores de produtos agropecuários do país, representando 12% da receita nacional do setor.

    Os produtores mineiros embarcaram 11,6 milhões de toneladas de produtos para o exterior, volume 8,7% menor que o registrado no mesmo período de 2024. Mais de 590 diferentes produtos agropecuários mineiros chegaram a 174 países, com a China liderando como principal destino (26%), seguida por Estados Unidos (11%), Alemanha (8%), Itália e Japão (ambos com 5%).

    Valorização de preços impulsiona crescimento

    A assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, atribui a expansão da receita à valorização do preço médio dos produtos agropecuários. “O setor exportador vem conquistando novos mercados ou ampliando presença em rotas alternativas, como Filipinas, México e Chile, que surgem como destinos estratégicos para proteínas mineiras”, explica a especialista.

    Teixeira destaca que esse movimento demonstra a capacidade de adaptação dos exportadores mineiros diante de mudanças nas condições de acesso a mercados tradicionais. A diversificação de destinos fortalece a posição competitiva do estado no cenário internacional.

    Café consolida liderança absoluta

    O café, principal produto de exportação do agro mineiro, gerou receita de US$ 6,88 bilhões, representando mais da metade do faturamento total do setor. O desempenho registrou salto impressionante de 52% em relação ao mesmo período de 2024. Impulsionado pela valorização dos preços, câmbio favorável e manutenção da qualidade reconhecida internacionalmente.

    Minas Gerais responde sozinho por cerca de 70% das exportações brasileiras de café, confirmando sua liderança absoluta no segmento. A qualidade dos grãos mineiros consolida o estado como referência mundial no fornecimento do produto.

    Complexo soja enfrenta retração

    O complexo soja, que inclui grãos, óleo e farelo, registrou receita de US$ 2,4 bilhões com o embarque de 6 milhões de toneladas. O setor apresentou queda de 18% na receita e 10% no volume exportado em comparação com o período anterior, refletindo desafios específicos do mercado internacional.

    O complexo sucroalcooleiro movimentou 3 milhões de toneladas e gerou US$ 1,2 bilhão em receitas, registrando queda de 18,3% no faturamento. A retração reflete ajustes no mercado internacional de açúcar e etanol que impactaram as vendas mineiras.

    Carnes mantêm performance sólida

    O setor de carnes, que engloba proteína bovina, suína e de frango, alcançou receita de US$ 1,2 bilhão com volume total de 324 mil toneladas embarcadas. A demanda chinesa permanece como motor essencial desse segmento, complementada pela expansão dos embarques para países do Oriente Médio, que se mostram mercados promissores para as proteínas mineiras.

    Os produtos florestais, incluindo celulose, madeira e papel, geraram aproximadamente US$ 653 milhões em receitas com volume embarcado de 1 milhão de toneladas. O segmento mantém participação estável na pauta exportadora do estado, atendendo demanda internacional por produtos sustentáveis.

  • São Paulo lidera exportações do agronegócio

    São Paulo lidera exportações do agronegócio

    O estado de São Paulo manteve a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro no primeiro trimestre de 2025, encerrando o período com superávit de US$ 4,9 bilhões na balança comercial do setor. Os dados, divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apontam que o valor representa uma queda de 19,9% em comparação com o mesmo período de 2024. Ainda assim, o resultado reafirma a força do agronegócio paulista no cenário nacional.

    Entre janeiro e março, as exportações do setor somaram US$ 6,4 bilhões, valor 14,6% inferior ao registrado no ano anterior. As importações, por sua vez, alcançaram US$ 1,5 bilhão, com crescimento de 9,5% na comparação interanual. O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, destacou que o resultado demonstra a solidez de uma base produtiva diversificada, com capacidade para manter bons indicadores mesmo diante de instabilidades de mercado.

    A análise técnica foi elaborada pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril, em parceria com os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta). Segundo o estudo, as exportações do agro paulista representaram 41,7% do total exportado pelo estado no primeiro trimestre, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,8% do total estadual.

    Principais produtos exportados pelo agronegócio paulista

    Cinco grupos de produtos concentraram 73% das exportações do agronegócio paulista no período:

    • Complexo sucroalcooleiro: com 25,8% de participação e receita de US$ 1,65 bilhão, sendo o açúcar responsável por 88,7% e o etanol por 11,3%.
    • Carnes: representando 13,9% das exportações, totalizou US$ 887,9 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,5% desse valor.
    • Sucos: com 13,5% de participação e receita de US$ 863,07 milhões, dos quais 98,2% se referem ao suco de laranja.
    • Produtos florestais: alcançaram US$ 758,98 milhões, com destaque para celulose (55,1%) e papel (35,5%).
    • Complexo soja: somou US$ 507,27 milhões, sendo 81,7% referente à soja em grãos.

