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    Nova política busca ampliar o tratamento de esgoto em áreas rurais brasileiras

    A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o projeto que cria a Política Nacional de Incentivo à Instalação de Sistemas Descentralizados de Tratamento de Esgoto em Áreas Rurais. A proposta busca ampliar o saneamento básico no campo, onde a maioria das propriedades ainda não conta com rede pública de esgoto.

    O texto é um substitutivo do relator deputado Joseildo Ramos (PT-BA). Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O substitutivo aprovado foi elaborado pelo deputado Joseildo Ramos (PT-BA) a partir do PL 3879/21, do ex-deputado Paulo Bengtson (PA). O relator unificou o texto a outro projeto (PL 1554/23) e ajustou o conteúdo para compatibilizá-lo às normas atuais.

    A medida permite adotar soluções variadas, como fossas sépticas biodigestoras, jardins filtrantes e tanques sépticos, oferecendo alternativas sustentáveis e economicamente viáveis para o tratamento de dejetos humanos nas propriedades rurais. As diretrizes técnicas e operacionais ficarão sob responsabilidade do Poder Executivo.

    Saneamento e sustentabilidade no campo

    O projeto tem como eixos principais a proteção da saúde pública e do meio ambiente, com redução de doenças causadas por água contaminada e preservação de mananciais e do lençol freático.

    Também promove a sustentabilidade ao incentivar a economia circular, pois permite reutilizar subprodutos do tratamento na agricultura ou na geração de energia.  Além disso, o texto prevê assistência técnica contínua para instalação, operação e monitoramento dos sistemas implantados.

    “Solução para áreas fora da rede pública”

    O deputado Joseildo Ramos destacou que a proposta supre uma lacuna histórica nas políticas de saneamento rural. “Os projetos abordam um tema negligenciado e essencial para o desenvolvimento rural. A iniciativa oferece uma alternativa concreta onde as redes tradicionais não chegam”, afirmou.

    O governo federal deverá indicar um órgão coordenador para a política e os municípios deverão apresentar planos de gestão e acompanhamento das unidades instaladas.

    O projeto já havia sido aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, mas naquela ocasião em formato diferente. Agora, o texto segue para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), em caráter conclusivo.

    Caso receba aval dessas instâncias, a proposta seguirá para votação final na Câmara e no Senado.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias