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  • Cogumelos comestíveis, tóxicos ou alucinógenos: é possível identificar a diferença?

    Cogumelos comestíveis, tóxicos ou alucinógenos: é possível identificar a diferença?

    Os cogumelos conquistam cada vez mais espaço na alimentação dos brasileiros graças ao sabor, à versatilidade e ao alto valor nutricional. Porém, antes de consumir qualquer espécie, é importante saber que nem todo cogumelo é seguro.

    O reino Fungi reúne mais de 100 mil espécies conhecidas em todo o mundo. Algumas são próprias para consumo, enquanto outras podem ser tóxicas ou até conter substâncias alucinógenas.

    É possível identificar um cogumelo tóxico apenas pela aparência?

    Não existem características visuais capazes de garantir que um cogumelo seja seguro apenas pela observação.

    Inclusive, espécies do mesmo gênero podem apresentar características completamente diferentes.

    Um exemplo clássico ocorre no gênero Amanita:

    Amanita muscaria possui propriedades alucinógenas;

    Amanita caesarea é considerada um cogumelo comestível de alto valor gastronômico;

    Amanita phalloides é extremamente tóxica e pode ser fatal.

    Exemplares do cogumelo Amanita phalloides, conhecido popularmente no Brasil como chapéu-da-morte e considerado um dos mais letais do mundo — Foto: Holger Krisp

    Somente análises laboratoriais conseguem detectar substâncias como amatoxinas, giromitrina e psilocibina. Por isso, especialistas recomendam adquirir cogumelos apenas de produtores ou estabelecimentos confiáveis.

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    Os cogumelos comestíveis mais consumidos

    Os cogumelos fazem parte da culinária de diversos países e também vêm ganhando espaço no agronegócio brasileiro, especialmente na fungicultura.

    Confira algumas das espécies mais conhecidas.

    Portobello

    O Portobello é a versão madura do champignon.

    Possui chapéu marrom, textura firme e sabor marcante, sendo bastante utilizado como substituto da carne em receitas vegetarianas.

    Seu cultivo já está consolidado no Brasil.

    Variedade é famosa por sua textura firme e sabor amadeirado — Foto: Divulgação

    Shiitake

    Originário do leste asiático, o Shiitake apresenta textura carnuda e sabor intenso.

    É rico em proteínas, fibras e minerais, sendo muito utilizado em sopas, molhos e refogados.

    Também possui produção crescente em território brasileiro.

    Cogumelo shitake é um dos fungos comestíveis mais consumidos no mundo — Foto: Divulgação

    Porcini

    Muito valorizado na culinária italiana, o Porcini possui aroma marcante e sabor terroso.

    É amplamente empregado em massas, risotos e pratos sofisticados.

    Essa espécie ocorre naturalmente em regiões da Europa e não é encontrada de forma nativa no hemisfério sul.

    Por ser um ingrediente sazonal, ele é tradicionalmente seco, processo que preserva seus aromas e intensifica o sabor — Foto: Divulgação

    Shimeji

    Muito popular na culinária japonesa, o Shimeji reúne diferentes espécies comercializadas no mercado.

    É conhecido pelo sabor delicado, textura levemente crocante e grande versatilidade culinária.

    Pode ser preparado na manteiga, refogado ou utilizado em yakisobas, sopas, risotos e acompanhamentos.

    Shimeji é muito popular no Brasil — Foto: Divulgação

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    Cuidados antes de consumir cogumelos

    Para consumir cogumelos com segurança, especialistas recomendam:

    • comprar produtos de produtores ou mercados confiáveis;
    • evitar colher cogumelos silvestres;
    • nunca consumir espécies desconhecidas;
    • respeitar o modo de preparo indicado para cada variedade;
    • procurar orientação especializada em caso de dúvidas.

    Esses cuidados ajudam a reduzir o risco de intoxicação e garantem uma experiência segura.

  • Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    As exportações do agronegócio mineiro ultrapassaram, pela primeira vez, o setor de mineração no ranking estadual. Em geral, de janeiro a novembro de 2024, as vendas externas do agro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% o desempenho da mineração, que fechou o período com US$ 14,5 bilhões.

    O agro representou 40,7% do total exportado por Minas Gerais até novembro. Portanto, em comparação com o mesmo período de 2023, o setor cresceu 19% em receita e 9% no volume exportado, atingindo 16 milhões de toneladas. Já a mineração respondeu por 37,7% das exportações, com 14,5 milhões de toneladas enviadas.

    Ou seja, o valor registrado até novembro já supera o recorde anual de 2022, quando a receita foi de US$ 15,3 bilhões. A média mensal de US$ 1,4 bilhão impulsionou esses resultados históricos. Além disso, a alta do câmbio nominal nos últimos meses favoreceu o desempenho do setor.

    Investimento em inovação impulsiona resultados

    Para Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o resultado reflete investimentos em capacitação, produção sustentável e inovação. “Esses números consolidam Minas como uma potência na produção de alimentos. Em 2025, a valorização dos nossos produtos no exterior deve ampliar ainda mais essa vantagem”, afirmou.

    Novos produtos ganham destaque

    Café, açúcar e carne bovina seguem liderando as exportações. Contudo, novos produtos ganharam espaço, como sementes para semeadura, sêmen bovino, queijos, iogurtes, leite condensado e batatas preparadas.

    Água de coco, tapioca, cogumelos, inhame, azeitonas e grão de bico também ampliaram o portfólio exportador do estado, atendendo demandas internacionais.

    A China lidera as importações do agro mineiro, com US$ 3,9 bilhões, seguida por Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países compram produtos do agro mineiro.

    Café mantém liderança histórica

    O café segue como principal produto exportado, somando US$ 7,1 bilhões em receita, um aumento de 44,6% em relação ao ano anterior. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, crescimento de 25%.

    Os principais compradores — Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão — aumentaram significativamente suas aquisições.

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    Carne bovina impulsiona setor de proteínas

    As exportações de carnes totalizaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas. A carne bovina liderou, com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas exportadas, registrando aumentos de 20,4% no valor e 26,5% no volume.

    A carne suína também teve destaque, com o melhor resultado em oito anos: US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas exportadas.

    Já a carne de frango apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, totalizando US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

    Desempenho do complexo soja e sucroalcooleiro

    As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões. Apesar de uma queda de 8,4% na receita, os embarques cresceram 9,5%. O farelo de soja teve alta de 9% na receita, atingindo US$ 230 milhões.

    O complexo sucroalcooleiro alcançou US$ 2,3 bilhões, com destaque para o açúcar, que representou US$ 2,2 bilhões. A Indonésia superou a China como principal destino, respondendo por 11% das vendas.

    Em resumo, o desempenho histórico do agro mineiro reflete diversificação, investimento e forte presença no mercado internacional, consolidando Minas Gerais como referência global no setor.