    O café aparece logo em seguida, com US$ 465,75 milhões exportados, representando 7,3% da pauta paulista. Do total, 73,4% correspondem ao café verde e 23,1% ao café solúvel.

    Apesar da queda no complexo sucroalcooleiro (-50,5%) e no complexo soja (-17,9%), alguns segmentos apresentaram crescimento expressivo: café (+67,2%), sucos (+37,5%), carnes (+25%) e produtos florestais (+6%).

    Destinos mais relevantes para os produtos paulistas

    A China segue como principal destino das exportações do agronegócio paulista, com 19,3% de participação, concentrando as compras nos segmentos de soja (29%), carnes (28%) e produtos florestais (23%). Em seguida, aparecem:

    • União Europeia: com 16,4%, sendo os principais produtos sucos (37%), café (17%) e produtos florestais e vegetais (11% cada).
    • Estados Unidos: com 15,9% de participação, adquirindo sucos (40%), carnes (15%), produtos de origem animal (9,5%), florestais (8,8%) e café (8,6%).
    • Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, São Paulo registrou queda de 12,6% nas exportações para a China. Em contrapartida, as vendas para a União Europeia cresceram 34,4%, e para os Estados Unidos, 27,7%.

    Participação de São Paulo no cenário nacional

    No panorama nacional, São Paulo respondeu por 16,9% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo a liderança entre os estados exportadores. Mato Grosso aparece em segundo lugar com 15,7%, seguido por Minas Gerais, com 11,9% — este último com destaque no comércio internacional de café.

    O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2025 com US$ 37,83 bilhões em exportações do agronegócio, resultado 2,1% superior ao do mesmo período de 2024. As importações do setor somaram US$ 5,18 bilhões, um aumento de 11,9%.

    O saldo comercial positivo do agro brasileiro atingiu US$ 32,65 bilhões, representando um crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O desempenho robusto do setor continua sendo fundamental para equilibrar o déficit comercial gerado pelos demais segmentos da economia nacional.

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  • Produção de soja no Brasil deve crescer 9,4% em 2025, diz Abiove

    Produção de soja no Brasil deve crescer 9,4% em 2025, diz Abiove

    A produção brasileira de soja deve alcançar 167 milhões de toneladas em 2025, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Ou seja, a projeção indica um aumento de 9,4% em relação à safra atual.

    As exportações de soja também devem crescer 5,9%, chegando a 104,1 milhões de toneladas. Além disso, o processamento interno, por sua vez, deve atingir 57 milhões de toneladas, representando um aumento de 4,6%.

    Complexo soja

    O complexo da soja promete bom desempenho no próximo ano, com destaque para o farelo. Em resumo, a produção desse subproduto deve atingir 44 milhões de toneladas, uma alta de 5,5%. As exportações de farelo podem crescer 3,6%, alcançando 22,9 milhões de toneladas. Já o consumo interno deve avançar 3,7%, totalizando 19,5 milhões de toneladas.

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    No caso do óleo de soja, a produção deve somar 11,4 milhões de toneladas, com alta de 3,6%. A demanda interna deve aumentar 6,1%, atingindo 10,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, as exportações de óleo de soja podem registrar queda de 23,1%, fechando 2025 em 1 milhão de toneladas.

    Esses números reforçam a relevância do Brasil como um dos principais players no mercado global de soja.

     

  • Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    O agronegócio brasileiro registrou em outubro um recorde histórico nas exportações, somando US$ 14,27 bilhões. Ou seja, o valor representa um crescimento de 6,2% em relação aos US$ 13,43 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Em resumo, o aumento foi impulsionado por um crescimento de 3,7% no volume exportado e de 2,5% nos preços médios.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, destacou o desempenho positivo. “De janeiro a setembro, tivemos uma leve queda de 0,2%. Porém, com o resultado de outubro, o acumulado do ano já apresenta um crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2023. O agronegócio responde por quase metade das exportações brasileiras”, afirmou.

    Principais setores exportadores

    De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os setores que lideraram as exportações em outubro foram complexo soja, carnes, açúcar, produtos florestais, café e cereais. Juntos, eles representaram 82,7% da pauta exportadora, gerando US$ 11,80 bilhões.

