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  • O que ninguém te conta na gôndola: os segredos do azeite extra virgem de qualidade

    O que ninguém te conta na gôndola: os segredos do azeite extra virgem de qualidade

    O preço ainda guia a maioria das decisões de compra de azeite no Brasil. Mas especialistas advertem que os critérios mais relevantes (composição química, origem das azeitonas e controle de qualidade)  ficam invisíveis na gôndola e fazem diferença real no sabor e nos benefícios à saúde.

    “O consumidor evoluiu e hoje busca mais informação, mas o mercado ainda não traduz com clareza o que de fato diferencia um azeite de outro. Nem todo extra virgem entrega o mesmo valor nutricional, e essa é uma discussão que precisa avançar”, afirma Eduardo Casarin, diretor da Filippo Berio no Brasil.

    O azeite de oliva extra virgem ocupa posição central na dieta mediterrânea, modelo alimentar associado à longevidade e à redução do risco de doenças cardiovasculares. Seu principal trunfo são os compostos fenólicos, antioxidantes naturais que variam expressivamente conforme a qualidade do produto.

    O que a ciência comprova

    A relação entre azeite e saúde tem respaldo científico sólido. Um ensaio clínico randomizado publicado no Journal of Nutrition mostrou que o consumo de azeite rico em polifenóis reduziu de forma significativa partículas de LDL e sua oxidação, fatores diretamente ligados ao risco cardiovascular. A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) também reconhece que os compostos fenólicos do azeite contribuem para a redução do colesterol LDL e da pressão arterial.

    Um estudo clínico recente reforça esse cenário: azeites extra virgem com maior teor de polifenóis apresentam propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e cardioprotetoras mais intensas.

    Como escolher um azeite extra virgem de qualidade

    Foto: Divulgação/Filippo Berio

    Como o rótulo não revela tudo, vale pesquisar antes da compra. Sites oficiais das marcas, certificações, avaliações de especialistas e dados sobre o processo produtivo ajudam a fazer uma escolha mais consciente. Veja os critérios principais:

    1. Classificação correta

    Prefira produtos identificados como “azeite de oliva extra virgem”, obtidos exclusivamente por processos mecânicos, como a prensagem a frio. Não se deixe enganar por imagens e ilustrações no rótulo — leia a denominação com atenção.

    1. Embalagem adequada

    Garrafas escuras e latas protegem os compostos fenólicos da luz, retardando a oxidação. Esse detalhe impacta diretamente a conservação dos nutrientes.

    1. Frescor e tempo de processamento

    O intervalo entre colheita e extração influencia a concentração de polifenóis, mas essa informação raramente consta no rótulo. Uma alternativa é buscar nos sites das marcas dados sobre rapidez no processamento das azeitonas, um indicativo de cuidado com o frescor.

    1. Certificações e auditorias independentes

    Selos de qualidade e certificações internacionais indicam maior controle produtivo e padronização. São um atalho confiável para filtrar opções em um mercado saturado.

    O que observar no rótulo

    Mesmo com limitações, o rótulo oferece pistas úteis:

    Imagem gerada por IA
    • Denominação do produto: priorize “azeite de oliva extra virgem”
    • Origem da marca: pesquise a empresa, sua tradição no setor e a transparência sobre seus processos
    • Tipo de embalagem: escura ou em lata é melhor
    • Certificações: selos de segurança alimentar indicam maior rigor na produção

    Sustentabilidade e tecnologia na cadeia produtiva

    A qualidade do azeite começa no campo. Empresas mais estruturadas investem em tecnologia para preservar nutrientes em cada etapa, da colheita ao envase, e adotam práticas sustentáveis, como uso de energia renovável e redução de emissões.

    “Quando falamos de qualidade, estamos falando de uma cadeia inteira, que começa no campo e passa por seleção rigorosa, controle técnico e avaliação sensorial. Esse conjunto de fatores garante não apenas o sabor, mas também a preservação dos compostos que a ciência já reconhece como benéficos à saúde”, explica Casarin.

    Escolher bem um azeite vai além de comparar preços na prateleira. Com informação e critérios claros, é possível equilibrar custo, qualidade e benefícios reais à saúde.

  • Como evitar cair no golpe do azeite falso no Brasil

    Como evitar cair no golpe do azeite falso no Brasil

    Nos últimos meses, o Brasil tem registrado um aumento expressivo nas apreensões de azeite de oliva falsificado, um problema que preocupa tanto o mercado quanto os consumidores.

    A adulteração consiste geralmente na diluição do azeite extravirgem com outros óleos vegetais, como de soja ou canola, ou até o uso de corantes e aromatizantes de origem não autorizada, que podem representar risco à saúde.

    Um dos principais desafios para o consumidor é identificar produtos adulterados, já que muitas vezes a falsificação é feita de forma sofisticada, tornando difícil a detecção apenas pelo cheiro ou sabor. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada na hora da compra.

    Para evitar cair em fraudes, é fundamental:

    • Observar atentamente o rótulo: prefira azeites produzidos e envasados no mesmo local, evite rótulos genéricos ou confusos com muitos idiomas ou termos pouco claros.
    • Desconfiar de preços muito baixos: o azeite extravirgem tem preço relativamente alto; ofertas muito abaixo da média podem indicar adulteração.
    • Optar por produtos mais frescos, de safra recente, garantindo melhor qualidade e frescor.
    • Preferir embalagens de vidro escuro para proteger o produto da luz e conservar suas propriedades.

    O consumo de azeite falsificado pode acarretar problemas gastrointestinais como dor no estômago, náusea, vômitos e até intoxicação, dependendo dos ingredientes usados na fraude. Além de colocar a saúde em risco, o consumidor é vítima ao pagar por um produto que não entrega os benefícios do verdadeiro azeite de oliva extravirgem.

    Preços estão caindo

    Além do alerta contra os falsificados, o cenário do preço do azeite no Brasil tem passado por mudanças significativas. Nos últimos anos, o preço sofreu grande alta devido a fatores climáticos adversos em países produtores europeus, como Espanha, Itália e Portugal, que impactaram a oferta mundial. Em 2023 e nos primeiros meses de 2024, o produto chegou a custar quase 50% mais caro, chegando a valores elevados no varejo brasileiro.

    Entretanto, desde o início de 2025, o preço do azeite vem apresentando queda gradual, reflexo da melhora nas safras desses países, permitindo um aumento da oferta. Em Belo Horizonte, por exemplo, a redução no preço médio da garrafa de 500 ml foi de cerca de 6% no primeiro semestre de 2025, um alívio para o consumidor brasileiro.

    Portanto, para garantir segurança e qualidade ao comprar azeite, além de desconfiar de ofertas muito baratas, é fundamental buscar marcas confiáveis, verificar o rótulo com atenção e, sempre que possível, comprar produtos de procedência garantida e recente fabricação. Denúncias de produtos falsificados podem ser feitas ao Ministério da Agricultura pelo telefone 0800 704 1995, contribuindo para combater essa fraude cada vez mais sofisticada.

  • Azeite extra virgem: saiba identificar qualidade e evitar golpes no mercado

    Azeite extra virgem: saiba identificar qualidade e evitar golpes no mercado

    O azeite de oliva extra virgem é um dos ingredientes favoritos dos brasileiros para dar sabor e sofisticação aos pratos. Seja para temperar saladas, finalizar receitas ou preparar molhos, ele é indispensável na cozinha. No entanto, assim como em outros produtos nobres, o azeite enfrenta um problema sério: a falsificação. “O azeite extra virgem é um dos produtos mais falsificados no mundo”, alerta Eduardo Casarin, country manager Brasil & Latam da Filippo Berio.

    Diante da variedade imensa de produtos nas prateleiras, o consumidor pode se sentir perdido. Como garantir a qualidade e levar para casa um azeite autêntico? A resposta começa pela leitura atenta do rótulo. Casarin recomenda priorizar as expressões “extra virgem”, “extração a frio” ou “primeira prensagem a frio”. Esses termos indicam que o óleo passou por processos cuidadosos que mantêm o frescor, os nutrientes e o sabor original das azeitonas.

    Outro ponto crucial é verificar o índice de acidez, um dos principais indicadores de qualidade. A legislação determina que o azeite extra virgem deve ter, no máximo, 0,8% de acidez. “Quanto menor a acidez, menor a oxidação e melhor a preservação dos componentes benéficos do azeite, como antioxidantes e ácidos graxos saudáveis”, explica Casarin.

    O especialista alerta também para os chamados “óleos compostos”. Muitas marcas comercializam azeites extra virgem misturados com óleos vegetais mais baratos, como soja ou girassol. Embora não representem riscos à saúde, esses produtos perdem as propriedades positivas do azeite puro. Para evitar decepções, “é fundamental ler o rótulo com atenção e verificar a composição completa do produto”, recomenda.

    Procedência

    Além disso, a procedência importa muito na hora da escolha. Azeites provenientes de países ou regiões com tradição — como Itália, Espanha e Portugal — e marcas reconhecidas internacionalmente costumam seguir rigorosos padrões de qualidade. A Filippo Berio, por exemplo, mantém um controle rigoroso para garantir autenticidade e segurança.

    Outro fator que passa muitas vezes despercebido é a embalagem. O azeite extra virgem é sensível à luz, por isso deve ser vendido em garrafas de vidro escuro ou latas. Embalagens transparentes expõem o óleo à luz, acelerando a oxidação e deterioração das características sensoriais. Em casa, o ideal é conservar o azeite em local fresco, seco, longe do fogão e da luz direta, com temperatura entre 15°C e 23°C.

    Muitos consumidores ainda se guiam pela cor do azeite na hora da compra, mas Casarin faz um alerta: “A cor não é um indicativo confiável de qualidade. Ela varia conforme o tipo e o grau de maturação da azeitona. Além disso, há relatos de uso ilegal de corantes para alterar a aparência do produto”.

