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  • Preços da mandioca caem com avanço da colheita

    Preços da mandioca caem com avanço da colheita

    O avanço da colheita de mandioca pressionou os preços na última semana. A comercialização também superou a demanda industrial. Segundo o Cepea, as cotações registraram a menor média nominal semanal desde janeiro deste ano.

    Além disso, a previsão de melhora do clima deve acelerar a colheita nas próximas semanas. A liberação de áreas também tende a ampliar a oferta. Portanto, o mercado deve manter pressão baixista sobre os preços da mandioca.

    Os pesquisadores do Cepea afirmam que muitos produtores já sinalizam redução das áreas destinadas à cultura neste ano. A decisão considera a rentabilidade dos últimos anos, os atuais preços da mandioca e os altos custos de arrendamento.

    Além disso, a oferta de crédito também influencia o planejamento dos produtores para a próxima safra. Ainda segundo o Cepea, parte das lavouras de primeiro ciclo apresenta produtividade abaixo das expectativas. As áreas com ciclo de até 12 meses enfrentam desempenho inferior ao esperado pelos produtores.

  • São Paulo amplia recursos para agricultura familiar

    São Paulo amplia recursos para agricultura familiar

    O Governo de São Paulo destinará R$ 4,2 milhões à agricultura familiar em 2026. O valor financiará a quinta fase do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no estado. O montante supera os R$ 3,9 milhões do ciclo 2024/2025. Assim, o governo amplia os recursos para comprar hortifrutis produzidos por agricultores paulistas.

    Os investimentos garantem a compra de alimentos destinados a famílias vulneráveis. Além disso, os produtos integram cestas de 10 quilos distribuídas gratuitamente. Nesta etapa, 63 prefeituras participam do programa.

    Seleção dos municípios

    O governo selecionou os municípios com base em indicadores de insegurança alimentar do Cadastro Único.
    A expectativa é distribuir 48 mil cestas a famílias em situação de vulnerabilidade social. Com isso, o estado reforça a segurança alimentar e fortalece a agricultura familiar.

    A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral executa o programa em São Paulo. O órgão atua vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Além disso, a iniciativa ocorre em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

    Apoio aos produtores familiares

    O programa prevê a compra dos alimentos e o apoio técnico aos produtores familiares. Os técnicos acompanham desde a produção até a comercialização. Assim, o estado garante qualidade e regularidade no fornecimento dos alimentos. Os agricultores fornecem folhosas, frutas, legumes, raízes e tubérculos. Eles cultivam os produtos de forma convencional ou orgânica.

    No ciclo anterior, em 2025, o programa contemplou 51 municípios. Na ocasião, a iniciativa beneficiou 417 produtores familiares. Além disso, o PAA ofertou mais de 50 tipos de hortifrutis. Dessa forma, o programa fortaleceu a renda no campo e ampliou o acesso à alimentação saudável.

     

  • Liberada comercialização de moluscos em Guaratuba

    Liberada comercialização de moluscos em Guaratuba

    A comercialização de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Guaratuba (PR) foi liberada nesta semana pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A decisão ocorreu após novos testes comprovarem que os índices da toxina ácido ocadáico – associada à maré vermelha – estão dentro dos limites seguros para consumo humano.

    Os resultados das análises, realizadas em amostras coletadas em 31 de março e 3 de abril, foram divulgados em Nota Técnica da Adapar. A interdição, imposta no fim de março, exigia dois testes consecutivos com resultados negativos para a toxina. A agência reforçou que seguirá monitorando a região para garantir a qualidade dos produtos.

    O que é a ficotoxina ácido ocadáico?

    Produzida por microalgas marinhas, a substância se acumula em moluscos filtradores (como ostras e mexilhões) que se alimentam desses organismos. Embora não cause danos aos animais, em humanos pode provocar:

    • Náuseas e vômitos;
    • Dores abdominais;
    • Diarreia intensa.

    A contaminação ocorre principalmente durante o fenômeno da maré vermelha, quando as algas tóxicas se proliferam em excesso, mudando a coloração da água para tons avermelhados ou alaranjados.

    Maré vermelha: entenda o fenômeno

    A maré vermelha é um evento natural temporário, associado a mudanças nas correntes marítimas, temperatura da água e condições climáticas. No litoral paranaense, o monitoramento constante da Adapar é essencial para evitar riscos à saúde pública e prejuízos aos produtores.

    Em 2023, por exemplo, o estado registrou 12 interdições em áreas de cultivo de moluscos devido a surtos de toxinas.

    A Adapar mantém o programa de vigilância ativa em Guaratuba e outras regiões do litoral. Produtores e consumidores podem acompanhar atualizações no site oficial da agência.

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  • Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada

    Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.070, que estabelece regras para a produção de bioinsumos no Brasil. O Diário Oficial da União publicou o texto nesta terça-feira (24) com diretrizes para uso agrícola, pecuário, aquícola e florestal.

    Em geral, a nova legislação abrange produção, importação, exportação, registro, comercialização, uso, inspeção, fiscalização, pesquisa, experimentação, embalagem, rotulagem, propaganda, transporte, armazenamento, taxas e destinação de resíduos e embalagens. Além disso, prevê incentivos à produção.

    “Hoje é um dia histórico para a agropecuária brasileira. A responsabilidade pela sustentabilidade do Brasil é nossa, e os bioinsumos serão protagonistas nesse caminho”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Aplicação da lei

    Em resumo, a lei se aplica a sistemas de cultivo convencionais, orgânicos e agroecológicos, abrangendo todos os bioinsumos utilizados na agropecuária.

    Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a lei representa um marco para a agricultura sustentável no Brasil. “O país se destaca há quase 20 anos pela inovação em produtos biológicos. Com essa legislação, nos tornamos referência mundial, oferecendo segurança jurídica e mantendo o rigor técnico sem aumentar burocracias”, destacou.

    A fiscalização e o controle dos bioinsumos serão responsabilidade dos órgãos de defesa agropecuária federais, estaduais ou distritais, conforme suas competências.

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    O texto também define termos como biofábrica, bioinsumo de uso pecuário, agrícola e aquícola, além de regulamentar o registro de estabelecimentos e produtos. A Taxa de Registro de Estabelecimento e Produto da Defesa Agropecuária (Trepda) será cobrada apenas para análises técnicas de registros destinados ao uso comercial.

    O secretário de Inovação, Pedro Neto, destacou os avanços proporcionados pela nova lei. “Essa legislação traz incentivos para pesquisa, taxas de crédito diferenciadas e programas de capacitação. O Brasil avança para uma agropecuária mais tecnológica, sustentável e de base biológica”, reforçou Neto.

    Ou seja, a sanção da Lei nº 15.070 marca um passo importante na agenda sustentável brasileira, consolidando o país como referência global na produção de bioinsumos.