    Entre os produtos com maior volume exportado, destacaram-se o açúcar de cana (+1 milhão de toneladas), farelo de soja (+452,56 mil toneladas), celulose (+423,43 mil toneladas) e carnes (+190,67 mil toneladas).

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    Produtos em destaque

    As exportações de carnes atingiram US$ 2,62 bilhões, alta de 38,6% em relação a outubro de 2023. A carne bovina foi o principal destaque, com receita de US$ 1,36 bilhão, um recorde histórico. O volume exportado de carne bovina in natura chegou a 270,33 mil toneladas.

    O açúcar também manteve a trajetória de alta, com exportações de 3,73 milhões de toneladas (+29,8%). Apesar da queda de 11,8% no preço médio, o setor gerou US$ 1,76 bilhão.

    Ao mesmo tempo, outro recorde veio do setor cafeeiro, que exportou US$ 1,40 bilhão em outubro (+61,1%). As vendas de café verde atingiram US$ 1,31 bilhão (+62,7%), com volume de 279,26 mil toneladas (+12%).

    Produtos como suco de laranja, algodão, bovinos vivos e feijões também contribuíram, somando um aumento de US$ 362,01 milhões em relação a outubro de 2023.

    Acumulado do ano

    Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações do agro totalizaram US$ 140,02 bilhões, alta de 0,7% frente ao mesmo período de 2023. Esse resultado foi impulsionado por um aumento de 6,6% no volume exportado, compensando a queda de 5,9% nos preços médios.

    Portanto, o agronegócio manteve sua relevância, representando 49,2% das exportações totais do Brasil no período.

     

  • Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    São Paulo mantém a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro. O setor paulista registrou alta de 11,2% entre janeiro e outubro de 2024, alcançando US$ 25,77 bilhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 4,74 bilhões, resultando em um superávit de US$ 21,03 bilhões. Ou seja, esse saldo reforça a importância do agronegócio para a economia estadual.

    O levantamento, conduzido por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, e pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), destaca que o setor agro respondeu por 43,6% das exportações paulistas no período. As importações do segmento representaram 7,4% do total estadual.

    Enquanto isso, os demais setores da economia estadual acumularam um déficit de US$ 26,13 bilhões, evidenciando o papel do agronegócio na redução do saldo negativo da balança comercial paulista.

    Principais produtos e crescimento

    Cinco grupos de produtos concentraram 79,8% das exportações agropecuárias paulistas:

    • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação (US$ 10,48 bilhões), com o açúcar representando 93% desse total.
    • Carnes: 11,2% de participação (US$ 2,89 bilhões), lideradas pela carne bovina (84,1%).
    • Produtos florestais: 10,3% de participação (US$ 2,66 bilhões), com destaque para celulose (55,2%).
    • Sucos: 9,1% de participação (US$ 2,34 bilhões), sendo 98,2% de suco de laranja.
    • Complexo soja: 8,5% de participação (US$ 2,18 bilhões), com 77,1% de soja em grão.

    Ao mesmo tempo, o café registrou alta de 41,4%, somando US$ 1,06 bilhão, com destaque para o café verde (71,7%). Outras altas incluem sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+23,9%) e produtos florestais (+18,9%). Já o complexo soja sofreu queda de 35%, impactado por variações de preço e volume exportado.

    Importações e participação nacional

    Nas importações, os principais produtos foram salmão (US$ 383,63 milhões), papel (US$ 340,14 milhões) e trigo (US$ 271,41 milhões). Juntos, os dez itens mais importados somaram US$ 2,09 bilhões, ou 44,2% das importações agropecuárias paulistas.

    No cenário nacional, São Paulo respondeu por 18,4% das exportações do agronegócio brasileiro, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%). O estado lidera as exportações de sucos (83,7%), complexo sucroalcooleiro (63,1%) e produtos alimentícios diversos (73,9%).

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    Balança comercial brasileira

    O agronegócio brasileiro acumulou superávit de US$ 123,78 bilhões até outubro de 2024, apesar de uma leve redução de 1,6% em comparação ao ano anterior. Em resumo, as exportações setoriais somaram US$ 140,02 bilhões, representando 49,3% das vendas externas do país.

    Os principais grupos exportados foram complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,31 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões). Portanto, juntos, esses produtos concentraram 80,3% das exportações do agronegócio brasileiro.

    Destaques incluem aumentos nas vendas de café (+51,0%) e complexo sucroalcooleiro (+26,6%). Por outro lado, o complexo soja registrou queda de 16,8%, refletindo oscilações no mercado internacional.