    Por fim, o aroma do azeite é uma das melhores formas de avaliar seu frescor e pureza. Um azeite de boa qualidade tem cheiro de azeitona fresca, com nuances frutadas que lembram maçã verde, alcachofra e amêndoas. “O olfato é um parâmetro muito eficiente para identificar um azeite autêntico”, diz o country manager.

    Por que toda essa atenção é necessária? O azeite extra virgem é reconhecido por seus benefícios à saúde, incluindo a proteção cardiovascular, cerebral e metabólica. Produtos adulterados podem conter óleos inferiores ou até contaminantes, que comprometem esses efeitos positivos.

    “O nosso compromisso é garantir que o consumidor brasileiro tenha acesso a um azeite de oliva autêntico e seguro. Cada cuidado na escolha evita desperdício e protege a saúde”, conclui Eduardo Casarin.

  • Saiba como escolher azeite e evitar fraudes

    Saiba como escolher azeite e evitar fraudes

    O azeite de oliva, reconhecido por seus benefícios anti-inflamatórios, antioxidantes e cardioprotetores, enfrenta um cenário preocupante de fraudes no Brasil. Em 2025, o problema se agravou: o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificaram operações de fiscalização, resultando na proibição e recolhimento de diversas marcas por adulteração e irregularidades.

    Somente em 2024, mais de 112 mil litros de azeite adulterado foram apreendidos em operações conjuntas de Anvisa, Receita Federal e Polícia Federal, com destaque para a “Operação Getsêmani”, que retirou mais de 104 mil litros do mercado. Em 2025, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes de pelo menos quatro marcas e o Mapa desclassificou oito marcas após análises laboratoriais confirmarem a presença de óleos vegetais mais baratos, como soja e milho, misturados ao azeite de oliva.

    As principais infrações incluem:

    • Adulteração com outros óleos vegetais;
    • Irregularidades em rótulos e ausência de registro no Brasil;
    • Distribuição por empresas clandestinas ou sem registro.

    Marcas proibidas e orientações oficiais

    Entre as marcas recentemente proibidas por fraude estão Santa Lucía, Villa Glória, Alcobaça, Terra de Olivos, Casa do Azeite, Terrasa, Castelo de Viana, San Martin, Quintas D’Oliveira, Alonso, Escarpas das Oliveiras, Almazara, La Ventosa e Grego Santorini. O consumidor deve interromper imediatamente o uso desses produtos e solicitar substituição no ponto de venda, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias de comercialização irregular podem ser feitas pelo canal Fala.BR.

    Como o consumidor pode se proteger

    1. Verifique o registro e a procedência

    Consulte o Cadastro Geral de Classificação (CGC) do Ministério da Agricultura para saber se a empresa produtora, importadora ou distribuidora está devidamente registrada.

    Use a ferramenta da Anvisa para checar se a marca está proibida ou foi alvo de fraude.

    1. Atenção ao rótulo

    Confira a origem, data de envase, tipo de azeite e número de registro no MAPA.

    Prefira frascos escuros e com tampa inviolável, que ajudam a preservar a qualidade do azeite.

    1. Desconfie de preços muito baixos

    O azeite extravirgem verdadeiro tem custo mais elevado; preços abaixo da média podem indicar adulteração ou mistura com óleos mais baratos.

    1. Não compre azeite a granel

    Produtos vendidos sem embalagem original facilitam fraudes e dificultam a rastreabilidade.

    1. Saiba identificar os tipos de azeite
    • Extravirgem: até 0,8% de acidez, extraído a frio, sem aditivos.
    • Virgem: até 2% de acidez, qualidade sensorial inferior.
    • Óleo de bagaço de oliva: extraído do resíduo da azeitona, refinado, menor valor nutricional.
    • Óleo composto: mistura de azeite com outros óleos vegetais, não é azeite puro.
    1. Fique atento à acidez

    A acidez indica a proporção de ácidos graxos livres; quanto menor, melhor a qualidade. Acidez elevada pode sinalizar defeitos ou adulteração.

    O consumo de azeite adulterado pode mascarar a ingestão de óleos refinados com perfil inflamatório, prejudicando especialmente pessoas com doenças cardiovasculares e síndrome metabólica. A pureza do azeite é fundamental para garantir seus benefícios à saúde.

    Karoline Albini Schast é nutricionista, especialista em comportamento e fitoterapia, além de professora do Bacharelado de Nutrição do Centro Universitário Internacional Uninter. Foto: Divulgação Uninter

    A Karoline Albini Schast, nutricionista, falou com nossa equipe. “Embora o azeite de oliva extravirgem seja um aliado da saúde, seu valor está diretamente ligado à pureza e integridade do produto. Fraudes mascaram o consumo de óleos refinados com perfil inflamatório. Isso pode impactar negativamente pessoas com doenças cardiovasculares, síndrome metabólica e outras condições em que o azeite verdadeiro é recomendado como gordura funcional. O Brasil, infelizmente, ainda enfrenta desafios na fiscalização e combate a fraudes. Por isso, cabe ao consumidor estar bem-informado e fazer escolhas conscientes — valorizando produtos certificados, marcas reconhecidas e rótulos transparentes.”

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