Tag: como escolher vinhos

  • Evento destaca acordo Mercosul-UE e tendências do vinho

    Evento destaca acordo Mercosul-UE e tendências do vinho

    A Wine South America 2026 vai reunir profissionais e especialistas do setor vitivinícola entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), com foco em negócios, qualificação e tendências do mercado de vinhos. A feira reforça seu papel como um dos principais pontos de conexão do setor ao integrar conteúdo técnico e oportunidades comerciais.

    A programação contará novamente com a curadoria da Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS), responsável pelas masterclasses. Ao longo dos três dias, o evento oferecerá 12 aulas exclusivas, com quatro sessões diárias voltadas à análise de regiões produtoras, estilos de vinhos e novas tendências do mercado.

    Os professores da ABS-RS conduzirão as atividades, com participação de convidados especiais. Segundo o sommelier Maurício Roloff, a curadoria busca equilibrar temas como produto, mercado, serviço, tendências e história, alinhando o conteúdo ao perfil do público e dos expositores.

    A programação atende desde iniciantes até profissionais experientes. Entre os destaques estão os vinhos do Norte da Itália, o protagonismo da uva Chardonnay no Vale dos Vinhedos e as diferentes expressões do vinho brasileiro. O evento também inclui conteúdos sobre análise sensorial e formação profissional, ampliando o foco para além do produto.

    Jornada do Sommelier

    Outra novidade será a realização da Jornada do Sommelier dentro da feira. A iniciativa da ABS-RS passa a integrar oficialmente a programação e amplia o debate entre profissionais do setor. O encontro também celebra o Dia do Sommelier e o Dia do Vinho Brasileiro, promovendo troca de experiências e valorização da cultura do vinho.

    A presidente da ABS-RS, Caroline Dani, afirma que a integração da Jornada ao evento fortalece o diálogo e amplia o alcance das discussões. Nesta edição, o principal tema será o impacto do acordo entre Mercosul e União Europeia no mercado de vinhos.

    O debate reunirá produtores, importadores e especialistas para analisar possíveis cenários e estratégias diante das mudanças no comércio internacional. A proposta é compreender como o setor pode se preparar para os efeitos do acordo, considerando o vinho como produto cultural, agrícola e econômico.

    Além disso, especialistas vão discutir tendências globais que devem influenciar o futuro da vitivinicultura, reforçando a importância de adaptação e planejamento estratégico no setor.

  • Campanha Vinho Legal ensina a reconhecer vinhos de procedência

    Campanha Vinho Legal ensina a reconhecer vinhos de procedência

    Antes de levantar a taça, vale um rápido olhar para o rótulo. É essa a proposta do Vinho Legal, campanha liderada pelo Consevitis-RS (Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul), que agora aposta em novos infográficos para orientar o consumidor sobre a importância de escolher vinhos de procedência garantida.

    A ação, que reúne entidades do setor vitivinícola gaúcho e nacional, reforça uma mensagem simples, mas essencial: informação no rótulo é sinônimo de segurança no copo. Ao ler atentamente as etiquetas, o público ajuda a combater a informalidade e protege toda a cadeia produtiva — do produtor à taça do consumidor.

    O que o rótulo revela

    Para os vinhos brasileiros, o rótulo precisa exibir marca comercial, tipo do produto e graduação alcoólica. Já o contrarrótulo traz dados mais técnicos: nome e endereço do fabricante, número de registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), lista de ingredientes, lote, responsável técnico e a expressão “Indústria Brasileira”. Todos esses detalhes garantem rastreabilidade e conformidade.

    Nos vinhos importados, é permitido que o rótulo esteja em outro idioma. Mas o contrarrótulo obrigatoriamente deve vir em português. Com o número de registro do importador no Mapa, país de origem (como “Produto da Argentina”), além da razão social e endereço do produtor estrangeiro. Também deve constar a inscrição “Importado por…” acompanhada do CNPJ e do lote.

    Quando o detalhe faz toda diferença

    Essas exigências não são burocracia à toa. Elas comprovam que o vinho foi produzido e comercializado dentro das normas sanitárias. Sem essas informações, cresce o risco de o consumidor levar para casa um produto irregular, sem procedência e possivelmente inseguro.

    “Consumir vinho legal é uma escolha que beneficia toda a cadeia produtiva. Quando o consumidor verifica o rótulo, ele está ajudando a combater a informalidade e a valorizar o trabalho de quem atua corretamente”, afirma Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis-RS.

    Um brinde ao consumo consciente

    A campanha Vinho Legal aposta no poder da informação para fortalecer um mercado mais justo e transparente. Os novos infográficos estão disponíveis nas redes sociais oficiais da iniciativa e em veículos de imprensa, ampliando o alcance da conscientização entre amantes e curiosos do mundo do vinho.

    Lançada em 2024, a ação é uma parceria do Consevitis-RS com instituições públicas e privadas do setor. O propósito vai além do combate à informalidade. É defender um consumo mais responsável, a valorização do vinho nacional e a garantia de um mercado que respeita a lei e a saúde de quem brinda.